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sexta-feira, 27 de setembro de 2019

O Meu Conto de Fadas #23


Até esta música começar a passar incessantemente na rádio, eu nunca tinha ouvido falar na Bárbara Tinoco. Mas cativou-me logo na primeira vez que a ouvi. Quando comecei a prestar realmente atenção à letra, senti que era como se estivesse a ouvir um relato sobre o início da minha relação com o B.

(...)
Ele quer mais
Ela também
Talvez por isso nesse dia
Ele foi vê-la á luz do dia
(...)

Como já aqui contei, conhecemo-nos num bar, a primeira saída foi entre amigos para o mesmo bar e, no dia seguinte, ele veio ter comigo à tarde. É como a parte do "ele quer mais, ela também". Já entrou aqui nos meus relatos desta rubrica!

(...)
Ele gosta das formas dela
E ela diz que ele tem bom ar
O mundo finge não saber
Que ele não é rapaz de fiar
(...)

Uma das primeiras coisas que ouvi sobre a opinião dele a meu respeito (apesar de não da boca do próprio) foi que, fisicamente, fazia o género dele. Assim como uma das primeiras coisas que a minha BFF me disse depois de o conhecer foi que ele era mesmo o meu tipo de rapaz.

(...)
Ele que sabia de cor
As moças mais fáceis
Engates mais rascas

Ela que ficava em casa fechada
Com medo de ser
Só mais um rabo de saias
(...)

A realidade é que o meu marido teve um passado... chamemos-lhe colorido. Felizmente para mim, é coisa que não me faz comichão. E os primeiros versos deste trecho assentam que nem uma luva na pessoa que ele era.

Quanto aos outros versos, se não é verdade que eu ficava fechada em casa, a frase aplica-se metaforicamente. Na altura que nos conhecemos, eu tinha levantado imensas barreiras emocionais para me proteger.

(...)
Ele agora diz que a ama
Dormem juntos só a dormir
Gosta dela de pijama
E ela de o corrigir
(...)

Acho curiosa a menção ao estar de pijama, porque sempre fui fã assumida desse outfit, se não sair de casa, não o tiro e é a primeira coisa que faço quando chego a casa: vesti-lo. Pudesse eu e andava na rua assim.

Quem me conhece bem, diria que "gostar de corrigir" é totalmente eu! Peço desculpa a quem leva isso a mal e, com o tempo, aprendi a calar-me, primeiro, porque percebi que muitas vezes as pessoas gostam de ser burras e não querem aprender; segundo, porque não quero ofender ninguém, então engulo.

Acho que já há muito tempo que não me relacionava tanto com uma música.

terça-feira, 16 de julho de 2019

O Meu Conto de Fadas #22

O spot

No ano de 2013, passávamos muito tempo com duas amigas num sítio que passou a ser conhecido entre nós como "o spot". Íamos para lá muitas noites para fazer absolutamente nada. Apenas conviver, fumar (tempos houve em que eu era capaz de pegar num cigarro sem me pesar na consciência...), ouvir música, tirar fotos, conversar... e aprender a conduzir (mal e porcamente 😂), já que o B. era o único com carta e deu-nos umas amostras de aulas. Não era um sítio abandonado, até tem uma escola primária, mas é uma estrada onde não há trânsito fora do horário escolar. Sinto algumas saudades dessas noites sem preocupações.













segunda-feira, 15 de abril de 2019

O Meu Conto de Fadas #21

1 ano

Na passagem de ano de 2012 para 2013, comemorámos o nosso primeiro aniversário juntos. Não fomos festejar só os dois, mas antes, como coincidia com uma passagem de ano, fizemos uma festa com família e amigos, para celebrar tudo junto. Foi um ano bom, de muito amor e muita descoberta. Em que nos apaixonámos um pelo outro todos os dias mais um bocadinho. Em que ficámos a conhecer família e amigos um do outro. Em que comprámos as nossas alianças de namoro.








segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

O Meu Conto de Fadas #20

O pedido de casamento

Apesar de só termos casado este ano, o pedido já foi feito em 2013. Sim, estivemos noivos durante 5 anos! 


