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sexta-feira, 22 de março de 2019

Conan Osiris


Vá, vamos lá falar do Conan. Não entendo este destilar de ódio, esta ridicularização do jovem e da música. O que há de tão absurdo nela? Quanto ao resto do repertório dele, não sei, mas desta tenho que confessar que gosto! É por ser diferente? Por ter um aspecto excêntrico? Acho até que é o ideal para um festival, em vez da vergonha de música que foi O Jardim e aquela coisinha sem graça do Salvador Sobral.

Acho que muita gente tem línguas e dedinhos tão nervosos, sempre prontos para dizer mal, que não tomam a atenção que deviam às coisas que aparecem. Pessoalmente, acho que a letra da Telemóveis é até bastante profunda e actual e deviam dedicar-se mais a ouvir em condições e menos a criticar.

Eu interpreto como uma forma de alertar o público para aquilo que todos sabemos, mas em que nunca pensamos realmente: devemos dar importância e valor às pessoas enquanto as temos connosco, porque quando elas partirem, não há tecnologia que permita a comunicação para matar a saudade.

Mas além disso, a sonoridade é gira! É diferente, alternativa. Essa fixação que a malta tem por tudo o que é comercial e standard já enjoa. Deixem-se de carneiradas, aprendam de uma vez que o diferente não tem que ser necessariamente mau. Sempre ouvi dizer... se gostássemos todos de azul, o que seria do amarelo?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Movie review \\ Sherlock Gnomes


Sinopse: Quando Gnomeu e Julieta chegam a Londres com a sua família e amigos para começar uma nova vida, o que eles desejam é encontrar um jardim onde possam assentar. Apesar de felizes com a nova vida, depressa se dão conta de uns rumores sobre estranhos acontecimentos em vários pontos da cidade. Quando se apercebem de que o seu jardim foi atacado e os seus amigos raptados, vêem apenas uma solução: contratar os serviços de Sherlock Gnomes, o mais inteligente e habilitado detective que alguma vez existiu, e de Watson, o seu famoso ajudante. Os quatro dão então início a uma investigação que promete surpresas inesperadas.







Opinião: Eu até gosto de animações, mas esta é mediana. Entretém os miúdos, mas não acho que seja uma grande história. Apesar de o Gnomeu e a Julieta estarem ligados a Sherlock e Watson, passei o filme todo com a sensação de que este era dividido em dois: num lado, a história do casal no jardim novo e a forma como a mudança afecta a relação dos dois; no outro, a dinâmica entre Sherlock e Watson com o vilão Moriarty. Gostei da mensagem passada de que se deve dar valor a quem nos é próximo (Gnomeu no caso da Julieta e Watson no caso de Sherlock), mas não tenho a certeza de que esta seja clara o suficiente, no meio de todo o enredo, para se fixar na mente das crianças.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Movie review \\ Passengers


Sinopse: Cinco mil pessoas estão a bordo da luxuosa nave Avalon, em uma viagem de 120 anos até o planeta Homestead II. Três décadas após o lançamento da missão, o mecânico Jim Preston desperta e descobre que seu módulo espacial sofreu uma grave falha. Como não é possível consertar e voltar ao repouso, o homem explora todos os locais da Avalon. Um ano mais tarde, a escritora Aurora também desperta. Além de iniciar uma amizade com Jim, ambos percebem que os sistemas começam a apresentar falhas notórias, que podem comprometer toda a viagem.






Opinião: O cruzamento entre ficção científica e romance resultou bem neste filme. Gostei do desempenho de ambos os actores e conseguiu prender-me sempre à história, apesar de se resumir a dois personagens. Vá, três, porque temos o andróide Arthur (personagem muito bem conseguida, a que nos traz o bom humor deste filme). Faz-nos pensar que decisão iríamos nós tomar no lugar de Jim. Viver uma vida inteira sozinho na nave? Acordar uma pessoa para viver essa vida connosco? O final fez-me concluir que apostaria na segunda opção, tal como o Jim.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Movie review \\ 10 Cloverfield Lane


Sinopse: Após sofrer um acidente de carro, Michelle acorda num quarto trancado e que possui apenas um colchão no chão. Desesperada, ela logo recebe a visita de Howard, um senhor muito intenso e ameaçador, que a informa que o mundo como conhece não existe mais e que eles estão seguros dentro do seu bunker. A rapariga, embora sempre desconfortável, vai aceitando a ideia e lá conta com a companhia de Emmett, um outro homem que também foi ajudado por Howard. 






