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terça-feira, 31 de dezembro de 2019

2019 chega ao fim...

No início deste ano, estava empregada. De licença de maternidade. Com seguro de saúde da empresa para todo o agregado familiar. O marido também a trabalhar. Em abril, terminada a licença de maternidade, não me foi renovado o contrato. Atirada para o desemprego, fui-me agarrando a trabalhos de babysitting e limpezas. Felizmente, fui tendo trabalho. E as coisas iam correndo bem nesse campo.

A minha filha cresceu a olhos vistos e está uma bebé cada vez mais linda e traquina. Dá-me conta do juízo, é verdade. Mas faz-me tão feliz, a minha bebé furacão. O meu filho acabou a etapa do ensino primário, adaptou-se melhor do que esperava à transição para o ciclo e começou a ir orgulhosamente sozinho para a escola. O meu orgulho.

Pudemos passar uns fins de semana fora em família e ir de férias para o norte. Logo depois das férias, ficámos os dois sem trabalho. E tudo desabou. As nossas magras poupanças depressa desapareceram. Queria, neste ponto, agradecer aos meus pais, que são sempre o meu pilar e que me ajudaram sempre tanto, com tanto. Aos meus sogros por comprarem leite, fraldas e roupinhas para a Alice com alguma regularidade. Às duas meninas aqui da blogosfera que nos deram um balão de oxigénio com a sua ajuda, sem nos conhecerem. À minha irmã e à minha cunhada que nos convidaram para a sua festa de final de ano sem nos cobrar nada (todos os restantes vão dividir os gastos). E a um grupo pequeno (porque não ando exactamente a fazer propaganda) de pessoas que nos deram alguns bens alimentares para nos ajudar.

Criei um grupo de doações para moradores aqui da vila, com o intuito de reduzir o desperdício e dar novos donos a coisas que para algumas pessoas já não servirão.

Ressuscitei a Luta Por Um Sorriso para ajudar duas famílias carenciadas que, ao contrário da minha (estou confiante que é apenas uma fase!), dificilmente conseguirão dar a volta por cima.

Perdi o meu avô.

Não consegui ler nada, o que muito me deixou desgostosa.

Mas, em compensação, dei-lhe forte nas séries e vi muitas!

Comemorei com aqueles que me são mais próximos o primeiro aniversário da minha caçula.

Com o mais velho à porta dos 11, apercebi-me que sou mãe de um pré-adolescente!

Celebrei um ano de casamento.

E esta noite completamos 8 anos de relacionamento.

Feliz 2020 para todos!

sábado, 29 de dezembro de 2018

Em 2018...


Entrei no novo ano em Coimbra.
Celebrei o 9º aniversário do meu filho.
Mascarei-o de Angry Bird.
Engravidei.
Deixei de fumar (outra vez).
Organizei uma festa do pijama para o Leo.
Fui ao jardim zoológico.
Perdi o meu tio.
Casei.
Fui de lua-de-mel.
Comi ovos moles em Aveiro.
Desci às grutas de Mira de Aire.
Visitei o Mosteiro da Batalha.
Comi pastel de arroz doce em Óbidos.
Passeei nos jardins do Palácio da Pena.
Perdi-me no encanto dos recantos da Quinta da Regaleira.
Voltei ao jardim do Passeio Alegre, na Foz do Douro.
Percorri os jardins do Palácio de Cristal.
Comprei coisinhas boas no Mercado do Bolhão.
Fui ao Museu das Descobertas, no Porto.
Soube que ia ser mãe de uma menina.
Fiz uma amniocentese.
Passei uma semana em Monte Gordo.
Passei um fim-de-semana em Coimbra.
Decorei o quarto da Alice.
Lavei muitas roupinhas de bebé.
Comprei uns cortinados opacos para a sala.
Pintei o quarto dos meus filhos.
Adicionei várias decorações à casa.
Li 14 livros.
Vi a novela A Herdeira.
Aderi à Netflix.
Vi 34 filmes.
Nasceu a Alice.
Vi chegarem ao fim 6 séries.
No último dia do ano irei comemorar 7 anos de relação com o B.

E esta é a minha milésima publicação no blog!

