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sábado, 8 de junho de 2019

Criem filhos, não animais


Um pedido capaz de gerar polémica e de atiçar todos aqueles que não pretendem ter filhos. Não faço parte do rol, portanto não me sinto afectada. Contudo, devo dizer que é um bocadinho arrogante fazer um apelo destes. Se eu concordo que as crianças são infinitamente melhor que os animais? Sem a menor dúvida. Se eu acho que toda a gente tem que pensar como eu? Não, como é óbvio. Sou pela liberdade de escolha, sempre e em qualquer circunstância. 

Apesar de não perceber esta preferência, acho que qualquer pessoa tem o direito de tomar as suas decisões e viver tranquilamente com as escolhas que faz, sem se sentir pressionado para optar por um caminho diferente. Se querem viver sem filhos, porque não? Não conseguimos mudar a forma como alguém se sente em relação isso só pela força de vontade, portanto, a opção é ter filhos sem os querer verdadeiramente só para "garantir a continuidade da espécie"? Mais vale estarem quietos.

Nunca fui aquela pessoa que queria muito ter filhos, não fazia questão. Depois, aconteceu o Leo. E eu descobri com ele que a coisa de que mais gosto no mundo é ser mãe. Preenche-me realmente. Mas consigo perceber que haja quem não sente o mesmo. E não tento mudar isso, porque não me diz respeito. Porém, desde que os meus avós, neste último ano, deixaram de ser capazes de estar sozinhos, pergunto-me o que será, nessa altura da vida, das pessoas que escolhem não ter filhos.

E antes que se sintam tentados a dizer-me que há filhos que abandonam os pais, eu já sei. Mas também há aqueles, felizmente, como a minha mãe e a minha tia, que fazem tudo por eles. Não vos vou descrever a saga que tem sido desde que eles tiveram que sair de casa deles por já não poderem estar sozinhos, mas garanto-vos que não tem sido nada fácil.

O que acontece a um casal sem filhos nessa situação? Quem vai estar lá para ajudar? E quando um dos dois morre primeiro? Acho isso completamente assustador e é muito triste chegarmos ao fim da vida sozinhos e sem família. Será que essas pessoas pensam nisso? Não quero com isto mudar a visão de ninguém, mas tenho genuína curiosidade.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Animais na varanda


Vi uma publicação no facebook de um senhor a dizer que estes cãezitos estão 24h sobre 24h à torreira do sol e que, inclusivamente, falou com uma vizinha, que lhe disse que dantes ficavam fechados na casa-de-banho. Claro que depois tem 1000 comentários a incentivar toda a espécie de castigo horrendo para os donos, que se chamem as autoridades, que se faça justiça popular, que os pobres não têm comida, nem água, etc.

Vejamos, em primeiro lugar, no Cacém faz sol 24h por dia? Segundo, há aqui uma série de coisas que não nos deixa julgar esta situação concretamente e as pessoas tratam logo de tirar conclusões porque alguém se lembrou de ir para as redes sociais fazer queixa. E algumas mentes sãs realçaram isso no meio de todo o ódio destilado pela maioria dos comentários: os estores não estão fechados até abaixo, minha gente, quem é que consegue saber, através desta foto, que eles não têm acesso ao interior da casa? Quem é que consegue ver que não existe comida, nem água na varanda? 

A dona (poucas vezes vejo isto acontecer neste género de publicações) veio comentar, encarar todo o veneno que lhe foi dirigido e dizer que o sol só bate ali até ao meio dia, que existe uma casota, água e comida na varanda. Disse ainda que as autoridades já estiveram lá e que não detectaram qualquer irregularidade. Ainda publicou uma foto dos ditos cães, afirmando que os mesmos estavam muito bem tratados, que iam à rua regularmente passear e que não havia necessidade de tanta preocupação.


Disse ainda, relativamente à vizinha mencionada, que não se lembrava de nenhuma ter dormido lá em casa para afirmar que os cães ficavam presos na casa-de-banho. Na verdade, acho até que a senhora foi bastante bem-educada, tendo em conta todos os insultos e comentários venenosos que publicaram dirigidos à sua pessoa. Eu sei que há, de facto, gente que não tem consideração pelos animais e os mantém sempre em espaços pequenos, fechados, sem condições algumas. Contudo, só porque cães estão numa varanda não significa, automaticamente, que estão a ser mal tratados!