Opinião: John Goodman é Howard e é a personagem mais intensa do filme, muito bem interpretado, na minha opinião. Não conseguimos perceber muito bem quais as suas intenções e até que ponto é bom ou mau. E parece que é isso que também pensa Michelle, a rapariga resgatada por ele. É um filme que nos mantém em suspense e que me fez gostar do desenvolvimento até ao momento em que ela sai do bunker. O que encontra no exterior parece transformar a história num filme totalmente diferente, é um final um bocado estranho, surreal e deslocado do resto.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

As inimigas


Praticamente todos os dias vejo posts deste género no facebook e, geralmente, feitos pelas mesmas pessoas. Gente a mandar indirectas, a gritar aos sete ventos que são maravilhosas e que as outras são mal-amadas, que se estão a cagar para quem fala mal delas. Dizem que estão acima dessas coisas, mas chegam a dar esclarecimentos no facebook para quem quiser ler, muito indignadas porque se estão a meter na vida delas. E que tal ignorar? E se essas "inimigas" estão pelo facebook, porque não eliminá-las? E têm assim tanta gente importada com a sua existência a falar mal delas? E lavar roupa suja nos comentários? Muito menos... É algo que me faz confusão e me cheira sempre a dramas adolescentes...

sábado, 3 de novembro de 2018

Ser pai

Ontem veio jantar cá a casa um casal, pais de uma bebé de dois meses, que me fez perceber a sorte que tenho com o marido que escolhi. O Bruno é um paizão babado mesmo, a Alice é a menina do papá e ele anda sempre de roda dela, a tentar perceber se está tudo bem, se comeu o suficiente, se quer arrotar, se tem a fralda limpa, se tem sono, se tem soluços, se não parou de respirar, se tem o pescocinho limpo ou se escorreu para lá leite, se tem frio... enfim, questiona tudo e está sempre atento. 

É capaz de passar imenso tempo com ela ao colo e faz tudo: dá-lhe banho, muda-lhe as fraldas, veste-a, adormece-a, coloca-a para arrotar, prepara-lhe o leite quando é hora de dar o da lata, dá-lhe o suplemento. Até canta para ela! Também tem colaborado na limpeza da casa, na preparação das refeições e nas tarefas domésticas em geral. E sempre que é preciso alguma coisa do supermercado ou da farmácia lá vai ele. Como passei por uma cesariana e me custa um bocadinho limpar as pernas depois do banho, ele ajuda-me. Se a Alice chora durante a noite, ele levanta-se, tal como eu.

A dinâmica deste casal que cá veio é completamente diferente. O pai não troca uma fralda, nem dá banho à filha, porque lhe faz confusão, por "ser menina". Desculpas, digo eu... Quando a filha chora, se ele lhe pega, é para ir levar à mãe. A rapariga não pode ir à sanita ou tomar banho sem que o marido lhe leve a criança, porque esta estava a chorar. E só ela é que acorda durante a noite para cuidar da bebé. Meu rico marido...

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Halloween


É verdade que, quando era miúda, não havia nada disto de Halloween. Na escola primária, não festejávamos isto e agora os miúdos vão mascarados para a escola nesta data. Por cá, começámos a "celebrar" o Halloween mais tarde, ainda em idade escolar mas já mais velhos, andando pela rua mascarados (ainda não éramos muitos a fazê-lo) e a fazer festas temáticas em casa. Ou seja, isto já apareceu em Portugal há alguns anos... mas continuamos a ter sérios problemas em aceitar o que é mais uma festividade. 

Ainda que não tenha mais nenhum significado, porque não faz parte da nossa cultura, dá para o pessoal se divertir. Quem quiser sair à noite ou ir a uma qualquer festa de Halloween, aproveita a data para se mascarar, fazer algo diferente. E quem tem filhos deixa-os aproveitar uma coisa que é divertida para eles. Sei que isto não é uma tradição portuguesa, mas porque é que temos que nos indignar com tudo? Eu cá acho muito giro a forma como vivem o Halloween nos EUA, é engraçado. Aqui não tem o mesmo peso.