Tenho muita pena que o meu tio não tenha conhecido a minha bebé e de nem sequer ter tido oportunidade de lhe contar que estava grávida. E perdê-lo foi, definitivamente, o pior do meu ano. Mas não posso dizer que não me aconteceu muita coisa boa em 2018 e é nisso que me devo focar. Que 2019 seja melhor ainda!

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

30!


Pois é! Parece que, finalmente, saí da casa dos 20. Até custa a acreditar. Não me sinto uma adulta na verdadeira acepção da palavra, na maior parte das vezes. Talvez nunca venha a sentir. É assim com toda a gente? Tanta coisa mudou na minha vida nestes últimos anos, que nem me sinto a mesma pessoa. Há 10 anos, estava grávida do meu primeiro filho, ainda agora estive a ver fotos dessa altura. Super fresca e fofa, apesar de muito grávida, mesmo com o ar de quem ainda tem 20 anos no lombo. Passei por diferentes empregos até aqui. Tive o meu filho. Tirei um curso profissional de auxiliar de educação infantil. Conheci muitas mães. Aprendi muitas coisas sobre a maternidade. Comecei a dedicar-me à cozinha. Conheci aquele que seria o meu marido. Saí de casa dos meus pais. Mudei de casa. Conheci pessoas novas. Fiz noitadas em Setúbal; no Montijo; em Lisboa. Inscrevi-me numa academia de dança. Engravidei. Abortei. Levei o meu filho ao Zoo, ao Oceanário e ao Pavilhão do Conhecimento duas vezes. Fomos ao circo. Passámos férias no Algarve. Casei. Fui de lua-de-mel. Engravidei novamente.

Em 2008 com a minha irmã, na última semana de gravidez

Em 2009, nasceu o meu primeiro grande amor

Mas eu continuava a ser uma miúda de 20 sempre em festa

Em 2010, ainda em casa dos meus pais, tinha poucas responsabilidades e muito tempo livre

Em 2011, quando cheguei aos 23, vivia para o meu filho...

... e para os amigos que ainda conservava

Em 2012, comecei a namorar com o Bruno

Em 2013, no dia em que completei 25 anos, ele pediu-me em casamento

Em 2014, as festas da terrinha já tinham começado a deixar de ser para diversão com amigos, para passar a ser território do meu filho

O meu ginasta lindo em 2015

E as saídas à noite já eram um acontecimento muito esporádico

Em 2016, aos 28, a família já era o foco, já não havia grandes festas e o círculo de amigos já se tinha tornado restrito

Em 2017, mais ou menos há um ano, despedi-me do emprego onde estive 5 anos

E, finalmente, em 2018, casámos...

... e aos 30, estou prestes a conhecer o segundo grande amor da minha vida

O que retiro destes 10 anos é que cresci, basicamente. Todas os acontecimentos e mudanças destes últimos 10 anos foram nessa direcção. Amadureci. A minha vida é outra. Era feliz com 20. E sou feliz com 30. Parabéns para mim!

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Tempo livre

E como tem sido o tempo de baixa?
  • Comprei um desumidificador;
  • Decorei o quarto da Alice; 
  • Lavei e guardei imensa roupa para a bebé até aos 12 meses;
  • O quarto do Leo foi pintado e também fiz mudanças na decoração;
  • Comprei um varão novo e cortinados opacos para a sala;
  • Mudei o tampo da sanita do WC pequeno;
  • Decorei o WC grande em tons de verde;
  • Pendurei um calendário na cozinha;
  • O hall de entrada foi pintado e colei umas borboletas pela parede a enfeitar;
  • Mudei a disposição da sala;
  • Mandei coser o rasgão no cortinado da cozinha;
  • Fiz limpezas a fundo cá em casa;
  • Organizei o sótão;
  • Comprei uma ventoinha industrial;
  • Pendurei molduras na sala;
  • Despachei uma cama e um sofá que estavam a mais cá em casa;
  • Fiz duas entregas solidárias;
  • Fui arranjar o dente que precisava ser desvitalizado;
  • Fui à higienista fazer uma limpeza;
  • Li alguns livros;
  • Vi alguns filmes;
  • Actualizei-me em séries;
  • Tenho usado um bullet journal;
  • Mudei de champô;
  • Comecei a sentir a bebé mexer todos os dias;
  • Fiz uma amniocentese;
  • Fiz um ecocardiograma fetal;
  • Já comecei a organizar o material escolar para o 4º ano do Leo;
  • Fiz uma série de compras no Ebay.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Já passaram 5 anos?

