O meu percurso na fábrica tem sido atribulado. Entrei para uma linha na montagem final, comecei a aprender, conheci as pessoas de lá, mas a coisa não correu muito bem, pelo que me mandaram para outra linha. Novo team leader, novos colegas. Mais uma tentativa falhada, então mudaram-me para outra área, fui para a pintura. Como foi uma troca com uma pessoa de lá, tive que mudar de turno. Ao fim de 3 dias, voltei para o turno que me interessava, pois pedi para trocar, se houvesse oportunidade. Integrei a equipa daquela linha no turno onde agora estou. Comecei a aprender, foram buscar-me para outra linha dentro da pintura, porque lá precisavam de pessoas. Fui... Aprendi algumas coisas, para chegar um certo dia dizerem-me que tinha que voltar para onde estava, porque, afinal, não podia ficar ali. Enfim, tenho, basicamente, andado ao pontapé lá dentro. De qualquer forma, agora, na pintura, tenho que usar um fato completo antiestático, com fecho à frente. Assim, como na imagem.
O que me traz imensos problemas na hora de ir ao WC. Principalmente, quando tenho que ir à hora dos intervalos. São 10 minutos desde que saio da linha até que volto e a linha arranca, estejamos lá ou não, portanto, convém despachar-me. E é um tempo muito curto. Pior por estar transpirada e o fato custar a tirar. É que, caraças, tenho que me despir toda para ir fazer um xixizinho! E imaginem este drama duplicado quando temos aquelas emergências femininas. Nope. Quem desenhou esta farda, certamente não era mulher!

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