Comentários sobre como estarmos a deixar de festejar o Carnaval, e que este até já passa despercebido, para festejar o Halloween, como já vi, são só ridículos. Ainda não dei conta em ano nenhum que o Carnaval tivesse passado despercebido fosse onde fosse e continua a ter mais peso como festividade a nível nacional do que o dia das bruxas. Por isso, não digam asneiras. Além disso, porque raio não se podem festejar as duas datas? Parem lá de se preocupar com merdas que não importam, sim? Se vos passa ao lado, percebo muito bem... não sou a maior entusiasta nem de um, nem de outro, mas não há motivo para tanta indignação acerca destes festejos.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Destilar ódio...

Toda esta polémica sobre o professor universitário tem trazido ao de cima, mais uma vez, toda a capacidade humana de ser estúpido e cegar completamente. Às vezes, acho que parecemos burros, com as palas nos olhos, incapazes de ver um bocadinho mais além. Já aprendi que não vale a pena responder com a minha opinião e os meus argumentos a tudo o que vejo, porque vai dar merda no final e só me vou enervar. Escolho as minhas batalhas nesse campo e opto por dar opinião quando sinto que, mesmo não concordando, não me irão atacar, como eu não ataco os outros pelas opiniões deles. 

Já me sinto um bocado cansada de ler tanto ódio nas redes sociais dirigido ao homem. Principalmente, porque me apercebo que a maioria das pessoas nem atingiu o que ele quis dizer... E porque continuam a bater na tecla de que as crianças não podem fazer o que lhes apetece e que deixá-las não beijar os avós é igual a deixá-las faltar à escola, comer gelado e batatas fritas ao jantar ou jogar no tablet 24h por dia. E por pensarem que é tudo a mesma coisa é que tem que haver mais sensibilização no sentido de fazer as pessoas entenderem que nenhuma dessas coisas interfere com o espaço pessoal nem com o corpo da criança... Dar-lhes liberdade para cumprimentar sem beijos não é igual a deixá-las fazer tudo o que querem. Será que é mesmo assim tão difícil de perceber isto? Serão as pessoas assim tão ignorantes ou só não querem entender?

Outro argumento que me deixa os nervos em franja é o facto de que aos avós se devem dar beijos e ponto final. Sem abertura para mais nada! Avós são avós. E os netos devem cumprimentá-los com beijinhos. Estas pessoas serão, certamente, as mesmas que pensam que não há avós no mundo capazes de molestar os netos. E, obviamente, nunca no seio da sua própria família! Não se foquem na parte de serem avós ou não, gente... são adultos como qualquer outro. Se a criança se sente fisicamente desconfortável, acham bonito forçá-la? Eu cá só acho um abuso. E, definitivamente, não é a mesma coisa que obrigá-la a ir à escola ou a lavar os dentes depois das refeições. Tanto quanto sei, isso não a obriga a ter intimidade nem contacto físico com ninguém, nem aqui, nem na China.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Obrigar as crianças


Ainda não tinha visto as declarações tão polémicas deste senhor, mas, ao ver tanta crítica dura ao homem, decidi ir ver o vídeo. E caiam-me lá em cima, se entenderem, mas eu concordo com ele. Os argumentos de quem discorda, dentro e fora do programa, são que os beijinhos aos avós não são violência nenhuma e que é uma questão de respeito e educação, bem como de normas na sociedade. Mas desde quando? Porque raio é que temos que ensinar aos nossos filhos que é OBRIGATÓRIO cumprimentar seja quem for, até familiares, com beijos? Pá, não. O respeito e a educação passam por cumprimentar as pessoas, dizer olá, sorrir, acenar. Se ela quiser dar um beijinho, óptimo, se não, porque é que isso é uma falta de educação? Se um adulto não quiser cumprimentar com um beijo, ninguém o obriga. E está tudo bem com isso. Porque é que querem obrigar os miúdos? E quem está mal são aqueles que dizem que as normas da sociedade ditam que deve ser assim. Mas que raio? Ditam que se seja educado e se cumprimente! Isso não inclui um beijo. Forçar a criança com certeza que a faz pensar que, se um adulto exige que ela tenha essa intimidade, ela é obrigada a dizer que sim. E, sendo criança, que não tem maturidade para distinguir as coisas tão bem como um adulto, se um dia acontecer de a quererem forçar a coisas piores, ao ver que é um adulto e, principalmente, se for familiar, ela também vai sentir que tem a obrigação de dizer que sim! É disso que se trata. O corpo da criança é delas, não é dos pais. Ensinem-lhes respeito, a cumprimentar as pessoas que estão à sua volta, a responder quando as cumprimentam a elas. Ensinem que uma forma de cumprimento é o beijinho na bochecha, mas, por favor, não as obriguem a beijar ninguém. Ensinem-nas antes que, se algum contacto físico as faz sentir desconfortáveis, têm todo o direito de dizer que não. É mais importante para vocês que o adulto não se sinta ofendido com esse comportamento ou que a vossa criança saiba que tem a liberdade de dizer que não a qualquer intimidade que a incomode? É uma questão de prioridades. Para mim, o meu filho está acima de tudo, incluindo a opinião dos outros sobre a educação que lhe dou.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Sacrificar a própria felicidade