Ontem, dia 1 de julho, completámos 5 anos a viver juntos, eu e o B. Portanto, acho que posso falar com algum conhecimento de causa sobre o que é viver com alguém e fora da asa dos nossos pais. Quando vivemos com eles e estamos prestes a sair de casa ou nos juntámos há pouco tempo com alguém, os comentários são, invariavelmente, os mesmos, todos no sentido de nos avisarem que, eventualmente, vamos ter saudades da casa dos papás, que as responsabilidades vão começar a pesar, que a fase lua-de-mel só dura até determinada altura, que ninguém vai lá estar para cozinhar e limpar, além de nós... e por aí vai. 

Como é óbvio, tudo isto é verdade, passamos a ter que gerir a nossa própria casa e não, não é o mesmo que fazer tarefas domésticas em casa dos pais. Sim, temos que gerir o nosso próprio dinheiro, os prazos das contas a pagar, aprender a fazer compras inteligentes no supermercado. Também é verdade que, com o tempo, temos que aprender a lidar com os defeitos, manias e hábitos da pessoa que vive connosco e que isso nem sempre é fácil. Mas a forma como as pessoas falam leva-nos a sentir que é tudo mau, que não compensa viver com ninguém, que somos burros por querer sair da casa da família e que nos vamos arrepender.

5 anos depois, posso afirmar categoricamente que nunca me arrependi. E é bem verdade que não é tarefa fácil adaptarmo-nos a viver com alguém, como é tão verdade que já passei por momentos bem complicados nesta jornada da vida adulta. Já aconteceu o dinheiro não chegar para as contas e ter que recorrer aos pais (felizmente, cada vez mais raramente); já aconteceu cometermos erros financeiros e sentirmo-nos a afundar durante meses; já estivemos sem emprego, tanto um como outro; já foi preciso racionar a comida que tínhamos em casa assim ao máximo; já tivemos que fazer muitos sacrifícios e adiar planos porque a vida adulta é assim mesmo: difícil.

Mas, meus amigos, arrepender-me nunca. Não há nada como a paz de estar na minha própria casa, na minha sala, poder escolher a programação que me apetece ver, ir dormir quando quero, poder sair sem ninguém ter que saber que vou sair, poder comer o que me apetece às horas que me apetece. Se sabe bem ir a casa dos pais? Claro que sim. Mas não me consigo ver, neste momento, a voltar para lá de forma mais permanente. Apesar de ter quase 30 anos, ser uma pessoa adulta, com emprego e o meu próprio dinheiro e de saber que não teria que me justificar como se tivesse 15 anos, iria sempre sentir que me estava a ser tirada a liberdade, porque estava a invadir o espaço deles e deixava de ter o meu. 

O melhor conselho em relação a essa mudança na vossa vida? Não acreditem em tudo o que vos dizem.

domingo, 24 de setembro de 2017

O Meu Conto de Fadas #9


A primeira surpresa

Conhecemo-nos num bar, como comecei por referir na primeira publicação desta rubrica. O que, só por si, torna difícil começar a conhecer a pessoa em condições. E muitas vezes as primeiras impressões com as pessoas que conhecemos na noite são bastante enganadoras, uma das razões pelas quais, ironicamente, sempre pensei que nunca teria nada sério com alguém que conhecesse nesse ambiente. 

Como também já mencionei, desde o momento em que nos conhecemos até começarmos, realmente, a falar e a sair, passou algum tempo. Nesse tempo, os amigos dele foram sempre saindo com as minhas amigas e, ocasionalmente, ele saía com eles quatro. Moravam todos na mesma cidade e eu, para além de viver noutra localidade, era a única com um filho, de maneira que não me juntava a eles. Assim, ele foi conhecendo as minhas amigas. E, inevitavelmente, tirou algumas conclusões sobre mim pelo conhecimento que foi tendo delas. Sendo o meu gosto musical uma delas. 

No início da nossa relação, ele ia frequentemente ter comigo a casa dos meus pais, quando eu lá estava sozinha. Numa dessas vezes, estávamos a conversar na sala e resolvi pegar no portátil para pôr música a tocar. Quando abri a pasta, vi a surpresa estampar-se na cara dele, de tal maneira que não dava para disfarçar. Pois então o rapaz pensava que eu, tal como as minhas duas amigas, só ouvia kizomba e aquele house comercial que passava nos bares. Ficou agradavelmente surpreendido ao ver nomes como Sum41, Depeche Mode, Lacuna Coil, Within Temptation, Nightwish, Eminem, HIM, Radiohead...

