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sábado, 19 de agosto de 2017

Evangelização


Não sou uma pessoa que goste de cães. Quer dizer, não tenho nada contra os bichinhos, não é que os deteste, ou que lhes deseje mal. A minha melhor amiga e madrinha do meu filho tinha um cão quando a conheci, entretanto, mais um se lhe juntou. Já morreram ambos e agora tem uma cadela. Sempre convivi bem com os animais dela e eu própria tive um cão durante muitos anos (bem como vários gatos, uma chinchila, porquinhos da índia, piriquitos e peixes). No entanto, não sou amante de cães. Ou de animais, no geral. Acho que devem ser bem tratados e são seres vivos que não merecem o que muitos canalhas lhes fazem. Contudo, não entendo o que é encarar um animal de estimação como membro da família, nem tratá-lo como um filho. Apesar disso, não condeno (não tenho nada a ver com isso, na verdade) quem o faz. Não entendo, mas não afecta a minha vida em nada. Não tento convencer ninguém do quão ridículo tudo isso me parece. Portanto, não aceito, nem admito que me queiram tentar convencer do contrário. Querem vestir os cães, vistam-nos. Querem tê-los a dormir na vossa cama, força nisso. Decidem gastar dinheiro com as despesas que eles acarretam? Acho bem, se tomaram a decisão de tê-los. Não vêem nenhum problema em ter crianças a gatinhar/brincar no chão onde os animais também andam? Tudo bem por mim, os filhos não são meus e os bichos também não. Nada disso é da minha conta, logo, opto por me calar e não dar opiniões que não me foram pedidas. Folgo em saber que há quem ame os animais assim e lhes dê o que eles precisam. Mas eu não sou uma dessas pessoas. Simplesmente, não sou. E não admito que me condenem por isso, quando eu não o faço com os outros. Calo os meus pensamentos sobre esse assunto para não ferir susceptibilidades, mas, se me tentam converter às vossas convicções, vão ouvir coisas desagradáveis. Vão encher-se de moscas mais às evangelizações. Já não há pachorra.

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