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segunda-feira, 2 de julho de 2018

Janela maldita

Há 4 anos que estou nesta casa e sempre tive uma relação de amor-ódio com a minha janela da sala. É bastante ampla e dá imensa luz à casa, o que foi um ponto a favor (pensei eu) quando vim ver a casa antes de a alugar. Contudo, tem um problema. Não é numa parede direita, mas sim em arco e, por isso, não tem persiana, por defeito. Ora, não sendo a casa minha, não vou gastar um balúrdio em estores e montagem dos mesmos. Isso traz-me alguns dissabores.

O primeiro é que não posso ter a janela aberta, no verão entram imensos mosquitos e moscas e toda a espécie de insectos infernais e no inverno, well... chove e, portanto, não é opção sair de casa e deixar a janela aberta. Todas as outras ficam abertas, com a persiana fechada só até deixar os orifícios para arejar. 

A janela é de parede a parede e até ao tecto, sem vidros duplos, e nunca apanha sol directo, o que faz com que, ao longo de todo o inverno, cause condensação nas janelas e me deixe uma poça de água no chão, bem como as paredes cheias de humidade. 

E, por último, como entra imensa luz, não conseguia ver TV em condições durante o dia, porque tudo o que via no ecrã era reflexo da sala, principalmente em cenas mais escuras, portanto, ver filmes ou séries antes de cair a noite era uma missão quase impossível. Tinha uns cortinados, mas eram semi-transparentes, muito giros, mas pouco práticos para abafar a imensidão de luminosidade. 

Todos estes problemas podiam ter sido resolvidos mais cedo, provavelmente, mas como a ideia não era ficar ad eternum nesta casa, mas sim procurar uma para comprar, fomos adiando. Bem como tudo o resto. Este ano, após a morte do meu tio e a descoberta da gravidez, decidimos cancelar, no futuro mais próximo, a aquisição de uma casa e fazer as alterações que queríamos nesta (dentro do que se pode fazer numa casa alugada) para tê-la ao nosso gosto.

O problema da humidade tentámos colmatar com um desumidificador que, como comprámos às portas do verão, ainda não tivemos oportunidade de testar verdadeiramente. As bichezas a entrar pela janela aberta também estamos a resolver com a colocação de uma rede mosquiteira. Quanto ao último ponto, decidi investir, finalmente, nuns cortinados blackout. Sabem, aqueles de ocultação total, opacos, que escurecem a divisão.


Comprei uns assim castanhos, mas num tom ligeiramente mais claro que este, não tanto chocolate negro, mas mais chocolate de leite, estão a ver? Bom, estou rendida! Das melhores coisas jamais inventadas. Resolveu-me o problema e estou a amar de paixão poder ter a minha sala escura em horas diurnas, coisa que era impensável até agora.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Máquina louca

É só a minha máquina que é assustadoramente possuída quando começa a torcer a roupa? Faz um cagaçal que nem é bom. Nem pensar em tê-la ligada à noite, aposto que se ouve no prédio inteiro. Toda ela abana e salta e faz um barulhão do caraças. Não há muito que possa fazer, porque a máquina nem é minha, faz parte do que já estava na casa quando a aluguei, mas que parece louca, parece... tanto salta no canto dela encostada à varanda, que só falta ir estender a roupa sozinha. O que, já agora, não era nada mal pensado.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Mais um inquilino


