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sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Como constranger alguém em 3... 2... 1

Quando uma pessoa que conheces há 5 anos, mas com quem não lidas intimamente, te pergunta pelo teu filho e dizes que ele foi passar uns dias com o pai. A resposta é esta "Ah vocês estão separados... não sabia!".

Curioso é que já tive esta conversa várias vezes com pessoas que só apareceram na nossa vida depois de estarmos juntos.

É o que acontece quando toda a gente ouve o teu filho chamar pai à pessoa com quem estás há 8 anos.😅

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

A separação da Jéssica e do Diogo


Os actores anunciaram a separação aos fãs 3 meses após o nascimento do filho. Estavam juntos há ano e meio.

Esta foi a notícia que fez furor hoje nas redes sociais. Como sempre, há comentadores de todos os tipos. Os que criticam, os que dão força, os que dizem que ninguém tem nada a ver com isso e os do costume, repetitivos e que, francamente, já enjoam... que em todas as notícias destas, escrevem "Que informação dramática" e "Quem são a Jéssica e o Diogo?" ou "Já nem vou conseguir dormir".

Faz parte do ser humano fazer julgamentos. Não sejamos hipócritas, não é? Somos todos assim. No entanto, após os primeiros julgamentos, que devemos guardar para nós, devemos pensar racionalmente como pessoas civilizadas e perceber que não temos o direito de atirar pedras aos outros.

Nenhum de nós privou com eles, para tecer juízos de valor acerca do desenvolvimento da sua relação (duração e motivos pelos quais terminou). Talvez isto seja muito close to home para mim, porque o meu filho mais velho nasceu já com os pais separados. 

Nenhuma criança é motivo para manter os pais juntos. Aliás, se isso acontece, corre-se até o risco de, mais tarde, haver tanto ressentimento, que o convívio familiar acaba por ser insuportável. Tantas crianças há cujos pais estão juntos e não são felizes... 

Outra coisa que faz muita confusão a quem está de fora é o facto de que o casal não vivia junto. Desculpem-me, mas... desde quando é que ter filhos é sinónimo de obrigação em juntar trapinhos? Talvez eles soubessem que não iria resultar. Talvez já sentissem que isso não lhes traria benefícios. Talvez tenha sido mesmo a decisão mais sensata não se terem juntado.

Pessoas, não se sintam tão superiores aos outros, porque não são. Todos temos telhados de vidro. Todos, mais tarde ou mais cedo na nossa vida, cometemos erros. Todos tomamos más decisões ou fazemos escolhas que não são as mais acertadas. E todos temos visões diferentes da vida, que não torna o rumo do nosso vizinho pior do que o nosso, só porque não seguiu o mesmo caminho.

Vá... mais amor!

sábado, 14 de setembro de 2019

Ódio de estimação

Pessoas que julgam saber falar inglês, fazem publicações nas redes sociais todas confiançudas do que estão a escrever, quando, na realidade, há ali uma série de incongruências. Coisas que traduzem demasiado literalmente, perdendo o sentido na língua inglesa, como expressões portuguesas, que, por vezes, até têm uma equivalente, mas as pessoas optam por traduzir aquela, como se fizesse sentido; ou conjugando mal os verbos, ou empregando mal as palavras, restando apenas uma construção estranha de frases. Bitch, please. Algumas destas pessoas nem com o português atinam... 

sábado, 24 de agosto de 2019

Da burrice...

Uso muitas vezes a net para me desfazer de coisas que já não me interessam. Sou muito pelo destralhar. A minha mãe tem mil coisas na casa dela e nem sabe o que lhes fazer muitas vezes; pois já lhe disse que se me deixasse lá sozinha com a minha irmã, era um instante! 😂

Mas bom. Para me livrar das coisas, coloco anúncios online. Com todas as informações sobre o artigo que estou a anunciar: a zona onde estou, o valor, o estado do produto, medidas se for necessário, se faço ou não entregas, todas as especificações. 

Ainda assim, existe um sem fim de pessoas irritantes que me enviam mensagens a fazer perguntas que estão respondidas no anúncio. E eu tenho vontade de responder torto. Não o faço, até mesmo porque se acabarem por querer comprar, não posso destratar as pessoas. 

