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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Pedaços do meu mundo #20


Estive a ler o meu último post desta rubrica, onde publiquei uma foto de 2004 e  no qual questionei no final qual era a menina de 15 anos que, hoje em dia, se vestia como eu me apresentava na foto em questão. Contudo, não me vestia apenas daquela forma. Da mesma maneira que sempre fui um bocadinho sui generis a vestir, como referi anteriormente, também sempre fui muito versátil. Acho que não me posso definir com um estilo só. Sempre achei muito redutor. Então elegi outra foto do mesmo ano. Também com 15 anos. 

Recordações deste ano?
- Conheci o pai do meu filho, que sacou o meu email de uma daquelas correntes que se enviava por essa via antes do boom do Facebook;
- Em 2004, comunicávamos online pelo MSN Messenger (saudoso!) e a rede social era o Hi5;
- Foi o ano em que entrei para o secundário;
- Era nesta altura que andava perlo mIRC;
- Foi fundado o Facebook, apesar de eu me ter recusado a aderir até 2009;
- Acabou a série Friends;
- Decorreu em Portugal o Euro 2004;
- Fui ver o 3º filme do Harry Potter ao cinema
- Lembro-me do buzz em volta da morte do jogador Fehér em campo, por ter sido tão repentino e inesperado, e lembro-me perfeitamente de o ver cair;

Músicas lançadas em 2004 que eu ouvia:
- Broken - Seether ft. Amy Lee
- Boulevard of Broken Dreams - Green Day
- Don't tell me - Avril Lavigne
- Nobody's home - Avril Lavigne
- My happy ending - Avril Lavigne
- Rich girl - Gwen Stefani
- My place - Nelly ft. Jaheim
- My boo - Usher ft. Alicia Keys
- What you waiting for? - Gwen Stefani
- Welcome to my life - Simple Plan
- Missing - Evanescence
- Calling all angels - Lenny Kravitz
- Somewhere only we know - Keane
- These words - Natasha Bedingfield
- Sick and tired - Anastacia
- I'm not okay (I promise) - My Chemical Romance

E vocês? Do que se lembram desse ano? Reconhecem as músicas? Ouviam-nas?

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Em Modo Saudosista #28

Tetris

Antes de se pensar sequer em smartphones, tablets e outros gadgets, isto existia nas mãos de muitos miúdos. Quem teve?!

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

O tempo passa!

Sou só eu que quando penso em acontecimentos posteriores a 2000, associo sempre a algo recente?

O "Homem-Aranha" saiu em 2002. Recente.
O Facebook surgiu em 2004. Recente.
Saí da escola em 2006. Recente.
Tive o meu primeiro emprego em 2007. Recente.
O meu filho nasceu em 2009. Recente.

Sempre que vejo detalhes sobre um filme qualquer que esteja a passar na TV e aparece o ano de lançamento, se vir 2000 e qualquer coisa, na minha cabeça, o filme não tem tanto tempo assim. O mesmo quando, num canal de música, diz serem músicas dos anos 2000. E depois, ao ouvi-las, percebo que já saíram há imenso tempo!

Caramba, desde 2002 já passaram 17 anos!! É muito tempo! Desde que saí da escola e tive o meu primeiro emprego, já tanta coisa aconteceu na minha vida. Como assim? Conheci imensa gente, trabalhei em vários sítios diferentes, saí muito à noite, fiz viagens regulares à Guarda, o Porto tornou-se a minha cidade do coração, tive o meu filho, fui mãe solteira, aproximei-me de pessoas que se mostraram uma desilusão, apaixonei-me, saí de casa dos meus pais, mudei de casa, casei, o meu filho terminou a escola primária, passou por um sem fim de actividades extracurriculares, comecei a frequentar uma academia de dança, fui mãe pela segunda vez... e estou à porta dos 31 anos!

Desde que entrámos nos anos 2000, já passaram 19. Dezanove anos inteirinhos! Mas, inconscientemente, apenas 1900 e troca o passo é que continua a ser antigo para mim.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Em Modo Saudosista #27


Super Mario! Quem não se lembra? Quem não jogou? Deve ter sido dos meus primeiros jogos (e de muita gente da minha geração, imagino). Boas memórias!

domingo, 7 de julho de 2019

O horror da idade!

