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terça-feira, 23 de outubro de 2018

40 semanas

Chegámos às 40 semanas e a Alice continua cá dentro. Fui hoje ao hospital fazer o toque e um CTG. Nada de dilatação. Mas hoje acordei com contracções. Acontece que ainda são um bocadinho espaçadas e, portanto, não ficava no hospital a fazer nada, sem dilatação, nem bolsa rebentada. Assim, estou em casa, a aguentar as que vão aparecendo e à espera do que aí vem. Só me querem lá se tiver contracções de 5 em 5 minutos. Ficou marcada indução para 2ª feira, dia 29, se ela não vier até lá. Contudo, acredito que, pelo andar da coisa, possa ser antes. A ver vamos...

terça-feira, 16 de outubro de 2018

39 semanas


E às 39 semanas, temos uma bochechuda a rondar os 3.500kg, que, finalmente, se deixou ver! Vá, gordinha, podes vir... estamos à tua espera! 😍

terça-feira, 9 de outubro de 2018

38 semanas

O coração da gordinha continua a ouvir-se bem e tem o que julgo ser soluços várias vezes. É engraçado e é a única altura em que alguém, para além de mim, consegue sentir movimentos dela, porque os soluços não consegue controlar.😂 A piquena ainda está um bocadinho subida, apesar de estar de cabeça para baixo. O que significa que, se eu entrar em trabalho de parto e fizer dilatação com ela cá em cima, os fórceps ou ventosas terão que entrar em acção. Não é um pensamento simpático, mas ultimamente tudo o que me passa pela cabeça são imagens pouco bonitas de partos e pipis rasgados.😂


Malas prontas para o grande dia. Mala do bebé (com as coisas recomendadas para os dias de internamento), mala da mãe (também com o necessário para os mesmos dias), uma pequena para o bloco de partos (com a primeira roupinha, uma manta, uma fralda descartável e uma de pano; os exames feitos ao longo da gravidez, o boletim de grávida, uns chinelos para o duche, um elástico para o cabelo e um batom do cieiro) e mala do pai (com uma t-shirt para trocar, que aquilo no bloco de partos é quente para xuxu, uma máquina fotográfica, umas barritas energéticas e uma água). 

Caixote para a roupa suja

A roupa mais fofa que ofereceram à Alice! (prenda da cunhada)


Um dos conjuntinhos que escolhi para a Alice usar no hospital. Num saquinho de congelação com fecho zip. Foi das melhores ideias que li para organizar a roupa da bebé na mala da maternidade. Escuso de andar a vasculhar a mala quando for para trocar a bebé, porque, por muito que arrume, fica sempre um bocadinho bagunçado. Assim, cada saquinho leva um conjunto: roupa exterior, roupa interior e meias, tudo previamente escolhido. É só agarrar num. Adorei a ideia!

terça-feira, 2 de outubro de 2018

37 semanas

Ontem chegámos às 37 semanas. Segundo as previsões, faltam 3 semanas para a gordinha nascer. A ver vamos. Ontem fizemos o primeiro toque. Odioso. Só mais uma parte de estar grávida que é detestável. Mas o que se verificou é que ela está muito descida, porém não encaixada, segundo as palavras da obstetra, e nada de dilatação. Tensão OK. Líquido amniótico OK; também era o que faltava se assim não fosse, já que me tenho entupido de água! Fizemos também o primeiro CTG (monitorização dos batimentos cardíacos da mãe, do bebé e contracções). Zero contracções, de resto, tudo espectacular. A pequena tem mesmo a cabeça a pressionar-me a bexiga, coisa que eu não precisava de ouvir da médica, porque, ao desconforto que sinto e à quantidade de tempo que passo no WC, já me tinha dado conta disto ao tempo. E está com uns simpáticos 3.124kg.

