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terça-feira, 17 de setembro de 2019

Amar depois de amar

Luciano - O meu nome é Luciano. Fui apaixonado pela Eugénia e hoje morro de paixão pela Irene. E agora pergunto-vos: pode amar-se depois de se amar?

Eugénia - Eu acredito nisso. Sou a Eugénia, a primeira mulher e primeiro amor do Luciano. Amei profundamente a vida que construímos juntos até ao exacto momento em que conheci o Filipe.

Filipe - E eu digo o mesmo. Amei profundamente a minha mulher Irene até ao milésimo de segundo em que pousei os olhos sobre a Eugénia. Passei a ser só dela. Dela e para sempre.

Eugénia - O acidente que nos denunciou foi também aquilo que nos permitiu avançar, tornarmo-nos pessoas melhores, sermos mais felizes... mesmo vivendo em mundos que não se tocam. Nunca desejei ser infiel... ou mentir... ou trair... ou mesmo morrer. A única coisa que desejei na vida foi amar. E foi isso que fiz... até ao último suspiro.

Filipe - A pior das mentiras é negar o amor quando ele acontece. Isso é que é a verdadeira morte. Eu continuo vivo... porque continuo a amar, mesmo depois de ter morrido.

Luciano - Quando perdi o meu primeiro grande amor, fiz uma ferida que achei que nunca mais conseguiria sarar. Mas foi por essa mesma ferida que me entrou um novo amor que me fez viver outra vez.

Irene - O amor é um movimento contínuo e perpétuo. Enquanto dura, não há passado, nem futuro. Tudo é presente. E isso quer dizer que é sempre possível amar depois de amar.


Este foi o culminar de uma novela de 70 episódios que deu ao longo deste verão, "Amar depois de amar". Confesso que foi refrescante ter durado apenas 3 meses, em vez da eternidade a que a ficção portuguesa nos tem habituado, estendendo as novelas por temporadas e criando novas histórias ao longo da produção. 

"Amar depois de amar" conta a história de dois casais que se tornam amigos através dos respectivos filhos. Um membro de cada casal apaixona-se pelo outro e vivem uma relação secreta ao longo de 3 anos. Um acidente acaba com tudo, os amantes morrem (um no início e outro no final) e os respectivos cônjuges acabam juntos.

Parece simples e pouco original e foi o que pensei quando li a história, antes de começar a assistir, mas dei-lhe uma oportunidade, apesar disso. E não me arrependi. Quando sabemos de casos destes, temos tendência a julgar automaticamente as pessoas infiéis. Esta novela mostra um pouco o outro lado da moeda. Rompe um bocado alguns preconceitos.

Não quero com isto dizer que a infidelidade é correcta ou inevitável, mas em "Amar depois de amar" conhecemos a fundo a história destes protagonistas e não conseguimos deixar de sentir alguma empatia pela forma como as coisas se desenrolam, pelos sentimentos deles. É um amor tão puro, tão intenso, tão arrebatador.

Vários crimes são cometidos ao longo da história, segredos desvendados, revelações surpreendentes. Gostei bastante, já há algum tempo que não via uma novela que me cativasse tanto (e vejo novelas regularmente). E o diálogo final diz tudo. 

Ah! Também me rendi à música do genérico e que acompanha os nossos personagens. É de um artista português e foi escrita numa fase difícil da vida dele em termos de saúde, como uma forma de despedida à namorada e à família. É linda, atentem na letra. E a voz dele é top.


sexta-feira, 16 de março de 2018

Ameaça feminina


Imaginem uma mulher que baba para cima de tudo o que seja do sexo masculino, adora que se metam com ela e corresponde; não impõe limites, aceita palmadas no rabo, piscadelas de olho, piropos e brincadeiras a roçar o ordinário; aceita trocar números de telemóvel, mensagens e cafezinhos. Mulher essa que também não tem problemas em sair e passar uma noite com homens casados. Digam-me lá a verdade... ainda que nunca tivessem tido razão de queixa contra a dita, confiavam numa mulher assim perto dos vossos maridos/namorados? É que mesmo que o homem a rejeite, isso não a impediria de tentar molhar o bico. Eu sou da opinião de que quem está numa relação é que tem a obrigação de ser fiel à pessoa com quem está, não é a terceira parte envolvida. Contudo, mulheres que não se sentem minimamente desconfortáveis em dar umas cambalhotas com homens casados fazem-me alguma espécie.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Traição


Já fiz uma publicação sobre este assunto aqui e, recentemente, tive mais um exemplo bem perto que me levanta questões sobre as relações entre as pessoas. Como é possível continuar uma relação depois de uma traição é uma coisa que me transcende e para a qual não tenho resposta. Principalmente quando essa traição é tornada pública e chega aos ouvidos de amigos, família e colegas. Não consigo muito bem entender como é que um homem/mulher consegue ultrapassar uma situação destas, que tanto abala um casamento; mais ainda quando é acompanhada de uma humilhação pública. Sei que há quem tente continuar e não corra bem, acabando mais tarde. Só na situação iria saber o que fazer, mas seria capaz de me deitar ao lado de um homem que me traiu debaixo do meu nariz? Teria capacidade de engolir o facto de ele ter beijado, abraçado, dormido com outra mulher e ter-me mentido sobre isso? Como iria eu namorar e passar tempo de qualidade com a pessoa que sabia ter traído a minha confiança? Isso é sequer possível? Não passaria o tempo a pensar se me teria mentido mais alguma vez? Se me tinha traído mais vezes? Se estava onde dizia que estaria? Se pensava noutra mulher enquanto estava comigo? Acho que não seria capaz de viver nessa angústia constante...

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Relações difíceis...


Quando se dá uma traição por parte de um (ou de ambos) dos elementos do casal, o caminho a tomar é só um de dois, a meu ver: ou optam por perdoar e seguir em frente, mantendo a relação, ou não perdoam e separam-se. Não posso afirmar com todas as certezas o que faria, se me encontrasse nessa situação, porque acho que é uma daquelas coisas que só se sabe passando por elas. No entanto, a minha opinião é a de que a primeira opção tem pouca coisa para correr bem. Não digo que não seja possível, mas acho bastante difícil recuperar a confiança de alguém que traímos, bem como igualmente difícil voltar a confiar em alguém que nos traiu. Tenho um exemplo perto de mim, em que ambos já puseram o pé na argola ao longo dos 11 anos que já passaram juntos. E não é uma relação saudável, porque eles não confiam um no outro. Quando estão afastados, estão, constantemente, a pensar se a outra pessoa está a trair. Dizem coisas muito desagradáveis um ao outro (insultuosas e de baixo nível, para lá de um limite que considero inultrapassável). Eu não consigo, de facto, entender como é possível manter uma relação assim, como é que se leva a vida sempre de mal com a pessoa com quem vivemos? Como é que se pode estar com uma pessoa sem confiar nela? Não pode ser uma vida feliz.

Do Natal

Este ano vamos ter um Natal diferente. Infelizmente, não poderemos comprar prendas a ninguém. Estamos numa situação delicada neste momento ...