sábado, 28 de novembro de 2020

Séries \\ Supernatural


Sinopse: A série segue os irmãos Sam Winchester e Dean Winchester que viajam por toda a América num Chevrolet Impala 1967 preto, investigando e combatendo eventos paranormais e outras ocorrências inexplicáveis, muitas delas baseadas em lendas urbanas americanas e folclore, assim como diferentes criaturas sobrenaturais.

Opinião: Esta série terminou agora, o último episódio passou no AXN White há dois dias, após 15 temporadas. E eu acompanhei todas. Comecei a ver o Supernatural com 17 anos, portanto, foi uma série que acompanhou a minha transição para a vida adulta, a minha saída da escola e entrada no mercado de trabalho, as minhas relações, o nascimento dos meus filhos, o meu casamento...

Confesso que 15 anos é muita fruta, mas consegui acompanhar sem me aborrecer. Claro, teve os seus momentos menos apelativos, como tantas outras séries até bem mais curtas, mas gostei muito. Comecei a acompanhar por curiosidade e gostei, principalmente, da dinâmica entre os dois irmãos. Foi uma das coisas que mais me prendeu durante toda a série. Porque ela não é apenas sobre caçar monstros, é também bastante emocional, vai muitas vezes à natureza dos relacionamentos entre os personagens e isso dá outra profundidade à série.

Outro ponto positivo a apontar aqui é o humor. Mesmo num mundo negro, onde os Winchesters vêem tudo o que há de mais feio, existe humor e algumas personagens acertam nesta vertente na mouche (Dean, Crowley, Rowena).

Lança também toda uma nova luz sobre a noção de natureza bondosa de deus e dos anjos que as pessoas têm em geral. Obviamente que a série é ficção e nenhum de nós realmente tem contacto directo com estes seres, nem visitou o céu para saber como é (pessoa completamente ateia aqui a falar de deus e anjos 😁), mas a série mostra-nos uma versão diferente, mais negra, daquela em que as pessoas acreditam e acho isso bastante interessante.







Aqui há de tudo, confrontos entre o bem e o mal, profetas, deus, a Morte, ceifeiros, anjos, demónios, céu, inferno, os três arcanjos (Miguel, Rafael e Gabriel), Lúcifer, a vida depois da morte, purgatório, mundos paralelos, vampiros, lobisomens, bruxas e toda a espécie de criaturas sobrenaturais. Portanto, para quem gosta deste tipo de coisa é uma série bastante sumarenta. 

O final foi assim, como sempre, um pouco agridoce. Ao fim de 15 anos, acho que tinha mesmo que ser, depois de tudo o que aconteceu, da forma como a história evoluiu, já não fazia sentido continuar, porque ia ser uma repetição, um retrocesso. O final foi bastante polémico; a minha opinião é que acabou da maneira certa, apesar de ter sido tão trágica como bonita.

Primeiro episódio da primeira temporada


Último episódio da última temporada (com as mesmas roupas 😉)

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

O desenvolvimento da Alice


Antes de completar os dois anos, a Alice foi encaminhada para a consulta de desenvolvimento, principalmente porque não dizia uma única palavra. Lá e após mil perguntas, o que a médica me disse foi que, não sendo taxativo, os sinais apontavam para perturbação do espectro do autismo.

O que se seguiu foi pesquisar sobre sinais que eu nem sabia que podiam alertar para isso até ir àquela consulta, falar com mães de meninos no espectro, entender o porquê de alguns comportamentos da minha filha e esperar pelo contacto da equipa de Intervenção Precoce.

Neste momento, ela está a fazer terapia ocupacional dois dias por semana, um com a terapeuta da IP e outra num centro de desenvolvimento aqui da zona. Ambas me dizem o que eu também achava, que ela não tem nada severo e que pode ser "apenas" um atraso no desenvolvimento.

Efectivamente, noto alguma evolução nela, por conta do trabalho que tem feito com as terapeutas e comigo, que vou seguindo as indicações delas. Não estou a trabalhar e se, por um lado, isso me traz dissabores, porque preciso de um ordenado ao fim do mês, por outro, pelo menos, permite-me acompanhar a minha filha. Infelizmente, não tenho folga financeira para poder abdicar da procura de emprego para me dedicar totalmente a ela, mas faço o que posso.