Mas a comichão que me faz... Não saberá esta gente ler? Para que é que me dou ao trabalho de escrever a informação toda, afinal? Melhor são aqueles que me pedem fotos do artigo quando também já lá estão. E melhor ainda só os que me vêm perguntar se ainda está disponível e depois nunca mais dizem nada.

Ide todos à merda.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

O que se chama a isto?

Pessoa é despedida durante a baixa pré-natal no início de abril. Pessoa não vai à empresa buscar o papel para activar o subsídio de desemprego. Pessoa tem o bebé em meados de maio. Pessoa deixa passar os três meses de tempo limite desde a data de despedimento e nem vai buscar o papel, nem trata de nada para receber o dito subsídio. 

Pessoa anda a gravidez toda com os papéis para pedir o abono pré-natal. Pessoa demora uns meses para imprimir o formulário e outros tantos para os preencher. Pessoa manda-te uma mensagem da maternidade, a horas de ter a criança, a pedir-te para fazeres o pedido enviares os papéis pela segurança social directa.

Pessoa tem uma lista (que tu lhe deste com antecedência) do que vai precisar de certeza absoluta para o bebé (com a experiência de quem tem dois filhos, um dos quais ainda bebé). Pessoa é advertida que deve fazer a mala da maternidade com tempo. Pessoa vai ter a criança sem nada arrumado, com metade das coisas numa casa e a outra metade noutra.

Podia enumerar aqui mil coisas... mas fico-me por aqui. Como classificam uma pessoa assim?? A sério que até me dá comichões...😒

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Unhas dos bebés

As pessoas mais velhas (algumas) tendem a acreditar que a melhor maneira de cortar as unhas aos bebés é com os dentes. O que me espanta é que malta nova também o faça. Acho uma prática muito pouco higiénica! E não é recomendado... digam lá o que disserem. Há tantas bactérias na boca de um adulto, essa é uma forma muito eficaz de infectar o bebé, caso tenha uma pequena lesão nos dedos, por exemplo, ainda que invisível aos nossos olhos. 

Além disso, como é que pode ser mais prático do que um corta-unhas ou uma tesoura próprios para bebé? Eu sei como é difícil e aflitivo cortar as unhas a um fofinho tão pequenino; com o primeiro filho, como vivia com os meus pais, era a minha mãe que o fazia, porque eu tinha medo de o magoar e agora com a segunda, obviamente, já o fiz desde o início, mas sempre com o mesmo receio, nunca cortando muito curtas e sempre com bastante luz para ver bem o que estou a fazer e evitar magoá-la. Com os dentes, além de não se estar a ver onde estamos efectivamente a pôr a boca, parece-me muito mais complicado, o tamanho de um dente nosso é enorme comparado ao dedinho de um bebé.

É só a mim que isto faz imensa confusão?!

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Sem noção...

Há dias, fui lanchar com um grupo de mães que fizeram as aulas de preparação para o parto comigo e cujos bebés têm poucos dias de diferença da minha Alice. Uma delas estava com o bebé no colo, mas virado para ela, com a cabeça apoiada no ombro da mãe. Ou seja, quem estava na mesa de trás estabelecia contacto visual com o pequeno. 

Eu estava numa posição em que via a mãe enquanto conversava connosco, ao mesmo tempo que conseguia ver o que se passava na mesa de trás. Sucede que quem estava nessa mesa a lanchar era um casal mais velho, assim talvez na casa dos 70, e qual não é o meu espanto quando vejo a senhora a esticar-se toda com um pedaço de bolo na mão em direcção ao bebé. 

Pouco faltava para ele jogar a mão àquilo quando eu passei sinal à rapariga e ela se virou para dizer à senhora que não lhe podia dar aquilo que ele só comia da maminha ainda. Virou logo o bebé para a frente e fez-nos uma cara como quem diz "A sério que isto aconteceu?". 

Na realidade, o espanto não foi tanto assim, porque isto é até bastante frequente, esta falta de noção das pessoas no contacto com os filhos dos outros. A desculpa da idade da senhora não serve, porque o marido, da mesma faixa etária, não parava de lhe dizer para ela não dar o bolo ao miúdo. Alguém sensato...

