segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

A minha relação com o peso

Exactamente um mês depois do último post (sou péssima com a assiduidade por estas bandas), cá estou para vos falar um pouco deste tema. Toda  minha vida fui uma miúda gordinha e, felizmente, sempre bem resolvida. Nunca fui complexada, nunca deixei de usar a roupa de que gostava, nem nunca me preocupei com comentários alheios. Nunca deixei de ter amigos ou namorados por causa disso. Nunca deixei de dançar numa discoteca por ter vergonha que olhassem para mim. E sempre aceitei bem as minhas curvas.

Dito isto, também sempre tive perfeita noção de que o excesso de peso é prejudicial à saúde. O meu peso sempre oscilou muito, já tive fases em que estava mais magra, outras em que estava mais gorda. Há anos, ainda na adolescência, fiz uma dieta acompanhada por uma nutricionista, por ter decidido que talvez fosse bom para a minha saúde naquele momento perder algum peso. Perdi 15kg. Depois, como acontece frequentemente, deixei de me preocupar com a alimentação novamente, sempre fui muito gulosa, e com o passar dos anos, gradualmente, fui ganhando peso novamente.

Já adulta, já mãe do meu primeiro filho, devia ter uns 26 anos talvez, decidi que devia, mais uma vez, descer o número na balança. Nessa altura, não recorri a nenhuma nutricionista, simplesmente, durante algum tempo, controlei a minha alimentação e também foi quando comecei a fazer exercício. Sempre ODIEI exercício, sempre fui preguiçosa, mas contrariei essa tendência, começando pela zumba, já que dançar sempre foi algo de que gostei. Com o tempo, comecei a fazer outros treinos. Perdi 12kg.

Entretanto, voltei a deixar de me preocupar com isso quando engravidei e sofri um aborto e não quis saber mais de dietas nem voltei a treinar durante muito tempo. Engravidei da Alice já com bastante excesso de peso e durante a gravidez engordei mais do que devia. Depois, veio todo o cansaço e trabalho que um recém-nascido dá e, posteriormente, percebi que ela era uma criança que dava mesmo muito que fazer e a minha vontade de fazer alguma coisa em relação ao peso continuou nula. 

Comecei a ter alguns problemas pessoais na minha vida e no meu casamento, entrei numa letargia em que simplesmente deixei de me preocupar com tudo o que tivesse a ver comigo para, basicamente, viver para a minha filha. Até atingir um ponto crítico, em que resolvi que isso tinha que mudar tudo para bem da minha saúde mental e da minha relação. Foi quando fiz algumas mudanças na minha vida e a preocupação com o peso foi uma delas. No início do verão, iniciei uma dieta com uma nutricionista, voltei a treinar regularmente e, 6 meses volvidos, tenho menos 20kg.





Já tive que mandar apertar alguns vestidos, já desci tamanhos e perdi volume em várias áreas. Se é fácil? Não, não é, não vos vou enganar. 😂 E podia ter perdido mais se seguisse sempre a dieta à risca, mas vou dando umas facadinhas. E, ainda assim, estou satisfeita com o meu percurso até aqui. Estou mais leve, mais flexível, tenho mais facilidade em encontrar roupa e consigo treinar melhor. Continuo com excesso de peso e com trabalho pela frente, mas tenho orgulho do que já alcancei. 2020 foi um ano de merda em vários aspectos, mas deu-me algo de positivo.

sábado, 28 de novembro de 2020

Séries \\ Supernatural


Sinopse: A série segue os irmãos Sam Winchester e Dean Winchester que viajam por toda a América num Chevrolet Impala 1967 preto, investigando e combatendo eventos paranormais e outras ocorrências inexplicáveis, muitas delas baseadas em lendas urbanas americanas e folclore, assim como diferentes criaturas sobrenaturais.

Opinião: Esta série terminou agora, o último episódio passou no AXN White há dois dias, após 15 temporadas. E eu acompanhei todas. Comecei a ver o Supernatural com 17 anos, portanto, foi uma série que acompanhou a minha transição para a vida adulta, a minha saída da escola e entrada no mercado de trabalho, as minhas relações, o nascimento dos meus filhos, o meu casamento...

Confesso que 15 anos é muita fruta, mas consegui acompanhar sem me aborrecer. Claro, teve os seus momentos menos apelativos, como tantas outras séries até bem mais curtas, mas gostei muito. Comecei a acompanhar por curiosidade e gostei, principalmente, da dinâmica entre os dois irmãos. Foi uma das coisas que mais me prendeu durante toda a série. Porque ela não é apenas sobre caçar monstros, é também bastante emocional, vai muitas vezes à natureza dos relacionamentos entre os personagens e isso dá outra profundidade à série.