As pessoas deduziram logo, depois de ela comentar, que a água estava quente, que estava lá, juntamente com a comida, há horas e se ela fazia o mesmo para ela. Mas quem é que pode saber isto só de olhar para a foto?! Quem é que pode afirmar que eles passam os dias e noites inteiros na varanda sem acesso ao interior ou a passeios exteriores? Caramba, não vejo o motivo deste alarido neste caso. Mesmo que os animais durmam na varanda, na dita casota, desde quando é que passou a ser um choque tão grande que os cães durmam na rua?! Quem tem quintal, não coloca lá também uma casota para os cães? Não é também na rua? Ou agora é obrigatório que os bichos durmam dentro de casa?!

Um dos comentários mais sensatos que li dizia o seguinte: "Um processo por incentivo à violência também era giro. Se não está nada contra a lei e PAN ou IRA não fazem nada, nada têm a fazer. Cada um toma conta dos animais como entende dentro da lei. Nem para todos animais são como filhos... até porque não está contemplado serem!!!". Vá lá, vamos para de nos insurgir como se não houvesse amanhã por tudo o que vemos sem factos comprovados, sim?

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Oferecer animais

Ontem uma prima minha veio dizer-me que estava a pensar oferecer uma tartaruga ao meu filho, mas não sabia se ele ia gostar ou se a mãe dele aprovava a ideia. A minha resposta foi que, obviamente, o catraio ia gostar, mas nós, pais, nem por isso e que não queríamos animais em casa. Fiquei-lhe muito agradecida por me vir perguntar antes, porque há pessoas que têm a infeliz ideia de oferecer animais às crianças sem pedir opinião aos pais. É chato, porque colocam os pais numa posição desconfortável e muitas vezes nem são tartarugas ou peixes, que dão menos trabalho, mas cães ou gatos, que já requerem outros cuidados, despesas e paciência. O que acontece nessa situação é um de dois cenários: ou os pais se calam, engolem o sapo e aceitam contrariados, sabendo que, muito provavelmente, são eles que vão acabar por cuidar do animal e, certamente, serão eles que terão as despesas necessárias; ou recusam à frente da criança, causando a desilusão que se apodera dela e assumindo o papel de mau da fita perante os filhos. Portanto, pessoas, não façam isso... não é simpático. Quando queremos adquirir um animal, devemos ponderar se o podemos (e queremos) fazer, por isso, não é bonito impingirem-nos um sem termos qualquer poder de decisão sobre o assunto. Perguntem primeiro!

sábado, 3 de março de 2018

Passeio ao zoo

No passado dia 17, fomos aproveitar os bilhetes que nos deram para o zoo pela altura do natal. Ainda não tínhamos ido os 3 e a única vez que tinha levado o meu filho foi quando ele tinha dois aninhos, pelo que não se lembrava de grande coisa. Agora, com 9, já pôde apreciar de outra maneira e adorou a visita. Encantou-se com tudo, adorou o espectáculo dos golfinhos e dos leões-marinhos e achou imensa graça aos macacos.











































sábado, 19 de agosto de 2017

Evangelização


Não sou uma pessoa que goste de cães. Quer dizer, não tenho nada contra os bichinhos, não é que os deteste, ou que lhes deseje mal. A minha melhor amiga e madrinha do meu filho tinha um cão quando a conheci, entretanto, mais um se lhe juntou. Já morreram ambos e agora tem uma cadela. Sempre convivi bem com os animais dela e eu própria tive um cão durante muitos anos (bem como vários gatos, uma chinchila, porquinhos da índia, piriquitos e peixes). No entanto, não sou amante de cães. Ou de animais, no geral. Acho que devem ser bem tratados e são seres vivos que não merecem o que muitos canalhas lhes fazem. Contudo, não entendo o que é encarar um animal de estimação como membro da família, nem tratá-lo como um filho. Apesar disso, não condeno (não tenho nada a ver com isso, na verdade) quem o faz. Não entendo, mas não afecta a minha vida em nada. Não tento convencer ninguém do quão ridículo tudo isso me parece. Portanto, não aceito, nem admito que me queiram tentar convencer do contrário. Querem vestir os cães, vistam-nos. Querem tê-los a dormir na vossa cama, força nisso. Decidem gastar dinheiro com as despesas que eles acarretam? Acho bem, se tomaram a decisão de tê-los. Não vêem nenhum problema em ter crianças a gatinhar/brincar no chão onde os animais também andam? Tudo bem por mim, os filhos não são meus e os bichos também não. Nada disso é da minha conta, logo, opto por me calar e não dar opiniões que não me foram pedidas. Folgo em saber que há quem ame os animais assim e lhes dê o que eles precisam. Mas eu não sou uma dessas pessoas. Simplesmente, não sou. E não admito que me condenem por isso, quando eu não o faço com os outros. Calo os meus pensamentos sobre esse assunto para não ferir susceptibilidades, mas, se me tentam converter às vossas convicções, vão ouvir coisas desagradáveis. Vão encher-se de moscas mais às evangelizações. Já não há pachorra.

