Mostrar mensagens com a etiqueta opinião. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta opinião. Mostrar todas as mensagens

sábado, 28 de novembro de 2020

Séries \\ Supernatural


Sinopse: A série segue os irmãos Sam Winchester e Dean Winchester que viajam por toda a América num Chevrolet Impala 1967 preto, investigando e combatendo eventos paranormais e outras ocorrências inexplicáveis, muitas delas baseadas em lendas urbanas americanas e folclore, assim como diferentes criaturas sobrenaturais.

Opinião: Esta série terminou agora, o último episódio passou no AXN White há dois dias, após 15 temporadas. E eu acompanhei todas. Comecei a ver o Supernatural com 17 anos, portanto, foi uma série que acompanhou a minha transição para a vida adulta, a minha saída da escola e entrada no mercado de trabalho, as minhas relações, o nascimento dos meus filhos, o meu casamento...

Confesso que 15 anos é muita fruta, mas consegui acompanhar sem me aborrecer. Claro, teve os seus momentos menos apelativos, como tantas outras séries até bem mais curtas, mas gostei muito. Comecei a acompanhar por curiosidade e gostei, principalmente, da dinâmica entre os dois irmãos. Foi uma das coisas que mais me prendeu durante toda a série. Porque ela não é apenas sobre caçar monstros, é também bastante emocional, vai muitas vezes à natureza dos relacionamentos entre os personagens e isso dá outra profundidade à série.

Outro ponto positivo a apontar aqui é o humor. Mesmo num mundo negro, onde os Winchesters vêem tudo o que há de mais feio, existe humor e algumas personagens acertam nesta vertente na mouche (Dean, Crowley, Rowena).

Lança também toda uma nova luz sobre a noção de natureza bondosa de deus e dos anjos que as pessoas têm em geral. Obviamente que a série é ficção e nenhum de nós realmente tem contacto directo com estes seres, nem visitou o céu para saber como é (pessoa completamente ateia aqui a falar de deus e anjos 😁), mas a série mostra-nos uma versão diferente, mais negra, daquela em que as pessoas acreditam e acho isso bastante interessante.







Aqui há de tudo, confrontos entre o bem e o mal, profetas, deus, a Morte, ceifeiros, anjos, demónios, céu, inferno, os três arcanjos (Miguel, Rafael e Gabriel), Lúcifer, a vida depois da morte, purgatório, mundos paralelos, vampiros, lobisomens, bruxas e toda a espécie de criaturas sobrenaturais. Portanto, para quem gosta deste tipo de coisa é uma série bastante sumarenta. 

O final foi assim, como sempre, um pouco agridoce. Ao fim de 15 anos, acho que tinha mesmo que ser, depois de tudo o que aconteceu, da forma como a história evoluiu, já não fazia sentido continuar, porque ia ser uma repetição, um retrocesso. O final foi bastante polémico; a minha opinião é que acabou da maneira certa, apesar de ter sido tão trágica como bonita.

Primeiro episódio da primeira temporada


Último episódio da última temporada (com as mesmas roupas 😉)

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Outlander


Sinopse: A inglesa Claire Randall, enfermeira durante a Segunda Guerra Mundial, viaja com o marido Frank à Escócia, para uma reaproximação após anos separados pela guerra. Entretanto, Claire acaba, através de alguma magia, por voltar 200 anos no tempo e descobre-se sozinha no ano 1743 pouco após a chegada, durante os levantes jacobitas. Nesse ambiente, ela conhece o jovem guerreiro escocês Jamie Fraser e Jonathan Randall, antepassado de Frank e capitão inglês.








Opinião: É seguro dizer que esta é, de entre as dezenas de séries que vou acompanhando, uma das que mais me apaixona. Que me faz querer conhecer a Escócia. Que me faz sonhar com visitar o passado. Toda aquela envolvência medieval é absolutamente deliciosa.

Claire viaja para um tempo onde as mulheres ainda não são vistas com tanta igualdade e independência como no seu próprio tempo, mas recusa-se a deixar de ser a mulher forte e leal às suas convicções que é, enfrentando e desafiando a forma de pensar da comunidade onde vai parar. É uma personagem lutadora, que persegue sempre a justiça e que não se coíbe de dizer o que pensa. Inspirador para qualquer mulher.

A primeira temporada foi a mais apaixonante, que nos dá conta da descoberta de uma Escócia antiga e sua cultura pelos olhos de Claire, onde ela conhece o que virá a ser o grande amor da sua vida. É aqui que ela se adapta à vida 200 anos antes do mundo que conhecia e consegue fazê-lo surpreendentemente bem. E a relação dela com o Jamie torna-se naquilo que suponho ser o que qualquer pessoa deseja. Complementam-se e encaixam na perfeição.