Pessoas, não façam este tipo de coisas! Um bebé de 5 meses está a começar a alimentação complementar (alguns, aquele até estava exclusivamente a leite materno) e cabe aos pais decidirem o que lhes vão dar, não a mais ninguém e, certamente, não a estranhos. 

Em primeiro lugar, vocês não sabem se os pais autorizam esse tipo de coisas na alimentação da criança. Em segundo, não fazem ideia se eles têm alguma alergia, de maneiras que abstenham-se dessas ideias parvas, sim? Grata.

domingo, 23 de dezembro de 2018

Falta de civismo

Há pouco vi uma publicação no facebook de uma pessoa indignada com o facto de muita gente não levantar os tabuleiros na zona de restauração dos shoppings. Salientou o facto de existirem ilhas nessas zonas para colocar os tabuleiros e despejar o lixo e afirmou que os funcionários que por ali andam é para garantir que tudo continue organizado, passar um pano nas mesas para limpar e ir à copa despejar e limpar as ilhas. Chocou-me, apesar de saber que há gente mal formada em todo o lado e não é pouca, a quantidade de pessoas a discordar e a fazer comentários idiotas como "Se quisesse arrumar loiça, comia em casa"... Really? Pessoas a fazer comparações com um qualquer restaurante, quando o conceito nem é o mesmo. Num restaurante, não têm tabuleiros, por norma... e os empregados vão anotar os pedidos à mesa, bem como recolher a loiça. Não podem comparar o que não é comparável. Pior e mais triste, muitos comentários a dizer que não levantam porque estariam a tirar o emprego aos funcionários que lá estão. São, com certeza, as mesmas pessoas que mandam lixo para o chão para dar trabalho a quem limpa as ruas. Por essa ordem de ideias, meus amigos, talvez um murro nas trombas que vos partisse um dentinho ou outro não fosse má ideia de todo, sabem... para dar trabalho aos dentistas.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

As inimigas


Praticamente todos os dias vejo posts deste género no facebook e, geralmente, feitos pelas mesmas pessoas. Gente a mandar indirectas, a gritar aos sete ventos que são maravilhosas e que as outras são mal-amadas, que se estão a cagar para quem fala mal delas. Dizem que estão acima dessas coisas, mas chegam a dar esclarecimentos no facebook para quem quiser ler, muito indignadas porque se estão a meter na vida delas. E que tal ignorar? E se essas "inimigas" estão pelo facebook, porque não eliminá-las? E têm assim tanta gente importada com a sua existência a falar mal delas? E lavar roupa suja nos comentários? Muito menos... É algo que me faz confusão e me cheira sempre a dramas adolescentes...

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Da estupidez alheia

Não sei se já referi aqui no blog, mas sou um bocado comichosa com a sujidade em casa. Detesto que me andem calçados em casa com sapatos da rua. Inclusivamente, já comprei chinelos para as visitas. Contudo, encontro sempre resistência em algumas pessoas e é uma guerra da qual me estou a cansar. Por isso e porque não estou disposta a desistir de uma coisa que eu quero mesmo manter, por questões de higiene e porque não me apetece, nem tenho tempo para andar sempre a limpar, decidi aceitar uma sugestão da minha mãe: aquelas coisas descartáveis que cobrem os sapatos, usadas nos hospitais. Assim, quem se sente desconfortável a descalçar-se, pode servir-se daquilo e acho que é um bom meio-termo, que agrada a ambas as partes, pois podem manter os sapatos nos pés e eu a casa limpa. 

Porém, não sabia onde encontrar isto e coloquei a questão num grupo do facebook. Cometi foi o erro crasso de explicar demais, disse porque queria encontrar o artigo. E todo o post, que era só uma pergunta simples, virou um banzé todo o tamanho. Até desisti de responder aos comentários que não eram direccionados para o que eu tinha perguntado. Mas surgiram algumas muito indignadas com a MINHA opção de como receber as pessoas na MINHA casa, o que acho extraordinário. Por saber que algumas pessoas não gostam muito desta prática é que estou a tentar encontrar uma forma de todos se sentirem confortáveis: eu e as visitas! Mas várias a dizer que nunca entrariam numa casa onde lhes pedissem para deixar os sapatos à porta, que é falta de ética (na minha terra, ética é um conjunto de regras de conduta, pelo que devem ter um dicionário diferente do meu...), que não se sentiriam bem-vindas e toda uma série de coisas, até me disseram para ir ao médico, vejam bem. 😂