O B. escolheu o dia do meu 25º aniversário para me pedir em casamento. Esteve a noite toda nervoso e eu andei o tempo todo a tentar perceber o que se passava com ele, sem sucesso. Depois percebi! Organizei um jantar em casa dos meus pais, cerca de 20 pessoas, e logo depois de me cantarem os parabéns, começou a tocar uma música especial para nós (estava combinado com a minha irmã e os meus pais), ele ajoelhou-se, sacou do anel e perguntou "Queres casar comigo?".


Um anel simples, que eu adorei e que usei até meio da gravidez da Alice. Tive que deixar de usar, com muita pena minha, porque os dedos incharam, mas continua a ser um anel muito especial!

domingo, 18 de novembro de 2018

O Meu Conto de Fadas #19

A nossa primeira casa


Quarto do Leo

WC

Sala

Cozinha

Nosso quarto

Quarto do Leo

Estivemos nesta casa durante 10 meses. Estava mobilada, com 2 quartos, que era exactamente o que nós precisávamos naquele momento. Alguns dos móveis eram bem foleiros para o nosso gosto e o chão que vêem no quarto do Leo também não era o que nos enchia as medidas. Contudo, ficámos muito felizes ao encontrar esta casa com tudo o que precisávamos a um preço acessível. E fizemos os possíveis para a tornar num lar para nós. Comparativamente à casa onde estamos agora, tinha algumas coisas melhores, outras nem tanto. Como referi, gostamos mais do chão desta. Tem despensa e mais um quarto e uma casa de banho do que a outra. Mas a primeira tinha duas varandas, estores na sala (esta não tem) e uma casa de banho maior e, muito importante, com janela. Não era a casa ideal, mas teremos sempre boas recordações dela. Foi a primeira, onde começámos a sentir-nos como uma família e onde começámos a nossa vida em conjunto.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

O Meu Conto de Fadas #18

Momentos românticos


Foi assim que iniciámos uma noite romântica nos inícios de 2013, ainda antes de vivermos juntos. Fui eu que preparei o quarto com muito amor e carinho.😂 Na foto não tem um ambiente tão giro como estava na realidade, porque tirei a foto com flash e estragou o efeito da iluminação das velas, que dá sempre aquele ar mais intimista. Uma dica, que eu sou amiga... quando quiserem preparar uma surpresa do género, façam como eu: usem pétalas falsas. Não começam a ficar com um ar murcho e podem reutilizar!



Estas duas foram tiradas em 2015, por ocasião do São Valentim, e a surpresa, desta vez, partiu dele. Não é uma data que comemoremos frequentemente, aliás, é até raro o ano em que nos lembramos disso e ainda mais raro sairmos para fazer qualquer coisa, até mesmo porque é um dia terrível para andar na rua! Neste ano, comemorámos em casa. Julgo que o jantar e o serão foi por cá, mas tive direito a flores (raro, raro!), a chocolates e a pétalas na cama (as mesmas que usei em 2013, lá está... reciclagem!).

Não precisamos de muito para fazer a nossa cara-metade sorrir, minha gente. O amor é uma coisa muito bonita e revela-se, sobretudo, em pequenos gestos.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

O Meu Conto de Fadas #17

O primeiro filme


Esta foto foi tirada apenas para guardar uma memória, a do dia em que fomos a primeira vez ao cinema. Foi em Agosto de 2012, para ver o Ted. Habitualmente, as idas ao cinema, jantares foras, etc., começam antes ou no início das relações, mas nós não seguimos essa regra e já namorávamos há 7 meses quando fomos ver o primeiro filme juntos, no cinema do Jumbo de Setúbal, antes de ter sido transformado no Alegro.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

O Meu Conto de Fadas #16

As primeiras festividades

A Páscoa não é uma época que comemoremos com muita frequência, nenhum de nós, até passa bastante despercebida nas nossas famílias. Contudo, em 2012, o ano em que começámos a namorar, a minha família organizou um almoço, até porque (e principalmente) coincidiu com o aniversário da minha avó paterna. Namorávamos há 3 meses apenas, mas desde cedo percebemos que a relação era para durar e não tive qualquer problema em o apresentar nos primeiros tempos à minha família.