sábado, 29 de setembro de 2018

Quase a desovar

A menos de um mês de ter a bebé, já só peço para que ela venha rápido. Quero conhecê-la, abraçá-la, mimá-la, ver a carinha que a malvada não deixou ver uma única vez em nenhuma ecografia. E estou cada vez mais convencida de que, realmente, não fui feita para isto. Da primeira gravidez, nas últimas semanas, estava enorme e cansada e já sabia que não gostava de estar grávida. Agora, só gostava que estivesse a ser mais parecido com o que foi da primeira vez.😂Adormeço com frequência durante o dia no sofá, porque estou em frente à ventoinha e, assim, mais fresquinha, já que durante a noite não consigo descansar nada de jeito. Já expulsei o marido da cama, porque morro de calor e também porque preciso de espaço e, mesmo assim, é um desconforto terrível. Preciso de várias almofadas para estar minimamente confortável, mas depois causam-me calor! Acordo mil vezes durante a noite para ir ao WC e/ou porque estou colada aos lençóis. Tenho dores horrorosas nas costas e na bacia, que me obrigam a fazer um esforço sobrenatural para sair da cama e chegar ao WC. Já tudo me custa, não tenho vontade de falar com ninguém, estar com ninguém, porque estou sempre incomodada, com um calor como nunca tive e tudo me irrita. Contagem decrescente... já estou à porta das 37 semanas; não estou nada entusiasmada por ter que cuspir uma criança pelo pipi, mas que venha depressa!😄

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Preparação para o parto: os pais

Tivemos uma aula neste curso direccionada aos homens, aos pais destes gordos fofos que carregamos nestas barrigas já imensas. E devo dizer-vos que é uma experiência interessante, algo engraçada, porque todos eles estão ali com um certo desconforto, todos com o mesmo olhar, a mesma expressão que diz claramente que preferiam estar em todo o lado menos ali, a ouvir falar de massagens ao períneo, contracções, bebés a sair pelo canal vaginal (com explicações muito visuais), a receber indicações da enfermeira de como nos ajudar, como fazer massagens, como respirar connosco, o que dizer (ou não dizer!) na altura em que a mulher está em trabalho de parto. Estão ali a levar uma chazada sobre todo o processo e, francamente, não há como não achar piada à cara deles. Para nós, mulheres e, principalmente, grávidas já em final de tempo, isto de falar sobre assuntos destes e de andar sempre de perna aberta já é o habitual. Para eles, não é bem assim. Portanto, piquenas grávidas que tencionem fazer aulas de preparação para o parto, levem-nos convosco. Nem sabem onde se hão-de enfiar quando a enfermeira se dirige a eles.😂

terça-feira, 18 de setembro de 2018

O último trimestre


É o título do tópico publicado no fórum De Mãe para Mãe, que podem ler ao aceder a esse link. Acho que mães de segunda viagem ou que estejam agora já nos "finalmentes" da gravidez podem identificar-se bastante com algumas coisas lá escritas nos próprios comentários. As que ainda não chegaram lá também podem dar um olhinho, para saber o que vos pode esperar.😂

Eu sei que me identifiquei e que essa publicação podia ter, facilmente, sido feita por mim sem mudar uma única palavra. Já passei por uma gravidez antes e sabia que era uma fase mais chata, mas... além de ter sido uma gravidez mais tranquila, o último trimestre foi no fresquinho do outono/inverno, já que o Leo nasceu em janeiro. Isto de passar o fim da gravidez no verão é toda uma outra coisa.

E o que é que o último trimestre me trouxe? Pés inchados. Pés muito inchados! Parecem dois pequenos leitõezinhos que tenho a suportar o meu peso. A médica e a enfermeira dizem-me para beber muita água, fazer duche de água fria desde a coxa até ao pé e muito repouso. Ora, não faço eu outra coisa senão repousar, porque a mobilidade, nesta altura, já começa a ser pouca.😂

As mãos também incharam e, apesar de não ser tão visível como nos pés, eu senti. Tive que deixar de usar o anel de noivado, a aliança de casamento e ainda um outro anel que nunca tirava. Temi que se não o fizesse, chegasse o dia em que não me ia circular o sangue nas mãos, que aquilo já começava a apertar mais do que a conta.

Acessos repentinos de calor. Ora, quem já me lê há algum tempo, talvez saiba que eu sou super avessa ao calor. E que não o suporto facilmente. Mas nunca, senhores, nunca me custou tanto como agora. Passo as 24h do dia com calor. Uma coisa descomunal. Acordo durante a noite a ter que me ir passar por água, para conseguir adormecer novamente. Ando sempre transpirada e tenho assim acessos, ondas de imenso calor, mesmo estando à frente de uma ventoinha, numa sala com ar condicionado ou debaixo do chuveiro!