Já aprendi a rir-me destes comentários ridículos e a ignorar opiniões não solicitadas, porque não estou para me chatear, ainda por cima com pessoas que não conheço de parte alguma. Em muitos países, isto é uma prática habitual e todos o fazem, mas como não faz parte da nossa cultura, já é um bicho de 7 cabeças se alguém o quer fazer. E não é porque gostamos de ter a casa limpa ou livre de bactérias, ou para evitar que crianças andem em cima de toda a porcaria que vem da rua, não! É porque queremos ser diferentes e não passa de uma paneleirice.

Acho que nunca uma publicação minha teve tantos comentários, foi assim uma coisa do outro mundo. Só porque as pessoas não sabem respeitar o que é diferente da sua realidade. Quem lesse alguns dos comentários, pensaria até que eu estava a convidar a malta do grupo para vir cá a casa! 😂

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Destilar ódio...

Toda esta polémica sobre o professor universitário tem trazido ao de cima, mais uma vez, toda a capacidade humana de ser estúpido e cegar completamente. Às vezes, acho que parecemos burros, com as palas nos olhos, incapazes de ver um bocadinho mais além. Já aprendi que não vale a pena responder com a minha opinião e os meus argumentos a tudo o que vejo, porque vai dar merda no final e só me vou enervar. Escolho as minhas batalhas nesse campo e opto por dar opinião quando sinto que, mesmo não concordando, não me irão atacar, como eu não ataco os outros pelas opiniões deles. 

Já me sinto um bocado cansada de ler tanto ódio nas redes sociais dirigido ao homem. Principalmente, porque me apercebo que a maioria das pessoas nem atingiu o que ele quis dizer... E porque continuam a bater na tecla de que as crianças não podem fazer o que lhes apetece e que deixá-las não beijar os avós é igual a deixá-las faltar à escola, comer gelado e batatas fritas ao jantar ou jogar no tablet 24h por dia. E por pensarem que é tudo a mesma coisa é que tem que haver mais sensibilização no sentido de fazer as pessoas entenderem que nenhuma dessas coisas interfere com o espaço pessoal nem com o corpo da criança... Dar-lhes liberdade para cumprimentar sem beijos não é igual a deixá-las fazer tudo o que querem. Será que é mesmo assim tão difícil de perceber isto? Serão as pessoas assim tão ignorantes ou só não querem entender?

Outro argumento que me deixa os nervos em franja é o facto de que aos avós se devem dar beijos e ponto final. Sem abertura para mais nada! Avós são avós. E os netos devem cumprimentá-los com beijinhos. Estas pessoas serão, certamente, as mesmas que pensam que não há avós no mundo capazes de molestar os netos. E, obviamente, nunca no seio da sua própria família! Não se foquem na parte de serem avós ou não, gente... são adultos como qualquer outro. Se a criança se sente fisicamente desconfortável, acham bonito forçá-la? Eu cá só acho um abuso. E, definitivamente, não é a mesma coisa que obrigá-la a ir à escola ou a lavar os dentes depois das refeições. Tanto quanto sei, isso não a obriga a ter intimidade nem contacto físico com ninguém, nem aqui, nem na China.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Sacrificar a própria felicidade