domingo, 17 de abril de 2016

Amor incondicional aos animais



Vi esta foto no facebook e comentei, como qualquer pessoa. Afinal, se está ali e aberta a comentários, tenho tanto direito como qualquer outro a dar a minha opinião. Mas todo o mundo me crucifica, porque a minha opinião não é politicamente correcta, na visão dos outros. O meu comentário foi apenas que sou bastante feliz sem pêlos de animais na roupa. E tudo me cai em cima. Vamos lá a ver uma coisa. Se uma pessoa não quer ter filhos, porque não tem condições, porque não se identifica com o papel de pai/mãe, porque não quer ter esse tipo de responsabilidade ou, simplesmente, porque não acha graça a crianças, toda a gente tem que aceitar. Claro que tem, porque cada um faz o que quer da sua própria vida. Mas se alguém opina em contrário, vem sempre alguém dizer que nem toda a gente é obrigada a querer filhos. E tem razão! Mas, tal como esse argumento é válido, é igualmente válido que nem toda a gente seja apaixonadíssima por animais e os queira na sua vida. Ou estou errada? Para mim, é ridículo tratar os cães como filhos. Não tenho nada a ver com isso, continuem a fazê-lo se entenderem que o devem fazer. Não digo a ninguém que está errado. Tal como não admito a ninguém que me diga como educar o meu filho, mas toda a gente é livre de pensar que estou a fazer mal. Apenas digo que, PARA MIM, é incomparável. Um cão não é um filho, é um animal de estimação e é só. Há quem use o argumento de que esses pensamentos são de quem nunca teve animais. Errado. Já tive um cão, vários gatos, peixinhos, piriquitos, porquinhos da índia e uma chinchila. Sei muito bem o que é ter animais. E isso não muda em nada a minha opinião sobre este assunto. É ridículo e impensável que alguma vez colocasse um cão meu no mesmo patamar que o meu filho. Porque nunca na vida o amor pelos dois seria igual. Também sei que há pessoas que não têm filhos e têm apenas animais. Que os tratam como família. Eu não o faria, ainda que não tivesse filhos. O meu cão existiu na minha vida muitos anos antes de ter o meu filho e nunca foi família para mim. Era apenas um animal de estimação. E garanto-vos que me custou muito mais (mas de longe!) a perda do bebé que nunca conheci e que carreguei 3 meses na barriga do que a do meu cão, que viveu comigo durante 16 anos. Basta pensar nisto desta forma para perceber que, para mim, um cão nunca poderia ter a mesma importância que um filho. As pessoas parecem pensar que, por ter esta opinião, acho que os animais não merecem nada. E estão erradas. Não é esse o caso. Acho que merecem ser bem tratados e acarinhados. Acho que são seres vivos que dão aos humanos um amor incondicional e nada pedem em troca. Acho bem que haja pessoas capazes de os tratar assim. E também não sou a favor de que eles sejam abandonados ou abatidos. Pelo contrário. Eu vejo tudo isso. Não sou uma besta insensível. Mas não tenho tanta empatia com as criaturas que me faça querer ter uma. Por isso, da mesma forma que há quem opte por não ter crianças, eu opto por não ter animais, porque não me dizem nada. Simples assim!

terça-feira, 21 de julho de 2015

Animais perdidos

Sou capaz de criar empatia com os donos dos animais que se perdem, que são roubados, enfim. Sim, é um membro da família, é assim que os donos os vêem e é uma perda que custa. E é também normal que façam tudo o que podem para encontrá-los. Inclusivamente partilhar fotos dos animais nas redes sociais. Mas devo confessar que raramente partilho essas fotos. E quando partilho, é apenas por descargo de consciência, nunca com a verdadeira crença de que vão ser encontrados. Lamento pelos bichinhos e pelos donos... mas se já é difícil encontrar uma criança perdida que tem traços característicos e se distingue bem das outras crianças, imagine-se um animal. É, praticamente, impossível. 

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Eu vi um gatinho

Tem andado um gato preto aqui à porta do meu prédio que das duas uma: ou é vadio e alguém lhe deu comida, ou foi abandonado. Eu aposto mais no abandonado, porque ele é muito amigável. E os gatos de rua são esquivos, desconfiados. Este gatinho que anda aqui a rondar a rua não me largou hoje de manhã. Enquanto não saí da porta do prédio à espera da boleia para o trabalho, roçou-se nas minhas pernas como se não houvesse amanhã e miava, miava, miava. O meu filho achou-lhe um piadão!

Do Natal

Este ano vamos ter um Natal diferente. Infelizmente, não poderemos comprar prendas a ninguém. Estamos numa situação delicada neste momento ...