É uma série bastante cativante e que, além do enredo, nos vai apresentando factos da História, que são sempre mais fáceis de apreender (falo por mim, pelo menos) quando estamos a ver uma representação dos acontecimentos como se estivessem a decorrer à frente dos nossos olhos naquele momento.

Recomendo e recomendo! Ansiosamente à espera da temporada 5.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

O fim de Orange is the new black

SPOILER ALERT


No fim de semana, vi a sétima e última temporada de Orange is the new black. Se nas outras, houve vários momentos divertidos, esta foi bastante emocional. No final da temporada 5, a prisão de segurança mínima que serviu de cenário durante cinco temporadas, deixou de fazer parte da série e todas as reclusas foram distribuídas. Ao longo da 6ª temporada, muitas delas não apareceram, surgindo agora na última para a despedida.


Claro que a Piper e a Alex ficam juntas no final, como não podia deixar de ser, apesar de a relação ter sofrido um abalo nesta última temporada, com a saída de Piper em liberdade e novos envolvimentos sexuais com terceiros e deixando-nos mesmo até ao fim sem a certeza.


A Blanca foi das que teve um final feliz pois, apesar da forma triste como acabou a 6ª temporada, ao pensar que ia sair em liberdade, apenas para ser levada pelo SEF, nesta última, conseguiu dar a volta por cima, lutou e acabou livre e ao lado do amado Diablo.


A Cindy também saiu em liberdade e apesar de ter tido um regresso conturbado à sociedade quando volta para casa da mãe, é finalmente revelado à filha Monica que Cindy é na realidade sua mãe e não irmã... e acabam as três por fazer as pazes com o passado.


Tiffany Dogget foi das personagens que mais mudanças sofreu ao longo da série, tornando-se das favoritas do público. A interacção dela com a Suzanne nesta sétima temporada era das melhores. Descobriu a sua dislexia e percebeu que afinal não era burra, como foi levada a acreditar toda a vida, tinha apenas um problema de aprendizagem. Contudo, ao não lhe ser dado tempo extra no exame para concluir o secundário, sucumbe ao vício antigo da droga e tem um final triste, morrendo no final da temporada, sem saber que, afinal, passou com distinção no exame, conseguindo o diploma.


Gloria Mendoza tem o seu final feliz, saindo em liberdade para junto da família, como há tanto ansiava. Juntamente com Flaca, durante o seu trabalho na cozinha do centro de imigração, criam um grupo de ajuda às emigrantes para contactarem as respectivas famílias, trabalho ao qual Flaca dá continuidade depois de Gloria ser libertada. Foi um final bonito para esta iniciativa, depois de sentirmos que tratam os emigrantes ilegais sem qualquer empatia.


Karla Córdova só surge nesta última temporada, mas teve impacto em mim, porque foi quem melhor representou a realidade dos emigrantes ilegais. Depois de o marido morrer e ficar sozinha com os filhos, foi apanhada pelo SEF, tendo sido negado o seu pedido para ir à audiência da custódia dos meninos. Acaba por não conseguir ficar no país, apesar de muito lutar, e é deportada. No final, tenta voltar pelos mesmos meios aos EUA, mas depois de torcer um pé, o grupo simplesmente abandona-a no caminho, quando tudo o que ela queria era voltar para junto dos filhos.


Dois dos finais, para mim, mais tristes, foram o da Red e da Lorna. Sempre soubemos que a Lorna era um bocadinho lunática e vivia no seu próprio mundo de fantasia, mas torna-se completamente alucinada quando o filho recém-nascido morre de pneumonia e refugia-se na fantasia de que ele ainda está vivo, acabando assim a série completamente alheada da realidade.


A Red conhecemo-la como uma mulher forte, no comando da cozinha, chefe da "família" que formaram na prisão, ela e as suas meninas, como uma mãe leoa, lutadora e de cabeça erguida. Acaba a série com demência precoce, frágil e perdendo todo o seu brilho de outrora. A relação dela com a Nicky neste final é de partir o coração.


A Maritza Ramos foi uma das que desapareceu na temporada 6 e regressou agora em liberdade condicional. É apanhada pelo SEF e apesar de fazer mil tentativas e nunca baixar os braços (e foi mesmo isso que a condenou ao fracasso), acaba por ser deportada, numa cena bastante emotiva, em que entra no avião, onde, uma por uma, as ocupantes vão desaparecendo, até não restar nenhuma...