Acho tão triste pessoas que passam uma vida inteira a negar quem são. Pessoas que sabem desde cedo que são homossexuais ou mesmo aquelas que acabam por chegar a essa conclusão (ou à aceitação desse facto) mais tarde na vida e, ainda assim, escolhem a via mais confortável e ficam como estão. Muitas delas casadas uma vida inteira com alguém do sexo oposto. 20, 30, 40 anos de negação, de vida em comum com alguém que não amam. Constroem uma vida, uma família, têm filhos e netos. Eventualmente, algumas decidem pôr um ponto final nessa situação e assumir a orientação sexual, outras, nem por isso. Sacrificam a felicidade pessoal para não perturbar a estrutura familiar, não destruir a ideia que o companheiro tem deles, para prevenir reacções menos boas por parte dos filhos ou dos netos. Viver uma vida plena com alguém que se ama é das melhores coisas da vida, poder partilhar as nossas vitórias, a nossa felicidade, todos os nossos momentos com alguém que amamos. Como é óbvio, podemos fazer tudo isto com alguém por quem não nutrimos esse sentimento, essa pessoa também estará lá para nós e irá apoiar-nos, mas... certamente que nos sentimos incompletos. Uma relação com alguém que não amamos não nos preenche. Esta publicação não é uma condenação a quem escolhe viver assim, é apenas a minha opinião e o desejo de que toda a gente fosse capaz de ser feliz. E acho que é só triste quando há pessoas que escolhem esse caminho para elas. 

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Movie review \\ Bad moms


Sinopse: Neste filme, uma mulher (Mila Kunis) com uma vida aparentemente perfeita - bonita, um bom casamento, filhos estudiosos, uma linda casa e uma carreira de sucesso no trabalho, sente-se exausta ao ponto de estar prestes a explodir. Farta, une forças com outras duas mães (Kristen Bell, Kathryn Hahn) nas mesmas condições e decide livrar-se de todas as responsabilidades, iniciando um período de liberdade e diversão - uma atitude que choca a presidente da associação de pais, Bee Gwendolyn, e a sua camarilha de mães perfeitas e dedicadas.






Opinião: São três mães bastante diferentes entre si e cada uma delas um pouco exagerada nas características, mas acho que faz parte de uma comédia deste género e resulta numa interacção bem divertida. Os destinos delas são um bocadinho previsíveis, mas neste tipo de filme, acho que não é muito relevante. Preferi focar-me no facto de elas tentarem quebrar o que a sociedade impõe às mulheres, sem deixarem de ser boas mães por isso. E, claro, são boas actrizes, que tornam a relação entre as personagens muito engraçada. Um filme que, no fundo, é bom para entreter!

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Voltar sozinho da escola

Neste tema, vejo que as opiniões se dividem muito. Eu faço parte do grupo que não é capaz de deixar o miúdo andar sozinho na rua. Já ficou em casa durante 10 ou 15 minutos sozinho, assim já crescidinho, quando já podia ligar para nós ou bater à porta de um vizinho, se precisasse de alguma coisa. Já o deixo ir à mercearia comprar pão diariamente, mas a loja é no prédio ao lado do meu, portanto, literalmente, a dois passos de casa. E, na loucura, deixei-o ir uma ou duas vezes a um take away ali do outro lado da estrada, sempre com mil avisos e a vigiá-lo da janela.

Quanto à escola, eu sei que ele sabe perfeitamente o caminho. É a poucos minutos de casa e há miúdos aqui na zona circundante que vão e/ou voltam sozinhos. Mas preocupa-me muito que ele se esqueça de olhar para os lados ao atravessar a estrada. Ou que olhe, mas, ainda assim, por descuido de algum condutor, aconteça uma desgraça qualquer. Ou, ainda, que alguém o leve. Isso assusta-me imenso. Sinto-me doente e com dores de estômago só de pensar numa coisa dessas. Acho que seria incapaz de deixá-lo fazer esse percurso sem estar sempre com o coração nas mãos. Sem o ver entrar na escola, saber que ficou lá seguro.