Não conseguir estar de barriga para cima. Seja a dormir, a ler ou a ver televisão, é-me impossível estar nesta posição, a miúda já está grande, já ocupa muito espaço, pressiona-me tudo e parece que nem respiro em condições. De maneiras que está fora de questão.

Lavar os pés durante o banho. Um dos comentários nesse tópico até diz "Pés? Quais pés?", o que me fez rir! É verdade. É uma tarefa hercúlea, exige imenso de mim! Mal chego lá. A parte positiva de estar a passar por uma gravidez de verão é não ter que me baixar para calçar, porque só uso chinelos.

Pessoas que, constantemente, dizem: "então, está quase?!". Não... não está quase! Esta conversa, especialmente se fizerem logo uma barriguinha grande, começa cedo. E torna-se exaustivo, porque não está quase coisa nenhuma e, para nós, ainda parece mais tempo, porque já pesa, já cansa e a vontade de mexer já é zero, acompanhada com a ansiedade que vai crescendo nas últimas semanas, com o aproximar do parto.

Os xixis constantes. Ora... a vontade de ir à casa de banho aumenta com a gravidez, regra geral, mas no último trimestre é outro nível. Especialmente depois de os bebés darem a volta, porque encontram um brinquedo novo: a bexiga da mãe! E até podes só ter lá 3 gotinhas, que se o bebé andar a fazer dela trampolim, tens que ir a correr para a sanita. E depois chegas lá muito aflita e xixi é praticamente nulo.😂

Dores nas costas e na bacia. A barriga já é enorme, o aumento de peso já atingiu maiores proporções (mais numas que noutras, claro), já são muitos meses e a recta final já acarreta mais movimentos e pressão por parte do bebé que está a ficar sem espaço, tendo que comprimir os órgãos lá dentro e mexer-se no pouco espaço que tem, sendo que, às vezes, é bastante incómodo para a mãe. Contudo, se ele não se mexer tanto, a ansiedade surge porque ai-meu-deus-que-não-sinto-o-meu-bebé.

Irritabilidade e falta de paciência para tudo. O calor também não colabora com este ponto. Tudo me enerva, não quero descarregar em quem não tem culpa e me é mais próximo, mas, por vezes, sinto-me um bicho mal-humorado, a quem não se pode dizer nada. Isto reflecte-se, muitas vezes e principalmente, no pobre do marido.😂 Homens, sejam pacientes... vocês não fazem ideia do que as hormonas nos fazem.

E pronto, acho que é isto. Gravidinhas ou mamãs, identificam-se?

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Baby boom

Nossa, o que é que se passou neste último ano?! Todo este mundo decidiu emprenhar.😂 Eu própria estou grávida de 32 semanas (está quase!😱), duas conhecidas estão também de barriguinha e há dias soube que duas colegas de escola também já estão no mesmo barco. Outras duas colegas de escola foram mães há pouco tempo. 

E aqui pela blogosfera é mais do mesmo, estou a adorar este baby boom. Por aqui deixo os parabéns à S* (As Minhas Pequenas Coisas), pelo pequeno Rafael, cujo desenvolvimento tem sido uma delícia acompanhar; à Susana (Ao Virar da Esquina), pelo amoroso João; à C. (O meu reino da noite), pelo príncipe e, já agora, pelo casamento também; à Sofia (Crónicas de Salto Alto), pela princesa que vem a caminho e, também, pelo casamento; e à Joana (Boneca de Neve), que soube mais recentemente, que também vai ter uma menina em Janeiro. Visitem todas elas, são blogs que valem a pena, nenhum deles é mommy blog, mas falam, bem como de outras coisas, da viagem que vai sendo a maternidade e/ou a gravidez.

Acho que, se não estou em erro, de todas as que referi, eu sou a única que já passou por isto e que as outras meninas são todas mamãs de primeira viagem. Pode ser que haja por aí mais barriguinhas escondidas que se identifiquem com algumas das nossas publicações sobre o assunto.😊

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Preparativos maternos

Às 31 semanas, tenho uma Alice com 1,600kg e tudo no sítio. Fomos hoje fazer mais uma ecografia morfológica e parece que a fofinha já deu a volta. Aproveitei a ida à rua para comprar discos de amamentação, cuecas para o pós-parto (sim, porque as tangas não dão jeito nenhum nessa fase 😂) e um creme hidratante para os mamilos para pôr nas próximas semanas. Sim, a ver se depois de ela nascer, não fica tudo desfigurado, que quando tive o meu filho, os primeiros dias de amamentação foram logo dramáticos nesse campo e é bem doloroso! Gostei de poder ir adiantar algumas coisas, mas confesso que sair à rua para dar as voltas necessárias com este calor e este barrigão é coisa que não me apetece repetir...