No início da série, Nicky Nichols era uma drogada, a quem Red ajudou, salvou dessa vida e desintoxicou dentro da prisão. Após a reforma de Red da cozinha, devido à doença, a cena final de Nicky traz-nos uma reclusa poderosa, reabilitada, no comando da cozinha e ela própria a desintoxicar outras prisioneiras. Um final muito bem pensado para esta personagem. 


Taystee passou um momento muito negro durante a sétima temporada depois da sua injusta condenação a prisão perpétua. Esta sempre foi das mais divertidas e a Taystee que vemos na última temporada nem parece a mesma. Tudo muda depois da morte de Dogget. A cena onde a Taystee abre o diploma dela é emocionante. Acaba por criar um fundo com o nome da Poussey (saudosa Poussey!) para ajudar as ex-reclusas a reintegrar-se na sociedade após a libertação, com a ajuda da nossa querida Suzanne.

Houve imensa coisa a acontecer nesta temporada, pelo que se for escrutinar tudo ao pormenor, ficamos aqui para sempre. Gostei, no entanto, da incidência sobre a realidade dos emigrantes ilegais, dos seus finais felizes e menos felizes. Todos os finais foram bons, mesmo os mais tristes. Não teria graça se tudo acabasse bem. Assim tornou tudo muito mais emocional. Se, por um lado, foi a temporada mais deprimente, era o esperado para a despedida. Era o que se queria. Que fosse emocional. E foi. Terei saudades! Mais uma que chega ao fim.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

13 reasons why - a história do Tyler

Esta publicação tem SPOILERS sobre a 2ª temporada.

No final da 2ª temporada, a personagem Tyler Down, o fotógrafo da escola, protagoniza uma cena brutal, chocante e perturbadora. Sendo um deslocado em relação aos colegas, toda a sua existência no liceu de Liberty é uma sequência de tentativas por parte de Tyler para conseguir a aprovação dos seus pares. Acaba por se revoltar e vandalizar o campo de futebol, causando o cancelamento da época desportiva. Depois disto, ausenta-se para reabilitação e quando volta, um grupo de atletas decide vingar-se.

A cena começa com um Tyler muito tranquilo a enfrentar a fanfarronice de Monty, um atleta absolutamente execrável, na casa-de-banho. No entanto, este está acompanhado por dois colegas e Tyler está sozinho. Sem testemunhas, Monty agride o fotógrafo, esmagando a sua cabeça contra o vidro e o lavatório. Ainda com Tyler atordoado pelas pancadas violentas, os três rapazes levam-no para um compartimento e enfiam-lhe a cabeça na sanita.

Porém, o chocante desta cena é o que vem depois. Enquanto os dois atletas forçam Tyler a ficar quieto, vê-se Monty a pegar numa esfregona, a baixar-lhe as calças e a usar o cabo para o violar. Vemos claramente a dor lancinante espelhada na expressão de Tyler e, quando terminam, Monty e os amigos vão embora, deixando-o no chão a sangrar.


Caramba, foi das cenas mais perturbadoras a que assisti nesta série e que me deixou francamente maldisposta. Cada segundo daquela cena me causou aflição e me fez querer que só acabasse depressa! Pensei em todos os miúdos que passam por merdas destas na vida real e que nunca conseguem resolver esses traumas. Ou que tentam sobreviver a eles como o Tyler quis fazer: com um tiroteio na escola. Tal era a raiva, a revolta, a dor.

E fez-me igualmente aflição quando, na terceira temporada, ele, finalmente, conta ao Clay o que se passou naquele dia. A forma como ele descreve... vendo-se, claramente, que está a reviver tudo e que a dor ainda está bem presente, apesar de todos os esforços dele e dos amigos para que tudo melhorasse à volta deles.

Acho que o núcleo central de actores desta série tem que ser parabenizado pela forma genuína como interpretam as personagens e pela realidade que imprimem às emoções dos seus personagens. Só posso imaginar que não seja fácil representar assim.

A série tem sido atacada desde o início por ser muito explícita e gráfica. E a cena do Tyler foi comentada precisamente por se achar que era desnecessária. Tal como a cena explícita do suicídio da Hannah, da sua violação e a da Jessica. Eu, francamente, não acho que isso seja uma coisa má. Porque as pessoas escolhem pensar que isso não é assim tão frequente, tão real. Que não existe, porque não vemos. Temos que ver! Temos que saber que é uma realidade!