Páscoa

No Natal desse mesmo ano, já perto de comemorarmos o nosso primeiro aniversário juntos, também passámos essa data em casa de familiares meus. Foi o nosso primeiro Natal juntos, o primeiro de muitos, onde ele conheceu pessoas da minha família que ainda não conhecia. Ofereceu-me um livro e eu dei-lhe uma moldura com fotos nossas tiradas ao longo desse ano.


sábado, 14 de julho de 2018

O Meu Conto de Fadas #15

Música ao som da qual o ensinei a dançar kizomba


Não sou nenhuma pro a dançar kizomba, longe disso, aliás. Mas gosto muito e ajeito-me nos passos mais básicos. Quando conheci o B., ele não ouvia kizomba, nem sequer faz o género dele e naquela altura ainda menos. Contudo, quis aprender, talvez por ser uma dança sensual e na qual dá para estarmos agarradinhos. E foi ao som desta música que o ensinei a dançar. Transporta-me sempre para os primeiros tempos do nosso namoro.


terça-feira, 22 de maio de 2018

O Meu Conto de Fadas #14

O momento em que lhe contei sobre o meu passado

No passado, tive uma vida amorosa complicada, com relações difíceis e pessoas tóxicas, com as quais não me devia ter nunca envolvido. Mas a vida é mesmo assim, cometemos erros, fazemos más escolhas e tomamos decisões das quais nos arrependemos depois. Assim, as minhas tiveram as suas consequências, que vieram a reflectir-se mais tarde. Na altura, talvez não me tenha apercebido do quanto algumas situações me danificaram, mas, de facto, posteriormente, vim a tomar consciência de que houve coisas, sim, que me afectaram.

No início do meu namoro com o B., tínhamos muitas brincadeiras que envolviam cócegas e coisas do género. Numa dessas vezes, ele agarrou-me nos braços, por cima de mim, de forma a que eu não lhe pudesse fugir. Obviamente que foi uma brincadeira e eu, racionalmente, sabia disso. Contudo, a minha parte racional ficou para trás e o pânico instalou-se, ao sentir-me presa debaixo de uma pessoa com muito mais força do que eu e sem hipótese de sair. Foi uma coisa de segundos, porque ele viu que eu estava a ficar aflita e largou-me logo, preocupado.

Foi um momento na nossa relação em que tive que decidir contar-lhe algumas partes menos bonitas da minha vida antes de o conhecer, para que ele me pudesse compreender melhor e perceber que o problema ali não era ele; para que ele entendesse a razão daquela reacção tão despropositada durante uma brincadeira de namorados. Felizmente, ele entendeu e até teve o cuidado de não voltar a fazê-lo.

terça-feira, 27 de março de 2018

O Meu Conto de Fadas #13

As nossas alianças



Em Março de 2012, comprámos as nossas alianças de namoro. Confesso que foi um bocadinho precoce, namorávamos há dois meses e toda a gente nos disse que era cedo para assumir esse compromisso. Mas nós ignorámos porque tínhamos a certeza do que estávamos a fazer e que queríamos ficar juntos e hoje, 6 anos depois, cá estamos nós, de pedra e cal, a um mês de colocar uma nova aliança no dedo.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

O Meu Conto de Fadas #12


Quando descobri que me mentiu sobre a idade dele

Como já vos contei, eu e o B. conhecemo-nos na noite. E a malta, quando se conhece na noite ou na internet, tem alguma tendência para embelezar certas características. A mais frequente é a idade, que, geralmente, é arredondada para cima. Eu nunca fiz isto, porque nunca senti necessidade, mas muita gente o faz, para se tornar mais apelativo às outras pessoas, já que é um factor que costuma pesar na aproximação à pessoa, se a achamos muito nova ou não.