Outro ponto positivo a apontar aqui é o humor. Mesmo num mundo negro, onde os Winchesters vêem tudo o que há de mais feio, existe humor e algumas personagens acertam nesta vertente na mouche (Dean, Crowley, Rowena).

Lança também toda uma nova luz sobre a noção de natureza bondosa de deus e dos anjos que as pessoas têm em geral. Obviamente que a série é ficção e nenhum de nós realmente tem contacto directo com estes seres, nem visitou o céu para saber como é (pessoa completamente ateia aqui a falar de deus e anjos 😁), mas a série mostra-nos uma versão diferente, mais negra, daquela em que as pessoas acreditam e acho isso bastante interessante.







Aqui há de tudo, confrontos entre o bem e o mal, profetas, deus, a Morte, ceifeiros, anjos, demónios, céu, inferno, os três arcanjos (Miguel, Rafael e Gabriel), Lúcifer, a vida depois da morte, purgatório, mundos paralelos, vampiros, lobisomens, bruxas e toda a espécie de criaturas sobrenaturais. Portanto, para quem gosta deste tipo de coisa é uma série bastante sumarenta. 

O final foi assim, como sempre, um pouco agridoce. Ao fim de 15 anos, acho que tinha mesmo que ser, depois de tudo o que aconteceu, da forma como a história evoluiu, já não fazia sentido continuar, porque ia ser uma repetição, um retrocesso. O final foi bastante polémico; a minha opinião é que acabou da maneira certa, apesar de ter sido tão trágica como bonita.

Primeiro episódio da primeira temporada


Último episódio da última temporada (com as mesmas roupas 😉)

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

O desenvolvimento da Alice


Antes de completar os dois anos, a Alice foi encaminhada para a consulta de desenvolvimento, principalmente porque não dizia uma única palavra. Lá e após mil perguntas, o que a médica me disse foi que, não sendo taxativo, os sinais apontavam para perturbação do espectro do autismo.

O que se seguiu foi pesquisar sobre sinais que eu nem sabia que podiam alertar para isso até ir àquela consulta, falar com mães de meninos no espectro, entender o porquê de alguns comportamentos da minha filha e esperar pelo contacto da equipa de Intervenção Precoce.

Neste momento, ela está a fazer terapia ocupacional dois dias por semana, um com a terapeuta da IP e outra num centro de desenvolvimento aqui da zona. Ambas me dizem o que eu também achava, que ela não tem nada severo e que pode ser "apenas" um atraso no desenvolvimento.

Efectivamente, noto alguma evolução nela, por conta do trabalho que tem feito com as terapeutas e comigo, que vou seguindo as indicações delas. Não estou a trabalhar e se, por um lado, isso me traz dissabores, porque preciso de um ordenado ao fim do mês, por outro, pelo menos, permite-me acompanhar a minha filha. Infelizmente, não tenho folga financeira para poder abdicar da procura de emprego para me dedicar totalmente a ela, mas faço o que posso.

Entendi que ela precisa de rotinas mais restritas do que as outras crianças e que fugir dessas mesmas rotinas altera automaticamente o comportamento dela. Ao contrário do meu filho mais velho, que ia comigo para todo o lado a qualquer hora, adaptando-se relativamente bem a alterações na vida dele, ela precisa é que nós nos adaptemos totalmente a ela para uma vivência harmoniosa. Da mesma forma, não a deixo tantas vezes com os meus pais (como fazia com o Leo) e zero vezes com os meus sogros (com estes últimos, nem ela quer ficar) por todo o trabalho e dedicação que ela requer.

Tudo com ela é puxado a ferros e muito trabalhado e o que antes pensava ser só preguiça, agora entendo que pode ser um pouco mais do que isso e que tem mesmo que ser assim. O que vem naturalmente para as outras crianças, com ela tem que ser ensinado. E trabalhando a relutância dela.

Aceitei com serenidade que a minha filha não tem a mesma facilidade em certas coisas do que os outros meninos e que o desenvolvimento dela não é igual ao das outras crianças. Cada pequena conquista sua é uma grande vitória para nós, que festejamos com entusiasmo. E está tudo bem. 