Não é uma série para todos e talvez também não seja o mais aconselhável para quem se revê no que se passa nela. Mas não temos como controlar as reacções dos outros perante o que vêem. E isso aplica-se a todos os conteúdos que são produzidos e não apenas a este. Para quem sofre grandes traumas, qualquer coisa, por mais pequena que pareça aos olhos dos outros, pode funcionar como gatilho.

Acho que 13 reasons why deve antes ser vista como um grande alerta vermelho para todos os cuidadores. Pais, professores, conselheiros. Adultos desta vida, tenham atenção aos sinais. Não se esqueçam, no meio de viverem a vossa vida corrida, de reparar nos comportamentos dos vossos filhos. Na primeira temporada, o que mais me afligiu foi perceber nos flashbacks em que a Hannah aparece, que aquele desfecho podia ter sido evitado facilmente se pequenos pormenores tivessem sido diferentes nas atitudes das pessoas que a rodeavam.

É uma série que aconselho VIVAMENTE a quem ainda não viu. Das melhores a que já assisti até hoje.

O regresso de 13 reasons why

A série 13 reasons why voltou este ano com a terceira temporada. E apesar de achar que é daquelas séries que tinha terminado bem apenas com a primeira, sem necessidade de mais, as duas seguintes, apesar de terem fugido à história principal, continuaram a abordar temas actuais, importantes, pesados e que não devem ser esquecidos, porque existem e são bem reais. 

Uma das personagens dá pelo nome de Bryce Walker, um rapaz que faz parte da equipa de atletas da escola, popular, mulherengo, fanfarrão... e que objectifica e viola raparigas sem remorsos. E que foi o principal causador do suicídio de Hannah Baker, a personagem central da primeira temporada.

Nas temporadas um e dois, ensinaram-nos a odiá-lo por tudo o que ele era, tudo o que representava e pelas atitudes de merda que tinha. Como não odiar um violador que se orgulha do que faz e que não tem sentimentos de culpa em relação a isso? Que tira fotografias a raparigas em situações comprometedoras, as faz sentir sujas e culpadas e se vai gabar disso aos amigos?

Agora, lançam-nos uma nova luz sobre esta personagem. Ainda que o Bryce tenha sido denunciado e julgado pelos seus actos, foi dado como inocente em tribunal. Contudo, isso não o livrou da fama e de se tornar persona non grata na cidade. Na terceira temporada, mostram-nos um pouco mais da sua realidade familiar, como a relação tóxica com o pai. Introduzem uma personagem nova, que se torna confidente e amiga de Bryce e que parece trazer ao de cima um lado seu que nunca tínhamos visto.

Aqui, Bryce Walker mostra-se arrependido, pede desculpas, deixa de pôr as culpas nas raparigas que maltratou e admite que agiu mal. Fica a saber de um grande segredo (acerca de um acontecimento marcante da segunda temporada) que envolve várias pessoas da escola e mantém-se calado. Sabe que um dos colegas (filho de um polícia) consome esteróides e guarda também o seu segredo. Ajuda outro colega financeiramente sem pedir nada em troca.

No fundo, tenta, dentro do possível, remediar o mal que fez no passado. Vemos uma cena enternecedora entre ele e a mãe, quando lhe oferece ajuda para pintar um quarto e acabam os dois a rir e a brincar com a tinta. Vemos um Bryce a defender a mãe com unhas e dentes perante a atitude cruel do avô. E assistimos a um Bryce carinhoso com a rapariga nova.

Ainda vou a meio da temporada e não sei o que se vai passar até ao último episódio, mas garanto que nos suscita sentimentos contraditórios. É difícil não ver ali um ser humano a tentar ser uma pessoa melhor, a tentar mudar... uma pessoa que também tem sentimentos e problemas por resolver e que, afinal, também sabe tratar bem as mulheres. Que também se apaixona.

Porém, ao mesmo tempo, é quase impossível esquecer a frieza com que ele as descartava no passado e o sentimento de posse quando as violava, desprezando por completo a vontade delas. Como esquecer que ele as tratava como lixo? Como esquecer a dor que consumiu a Hannah de tal maneira que sentiu necessidade de tirar a própria vida?

Enquanto mulher, sinto-me enojada por haver homens assim. Que nos tiram todo o poder sobre o nosso próprio corpo e nos lixam de várias formas possíveis e seguem a sua vidinha como se nada fosse. E para dizer a verdade, é irritante que esta temporada consiga de forma tão marcante mostrar um violador verdadeiramente arrependido. Quase que nos faz ter pena dele. Confesso que me enerva.