E o B. foi uma das pessoas que escolheu esconder a verdadeira idade. Quando o conheci, tinha 22 anos e ele 18, mas disse-me que tinha 19. Nunca questionei, inclusivamente, no aniversário dele, fomos sair com amigos (ainda não namorávamos, mas pouco faltava) e eu pensei sempre que ele comemorava 20. E foi uma coisa que durante muito tempo não veio à baila.

Um dia, por qualquer razão que agora não me recordo, ele precisou ir fazer uns exames ou análises e eu fui com ele à clínica. Uma das coisas que a recepcionista lhe pediu foi a data de nascimento. Quando ele respondeu, não percebi logo, mas depois... depois, fiquei a pensar. E perguntei-lhe se não se tinha enganado no ano, ainda ao balcão. Ele disse-me que não. Calei-me, mas fiquei super intrigada e à espera de uma explicação.

Já cá fora, não hesitei em perguntar sobre a questão da idade e foi aí que ele me contou que era um ano mais novo do que me tinha dito quando nos conhecemos. Não tinha sido por mal e, entretanto, tínhamos começado a sair, a gostar um do outro, as coisas evoluíram, já estávamos juntos e não tinha encontrado forma de me dizer a verdade até àquele momento, porque já tinha passado demasiado tempo.

Se vocês soubessem como fiquei lixada... Fiquei mesmo danada e fiz-lhe saber isso mesmo. O que me chateou nem foi tanto ele contar aquela mentirinha inofensiva, que em nada afectava a nossa relação. Não nos conhecíamos quando o fez e foi apenas um ano de diferença da idade real. Mas fiquei muito f*dida por ter deixado as coisas avançarem e já ser namorada dele sem saber a verdade. Acabou por passar e ele pediu-me imensas desculpas, mas passei o dia inteiro sem lhe dirigir a palavra!

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

O Meu Conto de Fadas #11


Amo-te (parte II)

Depois de o B. me ter dito a palavra que me assustava tanto e eu não ter dito de volta, aquilo ficou ali a pairar como uma assombração na nossa relação. Namorávamos há pouco tempo, ainda estávamos a conhecer melhor a personalidade um do outro e nenhum de nós falou sobre o que se tinha passado. 

Mas fiquei a matutar naquilo durante algum tempo e a pensar no que havia de fazer, porque, na verdade, eu sabia que o sentimento era recíproco, apenas nunca tinha assumido, nem pensado nisso, até ele o dizer. E também sabia que, uma vez que assumisse, não havia volta a dar e isso representava que tinha que baixar a guarda.

Estive um ano inteiro com o meu ex-namorado e nunca lhe disse que o amava. Porque não o sentia. Com o B. tudo era diferente, mais intenso e isso causava-me alguma ansiedade. Já estava emocionalmente afastada dos homens há muito tempo, habituada apenas a ser eu e o meu filho, a não sentir nada forte por ninguém e sentia isso a mudar.

Após pensar muito sobre o assunto, tomei uma decisão, que sei, hoje, 5 anos depois, que foi a correcta. Como era habitual, combinámos uma saída de grupo, ele veio sair comigo e com as minhas amigas para o bar do costume. Nessa noite, disse a uma delas o que se passava e ela perguntou-me se eu sentia o mesmo. Quando lhe respondi que sim, ela aconselhou-me a dizer-lhe isso a ele. E foi mesmo isso que fiz.

Nessa noite, no bar, enquanto dançávamos, disse-lhe o primeiro de muitos "amo-te". Passaram 5 anos, mas penso que, daqui a 10, ainda me irei lembrar onde estávamos quando ele me disse que me amava pela primeira vez e onde estávamos quando eu lhe disse o mesmo.

domingo, 29 de outubro de 2017

O Meu Conto de Fadas #10


Amo-te (parte I)

Quando comecei a namorar com o B., já só tinha olhos para ele. Demorei a assumir que o amava, mas sabia que estava apaixonada por ele, só queria passar o meu tempo livre com ele e sentia-me feliz por ter cedido à vontade de avançar sem medos. Coisa que demorou algum tempo, mas acabou por acontecer, quando eu desisti de lutar contra os meus sentimentos e aceitei que queria estar com ele e que o que tínhamos não chegava.