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Bebé arco-íris


"Os bebés arco-íris são crianças que nascem de uma mãe que sofreu anteriormente um aborto espontâneo ou que teve um filho morto prematuramente. E, assim como um arco-íris, eles são aquela luz colorida de esperança após uma cinzenta tempestade"


Em 2016, perdi um bebé e jurei que não ia voltar a engravidar. Foi doloroso e fez-me perder toda a vontade de voltar a tentar. Decidi que não iria ter mais filhos. Um ano depois, mudei de ideias. E a minha bebé arco-íris completou dois aninhos de existência no passado dia 25 de outubro. A minha Alice vive, realmente, no seu próprio País das Maravilhas. É uma bebé especial, que enche os nossos dias de cor desde o primeiro dia. Que nos desafia e nos dá conta do juízo, mas que me derrete com um sorriso ou uma gargalhada. A minha vida mudou completamente depois do nascimento dela e eu não mudaria uma vírgula.💕

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

I'm back (hopefully)

Há meses que não vinha ao blog. Tenho-me mantido pelo Facebook e Instagram, mas sem tempo (nem muita vontade, confesso) de vir aqui. Em dez anos de blog (feitos no mês passado), o registo sempre foi o mesmo: não fazer disto uma prioridade, publicar quando houver vontade, passar meses sem o fazer, se assim entendesse... e continua. Tentei implementar alguma regularidade, comecei rubricas... mas concluí que não funciona. Cá virei quando sentir vontade. Rubricas não terei, nem dias certos para publicar nada, mas irei continuar a partilhar sobre os temas que me interessam e a dar as minhas opiniões, apenas de forma mais aleatória. E quem me quiser continuar a ler nestes moldes será sempre bem-vindo.

Durante o tempo em que estive ausente, passei um fim de semana em Évora com a minha melhor amiga. Passei um fim de semana em Aveiro com o meu marido. Tive alguns problemas familiares. Perdi um primo num acidente de mota. Comecei a fazer a dieta dos 3 passos. Voltei a treinar. Retomei contacto com uma amiga de longa data. O meu filho passou para o 6º ano. Esteve uma vez em isolamento profiláctico e foi testado (negativo) por haver um caso na turma dele. A minha irmã também foi testada (negativo), por suspeita devido a alguns sintomas. A minha filha começou a fazer terapia ocupacional depois de nos terem dito que havia uma suspeita que apontava para perturbação do espectro do autismo. Fiz 32 anos. A Alice completou 2 anos. O Leo entrou oficialmente na adolescência. Vi muitas séries. E, resumidamente, é o que tenho para vos contar.

Para não prolongar demais um post de regresso, por hoje, é isto. Agora, vou matar saudades dos cantinhos que costumava ler, actualizar-me e, quem sabe, conhecer novos blogs. Bisous!

terça-feira, 19 de maio de 2020

Girl crush

Todos nós temos uma certa admiração, seja porque motivo for, por algum artista ou personalidade. Eu tenho vários, o que julgo ser normal na infinidade de pessoas que existem neste mundo e que fizeram coisas fantásticas ao longo do tempo ou que são grandes artistas. Mas há três mulheres que destaco na minha lista. Uma está no topo, já há muitos anos, as outras duas são descobertas mais recentes, mas que foram agradáveis surpresas.

Amy Lee

A Amy é a rainha que ocupa o lugar de destaque aqui. A vocalista dos Evanescence, a banda nº 1 que acompanhou a minha adolescência. Desde que surgiu a "Bring me to life" nas rádios portuguesas que comecei a acompanhar o seu trabalho, procurei músicas mais antigas, dela a solo. A voz dela sempre me fascinou, a presença dela em palco, as roupas e o estilo. No DVD e nas entrevistas que vi dela, sempre gostei da postura, do sorriso fácil e de não precisar de rebolar o rabo para se fazer notar no mundo da música.

Ruby Rose

A Ruby é uma actriz (apresentadora, DJ e modelo) australiana, assumidamente lésbica desde tenra idade, o que lhe trouxe muitos dissabores em idade escolar (insultos físicos e verbais), que a conduziram a uma tentativa de suicídio. Foi também abusada sexualmente por um familiar e sofre de transtorno bipolar. A luta contra uma sociedade homofóbica é algo que me toca sempre. Quanto ao seu trabalho, só reparei verdadeiramente nela quando surgiu na série Orange is the new black, como Stella Carlin. Actualmente, sigo a série Batwoman, onde a Ruby interpreta a protagonista Kate Kane.