Na semana passada, fui com o meu filho à escola nova, para concluir a matrícula. Vai ingressar no 5º ano na única escola preparatória que existe cá na terra, sendo, portanto, a mesma que frequentei durante cinco anos e onde concluí o 9º ano. 

Apesar de, nestes cinco anos de pré-escola mais primária, ter lá entrado meia dúzia de vezes, por ser a sede do agrupamento de escolas, foi sempre ali à entrada, onde está a secretaria. Desta vez, percorri o recinto da escola, para chegar à sala atribuída para tratar das matrículas da turma dele. Uma sala onde eu tive tantas aulas!

Quando entrei para ali, vinda da primária, claro que me parecia tudo avassalador, enorme, confuso. Com blocos e salas, quando estava habituada a ter uma única sala para todo o tempo de aulas. Saí daquela escola em 2003 e agora, 16 anos depois (!!! como assim??), parece-me pequena (apesar de eu não ter crescido muito em tamanho 😂).

Bateu uma saudade...
Estava sentada dentro da sala enquanto a senhora para lá mexia no computador e, ao olhar em volta, comecei a lembrar-me de uma vez em que um colega meu se enfiou dentro do armário. Da professora de francês que estava sempre de sorriso na cara, mesmo quando nos repreendia. Das aulas de história que tínhamos ali com a estagiária. Dos últimos dias de aulas em que andávamos a tirar fotos, a jogar jogos e a recolher dedicatórias.

Ao percorrer o recinto, lembrei-me de todas as vezes em que jogámos às escondidas, em que corríamos para o bar quando tocava, em que passámos intervalos e furos no campo de basket, das aulas de educação física naquele campo.

Quando fui à secretaria buscar o comprovativo, cruzei-me com aquela que foi minha professora de Matemática e Formação Cívica, bem como directora de turma, do 7º ao 9º ano. Sempre querida. Gostava muito dela. Falou-me super bem, relembrou algumas coisas, disse ao meu filho para ir ter com ela sempre que precisasse de alguma coisa ali na escola. Uma das funcionárias que lá estava comentou com ela "Já viu a nossa Cy... já com dois filhos!".

Tenho saudades. Se, para muita gente, a adolescência foi o pior período da sua vida, para mim, foi dos melhores. Fui muito feliz nessa altura. Se me dessem oportunidade de revisitar uma parte do meu passado, era essa que escolhia. E voltava já hoje.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Em Modo Saudosista #26


Sprays para pintar o cabelo por um dia, que o deixa todo ressequido e estranho só me remetem para as festas de carnaval da escola. Um salão cheio de miúdos mascarados e comprimidos uns contra os outros, quais sardinhas enlatadas, numa avalanche de calor e ar pouco respirável, a dançar e pular ao som de "Mamãe eu quero, mamãe eu quero..." e "Se você fosse sincera... ô ô ô ô Aurora!". Confesso que sinto saudades!

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Casa da minha infância

Frequentemente, oiço pessoas a falar carinhosamente das memórias que têm dos avós ao longo da sua infância, das coisas boas que lhes proporcionaram durante o seu crescimento, pormenores que lhes recordam a proximidade e cumplicidade com a família nesses tempos, os cheiros da infância que os remetem muitas vezes para a casa da avó e os dias lá passados. E eu nunca me identifiquei com isto, porque nunca o senti. Nunca passei dias em casa dos meus avós, nem maternos, nem paternos. Nunca gostei da comida da minha avó, nem nunca fui mimada por eles com beijinhos, docinhos, coisinhas boas ou as vontadinhas todas feitas. Não me lembro do cheiro, nem do toque dos meus avós na minha infância, nem sequer de passar muito tempo com eles. Nem tampouco mostram o amor pelos netos com lamechices, como a maior parte.

Contudo, ao ir a Coimbra neste fim de semana, fui visitar uns tios-avós que lá vivem e apercebi-me que essas memórias lhes pertencem a eles. Não vivemos perto e não passei a minha infância enfiada lá em casa, mas costumávamos ir lá nas férias. Gostava de passar tempo com a minha prima, uns anos mais velha que eu e a única filha dos três que ainda vivia em casa dos pais na altura. A casa tem r/c (cujos quartos estão alugados a estudantes), primeiro andar (onde os meus tios vivem) e sótão, que, actualmente, já foi renovado e transformado em dois quartos, uma sala e uma casa de banho, mas na época, era apenas um sótão, cheio de tralha. E aquela casa, para mim, era um mundo. 

