Quando fui mãe pela primeira vez, comecei a perceber o quanto é gratificante e satisfatório acompanharmos e assistirmos à evolução e ao crescimento dos nossos filhos. Sempre que o Leo conquista qualquer coisa, toda eu me sinto a inchar de orgulho. Uma mãe verdadeiramente babada e orgulhosa da cria. As melhores recordações que tenho na vida não são (apenas) as amizades de escola, as noites de farra, os jantares de família, ou o primeiro amor. Apesar de bastante boas e inesquecíveis, todas elas ficam um degrau abaixo das memórias que fui criando dos meus filhos. O primeiro passo, a primeira palavra, o primeiro dia de escola, o primeiro aniversário. As actividades que escolhem, a descoberta da escola, o momento em que largam as fraldas, o primeiro corte de cabelo.
Com a Alice, estou a recomeçar tudo e a adorar. Todas as pequenas grandes conquistas de um bebé são absolutamente deliciosas! O primeiro sorriso, a primeira gargalhada. Quando começam a aperceber-se de que têm mãos e pés! Quando começam a conseguir agarrar os brinquedos e a comer sopinhas. A gargalhada genuína quando lhes fazemos cócegas. O reconhecimento das pessoas que os rodeiam e que fazem parte da vida deles. A felicidade quando aprendem a chapinhar no banho. A descoberta de novos sabores e texturas e do mundo em geral.
Os filhos, meus amigos, dão o maior trabalho do mundo, mas caraças, se vale a pena! Um trabalho de que se gosta? É muito bom. Uma família chegada? Espectacular. Bons amigos que estão sempre lá? Perfeito. Um companheiro que nos preenche? Óptimo! Mas os filhos... são TUDO. Aquele pedacinho de nós que nos faz transbordar de amor, aquele amor tão puro e incondicional que não acaba mais. A minha vida era boa e eu era feliz antes de os ter. Mas estava longe de imaginar que podia ser muito mais e do quanto eles podiam acrescentar-me.