Após começarmos, oficialmente, a namorar, a nossa relação não mudou muito, continuámos a sair juntos, com amigos, na noite, cafés durante o dia, muitas conversas e SMS, foi passando tempo com o meu filho, trouxe-o cá a casa. Essa parte de conhecer os meus pais foi um bocadinho complicada de gerir, porque eu estive um ano com o meu ex-namorado e os meus pais conheciam-no. E, de um dia para o outro, deixei de estar com um para estar com outro. Claro que eu tinha os meus motivos, não estava feliz, já não tínhamos nenhum significado um para o outro e achei que devia estar com quem me fazia bem. Mas aos olhos dos meus pais, era só estar a trocar um logo por outro. Por isso, sei que não viram isso com bons olhos.

De qualquer forma, estava segura do que tínhamos, portanto, apresentei-o aos meus pais. Calculo que tudo aquilo, a minha atitude, o apresentá-lo à minha família, o andar sempre colada a ele, lhe tivessem dado segurança sobre o que eu sentia por ele. Acredito que ele sabia que eu gostava dele a sério e, provavelmente, por isso, sentiu-se confortável para dizer que me amava. Sim, o primeiro "amo-te" foi dele. Mas aquilo não foi tão romântico como podia ter sido, porque eu não retribuí. Estava ao colo dele, estávamos abraçados, tudo muito bonito e tal... e ele olha-me nos olhos e diz "amo-te". Paralisei nesse momento. Comecei logo a panicar. E, em vez de lhe responder, beijei-o. E continuei a agir como se nada fosse. 

Aquela reacção magoou-o, eu sei. Arrependeu-se de o ter dito, ficou a pensar que eu não sentia o mesmo. Mas eu sou damaged goods, a intimidade e proximidade assustam-me, deixam-me desconfortável, por coisas que aconteceram no meu passado. Eu tinha aceitado que queria estar numa relação com o B., mas antes disso, como já vos contei, só queria estar sozinha, solteira, sem nada sério, razão pela qual o meu ex não se conseguiu aproximar mais de mim emocionalmente. Porque eu não deixava. E aquele "amo-te" representava uma intimidade profunda, um compromisso sério. E a forma como eu iria escolher lidar com aquilo ia decidir o futuro da nossa relação.

domingo, 24 de setembro de 2017

O Meu Conto de Fadas #9


A primeira surpresa

Conhecemo-nos num bar, como comecei por referir na primeira publicação desta rubrica. O que, só por si, torna difícil começar a conhecer a pessoa em condições. E muitas vezes as primeiras impressões com as pessoas que conhecemos na noite são bastante enganadoras, uma das razões pelas quais, ironicamente, sempre pensei que nunca teria nada sério com alguém que conhecesse nesse ambiente. 

Como também já mencionei, desde o momento em que nos conhecemos até começarmos, realmente, a falar e a sair, passou algum tempo. Nesse tempo, os amigos dele foram sempre saindo com as minhas amigas e, ocasionalmente, ele saía com eles quatro. Moravam todos na mesma cidade e eu, para além de viver noutra localidade, era a única com um filho, de maneira que não me juntava a eles. Assim, ele foi conhecendo as minhas amigas. E, inevitavelmente, tirou algumas conclusões sobre mim pelo conhecimento que foi tendo delas. Sendo o meu gosto musical uma delas. 