Alba Flores

A Alba é uma actriz espanhola, também assumidamente lésbica, que, apesar de já andar no mundo da representação desde 2005, só me chegou recentemente, com o papel de Saray em Vis a Vis e de Nairobi em La Casa de Papel. Esta última só comecei a ver há pouco tempo, ainda estou a terminar a primeira temporada, mas já gosto da personagem dela! Quanto à Saray, era só a minha personagem favorita em Vis a Vis, divertida, intensa e engraçada. Adorei o desempenho dela na série do início ao fim.


domingo, 12 de abril de 2020

Movie review \\ O Milagre da Cela 7


Sinopse: Conta a história de um pai com deficiência intelectual, que é preso injustamente pelo homicídio da filha de um comandante, tendo que provar, a partir daí, a sua inocência para regressar para junto da sua própria filha. O filme da Netflix foi produzido na Turquia e é um dos remakes do original sul-coreano lançado em 2013.





Opinião: Não sou muito de aderir às coisas da moda, mas desta vez, e estando de quarentena, já não podia ouvir o mundo a falar deste filme... e fui ver também. Partilho da opinião geral, é bonito. É uma história tocante de amor e inocência. A relação de pai e filha é pura e enche-nos o coração. Não acho que seja um filme triste, tem cenas tão bonitas. Claro que foi feito para carregar em todos os botões certos para pôr os espectadores a chorar, mexe com as emoções. Revolta-nos a injustiça, principalmente por ser contra alguém indefeso como uma criança. Eu gostei e recomendo, sem dúvida. Mas faço parte do pequeno grupo de pessoas que não chorou ao assistir. Apesar de já me terem dito que só uma pessoa insensível consegue não chorar... não caiu uma única lágrima!

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Throwback

Quem me lê há algum tempo e com alguma atenção, provavelmente, já percebeu que sou uma pessoa nostálgica por natureza. Apesar de ter vivido inúmeros momentos felizes em todas as fases da minha vida, assumo que os melhores anos foram os anos da minha adolescência. Reconheço que a evolução dos tempos nos trouxe imensas coisas boas, mas o final da década de 90 e início de 2000 ficaram-me no coração. Se me dessem a oportunidade de voltar atrás no tempo e só pudesse escolher uma época, seria, sem dúvida, essa. Voltava já hoje. E sem saber o que sei hoje, porque perdia toda a graça.

Assim, tudo o que me remete para aquela época tem um lugarzinho especial na minha memória. Confesso que a série Morangos com Açúcar é uma dessas coisas. Não as últimas temporadas... mas as primeiras, com destaque na primeiríssima, que saiu há 17 anos, com o João Catarré e a Benedita Pereira como protagonistas. A NOS Play disponibilizou a 1ª temporada e agora, com toda uma quarentena a acontecer, volta e meia, vou dar uma espreitadela aos episódios. E baixa em mim a adolescente que assistia aos Morangos todos os dias depois da escola. 

Estas são algumas das músicas que integravam a banda sonora da 1ª temporada. Quem se lembra?








Ao mesmo tempo, olho para as personagens e revejo totalmente a nossa forma de vestir com aquela idade. É curioso, porque não tem nada a ver com o que se vê agora. Por exemplo, em ambiente de ginásio, a indumentária eram calças de fato de treino largas e t-shirts, basicamente. Hoje em dia, existe toda uma moda em torno dos outfits de treino, com padrões giros, frases e tudo a condizer. 


Os ganchos metálicos que as moranguitas usavam no cabelo (usei tantos!), muitas vezes a condizer com a roupa (bem como os elásticos). Os rapazes de calças largas e as meninas de bermudas (e calças largas também! Nada de skinny jeans). Lenços e fitas largas na cabeça, muitos tops de alças, muito neón nas cores das roupas, barriguinhas à mostra, relógios grandes e coloridos. E CDs! Tão obsoleto agora...

Vá... confessem-se, quem aqui era fã dos Morangos?

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Oficialmente louca

Tenho estado ausente nos últimos dias, apesar de estar por casa e com mais tempo livre, por um motivo simples. Sinto a cabeça a latejar com tudo o que se está a passar. E parece que me faltam as palavras. Eu já passava o meu tempo em casa, um bocado presa, trabalhando como ama. Mas agora... mudou tudo. Este fantasma do corona assombra as nossas vidas. Há 3 semanas consecutivas que não saio de casa. A única pessoa que sai é o meu marido quando é necessário. E, até agora, para trabalhar. Foi despedido entretanto, como todos os temporários da empresa. Como tantos outros neste momento pelo país fora. As redes sociais estão cheias até à boca de publicações, notícias, opiniões sobre este assunto. 