Há uns dois anos, mais coisa, menos coisa, tivemos uma amiga nossa a viver cá em casa connosco. Estava a separar-se da pessoa com quem estava, tinha uma situação familiar complicada e precisava de ajuda e um sítio para ficar.  E ficou cá cerca de um ano. Acordámos que a roupa dela iria a lavar com a nossa; a comida, essa, seria ela a comprar ao gosto dela, sendo que lhe reservávamos espaço no frigorífico e na despensa para guardar as suas coisas. Podia usar o resto da casa livremente, afinal, era nossa amiga e convivia connosco. Agora, passamos pela mesma situação. Temos um amigo a separar-se da namorada e estava à procura de um quarto para ficar durante uns curtos meses, enquanto procura casa. Ele não nos pediu nada, mas eu e o B. estamos a tentar estabilizar as nossas finanças e pusemos essa hipótese em cima da mesa. É um sacrifício que vamos fazer, mas... o dinheiro extra dá-nos imenso jeito. E, vejamos, o rapaz trabalha nas horas (e dias) em que estou em casa e está em casa quando eu estou a trabalhar, de maneira que não nos vamos cruzar muito. O acordo com ele foi incluir a comida no valor mensal e as regras são simples: se acabar com algum artigo alimentar ou de higiene, informa-nos; não fumar dentro de casa; não fazer barulho à noite, depois de o meu filho se deitar; não andar calçado em casa; avisar-nos se quiser receber alguém (que ele disse logo que não tencionava receber, pois não se sente à vontade, já que a casa é nossa). Não posso andar só de roupa interior; intimidade restrita ao quarto ou aos horários em que estamos só nós; temos que gerir a comida que há em casa por mais um; temos que arranjar espaço no WC para as coisas de mais uma pessoa. Sim, temos que nos adaptar, é verdade. E ele também, calculo, porque dividir casa com um ou dois amigos não é a mesma coisa que viver em casa de um casal com um filho. Mas é um sacrifício que nos vai trazer benefícios, é apenas por uns meses e, se conseguimos com uma amiga durante um ano, agora também iremos conseguir. E vocês, seriam capazes de viver assim?

domingo, 5 de março de 2017

Menino crescido!

Bem, ontem lá fomos para o hospital. Por descargo de consciência. Os níveis de oxigénio no sangue continuavam muito instáveis e a linha da Saúde 24 aconselhou a ir lá só para despiste, uma vez que ele não tinha mais nada além das dores de cabeça ocasionais. Pusemos a hipótese de serem enxaquecas, porque há antecedentes na família. Pusemos a hipótese de o oxímetro estar descalibrado. No hospital, tudo ok: a temperatura, a tensão e os níveis de oxigénio. Disseram-nos que podia ser um mau contacto, que havia níveis ali impossíveis, ou ele estaria quase sem respirar, que podia ser de ser um dedo de criança e aconselharam-nos a experimentar no polegar, por exemplo, que é maior. Fizeram o que chamaram de exame neurológico sumário, como seguir a luz de uma lanterna com os olhos e mais 3 ou 4 coisas que levaram o médico a concluir que nada de anormal se passava. Lá fiquei mais descansada. Só aconselhou a ser seguido para se estudar as dores de cabeça, mas não me pareceu muito preocupado. Talvez não passe mesmo de enxaqueca, do mal o menos.

Hoje, cheguei ao quarto dele para lhe dizer para fazer a cama (que já faz sozinho, mas normalmente tenho que lhe relembrar). Mas quando lá cheguei... já estava feita! Depois, quis vir ajudar-me, esteve a estender roupa e a lavar loiça comigo. E está danadinho para que lhe diga o que mais pode fazer. Muito dado às lides domésticas! É melhor aproveitar... e ir incutindo enquanto ele está para aí virado, para não perder o hábito quando for mais velho. Rico menino da sua mãe!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Picuinhices



A minha despensa é isto. Tudo arrumadinho no seu devido sítio e etiquetado. Sim, eu separo tudo da forma mais mariquinhas possível, raras vezes ficam pacotes abertos presos com molas. Cada coisa na sua caixinha. E isto é representativo de tudo o resto na minha vida. A minha casa é arrumada com o mesmo cuidado. Tenho um caderninho onde aponto todas as consultas do meu filho e vezes que ele vai ao médico, sintomas, diagnóstico e medicação. Tenho uma agenda telefónica em papel. Tenho uma agenda onde escrevo as datas das nossas consultas médicas. Tenho facturas, exames médicos e toda a espécie de papelada organizadíssima em micas e dossiers. Toda eu sou listas, post-its e coisinhas frufru. Por vezes, penso que roço o obsessivo-compulsivo.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Nova arrumação


Hoje foi dia de limpeza a fundo no quarto e estas echárpes e cachecóis estavam a tirar-me do sério, porque não tinha onde guardá-los. E com um varão pregado na parede, encontrei o cabide perfeito para eles!

Novo emprego, novas aprendizagens

2024 foi um ano de muitas mudanças na minha vida, depois do que aconteceu em setembro de 2023. Mudanças essas que continuam a acontecer no m...