sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Do amor

"Alguém que me conheça, que me compreenda, que me oiça. Que tenha o ombro disponível para eu chorar quando preciso, que me apoie quando tenho razão e que me descomponha quando estou errada. Que conheça as minhas manias, até à mais irritante… e, ainda assim, não veja motivo para gostar menos daquilo que sou. Que seja capaz de amar e proteger o meu filho e servir de exemplo para ele. Que me ajude a crescer, que seja capaz de estar numa relação em que ambos sejam tanto professor, como aprendiz. Que seja capaz de ver um filme ou ouvir uma música e dizer que não faz o meu género ou que é a minha cara. Que conheça o meu gosto patético por romances lamechas e a minha tendência para corrigir os outros (erros ortográficos partem-me o coração). Que tenha uma boa dose de parvoíce e que seja capaz de me fazer rir. Alguém a quem não consiga mentir, que leia a verdade nas minhas expressões, que saiba o que vou dizer ainda antes de o fazer. Que conheça as minhas opiniões e que as respeite. Que não tenha medo de me dizer o que pensa e que esteja disposto a conhecer os meus amigos. Que não me julgue pelo meu passado, nem se guie por aquilo que ouve. Que seja sensato, maduro e tenha os pés bem assentes na terra. Que tenha uma boa noção de responsabilidade, mas que se saiba divertir. Companheirismo, amizade, paixão, cumplicidade, compreensão, lealdade, frontalidade, diversão."

Escrevi isto há dois anos, como parte de um post, numa altura em que julgava não ser possível voltar a amar; em que tinha a certeza absoluta que não voltaria a saber fazê-lo e que não havia ninguém capaz de quebrar a minha barreira protectora. Estava errada.


Encontrei alguém, por puro acaso, que encaixa na perfeição na descrição que há dois anos fiz da minha pessoa ideal. Afinal, ele existia e acabou por aparecer. Foi a primeira vez, em anos, que não rejeitei a possibilidade de uma aproximação, que não coloquei nenhuma barreira. E não me arrependo.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Coisas que me irritam nas pessoas

Quando conto alguma coisa sobre mim e aproveitam a deixa para falar da vida delas. Fazer perguntas, comentários ao que eu acabei de dizer, conselhos, interagir de maneira saudável? Não, que isso não é coisa para eles!


Exemplos

Eu: O meu filho tem varicela.
Pessoa: Ai, por falar nisso, nem sabes o que aconteceu à minha filha. Caiu, rachou a cabeça, tem os joelhos todos esfolados, ainda por cima está constipada, este tempo é horrível para as constipações e alergias. Ai e o meu sobrinho? Havias de ver o estado em que ficaram as mãos dele com a queda que deu.

Eu: Arranjei trabalho.
Pessoa: E eu farto-me de enviar CV's e nada, nem me chamam para entrevistas, já a minha irmã é a mesma coisa, uma pessoa tenta e nada, não tem sorte nenhuma.

Eu: Ontem fui ver um filme ao cinema.
Pessoa: Nem me digas nada, já ao tempo que não vou ao cinema, é tudo tão caro, os bilhetes, as pipocas, os sumos. Já nem me lembro qual foi o último filme que vi, nem sei o que está no cinema por esta altura.



Pessoas que me rodeiam, sou toda ouvidos, mas mostrar um bocadinho de interesse não vos ficava nada mal.

sábado, 28 de maio de 2011

Dor

Acordei, sobressaltada por mais um sonho amargurado. Abro os olhos e espero que se habituem à escuridão.

Levanto-me da cama e observo, pescrutantemente, cada traço, cada canto do quarto.

O livro que lemos juntos. A tua fotografia à minha cabeceira. A almofada que tem, até hoje, o teu cheiro. A pulseira que me ofereceste. Uma peça de roupa tua esquecida. A cama... a cama enorme e vazia, ainda moldada pelo teu corpo.

Fecho os olhos e deixo as lágrimas correrem livremente, permitindo, uma vez mais, que a dor me invada. Aquela angústia que me consome.

Dirijo-me à varanda, tentando fundir-me com a noite, libertando-me. De repente, uma luz intensa que surge e me cega e, no entanto, que me acalma. Deixo que a luz me encha daquela paz, apagando todos os meus problemas, as minhas angústias e todas as noites em que adormeci sobre a almofada humedecida das minhas lágrimas. Até que começa a desaparecer através da porta do quarto. Sigo-lhe o rasto, até ela desaparecer por completo, porta fora em direcção ao céu, ultrapassando a minha varanda, extinguindo-se lá no alto.

Contemplo a noite e vejo-me estendida na estrada. Morta. Onde finalmente encontrei solução para tudo...

Ex hook-ups

Ontem, durante a noite passada na discoteca, percebi que não há melhor sítio do que a noite para encontrar um ex hook-up. Ou dois. Ou três. O que, às vezes, tem a sua graça. Outras, nem por isso.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Exercício

Recentemente, comecei a fazer-me útil e a fazer exercício. E descobri esta semana que andar de bicicleta com a minha música nos ouvidos é awesome.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Viagem futebolística

Há dias, no comboio para Lisboa, para mais uma entrevista (que não deu em nada, só para não variar), sentaram-se dois comerciais da Cabovisão ao pé de mim, todos eles sorrisos e animação. Até pediram licença para se sentar ao pé de mim. Sim, estranhei. Pouca gente o faz. Mas vá de esbanjar simpatia e boa-educação. Entraram na mesma paragem que eu e levaram toda a santa viagem a falar de futebol. Até o passageiro do lado se meteu na (animadíssima) conversa, porque, como ele mesmo disse, "não pude deixar de ouvir". Arrependi-me amargamente de não ter levado o meu mp4 e lá fui 40 minutos de viagem a levar aquela injecção futebolística. Sairam na mesma paragem que eu e lá foram à sua vidinha. E eu à minha entrevista. Voltei para apanhar o comboio de volta cerca de duas horas depois e os ditos senhores lá estavam. Apanharam o mesmo comboio que eu, voltaram a sentar-se ao pé de mim e não é que levaram o raio da viagem toda de volta a falar de futebol... outra vez?! Terá esta malta outro tema de conversa?

2020 começou assim...

Dia 1 de janeiro Super moída da noite, muitíssimo desabituada destas andanças, passei o dia a sentir que tinha sido espancada. Saí de cas...