Mas é bom. É bom que uma série consiga mexer assim com os nossos sentimentos. Faz-nos pôr algumas coisas em perspectiva. Todas as personagens têm a sua própria realidade e versão dos acontecimentos. E 13 reasons why consegue fazer-nos sentir empatia com todos eles em algum momento. Mesmo que tenham feito muita merda.

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

A separação da Jéssica e do Diogo


Os actores anunciaram a separação aos fãs 3 meses após o nascimento do filho. Estavam juntos há ano e meio.

Esta foi a notícia que fez furor hoje nas redes sociais. Como sempre, há comentadores de todos os tipos. Os que criticam, os que dão força, os que dizem que ninguém tem nada a ver com isso e os do costume, repetitivos e que, francamente, já enjoam... que em todas as notícias destas, escrevem "Que informação dramática" e "Quem são a Jéssica e o Diogo?" ou "Já nem vou conseguir dormir".

Faz parte do ser humano fazer julgamentos. Não sejamos hipócritas, não é? Somos todos assim. No entanto, após os primeiros julgamentos, que devemos guardar para nós, devemos pensar racionalmente como pessoas civilizadas e perceber que não temos o direito de atirar pedras aos outros.

Nenhum de nós privou com eles, para tecer juízos de valor acerca do desenvolvimento da sua relação (duração e motivos pelos quais terminou). Talvez isto seja muito close to home para mim, porque o meu filho mais velho nasceu já com os pais separados. 

Nenhuma criança é motivo para manter os pais juntos. Aliás, se isso acontece, corre-se até o risco de, mais tarde, haver tanto ressentimento, que o convívio familiar acaba por ser insuportável. Tantas crianças há cujos pais estão juntos e não são felizes... 

Outra coisa que faz muita confusão a quem está de fora é o facto de que o casal não vivia junto. Desculpem-me, mas... desde quando é que ter filhos é sinónimo de obrigação em juntar trapinhos? Talvez eles soubessem que não iria resultar. Talvez já sentissem que isso não lhes traria benefícios. Talvez tenha sido mesmo a decisão mais sensata não se terem juntado.

Pessoas, não se sintam tão superiores aos outros, porque não são. Todos temos telhados de vidro. Todos, mais tarde ou mais cedo na nossa vida, cometemos erros. Todos tomamos más decisões ou fazemos escolhas que não são as mais acertadas. E todos temos visões diferentes da vida, que não torna o rumo do nosso vizinho pior do que o nosso, só porque não seguiu o mesmo caminho.

Vá... mais amor!

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Amar depois de amar

Luciano - O meu nome é Luciano. Fui apaixonado pela Eugénia e hoje morro de paixão pela Irene. E agora pergunto-vos: pode amar-se depois de se amar?

Eugénia - Eu acredito nisso. Sou a Eugénia, a primeira mulher e primeiro amor do Luciano. Amei profundamente a vida que construímos juntos até ao exacto momento em que conheci o Filipe.

Filipe - E eu digo o mesmo. Amei profundamente a minha mulher Irene até ao milésimo de segundo em que pousei os olhos sobre a Eugénia. Passei a ser só dela. Dela e para sempre.

Eugénia - O acidente que nos denunciou foi também aquilo que nos permitiu avançar, tornarmo-nos pessoas melhores, sermos mais felizes... mesmo vivendo em mundos que não se tocam. Nunca desejei ser infiel... ou mentir... ou trair... ou mesmo morrer. A única coisa que desejei na vida foi amar. E foi isso que fiz... até ao último suspiro.

Filipe - A pior das mentiras é negar o amor quando ele acontece. Isso é que é a verdadeira morte. Eu continuo vivo... porque continuo a amar, mesmo depois de ter morrido.

Luciano - Quando perdi o meu primeiro grande amor, fiz uma ferida que achei que nunca mais conseguiria sarar. Mas foi por essa mesma ferida que me entrou um novo amor que me fez viver outra vez.

Irene - O amor é um movimento contínuo e perpétuo. Enquanto dura, não há passado, nem futuro. Tudo é presente. E isso quer dizer que é sempre possível amar depois de amar.


Este foi o culminar de uma novela de 70 episódios que deu ao longo deste verão, "Amar depois de amar". Confesso que foi refrescante ter durado apenas 3 meses, em vez da eternidade a que a ficção portuguesa nos tem habituado, estendendo as novelas por temporadas e criando novas histórias ao longo da produção. 