No início da nossa relação, ele ia frequentemente ter comigo a casa dos meus pais, quando eu lá estava sozinha. Numa dessas vezes, estávamos a conversar na sala e resolvi pegar no portátil para pôr música a tocar. Quando abri a pasta, vi a surpresa estampar-se na cara dele, de tal maneira que não dava para disfarçar. Pois então o rapaz pensava que eu, tal como as minhas duas amigas, só ouvia kizomba e aquele house comercial que passava nos bares. Ficou agradavelmente surpreendido ao ver nomes como Sum41, Depeche Mode, Lacuna Coil, Within Temptation, Nightwish, Eminem, HIM, Radiohead...

Eu tenho um gosto musical muito variado. No meu portátil, podem encontrar desde o mais piroso até grandes clássicos. Da Shakira aos Evanescence, do Michel Teló aos Queen, dos Némanus ao Michael Jackson, da Lady Gaga ao David Guetta, da Adele ao Diogo Piçarra... aqui, encontra-se de tudo! E acho que foi mesmo isso que o surpreendeu. Senti que esta foi a primeira surpresa da nossa relação. Ele descobrir que eu não era musicalmente tão limitada como ele me pintava! 😋

terça-feira, 1 de agosto de 2017

O Meu Conto de Fadas #8


O momento em que começámos a namorar

Entre o momento em que começámos a sair e aquele em que acabei a relação que mantinha na altura, foi um piscar de olhos. Passava o meu tempo livre todo com o B. e a vontade de oficializar a relação foi-se consolidando até atingir o momento em que deixei de lutar contra isso e admiti a mim mesma que era isso que queria. Fui encontrar-me com o rapaz com quem namorava e disse-lhe que aquilo não estava a resultar e que era melhor cada um seguir o seu caminho. Confesso que me custou um bocadinho, porque, apesar de nunca o ter amado e não ver futuro na relação, nem estar emocionalmente disponível para ele, acho que é sempre um bocadinho triste quando investimos numa relação que não vinga. E ele não ficou surpreendido; já há muito que a nossa relação tinha esfriado e ele também se tinha apercebido. No momento em que ele se foi embora, senti um peso a sair-me dos ombros e soube que tinha feito a coisa certa. Isto aconteceu poucos dias antes do natal e eu contei ao B., obviamente, mas não avancei com a conversa que queria ter: dizer-lhe que o que queria, na verdade, era ser namorada dele. Continuámos a sair juntos e com os nossos amigos em saídas de grupo, sempre a agir como um casal, agora já sem o fantasma da relação que eu tinha anteriormente. Na passagem de ano (de 2011 para 2012), combinámos passar a noite no bar onde nos conhecemos, com as minhas amigas e os amigos dele (os mesmos que estavam connosco na primeira noite). Começámos a noite separados, inclusive eu fui trabalhar nesse dia e, quando saí, fui directamente para casa das minhas amigas, onde jantei e me arranjei. Encontrámo-nos todos depois de jantar e rumámos até ao bar. Até esse dia, eu não conhecia a faceta ciumenta do B. Afinal, eu não era namorada dele e nenhum de nós se sentia no direito de demonstrar ciúmes. Nessa noite, a coisa mudou de figura. Ainda não tínhamos assumido nada, mas já nos sentíamos como se o tivéssemos feito. A determinada altura da noite, saí e vim sentar-me nos bancos que o bar tinha na rua, enquanto o B. ficou à porta a conversar com um dos amigos. Segundos depois, sentou-se ao meu lado um rapaz e perguntou se podia sentar-se. A minha resposta foi "Já te sentaste..." imediatamente antes de me levantar e afastar-me. Aparentemente, o rapaz ficou a fixar-me quando eu me afastei, mas só me apercebi de tal quando vi o B. dirigir-se ao outro, muito danado, e perguntar-lhe se queria uma fotografia. Até fiquei abananada da surpresa, mas o amigo puxou-o de volta para dentro do bar e, como o outro também não lhe deu resposta, o B. voltou para junto de nós. Aí, percebi que já pertencíamos um ao outro e que já não dava para esconder, pelo que decidi não adiar mais e perguntei-lhe (passavam umas duas horas da meia-noite) se queria começar bem o ano. Quando ele me respondeu que sim, abracei-o e perguntei "Queres namorar comigo?". Conseguem adivinhar a resposta? 😜

