Já falei aqui sobre a minha relação conturbada com as testemunhas de jeová. Hoje de manhã, bateram-me dois à porta. Ora, tudo o que me apetecia a um domingo de manhã era levar um sermão sobre a bíblia. Abri a porta e a senhora disse que eram testemunhas de jeová e que pretendia ler-me um pouco da bíblia. Interrompi-a imediatamente e disse que lamentava, mas que não ia perder tempo com isso. Claro que nunca se contentam com esta resposta. Nunca. Quis saber porquê e, apesar de me apetecer dizer-lhe que não tinha nada a ver com isso, disse-lhe que não acredito em deus, nem na igreja. Ficou chocadíssima. Ainda pensei, por momentos, que me ia dizer que ia parar ao inferno por dizer uma blasfémia daquelas. Mas não disse. Perguntou-me se alguma vez tinha parado para pensar porque é que não acreditava. Eu disse que, simplesmente, não acredito e pronto, sem qualquer razão e que tenho testemunhas de jeová na família, logo, se quisesse ouvir sobre isso, iria perguntar-lhes. Mais uma vez, não se contentou e não me largava a merda da porta. Tive que repetir que não ia MESMO perder tempo com isso e começar a fechar a porta, para ela desandar. Eu respeito todas as opções e formas de pensar, mas estes começam a meter-me um certo nojo. Já não os aguento, são uma praga! Parece que estão em todo o lado. Gente, eu por acaso vou às vossas portas tentar convencer-vos de que deus é uma fantasia? Os católicos vão às vossas portas tentar impingir a religião deles? Eu respeito a vossa liberdade de acreditar naquilo em que acreditam, o mínimo que exijo é que façam o mesmo. Não tentem vender-me deus, não me tentem impingir o raio da vossa fé e, sobretudo, não me venham chatear a casa! Tenham paciência, mas já ninguém aguenta essa merda.
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domingo, 23 de abril de 2017
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