"Amar depois de amar" conta a história de dois casais que se tornam amigos através dos respectivos filhos. Um membro de cada casal apaixona-se pelo outro e vivem uma relação secreta ao longo de 3 anos. Um acidente acaba com tudo, os amantes morrem (um no início e outro no final) e os respectivos cônjuges acabam juntos.

Parece simples e pouco original e foi o que pensei quando li a história, antes de começar a assistir, mas dei-lhe uma oportunidade, apesar disso. E não me arrependi. Quando sabemos de casos destes, temos tendência a julgar automaticamente as pessoas infiéis. Esta novela mostra um pouco o outro lado da moeda. Rompe um bocado alguns preconceitos.

Não quero com isto dizer que a infidelidade é correcta ou inevitável, mas em "Amar depois de amar" conhecemos a fundo a história destes protagonistas e não conseguimos deixar de sentir alguma empatia pela forma como as coisas se desenrolam, pelos sentimentos deles. É um amor tão puro, tão intenso, tão arrebatador.

Vários crimes são cometidos ao longo da história, segredos desvendados, revelações surpreendentes. Gostei bastante, já há algum tempo que não via uma novela que me cativasse tanto (e vejo novelas regularmente). E o diálogo final diz tudo. 

Ah! Também me rendi à música do genérico e que acompanha os nossos personagens. É de um artista português e foi escrita numa fase difícil da vida dele em termos de saúde, como uma forma de despedida à namorada e à família. É linda, atentem na letra. E a voz dele é top.


domingo, 18 de agosto de 2019

The Walking Dead


Sinopse: The Walking Dead conta a história de um pequeno grupo de sobreviventes de um apocalipse de zombies, ou "walkers", como os personagens os denominam. A maior parte da história se passa nos arredores de Atlanta e, em seguida, em torno da região rural do norte da Geórgia. Os sobreviventes são vistos em busca de refúgio e de um local seguro, longe das hordas de mortos-vivos, que devoram pessoas e cuja mordida é infecciosa para os seres humanos. Os sobreviventes tem conhecimentos limitados sobre o que realmente está a acontecer no mundo. O enredo da série é voltado principalmente para os dilemas que o grupo enfrenta, como a luta para se manterem vivos, os sentimentos confusos e os desafios do dia-a-dia num mundo hostil e praticamente dominado por mortos-vivos. O grupo é liderado por Rick Grimes, que ocupava o posto de xerife de uma pequena cidade antes do surto de zombies. Juntos precisam adquirir novos meios apropriados de convívio social, agora que as estruturas da sociedade entraram em colapso e a realidade se tornou atípica.

Season 1

O primeiro episódio, em que Rick acorda no hospital e deambula pelo edifício e, posteriormente, pela rua, tentando perceber o que se passa e dando conta que a sua família está desaparecida. Ao longo desta temporada, percebemos que Shane, o parceiro de Rick, estava envolvido com a sua esposa Lori. Rick vai encontrando sobreviventes (sendo aqui que se começam a juntar alguns dos personagens principais) e empreendem uma jornada rumo ao Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CCD), apenas para perceber, quando chegam ao destino, que os membros da equipa que trabalhavam numa cura não chegaram a nenhuma conclusão, tendo a sua maioria cometido suicídio ou fugido e acabando a temporada com o CCD a explodir e o único sobrevivente da equipa a sussurrar algo a Rick.

Season 2

Os sobreviventes chegam à fazenda de Hershel Greene, onde se fixam para Carl (filho de Rick) recuperar de um ferimento. Mais personagens se juntam ao elenco, surgindo uma relação romântica entre Glenn e Maggie (filha de Hershel) e Lori descobrindo que está grávida, sem saber quem é o pai. Glenn também descobre que o celeiro está cheio de walkers, amigos e vizinhos do proprietário, que é contra o seu extermínio, acreditando ser uma doença curável. Quando Shane os liberta para serem exterminados, descobre-se que a filha de Carol, uma das personagens que persiste ao longo de toda a série, se tornou um deles, sendo também ela executada. Nesta temporada, Shane tenta ver-se livre do ex-parceiro, que, ao aperceber-se, o mata. Esta agitação atrai walkers em direcção à fazenda, levando a uma batalha entre mortos e vivos e à fuga de quem se consegue salvar. No final, Rick revela o segredo que lhe foi contado no CCD: todos os sobreviventes estão infectados com o vírus, que se manifesta após a morte e, em caso e mordida, leva à morte mais imediata.