No primeiro andar, existe uma porta que dá acesso aos outros dois pisos, com umas escadinhas de cimento estreitas e sem corrimão, que me parecia sempre uma espécie de caminho secreto. Adorava descer lá abaixo, ver as portas dos quartos alugados fechadas e imaginar o que lá estava por trás; tudo silencioso e eu a percorrer o corredor em bicos de pés para não perturbar o silêncio, para não denunciar a minha presença. Saía pela porta que dava acesso à rua, dava a volta ao quintal, onde me lembro bem de haver galinhas e animais sempre presentes, subia as escadas e corria para o terraço. Entrava pela porta da cozinha dos meus tios e voltava a correr para a porta por onde tinha entrado inicialmente.

Subia muitas vezes ao sótão, adorava explorar tudo o que havia por lá. Não eram mais do que recordações e tralha da família, mas eram pequenos tesouros para mim. Tinha imensas coisas da escola da minha prima, às quais eu adorava passar revista, bonecos e brinquedos que ela já não usava, pois estava demasiado crescida para isso, trapos e toda a espécie de coisas que me fascinavam (sim, eu deslumbrava-me com pouco). Nunca esqueci o cheirinho e do sabor do pão (que não encontrei igual em mais lado nenhum) que eles tinham sempre em casa, comprado no café do outro lado da estrada, que era tão molinho como estaladiço e tão apetitoso que ainda me cresce água na boca só de pensar.

Na rua deles, fiz uma amiga, uma menina cujo nome não me recordo, mas do que me lembro é de ir brincar para casa dela, que ficava no último andar; tinha uma clarabóia no sótão onde nós brincávamos; e a mãe dela dava-nos nestum de uma forma que me marcou e que é assim que ainda hoje faço, quando como: misturado no leite, como é suposto, mas polvilhado com alguns flocos secos por cima. Achava aquilo fantástico, porque não era assim que comia em casa e adorava. 

Quanto aos meus tios, eram (e continuam a ser) pessoas mais empáticas, mais carinhosas, mais dadas aos miúdos. E a comida da minha tia era (e é!) sempre boa. E lembro-me de tudo isso. Claramente. Gosto sempre de voltar àquela casa, porque me sinto transportada. E sempre bem recebida. E sinto ali uma ligação que nunca senti e continuo a não sentir com os meus avós, apesar de viverem há muito tempo na mesma cidade que eu e desde sempre mais perto que os meus tios. Como é com vocês? Têm memórias nostálgicas dos avós? Ou, como eu, transferiram-nas para outros familiares? Ou nem sequer existe tal coisa na vossa vida?

sábado, 14 de julho de 2018

O Meu Conto de Fadas #15

Música ao som da qual o ensinei a dançar kizomba


Não sou nenhuma pro a dançar kizomba, longe disso, aliás. Mas gosto muito e ajeito-me nos passos mais básicos. Quando conheci o B., ele não ouvia kizomba, nem sequer faz o género dele e naquela altura ainda menos. Contudo, quis aprender, talvez por ser uma dança sensual e na qual dá para estarmos agarradinhos. E foi ao som desta música que o ensinei a dançar. Transporta-me sempre para os primeiros tempos do nosso namoro.


terça-feira, 24 de abril de 2018

Em Modo Saudosista #18

Polly Pocket

Adorava estas mini caixinhas! Para o meu pequeno eu, aquilo era mágico, abrir uma caixa tão pequenina e ter todo um mundo lá dentro para poder brincar. Era apaixonada pelas Polly Pocket!

domingo, 28 de janeiro de 2018

Memórias...


O Leo tem 9 anos, feitos este mês. Está crescido, desenvolvido, com as atitudes parvas da idade e saídas que me fazem sentir velha, confesso, ahah! Mas continua o mesmo menino mimoso. Sinto que devo apreciar e aproveitar isso enquanto ele ainda tem vontade de passar tempo com a mãe; enquanto ainda me dá beijinhos em público e aceita ir de mão dada comigo na rua; enquanto ainda me pede para lhe cantar uma música de embalar ao adormecer e me diz que me ama.