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Tempo livre

E como tem sido o tempo de baixa?
  • Comprei um desumidificador;
  • Decorei o quarto da Alice; 
  • Lavei e guardei imensa roupa para a bebé até aos 12 meses;
  • O quarto do Leo foi pintado e também fiz mudanças na decoração;
  • Comprei um varão novo e cortinados opacos para a sala;
  • Mudei o tampo da sanita do WC pequeno;
  • Decorei o WC grande em tons de verde;
  • Pendurei um calendário na cozinha;
  • O hall de entrada foi pintado e colei umas borboletas pela parede a enfeitar;
  • Mudei a disposição da sala;
  • Mandei coser o rasgão no cortinado da cozinha;
  • Fiz limpezas a fundo cá em casa;
  • Organizei o sótão;
  • Comprei uma ventoinha industrial;
  • Pendurei molduras na sala;
  • Despachei uma cama e um sofá que estavam a mais cá em casa;
  • Fiz duas entregas solidárias;
  • Fui arranjar o dente que precisava ser desvitalizado;
  • Fui à higienista fazer uma limpeza;
  • Li alguns livros;
  • Vi alguns filmes;
  • Actualizei-me em séries;
  • Tenho usado um bullet journal;
  • Mudei de champô;
  • Comecei a sentir a bebé mexer todos os dias;
  • Fiz uma amniocentese;
  • Fiz um ecocardiograma fetal;
  • Já comecei a organizar o material escolar para o 4º ano do Leo;
  • Fiz uma série de compras no Ebay.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

E a gravidez?

Às 29 semanas, contam-se 9kg a mais e uma gordinha de 1,300kg. Demorou a deixar ver o sexo, porque tinha a mão à frente, porque estava virada, porque tinha a perna cruzada. Não deixou ver bem o coração, obrigando a mãe a ir fazer um ecocardiograma fetal e, mesmo assim, a madame não queria deixar ver em condições (lá conseguimos ver e está tudo perfeito). Em todas as ecografias, a médica tenta em 3D ver a carinha, mas a pequena é anti-social, de maneiras que nunca deixa. As únicas coisas que deixou ver até hoje em 3D foram os pezinhos, a coluna e a barriga da perna! Portanto, temos aqui uma mau feitio 😂 Mexe-se pouco para o público, mas quando ninguém tem a mão na barriga, toda ela é movimento e nada meiga. Alice, a pugilista!

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Superstições

Se há coisa que não suporto são as superstições. Se cada um quiser tê-las, por mim, tudo bem; por respeito não digo o que penso sobre o assunto, a não ser que me perguntem. Mas não me tentem impingi-las. Porque, para mim, tudo isso é treta. Todas elas. Sermos 13 pessoas à mesa, passar por baixo de escadas, os gatos pretos... E em relação à gravidez e aos bebés, sabe-se lá a quantidade delas que há! 
"Não uses fios, porque o bebé nasce com o cordão à volta do pescoço."
"Não faças a cama do bebé antes de nascer, dá azar!"
"Não pegues gatos ao colo, que o bebé nasce com pêlo."
"Não podes cheirar flores, senão o bebé vai nascer com uma marca."
"A primeira roupa não pode ser amarela, pode provocar icterícia." (Aqui nesta, quanto muito, a cor amarela da roupa pode dificultar aos profissionais detectar se o bebé tem uma cor amarelada na pele, mas além de ele não estar sempre vestido com aquela roupa e de ter que se tirar para mudar a fralda, acho que não se detecta a icterícia só pela cor da pele...)
"Quando o bebé sair da maternidade, veste-o de vermelho, protege do mau-olhado."
"Se tens muita azia, é porque o bebé vai ser cabeludo."
"Depois do parto, não podes lavar o cabelo/tomar banho no primeiro mês." (A sério? Que nojo...)
"Barriga mais redonda é menina, mais pontiaguda é menino!"
"Se tens muitos enjoos, vais ter uma menina, de certeza."
"Não se deve comprar nada para o bebé antes dos 3 meses de gestação." (A questão aqui é exclusivamente o facto de ser a fase mais dada a abortos espontâneos e daí que, se já tiver coisas para a criança, ficam inutilizadas; mas não é o facto de comprar coisas que faz com que se perca o bebé...)