Acho tão triste pessoas que passam uma vida inteira a negar quem são. Pessoas que sabem desde cedo que são homossexuais ou mesmo aquelas que acabam por chegar a essa conclusão (ou à aceitação desse facto) mais tarde na vida e, ainda assim, escolhem a via mais confortável e ficam como estão. Muitas delas casadas uma vida inteira com alguém do sexo oposto. 20, 30, 40 anos de negação, de vida em comum com alguém que não amam. Constroem uma vida, uma família, têm filhos e netos. Eventualmente, algumas decidem pôr um ponto final nessa situação e assumir a orientação sexual, outras, nem por isso. Sacrificam a felicidade pessoal para não perturbar a estrutura familiar, não destruir a ideia que o companheiro tem deles, para prevenir reacções menos boas por parte dos filhos ou dos netos. Viver uma vida plena com alguém que se ama é das melhores coisas da vida, poder partilhar as nossas vitórias, a nossa felicidade, todos os nossos momentos com alguém que amamos. Como é óbvio, podemos fazer tudo isto com alguém por quem não nutrimos esse sentimento, essa pessoa também estará lá para nós e irá apoiar-nos, mas... certamente que nos sentimos incompletos. Uma relação com alguém que não amamos não nos preenche. Esta publicação não é uma condenação a quem escolhe viver assim, é apenas a minha opinião e o desejo de que toda a gente fosse capaz de ser feliz. E acho que é só triste quando há pessoas que escolhem esse caminho para elas. 

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Sabichonas

Há dias, à porta da escola, encontrei uma conhecida, que me perguntou quando nascia a bebé. E depois me disse que também já sabia como era, porque já era a segunda vez. E eu respondi que, no entanto, a primeira, foi cesariana, pelo que não sei o que é um parto normal. Estava outra mulher ao lado, que não conheço de parte alguma, a não ser de vista ali da escola, que disse "Ai, não posso ouvir isso... é um parto à mesma!".

Eu estou grávida de 8 meses, com um humor de cão, super farta desta fase e a desejar que passe depressa para poder ter a minha bebé cá fora, mas mordi-me toda para não lhe responder torto. E disse apenas, educadamente, que não é a mesma coisa e, portanto, não sei como é passar por um parto normal.

Obviamente que a cesariana também é um parto. Defecar e urinar são expulsões corporais que implicam idas à casa de banho e não são a mesma coisa. Beber água e comer um bife implicam ingestão, mas não são a mesma coisa. Todos os bebés sujam fraldas, sejam meninos ou meninas, mas os órgãos genitais são diferentes, pelo que a limpeza também não é igual, apesar de ambos serem bebés. E por aí adiante...

Na cesariana, não expulsamos um bebé pelo canal vaginal. Não temos que fazer força até os olhinhos saltarem para fora. Não há episiotomia, o corte é na barriga e os pontos são diferentes, bem como a recuperação. A sensação que descrevem de ter que fazer força para o bebé sair para fora quando temos contracções? Não sei o que é! Nunca senti. Portanto, mulheres que se acham muito sabichonas, tentem lá compreender algo que é fácil de entender... quem passou por uma cesariana, não faz ideia do que é um parto normal. E vice-versa. Tá? Portanto, é perfeitamente natural que haja ansiedade pelo desconhecido que é passar por um tipo de parto que não se teve antes.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Ingenuidade??

Quando tive o meu filho, inscrevi-me no fórum De Mãe para Mãe, a fim de poder ir tirando algumas dúvidas. Meninas grávidas e mamãs recentes, se não conhecem, dêem lá um pulinho, a mim ajudou-me. Era mãe de primeira viagem, havia muita coisa que desconhecia e há lá imensas mulheres, pelo que podemos partilhar experiências e esclarecer algumas coisas; é bom para treinantes, também se discute amamentação, preparação para o parto, infertilidade, perda gestacional. Fala-se sobre toda a experiência da gravidez, descobre-se médicos e/ou clínicas com boas referências de outras pessoas; fala-se também de questões familiares, já depois de sermos mães, enfim, é todo um mundo. Deu-me muito jeito e continuei sempre a frequentá-lo. 

Claro que, no meio da tanto post útil, há alguns que não lembram ao diabo. Como em toda a Internet, aparecem coisas ridículas, algumas, com certeza, inventadas; outras, se não o são, bem me fazem cair o queixo ao chão, porque fico a pensar como é que é possível que alguém pense, realmente, aquilo que está a escrever. Uma dessas coisas encontrei num post feito por uma mulher de 35 anos com uma filha de 6 (acreditando no que a pessoa escreveu, claro). Afirmava "Acho difícil um homem que deseja sexo não sentir um mínimo de amor pela parceira - a excitação depende muito da emoção."