Antigamente, andávamos mais à vontade na rua. Eu sei que sim, tenho essa noção e é nisso que algumas pessoas se baseiam para se permitirem fazer o mesmo com os filhos. Ganham alguma responsabilidade, sentem-se mais crescidos e ficam mais autónomos. Isso é tudo muito verdade, mas nada disso me vai descansar o coração se algo lhe acontecer nesses minutos. E tenho sempre a sensação de que agora há mais perigos à espreita do que há 20 ou 30 anos. Penso que também influencia esta decisão o sítio onde se vive. Eu não vivo numa cidade grande, mas também não moro numa aldeia onde toda a gente se conhece. É uma vila com movimento suficiente para me causar estes medos.

E por aí qual é a opinião?

domingo, 7 de outubro de 2018

Do Ronaldo...

Também me sinto no direito de dar opinião sobre isto, já que não se tem falado de outra coisa nos últimos tempos. Mas, contrariamente à maioria, não posso dizer que tenho opinião formada sobre o que aconteceu. Aliás, como poderia ter? Nada está esclarecido e/ou provado e eu também não estava lá para ver.

O que me surpreende em tudo isto é o facto de a maioria dos portugueses partir para o insulto à mulher e defender com unhas e dentes o jogador. Como se tivessem todas as certezas deste mundo. Muito bem, é inocente até prova em contrário, mas descobriram agora que é assim que funciona? É que, geralmente, quando existe uma acusação, o julgamento do povo é logo a atacar, nunca presumem que o acusado está inocente, antes pelo contrário. Somos sempre muito rápidos a apedrejar em praça pública. Aposto que se o foco estivesse sobre outra pessoa, não estaríamos a pôr em causa as palavras da americana, mas sim a acusar sem qualquer tipo de provas a pessoa que estivesse no lugar do Ronaldo.

Um bocadinho incoerentes, não somos? Já agora, pessoas que atacam a mulher em questão, dizer coisas como "foi com ele para o quarto, estava à espera de quê?" é o mesmo que afirmar "vestia um decote/uma mini-saia, estava mesmo a pedi-las". Como já li algures, até podia andar pela rua com um cartaz a dizer "ADORO PILAS", que, ainda assim, até ao último momento, pode dizer que NÃO, com todo o direito. E passa a ser sexo sem consentimento. Violação.

Contudo, não estou a defender um nem outro, porque não conheço o carácter de nenhum deles (e não me venham com merdas, só quem priva com as pessoas as pode conhecer minimamente), nem estava lá a fazer de colchão, não assisti a nada. As únicas pessoas que sabem o que se passou naquele quarto de hotel são os dois envolvidos. Não vou defendê-la só porque é mulher, tal como não o vou defender a ele só porque é português e, principalmente, porque é o menino de ouro de Portugal e apenas e só por isso é que o país inteiro está do lado dele. Mesmo sem o conhecerem de lado nenhum.

Acima de tudo, que se escrutine tudo, que se investigue a fundo e se tente descobrir o que aconteceu, para que seja feita justiça. Se não a violou, melhor para toda a gente e ela é que está a ter a atitude condenável ao acusar alguém de uma coisa tão séria e que toca a tantas mulheres, infelizmente; se, de facto, a acusação é legítima, que seja punido de acordo. E, gente, não se deixem influenciar só por ele ser quem é...

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Movie review \\ Don't breathe


Sinopse: Rocky, Alex e Money são ladrões que fazem dinheiro invadindo casas de pessoas ricas em Detroit. Money sabe sobre um veterano de guerra cego que ganhou muito dinheiro pela morte da sua única filha. Pensando ser um alvo fácil, o trio invade a casa isolada do homem numa vizinhança abandonada. Após se verem presos lá dentro, os jovens invasores têm que lutar pelas suas vidas ao descobrirem que a vítima não é nada inofensiva.