terça-feira, 13 de junho de 2017

O Meu Conto de Fadas #7


O momento em que ele conheceu o meu filho

Como referi aqui, na última publicação desta rubrica, o B. acabou por confessar-me que gostava de levar a nossa relação para um nível mais sério. Eu não estava preparada para isso, mas também não queria deixar de estar com ele. Não deixei que a conversa desenvolvesse muito no sentido de oficializar a nossa relação (até porque eu ainda não estava solteira, tampouco), mas continuámos a ver-nos. E, embora eu não quisesse admitir, aquilo que sentia por ele começava a evoluir e prova disso foi deixar que ele conhecesse o meu filho. Um dia, em que eu não estava a trabalhar, o B. veio ter comigo a casa dos meus pais. O meu filhote estava a dormir a sesta (tinha 2 aninhos na altura) e nós ficámos a conversar e a ouvir música (vá... e um beijinho ou outro!) até ele acordar. Acordou, vesti-o e levámo-lo ao parque. Dei-lhe lanche antes de ir brincar. Estava fresco e era dia de semana em horário laboral e escolar, pelo que não havia ninguém no parque. Ele andou no que bem quis e cravou o B. para andar com ele de escorrega e tudo. Não estranhou a presença dele, deram-se bem e inclusivé passaram uma série de tempo num banco de jardim a brincar com as folhas secas de outono. Apanhavam as folhas, colocavam-nas em cima do banco e depois mandavam-nas para o passeio novamente. E repetiam o processo, enquanto o pequeno se divertia imenso com aquilo. Sim, o meu filho entretinha-se com pouco (ainda hoje, é assim). Quando chegou a hora, fomos levar o B. ao comboio e ele tentou dar-me um beijo de despedida, que eu recusei. Sim, gostava dele o suficiente para o apresentar ao meu filho, mas não achei que fosse ainda altura de lhe mostrar que não éramos simples amigos. Claro que ele ficou desconcertado, mas entendeu quando eu, mais tarde, lhe mandei SMS a explicar que não queria que se passasse nada entre nós à frente do pimpolho. Foi um momento constrangedor, aquela despedida, mas guardo essa tarde com carinho na memória.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

O Meu Conto de Fadas #6


Quando começou a tornar-se sério

Durante as primeiras semanas, não sabia muito bem o que andava a fazer com o B. Na verdade, não pensava muito nisso. Saíamos, achava-lhe piada, sentia-me bem com ele. Havia sempre sobre nós a sombra do namorado que tinha na altura, o que mantinha um certo travão no que tínhamos. Mas não era só isso. Eu tinha um passado amoroso complicado e não queria uma relação séria. Tinha-me apercebido disso há pouco tempo, quando cheguei à conclusão que queria terminar o relacionamento que mantinha, porque não estava a resultar. E não estava a resultar porque eu, a determinada altura da minha vida, comecei a erguer muros à minha volta, barreiras que o B. acabou por conseguir ultrapassar, mas o meu ex-namorado não. Tinha-se tornado habitual trocarmos SMS a maior parte do dia. Tínhamos sempre tema de conversa, estávamos a conhecer-nos e eu entretinha-me a falar com ele durante o trabalho, já que era num callcenter e tinha oportunidade para tal. Também servia para me ocupar o tempo da viagem de autocarro. E foi numa dessas viagens que ele me disse algo que eu não estava à espera e que não queria ouvir. Disse-me que gostava que tivéssemos uma relação séria. Fiquei um bocado sem lhe responder, até ele voltar a mandar mensagem. A pensar no que me tinha dito. A pensar que tinha estado tão enganada em relação a ele, porque sempre me parecera que aquilo não era o que ele queria. Que ele só queria algo casual, passageiro, no strings attached. Tal como eu. E foi isso que lhe disse quando respondi. E ele confirmou que eu estava certa; que, inicialmente, era só isso que queria, não estava à procura de uma namorada. Mas... que eu o tinha feito mudar de ideias. E isso despoletou em mim sentimentos que eu não queria ter. Foi nesse preciso momento que me comecei a apaixonar por ele.