E com esta fiquei de boca aberta. Então mas... uma mulher de 35 anos pode, realmente, pensar que não é possível haver sexo sem amor? Que tenha que haver atracção, sim, isso compreendo e é óbvio. Para haver vontade, tem que se sentir atraído pela mulher, mas amor? A sério? A excitação depende muito da emoção?? Minha cara... eu lamento desiludir, mas depende é das hormonas.😂 Por favor, digam-me, pessoas que me lêem, há mais pessoas a acreditar nisto? Que não é possível haver relação sexual sem amor? Porque vos garanto que é. Lá que nem toda a gente seja capaz disso, é uma coisa. Agora, que existe, existe.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Animais na varanda


Vi uma publicação no facebook de um senhor a dizer que estes cãezitos estão 24h sobre 24h à torreira do sol e que, inclusivamente, falou com uma vizinha, que lhe disse que dantes ficavam fechados na casa-de-banho. Claro que depois tem 1000 comentários a incentivar toda a espécie de castigo horrendo para os donos, que se chamem as autoridades, que se faça justiça popular, que os pobres não têm comida, nem água, etc.

Vejamos, em primeiro lugar, no Cacém faz sol 24h por dia? Segundo, há aqui uma série de coisas que não nos deixa julgar esta situação concretamente e as pessoas tratam logo de tirar conclusões porque alguém se lembrou de ir para as redes sociais fazer queixa. E algumas mentes sãs realçaram isso no meio de todo o ódio destilado pela maioria dos comentários: os estores não estão fechados até abaixo, minha gente, quem é que consegue saber, através desta foto, que eles não têm acesso ao interior da casa? Quem é que consegue ver que não existe comida, nem água na varanda? 

A dona (poucas vezes vejo isto acontecer neste género de publicações) veio comentar, encarar todo o veneno que lhe foi dirigido e dizer que o sol só bate ali até ao meio dia, que existe uma casota, água e comida na varanda. Disse ainda que as autoridades já estiveram lá e que não detectaram qualquer irregularidade. Ainda publicou uma foto dos ditos cães, afirmando que os mesmos estavam muito bem tratados, que iam à rua regularmente passear e que não havia necessidade de tanta preocupação.


Disse ainda, relativamente à vizinha mencionada, que não se lembrava de nenhuma ter dormido lá em casa para afirmar que os cães ficavam presos na casa-de-banho. Na verdade, acho até que a senhora foi bastante bem-educada, tendo em conta todos os insultos e comentários venenosos que publicaram dirigidos à sua pessoa. Eu sei que há, de facto, gente que não tem consideração pelos animais e os mantém sempre em espaços pequenos, fechados, sem condições algumas. Contudo, só porque cães estão numa varanda não significa, automaticamente, que estão a ser mal tratados!

As pessoas deduziram logo, depois de ela comentar, que a água estava quente, que estava lá, juntamente com a comida, há horas e se ela fazia o mesmo para ela. Mas quem é que pode saber isto só de olhar para a foto?! Quem é que pode afirmar que eles passam os dias e noites inteiros na varanda sem acesso ao interior ou a passeios exteriores? Caramba, não vejo o motivo deste alarido neste caso. Mesmo que os animais durmam na varanda, na dita casota, desde quando é que passou a ser um choque tão grande que os cães durmam na rua?! Quem tem quintal, não coloca lá também uma casota para os cães? Não é também na rua? Ou agora é obrigatório que os bichos durmam dentro de casa?!

Um dos comentários mais sensatos que li dizia o seguinte: "Um processo por incentivo à violência também era giro. Se não está nada contra a lei e PAN ou IRA não fazem nada, nada têm a fazer. Cada um toma conta dos animais como entende dentro da lei. Nem para todos animais são como filhos... até porque não está contemplado serem!!!". Vá lá, vamos para de nos insurgir como se não houvesse amanhã por tudo o que vemos sem factos comprovados, sim?

sábado, 1 de setembro de 2018

Compras online

Este ano, para a aquisição gratuita dos manuais escolares, foi implementado um novo sistema, em que os encarregados de educação fazem o registo numa plataforma online, recebendo posteriormente uns vouchers através da mesma e podendo usá-los então para adquirir os manuais nas papelarias/livrarias aderentes. 