Opinião: Acho que não é fácil fazer um filme inteiro dentro de uma casa, com um número reduzido de personagens e, ainda assim, cativar quem vê. Mas eu gostei de todo o suspense, de estar sempre com uma certa falta de ar pelo que iria acontecer a seguir. E se, inicialmente, estamos contra o sentido de moral muito retorcido dos assaltantes que se aproveitam de um cego, isso vai mudando conforme a história se desenrola, o que é muito interessante. O segredo deste homem é uma coisa assim mórbida e que dá um toque perturbador ao filme. Eu gostei!

domingo, 23 de setembro de 2018

Movie review \\ 9/11


Sinopse: Um grupo de 5 pessoas fica preso num elevador da Torre Norte do World Trade Center no fatídico momento dos ataques de 11 de setembro. Eles não perdem a esperança e trabalham juntos para tentar escapar antes que aconteça algo pior com eles.





Opinião: O único ponto forte deste filme está nas imagens reais do 11 de setembro de 2001 que nos mostram, o impacto dos aviões nas torres, a queda, o fumo, as notícias sobre o atentado. O único outro momento onde senti drama foi no último segundo, no momento final, no olhar do personagem de Charlie Sheen, quando percebe que não tem salvação. O resto do filme é lixo. Passei o tempo todo à espera da emoção que se quer num filme sobre uma tragédia desta dimensão e nada. É todo passado no elevador, onde 5 desconhecidos ficam presos. Não nos remete, de todo, para o 11 de setembro, que era o que se pretendia. E as personagens não estabelecem ligação alguma, nem entre eles, nem com o espectador, na minha opinião. Não são exploradas, não são aprofundadas. A Whoopi Goldberg aparece também neste filme, sem qualquer protagonismo, sem qualquer brilho, sem um papel à sua altura e com aparições fugazes. Que mal aproveitada! Não aconselho, de todo.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Ingenuidade??

Quando tive o meu filho, inscrevi-me no fórum De Mãe para Mãe, a fim de poder ir tirando algumas dúvidas. Meninas grávidas e mamãs recentes, se não conhecem, dêem lá um pulinho, a mim ajudou-me. Era mãe de primeira viagem, havia muita coisa que desconhecia e há lá imensas mulheres, pelo que podemos partilhar experiências e esclarecer algumas coisas; é bom para treinantes, também se discute amamentação, preparação para o parto, infertilidade, perda gestacional. Fala-se sobre toda a experiência da gravidez, descobre-se médicos e/ou clínicas com boas referências de outras pessoas; fala-se também de questões familiares, já depois de sermos mães, enfim, é todo um mundo. Deu-me muito jeito e continuei sempre a frequentá-lo. 

Claro que, no meio da tanto post útil, há alguns que não lembram ao diabo. Como em toda a Internet, aparecem coisas ridículas, algumas, com certeza, inventadas; outras, se não o são, bem me fazem cair o queixo ao chão, porque fico a pensar como é que é possível que alguém pense, realmente, aquilo que está a escrever. Uma dessas coisas encontrei num post feito por uma mulher de 35 anos com uma filha de 6 (acreditando no que a pessoa escreveu, claro). Afirmava "Acho difícil um homem que deseja sexo não sentir um mínimo de amor pela parceira - a excitação depende muito da emoção."

E com esta fiquei de boca aberta. Então mas... uma mulher de 35 anos pode, realmente, pensar que não é possível haver sexo sem amor? Que tenha que haver atracção, sim, isso compreendo e é óbvio. Para haver vontade, tem que se sentir atraído pela mulher, mas amor? A sério? A excitação depende muito da emoção?? Minha cara... eu lamento desiludir, mas depende é das hormonas.😂 Por favor, digam-me, pessoas que me lêem, há mais pessoas a acreditar nisto? Que não é possível haver relação sexual sem amor? Porque vos garanto que é. Lá que nem toda a gente seja capaz disso, é uma coisa. Agora, que existe, existe.