E por aí vai... há muitas e algumas bem ridículas. Não acredito em nenhuma e chateia-me que me queiram obrigar a agir conforme as crenças dos outros. Pá, não me chateiem. Não sou daquelas pessoas que diz "Ah, eu não acredito!!! Mas mais vale não arriscar...". Por favor... Se têm dúvidas, não podem afirmar que não acreditam.

terça-feira, 12 de junho de 2018

A amniocentese

Estou de volta.

Primeiro, quero pedir desculpa por não ter reparado nos comentários aos posts anteriores, mas, aparentemente, pelo que percebi, porque não é só o meu, o blogger ou está com algum problema, ou fez alguma alteração sem avisar os utilizadores, já que não estamos a receber as notificações por email quando alguém comenta as publicações.

Segundo, agradecer a todas as pessoas que comentaram o meu último post, as palavras de apoio, força e esperança. Como me disseram aqui, muitas vezes o resultado do rastreio bioquímico fora de tempo dá resultados não tão fiáveis e isso foi-me logo dito, até porque as medições estavam todas boas, mas já devem imaginar como é difícil ficar descansada quando há um alerta destes, mesmo sabendo que há muitas probabilidades de não ser nada.

Por último, anunciar que, felizmente, está tudo bem com a nossa Alice. Fiz o exame na 4ª feira de manhã e na 5ª, às 16h30, o médico ligou-me a dizer que o laboratório já tinha o resultado e que estava tudo normal. Foi assim um peso enorme que nos saiu de cima e fiquei muito contente por nos ligarem tão rápido, pois julgava que ia ser uma espera um pouco mais longa.

Sobre a amniocentese em si, li algumas opiniões de mulheres que já passaram por isso e são muito diferentes, algumas dizem que dói mais tirar sangue, outras afirmam que é doloroso. Claro que tudo depende do médico que está a fazer o exame, bem como da nossa própria tolerância à dor. A minha opinião é que dói, sim. Não é comparável a tirar sangue, que é uma picada ligeira na veia, pelo menos eu não achei. Sente-se duas picadas, a primeira na barriga, que, essa sim, parece a que levamos quando fazemos análises; a segunda no útero, para poder extrair o líquido amniótico e essa, minha nossa, se doeu. Nem senti a agulha sair, só senti a entrar e o desconforto permaneceu ainda durante um bocado.

Quanto ao facto de não ter feito no primeiro trimestre, nem percebo porque é que não é procedimento standard para quem é seguida no centro de saúde fazer-se esse rastreio. Ele serve para mulheres abaixo dos 35 saberem se há necessidade ou não de fazer a amniocentese, se há probabilidade de o bebé nascer com alguma deficiência genética. Não me faz sentido que tenha que se esperar até ao nascimento para detectar uma coisa que pode ser, facilmente, vista durante a gestação. Parece que estamos noutro século...

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Mais um murro no estômago

A minha gravidez começou a ser acompanhada no centro de saúde, pela médica de família que faz o planeamento familiar e dá as consultas de saúde materna. Posteriormente, já no 2º trimestre, decidi ser também acompanhada no privado por uma obstetra. Logo aí foi-me dito que teria que fazer rastreio bioquímico do 2º trimestre, porque não tinha feito no primeiro. Quando coloquei a questão à médica de família, ela disse-me que não era procedimento standard em mulheres da minha idade (tenho 29), mas passou-me a credencial para o do 2º trimestre, seguindo as recomendações da especialista na área. Dia 30 fui buscar os resultados e estes dizem que há um risco acrescido para trissomia 21. Tenho feitas hoje 20 semanas de gestação. A obstetra encaminhou-me para uma amniocentese, que irá confirmar ou eliminar esta hipótese. Disse-nos logo que era para ser feita o mais rápido possível e que, sendo positivo, teríamos que decidir rapidamente o que fazer (nunca tinha equacionado a opção, nem sabia até quando era possível, mas parece que podemos optar por interromper a gravidez nestes casos até às 24 semanas). Já sabemos o sexo, já escolhemos o nome, já demos a notícia a toda a gente, já começámos a preparar o quarto... e agora uma notícia destas. Não quero, para já, pensar no pesadelo que vai ser se o resultado for positivo, por isso, tentarei focar-me no imediato, que é fazer a porcaria da amniocentese e fazer repouso absoluto enquanto esperamos pelos resultados. Pelo que percebi, não é uma espera muito longa (o exame está marcado para 4ª feira de manhã), mas vai parecer-me uma eternidade. Entretanto, só me apetece mesmo enfiar debaixo dos lençóis e não fazer, nem pensar em nada, enquanto não souber o que me espera...