No facebook, faço parte de dois grupos de mães aqui da zona (um mais geral, outro só de meninos da turma do meu filho) e temos vindo a informar-nos umas às outras sobre qualquer evolução ou esclarecimento de dúvidas através desse meio.

Não sei se nas outras zonas do país tem estado a acontecer isto também, mas, aqui, a informação que consta na plataforma com a lista das papelarias aderentes não está correcta e/ou actualizada. Aparecem algumas que já não são aderentes e outras que são não têm lá o nome. Por isto, uma das dúvidas que surgiu no facebook era acerca disto mesmo: onde levantar os livros dos pequenos.

Ora, reparo que devo ter sido das poucas a fazer a encomenda online, através da Wook. Respondi a algumas mães, a informar que era possível fazer assim, que eles aceitam os vouchers. Porém, a maioria decidiu deslocar-se às papelarias ou livrarias aqui, ou até mesmo numa cidade vizinha, para fazer a encomenda. E com isto veio mais uma série de dúvidas: era preciso imprimir os vouchers? Bastava levar a foto no telemóvel? É possível lerem o código?

Apesar de haver alguma dificuldade em perceber quais os espaços que são, de facto, aderentes e de não saberem ao certo o procedimento, não optaram por ficar sentadinhas no sofá e inserir o código no site da Wook. Preferiram andar às aranhas e perder tempo, sabendo que, quando os livros chegarem, terão que se deslocar novamente para os ir levantar, enquanto que, online, até vêm ter a casa e a dificuldade é, literalmente, zero. Aquilo deixa-nos escolher o distrito e a escola e aparecem os nomes dos livros, o que nos permite confirmar se são os mesmos que constam na plataforma. A partir daí é só inserir o código de cada manual e confirmar a encomenda. Simples assim e no conforto do lar.

Já não é a primeira, nem a segunda e não será, certamente, a última vez que vejo pessoas a recusar-se a fazer compras na Internet. Mesmo sendo mais simples (em alguns casos, como este). Por exemplo, roupa ou sapatos, ou coisas que eu queira mesmo confirmar alguma característica fisicamente, não compro online. De resto, tudo o que puder, é assim que compro! É tão, mas tão mais fácil, que me custa entender porque é que a malta é tão quadrada neste aspecto...

sábado, 25 de agosto de 2018

A polémica da Cristina Ferreira

Se o vosso médico de família deixar de ser vosso médico por escolha própria, exigem-lhe que vá ao centro de saúde dar uma explicação aos utentes? Se o vosso dentista opta por ir trabalhar para Espanha, também que tem o dever de informar os pacientes? Se o dono do talho onde costumam comprar carne escolhe mudar o estabelecimento para a cidade vizinha, que não vos convém nada, mas a ele sim, porque terá mais clientela, também se julgam no direito de lhe pedir explicações? Se o empregado do café do bairro, com quem vocês até se davam muito bem, aceita uma proposta de trabalho melhor para ele, apesar de isso significar que já não vão ter descontos ao pequeno-almoço, também vão atrás dele para lhe pedir justificações da sua decisão? E podia continuar a dar exemplos. Todas essas pessoas ganham dinheiro porque prestam um serviço aos outros. E todas elas tomam decisões em função do que é melhor para o seu negócio, a sua vida pessoal, a sua carreira. A Cristina Ferreira é igual... sim, as audiências e o público é o que lhe dá a ganhar a vida. Mas desde quando é que isso nos dá o direito de pedir à mulher uma explicação para ter tomado uma decisão que tem que ser só dela?? E porque é que os portugueses têm esta mania de se indignar com coisas que não lhes dizem respeito? Olha que raio... Não vi tantos a insurgirem-se quando o Cristiano Ronaldo mudou do Real Madrid para a Juventus. A Júlia Pinheiro também deixou a TVI, o Goucha deixou a RTP, a Fátima Lopes deixou a SIC, caramba, é uma decisão profissional. Como todos nós, a Cristina Ferreira tem o direito de mudar de entidade patronal, mudar-se para onde ela acha que mais lhe convém. Se é mau para ela? O tempo o dirá, mas só ela irá sofrer as consequências ou os benefícios da decisão que tomou e o público não tem direitos sobre a sua vida profissional só porque ela é uma figura pública, mentalizem-se disso. Tanta opinião que não foi pedida sobre a decisão dela já começa a meter um bocadinho de nojo.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Gente abelhuda