domingo, 23 de abril de 2017

O Meu Conto de Fadas #5


O primeiro beijo

Depois de termos saído em grupo e, posteriormente, só nós os dois, sem que nada acontecesse entre nós, continuámos ver-nos, cada vez com mais frequência. E a trocar muitas SMS. Ele cativava-me mesmo. Ainda não tinha reunido a coragem para deixar o namorado que tinha na altura, mas, para dizer a verdade, na maioria das vezes, era como se ele não existisse. E isto é muito mauzinho, mas cheguei, inclusivamente, a esquecer-me do seu aniversário. Não lhe dei os parabéns e foi ele que acabou por me lembrar que fazia anos. Eu sei, terrível! Shame on me. Quanto ao B., um dia, acabei por convidá-lo para ir lá a casa (dos meus pais, onde morava na altura). Estava sozinha. Fomos conversar para o quintal. Estava um dia bonito e era menos íntimo do que mantermo-nos dentro de casa. Até porque ambos fumávamos e era mais um motivo para estarmos na rua. Seria de pensar que esse momento levaria ao nosso primeiro beijo, certo? Até mesmo eu, nesse dia (e ele, conforme mais tarde vim a saber), pensei que fosse acontecer. Mas não. Conversámos e estivemos bastante próximos, mas, mais uma vez, ele foi embora sem mais intimidades. Esse beijo aconteceu mais tarde, num outro encontro. O B. veio ter comigo de manhã e fomos dar uma volta. Acabámos sentados num banco de jardim (agora apercebo-me que o início da nossa relação está cheio de clichés!) a conversar. Fomos encurtando a distância que nos separava, até que encostei a cabeça ao seu ombro, enquanto ele falava. E foi o que despoletou o resto. Recordo-me tão bem. Já estávamos tão próximos... que ele acabou por me agarrar no rosto e beijar-me. E foi assim que aconteceu o nosso primeiro beijo, num banco de jardim, numa manhã solarenga de novembro.

sábado, 11 de março de 2017

O Meu Conto de Fadas #4


A primeira saída (a dois)

A primeira noite foi bastante atribulada, como contei na última publicação desta rubrica, e acabámos por não desfrutar nada da companhia um do outro. Com a pressa de ir para casa, a minha mala grande ficou no carro das minhas amigas (para sair à noite usava só uma malinha pequenina a tiracolo e foi só essa que levei para casa comigo). No decorrer da conversa com o B. durante a noite, por SMS, mencionei que me tinha esquecido da mala e ele, queridíssimo, ofereceu-se para ma trazer no dia seguinte. Aceitei e no dia seguinte, como combinado, veio beber café comigo e trouxe-me os meus pertences. Eu costumava ser um bocadinho tímida, no convívio assim mais íntimo, quando não estava no meio de mais pessoas. Portanto, aquilo deixava-me pouco à vontade. E também não sabia bem como agir, porque ainda não estava solteira, não estava propriamente interessada noutra relação séria, julgava que quereria estar sozinha e não sabia bem o que estava ali a fazer com ele. Só sabia que a sua pessoa me atraía e, no fundo, queria estar ali. Mesmo falando pouco com ele, agradava-me estar na sua presença. Conversámos e passámos a tarde ali. Despedimo-nos na estação dos comboios, na altura ele não tinha carta. Quão romântico, hein? Grande parte do início da nossa relação foi assim, nas estações de comboio, ora na cidade dele, ora na minha. E ele lá foi. Ainda não foi dessa que avançámos para mais. Sim, aquilo custou a arrancar! 😋

Do Natal

Este ano vamos ter um Natal diferente. Infelizmente, não poderemos comprar prendas a ninguém. Estamos numa situação delicada neste momento ...