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terça-feira, 1 de outubro de 2019

Leituras: zero

Isto é uma autêntica vergonha, mas não li um único livro este ano e, pelo andar da coisa, não me parece que o vá fazer. Para quem lê desde cedo e com alguma frequência, como é o meu caso, isto é uma calamidade. Ainda comecei um livro algures perto do início do ano, mas não há meio de conseguir acabá-lo. Ser mãe de um bebé faz isto a uma pessoa. Especialmente, de uma bebé-furacão como a minha Alice.

Todos os dias confirmo se o meu filho mais velho arrumou a mochila e encheu a garrafa de água para levar para a escola. Preparo-lhe a roupa. Levanto-me cedo para lhe preparar o lanche da manhã e me certificar que ele se despacha a horas. Faço o almoço, porque ele vem almoçar a casa e, às vezes, o marido também. Quando chega das aulas, saber se há trabalhos de casa, orientar o lanche, mandar tomar banho.

Todos os dias dou almoço, jantar, banho, lanche e biberões à minha filha. Mudo-lhe as fraldas. Brinco com ela. Apanho mil vezes os brinquedos do chão. Adormeço-a no colo. Ando na fase de tentar que ela fique a dormir na cama dela, que não tem sido fácil. Acorda sei lá quantas vezes durante a noite. É tudo mais simples se eu a deitar na minha cama, onde dorme a noite toda seguida. Mas é um hábito que não quero cultivar. Então, levanto-me várias vezes durante a noite para a pôr a dormir novamente e só a deito ao pé de mim já de manhã.

Todos os dias lavo a loiça. Várias vezes na semana aspiro o chão. Uma vez por semana, limpo o pó e a casa em geral. Há sempre roupa para lavar passar, dobrar, estender, apanhar. Na mudança de estação, ver o que ainda serve aos miúdos. Pôr de lado o que já não servir. Lavar o que estava guardado no sótão para ir para as gavetas.

Sou eu que, maioritariamente, vou às compras. Que vejo o que falta e faço a lista. Que trato dos assuntos escolares do meu filho. Se o marido chega mais tarde do trabalho, também sou eu que, frequentemente, adianto o jantar. Sou eu que giro os prazos de pagamento das contas da casa. Sou eu que trato das marcações de consultas e exames.

Sou eu que faço a gestão das compra de natal e presentes de aniversário. Sou eu que organizo as comemorações dos nossos aniversários (enquanto casal e individuais). Bem como as férias e/ou fins-de-semana fora. E os aniversários dos miúdos. Sou eu que penso no que hão-de ser as próximas refeições para descongelar comida.

Criei uma página no Facebook para promover o negócio do meu marido com o pai. Faço a gestão da página, fiz os cartões de visita e encomendei. Criei outra com coisas em segunda mão para vender (com especial incidência em roupa infantil, que vai deixando de servir aos meus filhos). Estou constantemente a actualizar e a fazer anúncios e publicidade às páginas.

Não tenho um emprego fora de casa. Tenho dois filhos. Sou mãe a tempo inteiro. Mas como assim não tenho tempo para ler? Segundo o que a sociedade me diz, eu passo o dia em casa sem fazer nada... 😀

domingo, 6 de agosto de 2017

Viciada!


Eu até sou uma pessoa cheia de sono (desde que tive o meu filho, fiquei completamente em modo sleep), que adormece a qualquer hora do dia, em qualquer lugar (já adormeci numa discoteca, true story!), tenha dormido 4, 8 ou 12 horas. Mas são 2h da manhã e eu estou aqui absolutamente pregada num livro, que estou a ler sem paragens desde as 23h, porque quero saber mais e mais e acabar já com aquilo. E isto já é uma coisa que acontece há muito tempo. E, actualmente, só não acontece mais vezes ficar acordada pela noite dentro a ler, porque acordo às 6h30 para ir trabalhar e não me tenho de pé durante o dia se dormir pouco. Alguma vez irei perder este vício?

Novo emprego, novas aprendizagens

2024 foi um ano de muitas mudanças na minha vida, depois do que aconteceu em setembro de 2023. Mudanças essas que continuam a acontecer no m...