Há umas semanas, abriu um mini mercado mesmo por baixo do meu prédio. O que acho maravilhoso, na verdade. Dá imenso jeito! Posso comprar pão fresco todos os dias, se me faltar pequenas coisas como leite, manteiga, queijo, papel higiénico... enfim, para desenrascar, é só descer e ir comprar, em vez de ter que me deslocar ao supermercado para trazer duas ou três coisas. Contudo, cada vez que tenho que lá ir, preciso de respirar fundo e mentalizar-me que é para me despachar. E porquê? Há duas pessoas a atender lá, um casal, alternadamente. O senhor é top, super bem educado e simpático, cumprimenta os clientes ao entrarem na loja, tudo normal. Já ela... lá simpática é. Demais. É uma intrometida que não se pode. Não aguento a senhora... Trata-nos como se nos conhecesse há uma vida, querida isto, querida aquilo. Onde trabalho, que idade tenho, se vou ter menino ou menina, se já tenho um menino, se depois já não penso ter mais (esta ficou sem resposta)... hoje até me perguntou, quando lhe disse que trabalhava na Autoeuropa, se recebia 1000€!!! Mas que...? A sério? Só lhe respondi um não seco, não lhe disse o valor, mas que tem ela a ver com isso afinal? E com tudo o resto, já agora? Faço os possíveis para não olhar para ela e respondo-lhe com monossílabos, mas acho que se habilita, um destes dias, a levar uma resposta torta. Ando a evitar, porque quero continuar a ir ali sem criar mau ambiente, mas é das coisas que mais abomino... gente intrometida, a fazer-me perguntas sobre a minha vida, sem me conhecerem de lado nenhum! É que não lhe dei confiança para isso. Saio de lá sempre a espumar de raiva! 😂

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Oferecer animais

Ontem uma prima minha veio dizer-me que estava a pensar oferecer uma tartaruga ao meu filho, mas não sabia se ele ia gostar ou se a mãe dele aprovava a ideia. A minha resposta foi que, obviamente, o catraio ia gostar, mas nós, pais, nem por isso e que não queríamos animais em casa. Fiquei-lhe muito agradecida por me vir perguntar antes, porque há pessoas que têm a infeliz ideia de oferecer animais às crianças sem pedir opinião aos pais. É chato, porque colocam os pais numa posição desconfortável e muitas vezes nem são tartarugas ou peixes, que dão menos trabalho, mas cães ou gatos, que já requerem outros cuidados, despesas e paciência. O que acontece nessa situação é um de dois cenários: ou os pais se calam, engolem o sapo e aceitam contrariados, sabendo que, muito provavelmente, são eles que vão acabar por cuidar do animal e, certamente, serão eles que terão as despesas necessárias; ou recusam à frente da criança, causando a desilusão que se apodera dela e assumindo o papel de mau da fita perante os filhos. Portanto, pessoas, não façam isso... não é simpático. Quando queremos adquirir um animal, devemos ponderar se o podemos (e queremos) fazer, por isso, não é bonito impingirem-nos um sem termos qualquer poder de decisão sobre o assunto. Perguntem primeiro!

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Attention whores

Pessoas, quando colocam algo no facebook em relação ao vosso estado de espírito, como: estou triste/zangado/deprimido/desiludido, o que esperam, na verdade? Não é que as pessoas vos façam perguntas relacionadas com essa publicação? Porque, obviamente, vão fazer. Seja porque estão, genuinamente, preocupadas ou porque são bisbilhoteiras. Se vocês dizem ao mundo que têm um problema, o mundo vai perguntar-vos qual é. E o que é curioso é que, na maioria das vezes, respondem que não é nada e coisas vagas do género. Vamos lá a ver, se partilham essas coisas, não é para que vos perguntem o que se passa? Não entendo... Alguém que me explique?

2020 começou assim...

Dia 1 de janeiro Super moída da noite, muitíssimo desabituada destas andanças, passei o dia a sentir que tinha sido espancada. Saí de cas...