Season 3

Na 3ª temporada, o grupo aloja-se numa prisão fortificada, onde Hershel é mordido, obrigando Rick a amputar-lhe a perna ferida. Já lá residem alguns prisioneiros, que acabam mortos à excepção de dois que integram o grupo e um terceiro que provoca uma invasão de walkers, levando T-Dog (parte integrante do grupo de Rick) a ser mordido, sacrificando-se por Carol. Lori dá à luz Judith, morrendo no parto e conduzindo Carl a dar-lhe um tiro para evitar a reanimação. Este encontra um grupo de sobreviventes liderado pelos irmãos Tyreese e Sasha, abrigando-os até Rick os expulsar num acesso de fúria, levando o grupo a encontrar abrigo em Woodbury, para onde duas personagens, Andrea e Michonne, são levadas. Lá encontram o líder e vilão desta temporada, o Governador, e Merle, irmão perdido de Daryl (personagem que também se mantém ao longo de toda a série), actuando como braço direito do líder. Michonne suspeita do Governador, mas Andrea tenta pacificar a relação entre os dois grupos, resultando na sua morte às mãos do líder de Woodbury, que tenta também invadir a prisão. Merle acaba morto. Os residentes retaliam, obrigando os soldados de Woobury a fugir, e dirigem-se à cidade, entrando com permissão de Sasha e Tyreese. Termina com o grupo a regressar à prisão e o paradeiro do Governador desconhecido.

Season 4

A vida na prisão continua com os moradores de Woodbury a juntarem-se aos demais sobreviventes, enfrentando uma epidemia mortal e o retorno do Governador. Muitos deles morrem durante a epidemia e um deles, antes de sucumbir, entrega as filhas, Lizzie e Mika, a Carol. Esta mata dois moribundos, a fim de evitar a propagação, levando Rick a expulsá-la do grupo. Entretanto, o Governador e os seus novos homens atacam a prisão, decapitando Hershel em frente a toda a gente. No combate entre uns e outros, com muitas mortes, o Governador morre também e o grupo dispersa-se, ficando dividido em vários:  Rick, Michonne e Carl; Daryl e Beth; Sasha, Bob e Maggie; Glenn com personagens com quem se deparou entretanto e que duram até tarde na série - Abraham, Tara, Rosita e Eugene; Carol, Tyreese, Judith, Lizzie e Mika. Beth é sequestrada e Daryl une-se a um grupo violento que persegue Rick. Lizzie mata a irmã para ter uma amiga walker e Carol mata Lizzie. Glenn reencontra Maggie, Bob e Sasha. A série acaba apenas com Carol, Tyreese e Judith em liberdade, pois Rick, Michonne, Carl, Daryl, Glenn, Maggie, Bob e Sasha são capturados por um grupo desconhecido que espalhou placas pela floresta a publicitar um suposto local seguro.

Season 5

O grupo que apanhou os sobreviventes são canibais e é Carol quem salva os amigos, fazendo explodir Terminus, o suposto refúgio para onde foram atraídos. A missão aqui é levar Eugene, que se diz capaz de curar o vírus, para Washington D.C., com o objectivo de acabar com a epidemia. No caminho, deparam-se com sobreviventes do Terminus, que comem parte do corpo de Bob, antes de serem mortos pelo grupo de Rick. Descobrem então que Eugene não é cientista e que Beth está viva. Carol é atropelada e levada para o hospital onde está Beth e o grupo sabe por Daryl e Noah onde elas estão. Beth tencionava ajudar Noah a chegar à sua comunidade, mas acaba morta no hospital e é o grupo quem o leva, deparando-se com um cenário de morte. Tyreese acaba mordido e sucumbe, depois de amputar o braço ferido. O padre Gabriel junta-se ao elenco nesta temporada. Michonne incentiva-os a continuarem até Washington D.C., à falta de outro objectivo, até encontrarem Aaron, que diz ter um local seguro para eles, que os leva para Alexandria, um bairro seguro liderado por Deanna. Rick e Michonne tornam-se polícias, Daryl o recrutador da comunidade, Abraham o líder da equipa de construção, Glenn, Tara e Noah membros da equipa de buscas por mantimentos, Rosita assistente de médico, Eugene engenheiro-chefe e Maggie braço-direito de Deanna. Porém, após vários conflitos e acontecimentos trágicos, Deanna começa a questionar a presença do novo grupo, mudando rapidamente de ideias e reconhecendo que Rick está ali para os ajudar e proteger, mesmo ultrapassando alguns limites. Graças a Aaron e Daryl, Morgan Jones (amigo de Rick) chega à comunidade.