Entendi que ela precisa de rotinas mais restritas do que as outras crianças e que fugir dessas mesmas rotinas altera automaticamente o comportamento dela. Ao contrário do meu filho mais velho, que ia comigo para todo o lado a qualquer hora, adaptando-se relativamente bem a alterações na vida dele, ela precisa é que nós nos adaptemos totalmente a ela para uma vivência harmoniosa. Da mesma forma, não a deixo tantas vezes com os meus pais (como fazia com o Leo) e zero vezes com os meus sogros (com estes últimos, nem ela quer ficar) por todo o trabalho e dedicação que ela requer.

Tudo com ela é puxado a ferros e muito trabalhado e o que antes pensava ser só preguiça, agora entendo que pode ser um pouco mais do que isso e que tem mesmo que ser assim. O que vem naturalmente para as outras crianças, com ela tem que ser ensinado. E trabalhando a relutância dela.

Aceitei com serenidade que a minha filha não tem a mesma facilidade em certas coisas do que os outros meninos e que o desenvolvimento dela não é igual ao das outras crianças. Cada pequena conquista sua é uma grande vitória para nós, que festejamos com entusiasmo. E está tudo bem. 

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Bebé arco-íris


"Os bebés arco-íris são crianças que nascem de uma mãe que sofreu anteriormente um aborto espontâneo ou que teve um filho morto prematuramente. E, assim como um arco-íris, eles são aquela luz colorida de esperança após uma cinzenta tempestade"


Em 2016, perdi um bebé e jurei que não ia voltar a engravidar. Foi doloroso e fez-me perder toda a vontade de voltar a tentar. Decidi que não iria ter mais filhos. Um ano depois, mudei de ideias. E a minha bebé arco-íris completou dois aninhos de existência no passado dia 25 de outubro. A minha Alice vive, realmente, no seu próprio País das Maravilhas. É uma bebé especial, que enche os nossos dias de cor desde o primeiro dia. Que nos desafia e nos dá conta do juízo, mas que me derrete com um sorriso ou uma gargalhada. A minha vida mudou completamente depois do nascimento dela e eu não mudaria uma vírgula.💕

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

I'm back (hopefully)

Há meses que não vinha ao blog. Tenho-me mantido pelo Facebook e Instagram, mas sem tempo (nem muita vontade, confesso) de vir aqui. Em dez anos de blog (feitos no mês passado), o registo sempre foi o mesmo: não fazer disto uma prioridade, publicar quando houver vontade, passar meses sem o fazer, se assim entendesse... e continua. Tentei implementar alguma regularidade, comecei rubricas... mas concluí que não funciona. Cá virei quando sentir vontade. Rubricas não terei, nem dias certos para publicar nada, mas irei continuar a partilhar sobre os temas que me interessam e a dar as minhas opiniões, apenas de forma mais aleatória. E quem me quiser continuar a ler nestes moldes será sempre bem-vindo.

Durante o tempo em que estive ausente, passei um fim de semana em Évora com a minha melhor amiga. Passei um fim de semana em Aveiro com o meu marido. Tive alguns problemas familiares. Perdi um primo num acidente de mota. Comecei a fazer a dieta dos 3 passos. Voltei a treinar. Retomei contacto com uma amiga de longa data. O meu filho passou para o 6º ano. Esteve uma vez em isolamento profiláctico e foi testado (negativo) por haver um caso na turma dele. A minha irmã também foi testada (negativo), por suspeita devido a alguns sintomas. A minha filha começou a fazer terapia ocupacional depois de nos terem dito que havia uma suspeita que apontava para perturbação do espectro do autismo. Fiz 32 anos. A Alice completou 2 anos. O Leo entrou oficialmente na adolescência. Vi muitas séries. E, resumidamente, é o que tenho para vos contar.

Para não prolongar demais um post de regresso, por hoje, é isto. Agora, vou matar saudades dos cantinhos que costumava ler, actualizar-me e, quem sabe, conhecer novos blogs. Bisous!

A minha relação com o peso

Exactamente um mês depois do último post (sou péssima com a assiduidade por estas bandas), cá estou para vos falar um pouco deste tema. Toda...