sábado, 25 de agosto de 2018

A polémica da Cristina Ferreira

Se o vosso médico de família deixar de ser vosso médico por escolha própria, exigem-lhe que vá ao centro de saúde dar uma explicação aos utentes? Se o vosso dentista opta por ir trabalhar para Espanha, também que tem o dever de informar os pacientes? Se o dono do talho onde costumam comprar carne escolhe mudar o estabelecimento para a cidade vizinha, que não vos convém nada, mas a ele sim, porque terá mais clientela, também se julgam no direito de lhe pedir explicações? Se o empregado do café do bairro, com quem vocês até se davam muito bem, aceita uma proposta de trabalho melhor para ele, apesar de isso significar que já não vão ter descontos ao pequeno-almoço, também vão atrás dele para lhe pedir justificações da sua decisão? E podia continuar a dar exemplos. Todas essas pessoas ganham dinheiro porque prestam um serviço aos outros. E todas elas tomam decisões em função do que é melhor para o seu negócio, a sua vida pessoal, a sua carreira. A Cristina Ferreira é igual... sim, as audiências e o público é o que lhe dá a ganhar a vida. Mas desde quando é que isso nos dá o direito de pedir à mulher uma explicação para ter tomado uma decisão que tem que ser só dela?? E porque é que os portugueses têm esta mania de se indignar com coisas que não lhes dizem respeito? Olha que raio... Não vi tantos a insurgirem-se quando o Cristiano Ronaldo mudou do Real Madrid para a Juventus. A Júlia Pinheiro também deixou a TVI, o Goucha deixou a RTP, a Fátima Lopes deixou a SIC, caramba, é uma decisão profissional. Como todos nós, a Cristina Ferreira tem o direito de mudar de entidade patronal, mudar-se para onde ela acha que mais lhe convém. Se é mau para ela? O tempo o dirá, mas só ela irá sofrer as consequências ou os benefícios da decisão que tomou e o público não tem direitos sobre a sua vida profissional só porque ela é uma figura pública, mentalizem-se disso. Tanta opinião que não foi pedida sobre a decisão dela já começa a meter um bocadinho de nojo.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Gente abelhuda

Há umas semanas, abriu um mini mercado mesmo por baixo do meu prédio. O que acho maravilhoso, na verdade. Dá imenso jeito! Posso comprar pão fresco todos os dias, se me faltar pequenas coisas como leite, manteiga, queijo, papel higiénico... enfim, para desenrascar, é só descer e ir comprar, em vez de ter que me deslocar ao supermercado para trazer duas ou três coisas. Contudo, cada vez que tenho que lá ir, preciso de respirar fundo e mentalizar-me que é para me despachar. E porquê? Há duas pessoas a atender lá, um casal, alternadamente. O senhor é top, super bem educado e simpático, cumprimenta os clientes ao entrarem na loja, tudo normal. Já ela... lá simpática é. Demais. É uma intrometida que não se pode. Não aguento a senhora... Trata-nos como se nos conhecesse há uma vida, querida isto, querida aquilo. Onde trabalho, que idade tenho, se vou ter menino ou menina, se já tenho um menino, se depois já não penso ter mais (esta ficou sem resposta)... hoje até me perguntou, quando lhe disse que trabalhava na Autoeuropa, se recebia 1000€!!! Mas que...? A sério? Só lhe respondi um não seco, não lhe disse o valor, mas que tem ela a ver com isso afinal? E com tudo o resto, já agora? Faço os possíveis para não olhar para ela e respondo-lhe com monossílabos, mas acho que se habilita, um destes dias, a levar uma resposta torta. Ando a evitar, porque quero continuar a ir ali sem criar mau ambiente, mas é das coisas que mais abomino... gente intrometida, a fazer-me perguntas sobre a minha vida, sem me conhecerem de lado nenhum! É que não lhe dei confiança para isso. Saio de lá sempre a espumar de raiva! 😂

sábado, 21 de julho de 2018

Adaptações familiares

Há dias, no fórum de mamãs, li a publicação de uma participante que, resumidamente dizia que estava grávida do primeiro filho, mas o marido já tinha uma menina com 10 anos. Ele foi pai adolescente e a filha cresceu em casa dos avós com ele lá, mas, no fundo, educado pela avó. Actualmente, estando eles a viver juntos há 3 anos (penso eu), a menina alterna entre a casa deles e a da avó e esta sente-se no direito de opinar e decidir sobre a educação da neta. Já a menina, segundo descreveu a madrasta, é uma criança mimada, manipuladora, com um feitio difícil, que não respeita o pai e quer tudo à maneira dela. Além de tudo isto, esta pessoa diz ainda que quer viver a gravidez só com o companheiro, não quer levar a enteada às ecografias e não a quer na maternidade quando a bebé nascer. Admite mesmo que sempre se sentiu triste por não ter podido vivenciar a experiência da maternidade desde o princípio com ele, pois ele já tinha sido pai e, portanto, que nada disto é novo para ele.

As conclusões que tiro ao ler isto são as seguintes:

Esta mulher nunca conseguiu lidar com o facto de que o companheiro não ia passar por isto pela primeira vez como ela e, por isso, quer fazer de conta que a filha dele não existe durante este período, para que possa criar a ilusão de que são só eles e a nova bebé.