De um lado, pessoas que opinam que nos queixamos de barriga cheia por ter que estar em casa numa era com tanto acesso à Internet, com serviços de streaming, com imensos canais, concertos e visitas guiadas online, com entrega de compras em casa e com a possibilidade de, basicamente, podermos fazer toda a nossa vida virtualmente. Por oposição, há as que já não aguentam a falta de liberdade, dos passeios de fim-de-semana, a impossibilidade de abraçar família e amigos. Pessoas que se queixam da pressão do teletrabalho e no reverso da moeda, aquelas que perderam os seus empregos, sem saber o que será daqui para a frente a nível financeiro. Pessoas que dizem estar a dar em doidas 24/7 com os filhos e outras a dizerem que davam tudo para estar com os seus ou ainda que "se não queriam aturá-los, não os fizessem".

Sempre que o meu marido precisa sair, sinto-me paranóica quando ele entra em casa, troca roupa, tira sapatos, lava mãos, desinfecta. E as notícias... usa máscara, não usa máscara, usa luvas, não usa luvas. Quando ele traz compras, é uma sangria desatada a desinfectar as coisas, a tirar das embalagens, é o pão que nunca fica no saco onde é comprado, é o desinfectar a mesa onde se pousou os sacos, é lavar as mãos sempre que se mexe em dinheiro.

É ter que fazer compras grandes de uma só vez para não ter que sair frequentemente ou fazer online com um mês de antecedência para que as coisas cheguem na altura necessária. É pensar a toda a hora se estamos a fazer tudo bem e se não deixámos passar nada, com a cabeça a mil.

Nem consigo expressar uma opinião concreta sobre o estado de emergência, as medidas tomadas, as atitudes das pessoas, o uso devido ou indevido dos equipamentos de protecção, o mundo como ele está... sinto o meu cérebro a dar nó atrás de nó, num emaranhado de pensamentos sufocantes e que não me deixam respirar... como se tivesse um milhão de vozes a gritar dentro da minha cabeça que me impedem de pensar claramente.

Sou a única?

domingo, 22 de março de 2020

E esse isolamento social?

 







Por aqui, muito miminho nos meus rebentos e amor entre irmãos. Sou apaixonadíssima pela relação que os meus filhos têm, enche-me verdadeiramente o coração. O Leo tem uma paciência infinita para a Alice e ela quer é brincadeira com o irmão.

Escola à distância

Trabalho com o tema "O Nosso Sado". O meu pai diz que parece um quadro do Picasso 😂

Tentar fazer qualquer trabalho da escola com a Alice por perto é assim uma missão impossível 😆

Prendinhas improvisadas para o Dia do Pai

Voltei a ter tempo para fazer exercício. Tenho feito aulas online, já que agora há meio mundo de instrutores a dar aulas em directo todos os dias!

De resto, o do costume, as tarefas domésticas habituais e ver as minhas séries. Agora com mais calma e tempo... obrigatoriamente! E por aí? Como têm sido estes dias?

quinta-feira, 19 de março de 2020

Festa remember

No início do mês de Março, antes de esta bomba explodir no nosso país, dei uma festa com o tema final dos anos 90, inícios de 2000. Acho que sou uma sortuda por ter crescido na década de 90 e estou certa de que não sou a única a pensar assim. Fiz a maior parte da comida, alguma encomendei a uma pessoa conhecida. Arranjei acessórios para a malta usar e montei um cantinho com relíquias alusivas à época. Colei imagens pelo espaço da festa (Big Show Sic, Buffy, Dragon Ball, McGyver, Alf, Sailor Moon...). Ouvimos Anjos, Shakira, Britney Spears, Backstreet Boys, N'Sync, Nelly Furtado... no meio de uma playlist assim enooorme. Andei um tempão a fazer quantos-queres para usar na decoração. Fiz plaquinhas com frases que nos transportavam para aquela altura. Assim, numa fase em que não podemos estar com as nossas pessoas e, muito menos, dar festas, deixo-vos aqui um registo fotográfico do dia que me levou de volta à minha infância e adolescência. Alguém se revê?































A minha relação com o peso

Exactamente um mês depois do último post (sou péssima com a assiduidade por estas bandas), cá estou para vos falar um pouco deste tema. Toda...