Eu tenho um gosto musical muito variado. No meu portátil, podem encontrar desde o mais piroso até grandes clássicos. Da Shakira aos Evanescence, do Michel Teló aos Queen, dos Némanus ao Michael Jackson, da Lady Gaga ao David Guetta, da Adele ao Diogo Piçarra... aqui, encontra-se de tudo! E acho que foi mesmo isso que o surpreendeu. Senti que esta foi a primeira surpresa da nossa relação. Ele descobrir que eu não era musicalmente tão limitada como ele me pintava! 😋

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Mais um inquilino


Há uns dois anos, mais coisa, menos coisa, tivemos uma amiga nossa a viver cá em casa connosco. Estava a separar-se da pessoa com quem estava, tinha uma situação familiar complicada e precisava de ajuda e um sítio para ficar.  E ficou cá cerca de um ano. Acordámos que a roupa dela iria a lavar com a nossa; a comida, essa, seria ela a comprar ao gosto dela, sendo que lhe reservávamos espaço no frigorífico e na despensa para guardar as suas coisas. Podia usar o resto da casa livremente, afinal, era nossa amiga e convivia connosco. Agora, passamos pela mesma situação. Temos um amigo a separar-se da namorada e estava à procura de um quarto para ficar durante uns curtos meses, enquanto procura casa. Ele não nos pediu nada, mas eu e o B. estamos a tentar estabilizar as nossas finanças e pusemos essa hipótese em cima da mesa. É um sacrifício que vamos fazer, mas... o dinheiro extra dá-nos imenso jeito. E, vejamos, o rapaz trabalha nas horas (e dias) em que estou em casa e está em casa quando eu estou a trabalhar, de maneira que não nos vamos cruzar muito. O acordo com ele foi incluir a comida no valor mensal e as regras são simples: se acabar com algum artigo alimentar ou de higiene, informa-nos; não fumar dentro de casa; não fazer barulho à noite, depois de o meu filho se deitar; não andar calçado em casa; avisar-nos se quiser receber alguém (que ele disse logo que não tencionava receber, pois não se sente à vontade, já que a casa é nossa). Não posso andar só de roupa interior; intimidade restrita ao quarto ou aos horários em que estamos só nós; temos que gerir a comida que há em casa por mais um; temos que arranjar espaço no WC para as coisas de mais uma pessoa. Sim, temos que nos adaptar, é verdade. E ele também, calculo, porque dividir casa com um ou dois amigos não é a mesma coisa que viver em casa de um casal com um filho. Mas é um sacrifício que nos vai trazer benefícios, é apenas por uns meses e, se conseguimos com uma amiga durante um ano, agora também iremos conseguir. E vocês, seriam capazes de viver assim?

sábado, 22 de abril de 2017

Surpresas do passado

Em 2011, conheci o amor da minha vida. Há 5 anos que estamos numa relação. E há 4 anos que vivemos juntos. Portanto, desde esse momento, a minha vida assentou e estabilizou. Também ter sido mãe aos 20 ajudou a que isso acontecesse. No entanto, antes disso, era miúda e solteira e tive um passado colorido. Não tanto como o do mais-que-tudo, mas, ainda assim, colorido. Nessa altura, conheci um rapaz online e saímos juntos. Uma ou duas vezes, porque aquilo não fazia faísca. Meses depois, ainda o vi numa discoteca com uma rapariga. E foi a última vez. Hoje, 10 anos depois, fiquei a saber porque é que, provavelmente, aquilo entre nós não resultou. Ele é gay. Saiu com um amigo meu ontem. O mundo é pequeno ou não? Fica a dúvida: já era gay na altura? Gostaria ele das duas coisas? Em retrospectiva, penso que talvez ele ainda não soubesse. Parecia pouco à vontade e sempre pensei que fosse porque não havia química entre nós. Afinal, talvez não fosse só isso.

Novo emprego, novas aprendizagens

2024 foi um ano de muitas mudanças na minha vida, depois do que aconteceu em setembro de 2023. Mudanças essas que continuam a acontecer no m...