Também leio aqui que ela não supera o facto de ele já ter uma criança de uma relação anterior, quer-me parecer que ela gostaria mais se a miúda estivesse permanentemente com a avó e nunca com eles, para, mais uma vez, ela se iludir na visão da família feliz só com o marido e a bebé e não ter que lidar com o feitio de uma criança de 10 anos que não é dela.

Eu, no meu casamento, sou o progenitor que entrou na relação já com um filho, que também viveu até aos 4 anos dele em casa dos avós, avós esses que também participaram muito activamente na sua educação, já que a gravidez não foi planeada e eu não estava preparada para tudo aquilo.

A diferença aqui é que o meu companheiro sempre aceitou bem que a minha realidade era esta. Se me queria a mim, teria que ter também o meu filho. Se queria uma vida comigo, teria que deixar entrar o Leo e saber que ele faria sempre parte da nossa família. Nunca poderia ser o meu marido de um lado e o meu filho do outro, mas sim os três como um todo. E foi sempre assim e continua a ser, mesmo eu estando agora grávida de uma filha dele.

No caso da rapariga que escreveu esta publicação, acredito que seja complicado lidar com uma menina com 10 anos (idade difícil) que não é nossa. Ela tem que começar a aceitar que a criança faz parte da família deles e não exclui-la, porque isso não vai ajudar nada, muito pelo contrário. A criança também percebe, certamente, que a madrasta não a aceita e isso há-de reflectir-se nas suas atitudes. Quanto a ela ser manipuladora, também acredito, não é exclusivo dela, muitas crianças tentam manipular quem as educa, principalmente nestes casos em que há avós muito presentes, mas cabe aos adultos entenderem-se e não discordar abertamente à frente dela, ou essa "manipulação" não vai ter fim à vista.

Como parte do casal que já tinha um filho, não posso, com conhecimento de causa, falar sobre o ponto de vista da outra parte. Compreendo que possa não ser fácil, mas é uma coisa sobre a qual em que se pensar antes de entrar na relação e saber que, acima de tudo, a criança que já cá está é quem menos tem culpa das decisões e mudanças na vida dos pais e que se há alguém que não deve sofrer é ela. Os pais, geralmente, põem os filhos em primeiro lugar e é isso que um padrasto/madrasta tem que aprender a fazer também.

Por último, dizer ainda, e aqui sim, por experiência própria, que este bebé que vai nascer daquele relacionamento, vai ser, sim, toda uma experiência nova para o pai. Era adolescente, vivia com os pais, não tinha uma relação estável na altura, tinha toda uma outra realidade. É óbvio que vai ser tudo diferente. Eu sinto que será assim comigo. Que esta gravidez e esta bebé são todo um novo mundo, porque a minha vida é totalmente diferente do que era quando tive o meu pequeno.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Movie review \\ Os Incríveis 2


Sinopse: Passados 14 anos, Bird retoma a história da família Pêra com o mesmo equilíbrio: diverte as crianças enquanto intriga os adultos. Mais uma vez proibidos de ser quem são, os heróis precisam lidar com outra crise. Desta vez, a Mulher-Elástica é escolhida para uma vida de aventuras, enquanto Beto é deixado com os afazeres do lar. Essa dinâmica coloca os personagens em situações que respondem ao primeiro filme. Ela faz as pazes com o seu lado heroína, enquanto ele precisa confrontar a sua antiga resistência às obrigações familiares.






Opinião: Tenho lido algumas críticas sobre esta animação que salientam a troca de papéis deste casal, enviando Helena para uma missão e deixando o marido a tomar conta das crianças. Ambos têm que enfrentar uma nova dinâmica e é uma lição interessante. O que é cativante é que equilibra o entretenimento com esta parte que podemos aplicar em qualquer família real. O surgir dos poderes do bebé Zezé traz-nos os momentos mais engraçados deste filme; é, honestamente, a minha personagem favorita! Sinceramente, não me recordo em relação ao primeiro filme, mas senti que este é imenso, demasiado longo e sem necessidade. A história é engraçada, mas torna-se aborrecido ao arrastar-se por tanto tempo. Principalmente sendo uma animação, deviam concentrar mais o tempo de filme.

Do Natal

Este ano vamos ter um Natal diferente. Infelizmente, não poderemos comprar prendas a ninguém. Estamos numa situação delicada neste momento ...