Adoro vê-lo crescer, cada conquista sua me enche a alma e cada obstáculo que consegue ultrapassar me deixa orgulhosa. Contudo, por vezes, bate aquela saudade... aquela vontade de voltar atrás só por um dia, para reviver alguns momentos; quando ele era o meu bebé pequenino, gordinho e desdentado; quando ainda era o meu carequinha sorridente e cabia no meu colo!


quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Pedaços do meu mundo #10


Estas fotos têm 11 anos. Foram tiradas no verão de 2006. Há muitos anos, quando andava na escola, comecei uma tradição de festas na garagem/quintal dos meus pais. Uma tradição que se mantém até hoje. Desde que tive o meu filho que deixei de organizar tantas festas, claro, mas, ocasionalmente, os meus aniversários, ou os do B. acabam por ser lá. São é mais sossegados. Com o tempo, começámos a ter um grupo de amigos mais restrito, a aguentar menos as bebedeiras e as noites acordados ao frio. A minha irmã, com 22 anos, tem dado continuidade às festas de arromba e, eventualmente, daqui a uns anos, será o meu filho a fazer o mesmo.

As festas começaram por ser parecidas com o que se vê nestas imagens, eram aquilo a que nós chamávamos "festas da mangueira". Sim, vejo o duplo sentido desta expressão, mas nós éramos miúdos inocentes e só começámos a perceber isso mais tarde. Começaram por ser festas diurnas, assim, na brincadeira, com sumos e batatas fritas, quando acabávamos o ano lectivo, para celebrar o início das férias de verão. Depois, passámos às festas perto da hora de jantar, as de Halloween, onde nos mascarávamos, ainda com sumos e batatas fritas, ouvíamos música e fazíamos umas palhaçadas. Eventualmente, passámos às festas do pijama, onde já passávamos a noite na garagem, a tentar ficar acordados, a praxar com espuma da barba quem adormecia primeiro... e foi no decorrer destas festas, ano após ano, que escalámos para as bebidas alcoólicas. Estas fotos são de uma dessas últimas festas, já no after-party, depois da noite de bebedeira, quando só restavam meia dúzia de sobreviventes.

E desse lado, o que têm a relembrar da vossa adolescência?

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Pedaços do meu mundo #9

No fim-de-semana, em casa dos meus pais, andei às voltas com os álbuns fotográficos que lá têm da minha infância. São sempre divertidos, confesso. Dão sempre para boas gargalhadas e, como não sou de guardar as coisas boas só para mim, decidi partilhar algumas no facebook e identifiquei pessoas que figuram nas ditas fotos, algumas até com quem já não tinha contacto há anos. Posso dizer-vos que foi uma das publicações mais vistas, com mais comentários e gostos que fiz até hoje. O que me leva a crer que este tipo de recordações faz sempre sucesso. Assim, seleccionei algumas para vos mostrar e, quem sabe, incentivar-vos a mostrar ao mundo a vossa fofura de infância também. 😄


Muita gente tem vergonha de mostrar este tipo de coisas. Conheço, inclusive, uma rapariga que jogou fora todas as recordações de infância, quase causando a III Guerra Mundial com a mãe por causa disso. Mas eu não tenho. Vergonha porquê? E para quê? Prefiro encarar com naturalidade e rir-me. Porque, convenhamos, esta foto, por exemplo, tem muita graça! Digam lá se eu, com 6 anos, não era uma menina muito linda?! 😆 Não sei o que é pior: o cabelo, os óculos ou a roupa!

Eu, a minha irmã e dois primos

Eu e a minha irmã, em fotos com 20 anos de diferença!

Eu, a minha irmã e três primos

Eu, a minha irmã e dois primos

Eu e a minha prima (reparem nas duas primeiras fotos com 2 anos de diferença e a mesma pose)

E vocês? São dos que têm vergonha de partilhar os tesourinhos deprimentes? Também se riem com fotografias antigas?

terça-feira, 25 de julho de 2017

Pedaços do meu mundo #8


Esta era eu há 10 anos atrás (sou a de amarelo em cima do baú). Antes de ser mãe. Sempre em altas, sempre rodeada de gente, sempre em festa. Esta foto foi tirada no dia do meu 19º aniversário, em outubro de 2007. Lembro-me tão vivamente desta pessoa que eu era; que eu fui durante tanto tempo e, agora, sinto que já foi noutra vida. Cresci. Amadureci. Não tenho tempo, nem dinheiro, nem disponibilidade para ser a pessoa que era há 10 anos. E sinto-me confortável, durante a maior parte do tempo, com a pessoa que sou hoje. No entanto, olhando para as inúmeras fotos que tenho do meu passado, por vezes, apodera-se de mim uma nostalgia que me faz querer voltar atrás.