Irei estar ausente nos próximos dias, voltarei em breve.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Habemus gaja!


E hoje fiquei a saber que o meu segundo rebento é uma menina! A maioria das pessoas que me conhece estava a torcer por isso, incluindo o meu filho, que está delirante, porque disse, desde o início, que queria uma mana. E eu estou, obviamente, muito contente! Vou, finalmente, saber como é ser mãe de menina. Quase tão ansiosa para que ela chegue cá fora como o mano mais velho. Bem-vinda, princesa! 😍

terça-feira, 15 de maio de 2018

4 meses de feijãozinho


Às 17 semanas, o ponto de situação é este: já carrego uma barriga imensa para o tempo de gravidez que tenho, o que é ligeiramente assustador, tendo em conta que ainda faltam 5 meses. 😅 Na primeira gravidez, fiz um grande barrigão, mas só se começou a notar mais tarde. Dizem que a partir do segundo, começa a notar-se mais cedo, certo? Por aqui, está provado que sim!

Os primeiros 3 meses foram terríveis em sintomas, mas agora aligeiraram. Continuo a ter cólicas, dores de cabeça e enjoos, mas tudo menos agressivo. Talvez também esteja relacionado com o facto de estar de baixa e não levar com os calores e cheiros da fábrica. O que é facto é que me sinto um bocadinho melhor e já consigo comer mais qualquer coisa além de sopa e pão!

O meu filho anda em pulgas com este bebé, quer estar sempre perto de mim, não me larga a barriga e anda super ansioso por saber se é menino ou menina. A preferência dele recai sobre uma mana, mas se vier um mano diz que também fica contente e que pode brincar com os carrinhos dele. 😄

Esta semana vamos a mais uma consulta com a obstetra. Aproveito para dizer que estou a ser seguida pela Dra. Blandina Hasselmann, no Hospital da Luz de Setúbal e que a adoro! Vêm pessoas de Sines, de Porto Côvo e de Cascais para ser atendidas por ela. É das melhores médicas da zona e super recomendo. Só devo avisar que ela tem um problema. Faz-nos esperar HORAS! No primeiro dia, vão preparadas para aguardar umas 8h na sala de espera (eu ia, já que ela me foi recomendada e já sabia o que me esperava). A partir daí, ela manda-vos ficar em casa e liga quando a paciente anterior estiver para entrar, o que vos dá tempo de lá chegar, já que ela passa cerca de 1h com cada pessoa. É bom porque só saem de lá com dúvidas caso se esqueçam de perguntar, ela esclarece tudo, é super simpática, sensível e atenciosa e põe-nos muito à vontade.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

E sintomas?


Sempre ouvi dizer que cada gravidez é diferente da anterior e é bem verdade. Durante a gravidez do meu filho, não tive sintomas assim de maior, além de muita fome e muito sono. Desta vez, tudo me ataca. Dores de cabeça, cólicas, sono; tenho enjoos todos os dias e deixei de conseguir comer uma série de coisas. Enjoei, praticamente, tudo o que é doce. Carne, peixe, massas, arroz? Também já quase não sei o que é isso. Esta criança é toda pelas sopas, fruta (tem-me apetecido laranjas e sumo de laranja a toda a hora!), torradas, iogurtes e ovos. Pouco mais me deixa comer. E os cheiros? Ai, os cheiros... parece que sinto todos e mais alguns! Tudo me deixa nauseada. E comprimidos para os enjoos, perguntam vocês? Pois que eu os tomo, sim senhora. Mas, ainda assim, não funciona a 100%. Estou tramada com este pequeno diabinho que carrego na barriga. 😎

quinta-feira, 22 de março de 2018

Pedaços do meu mundo #12

Não fiquei fã desta fase, não gostei muito de estar grávida, nem das mudanças que isso impõe ao corpo da mulher. Mesmo não tendo tido uma gravidez muito turbulenta. Contudo, ainda que não tenha apreciado muito esses meses e estivesse ansiosa para que o meu pequeno saísse cá para fora, onde podia, finalmente, abraçá-lo... gosto muito de ser mãe. Ao contrário de muitas mulheres, não sinto saudades da barriga de grávida, mas confesso que a maternidade é mesmo a melhor coisa do mundo. Assim, deixo algumas das fotografias dessa altura, há 10 anos. E, sim, fiz um barrigão que mais pareciam dois!








sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

A gravidez e o tabaco


Sei que os médicos dizem que a ansiedade causada pelo acto de deixar o tabaco pode fazer pior ao bebé do que o próprio cigarro. Mas confesso que me faz alguma confusão e não consigo deixar de ficar com uma certa sensação de aflição quando vejo uma grávida a fumar. Eu já deixei de fumar mais do que uma vez. Inclusivé uma das vezes foi quando descobri que estava grávida do meu filho. Porque deixar de fumar depende apenas da força de vontade... É um vício; sim, é. Mas não acho que, se quisermos mesmo, não seja possível largá-lo. A mim o que me deixava verdadeiramente ansiosa era a ideia de que podia estar a fazer algo de prejudicial para o meu bebé! Qual cigarro, qual quê, a prioridade era a saúde do meu bebé. Como já deixei de fumar de um momento para o outro, sei como isso é e palavra que não consigo entender que a necessidade de pegar num cigarro seja maior do que o medo de fazer mal à criança. Há tanta coisa que pode correr mal quando fumam durante a gestação: aborto espontâneo, parto prematuro, baixo peso à nascença... reduz o oxigénio disponível para o bebé, aumenta a frequência cardíaca, aumenta o risco de morte súbita e a possibilidade de o bebé nascer com problemas. Não pesa a consciência? A preocupação não supera a ansiedade pelo tabaco? Estão a fazer mal ao vosso próprio filho e isso não é suficiente para não fumarem? Peço desculpa se ferir susceptibilidades, mas parece-me só irresponsável e egoísta. E acho que muitas gestantes se agarram ao argumento de que a ansiedade é pior que o cigarro para limpar a consciência. Já li testemunhos de grávidas a dizer que se sentem muito mal e culpadas cada vez que fumam, então pergunto-me... porquê?! É a saúde do vosso bebé que está em causa...

sábado, 25 de novembro de 2017

Dedo na ferida

Uma das séries que acompanho é a "This is us". É uma série dramática, emotiva, que, apesar de ser ficção, é uma representação da realidade de muita gente. Retrata dramas familiares e pessoais e mostra-nos como é difícil ultrapassar certos obstáculos na nossa vida e nas nossas relações (amorosas, familiares e profissionais). Como não sou completamente insensível, é uma série cuja história me chega ao coração. Contudo, o episódio que vi ontem, "Number Two", mexeu muito comigo. Foi um episódio sobre a Kate. Começa com ela a falar com o bebé que tem na barriga, super feliz e entusiasmada, mas acaba depressa. Ela perde o bebé. 


A frustração, a dor, o não saber como lidar com esta perda... Tão familiar. Revi-me nas palavras que ela diz à mãe sobre não perceber como pode estar tão triste, já que o bebé ainda nem tinha tempo suficiente para ela saber o sexo, sendo, por isso, ainda tão pequenino; que nem o conhecia. Revi-me na negação dela em aceitar que aquilo tinha acontecido; e revi-me nos diálogos dela com o noivo, Toby, sobre a situação.

Faz em Janeiro dois anos que sofri um aborto espontâneo. E assistir a este episódio foi reviver tudo aquilo. As dores lancinantes, o sangramento interminável, a impotência, a revolta, a dificuldade em contar ao meu filho o que tinha acontecido, o ter que lidar com as perguntas e comentários das pessoas, a vontade de nunca mais voltar a engravidar. A minha resistência em falar deste assunto, a minha aversão a tudo o que se relacionasse com gravidez e maternidade, a minha relutância em aproximar-me de grávidas e bebés... tudo isso passou, com o tempo. Porém, a mágoa da perda, essa, não passa. Talvez nunca.

Do Natal

Este ano vamos ter um Natal diferente. Infelizmente, não poderemos comprar prendas a ninguém. Estamos numa situação delicada neste momento ...