sábado, 15 de julho de 2017

O primeiro beijo


Um destes dias, ao assistir a um episódio da série The Goldbergs, senti-me nostálgica. Que é algo que me acontece com relativa frequência ao ver esta série, passada nos anos 80. Eu cresci nos anos 90, mas há uma quantidade de coisas que me relembram a minha infância. Nesse episódio, falavam sobre o primeiro amor, o primeiro beijo. E eu lembro-me do meu, com quem foi e onde foi. Passou-se na escola, quando eu tinha 14 anos, com um miúdo chamado Tiago e que era dois anos mais novo do que eu. Tivemos um namorico inocente de um mês e aquele primeiro beijo sabia a pastilha elástica. Foi o único rapaz da escola com quem tive alguma coisa, apesar das paixonetas por um ou outro ao longo do tempo. E vocês, lembram-se do vosso primeiro beijo? Contem-me tudo.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Em Modo Saudosista #7


Esta novela passou na televisão há 21 anos, é de 1995. Ou seja, eu tinha 7 anos! Mas acompanhei a novela. Oh, céus, eu via tanta novela brasileira quando era pequena. Agora penso como é que uma pequenice daquelas podia gostar de assistir a uma novela, mas... a verdade é que assistia e gostava. Lembro-me bem desta. Aquilo era tudo mágico para mim, o mundo cigano, a alegria deles, a música no acampamento, a dança à volta da fogueira, a sedução do príncipe encantado, a luta entre dois príncipes pela sua princesa cigana. Acho que nunca me vou esquecer da Dara e as suas saias compridas, as lantejoulas, o cabelo comprido e encaracolado e toda a magia que envolvia o mundo dela. E por aqui, alguém se lembra da Explode Coração?

Casamento Dara e Igor

Ciganas

Dara e Igor

Dara e Júlio Falcão

Jairo, Ianca e Lola (pais e irmã de Dara)

Salgadinho e Lucineide

terça-feira, 16 de agosto de 2016

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Bateu a saudade


Eu sou uma pessoa muito contraditória, com sentimentos assim a roçar o bipolar mesmo. Se, por um lado, sou bastante fria, não sinto muito a falta das pessoas e, para dizer a verdade, passo bem o meu tempo sozinha e isolada... por outro lado, sou muito nostálgica e tenho saudades de muitos momentos do meu passado. É que, sabem, eu nem sempre fui este bloco de gelo. Até um certo ponto da minha vida, era uma pessoa carente e pegajosa, muito dada e sociável, sempre com alguma coisa para fazer, cheia de pessoas à minha volta e uma facilidade incrível em fazer amigos. Actualmente, já de há uns anos a esta parte, tornei-me fria, distante das pessoas e, apesar de me dar bem com toda a gente, não faço amigos com facilidade. Não tenho problemas em falar com as pessoas, adapto-me a qualquer tipo de grupo e tudo o mais. Mas amigos? Nem por isso. Pouco me interessa sair por aí e ter uma agenda preenchida. Não gosto muito de contacto físico, tipo abraços e beijos e mesmo apenas estarem a falar comigo e constantemente a tocarem-me. Costumava considerar-me uma pessoa extrovertida e agora constato que já não o sou. Tenho saudades da escola. Saudades de ter um grupo grande e unido de amigos. Saudades de ser tão fácil brincar e rir com eles. Saudades de andar por aí sem fazer nada de jeito, só mesmo a ser parva. De todo o mar de pessoas que faziam parte da minha vida, só me restou verdadeiramente uma amiga. Amiga mesmo. Como? Como é que pessoas que fizeram parte da minha vida durante anos acabaram por ser estranhos para mim? Não existe qualquer relação entre nós, nem assunto caso nos encontremos. Temos todos a nossa própria vida e eles não se encaixam na minha. Tenho saudades dos nossos momentos. Todos eles. Mas não posso dizer que tenho saudades das pessoas. Tenho, sim, daquilo que éramos. Acho que tenho saudades de mim mesma. Daquela pessoa que costumava ser e que se perdeu algures pelo caminho.

Do Natal

Este ano vamos ter um Natal diferente. Infelizmente, não poderemos comprar prendas a ninguém. Estamos numa situação delicada neste momento ...