A 6ª temporada começa com a execução de um plano elaborado para afastar uma horda de zombies presos numa pedreira, durante o qual decorre um ataque a Alexandria, por parte de um grupo denominado Os Lobos, deixando um rasto de morte na comunidade, por falta de preparação dos seus membros para a batalha. Conhecemos o percurso de Morgan. Aparece a personagem Dwight, que rouba a mota e a besta de Daryl na floresta. Uma das torres de Alexandria cai, levando a uma invasão de walkers, espalhando o pânico. É nesta temporada que Carl leva um tiro no olho, passando a usar uma pala o resto da série, no meio da confusão onde morrem mais membros de Alexandria. Surge Jesus, membro da comunidade Hilltop, onde Gregory lidera e onde dão a conhecer ao grupo de Rick a existência dos Salvadores, liderados por Negan, que ficam com metade de tudo o que Hilltop produz. Michonne forma casal com Rick. É posto em prática um plano para acabar com a nova grupeta de vilões e os sobreviventes do ex-xerife invadem uma base de operações, matando os ocupantes e pensando ter acabado com todos eles. Mais tarde, vimos a perceber que o grupo de Negan é muito maior do que se julgava, quando eles ressurgem, com Dwight entre eles, no momento em que mata Denise (médica de Alexandria e namorada de Tara). Maggie está grávida de Glenn. Carol abandona Alexandria e Morgan tenta convencê-la a voltar. Rick tenciona levar um grupo a Hilltop e acabam encurralados pelos Salvadores, conhecendo o próprio Negan, por fim, e o seu taco de basebol com arame farpado,  que ele baptizou como Lucille. A temporada acaba com a morte de Abraham às mãos de Negan.


Season 7

A temporada 7 dá continuidade à introdução implacável de Negan ao grupo de Rick, fazendo mais uma vítima: Glenn, uma personagem que estava no elenco desde o início e cuja morte brutal causou um enorme choque. Negan faz com Alexandria o mesmo que com Hilltop, servindo-se da comunidade para se abastecer de mantimentos e confiscando-lhes as armas. Conhecemos a sede dos Salvadores, o Santuário, protegido por zombies em estacas, bem como a história de Dwight antes de se juntar a eles. Daryl é lá mantido prisioneiro, recusando-se a juntar-se a eles, até fugir para Hilltop, onde Maggie e Sasha permanecem após sepultar lá Abraham e Glenn. Ao descobrir que Eugene fabrica munições, Negan leva-o com ele, promovendo-o a engenheiro do Santuário. Carl e Enid beijam-se. Tara descobre a comunidade feminina de Oceanside e, mais tarde, volta com Rick para levar as armas que precisam para enfrentar os Salvadores. Conhecemos o grupo de Jadis, The Scavengers, que Rick tenta comprar com armas para que alinhem no seu plano de unir comunidades para derrubar Negan. Maggie, Enid, Sasha e Jesus treinam os membros de Hilltop para a batalha, contra a vontade de Gregory. Carol e Morgan são escoltados por cavaleiros até uma nova comunidade, O Reino, onde conhecem o rei Ezekiel, a quem Rick também é apresentado posteriormente e que concorda com o plano deste após os Salvadores assassinarem um dos seus cavaleiros. Sasha infiltra-se no Santuário e é apanhada, acabando por se suicidar na viagem com os Salvadores até Alexandria, que os espera, avisados por Dwight. The Scavengers, aliados a Alexandria, viram-se contra eles, revelando que estão com Negan. A temporada acaba com as comunidades d'O Reino, Alexandria e Hilltop prontas para a batalha final.

Season 8

A temporada 8 começa com um ataque conjunto ao Santuário, apesar de Gregory afirmar que está com Negan, onde Rick pretende matar este, mas sem sucesso. Entre o ataque à sede e aos postos, vários Salvadores são derrotados e levados para Hilltop, como presos, juntamente com Gregory, que regressa à comunidade agora liderada por Maggie. Aaron adopta uma bebé encontrada num desses postos e perde o marido, Eric, na guerra contra os Salvadores. Gabriel é feito refém no Santuário, traído por Gregory durante a fuga. Rick tenta convencer Jadis novamente a ficar do seu lado, mas ela só aceita depois de ele vencer uma luta contra um zombie. Quando chegam ao Santuário, já este está livre de zombies, depois de Daryl ter invadido o espaço, levando os mortos-vivos a matar residentes e Eugene os ter afugentado com um aparelho. Rick e o grupo de Jadis são recebidos a tiro, fugindo e Rick sendo salvo por Carol e Jerry (braço-direito de Ezekiel). Aaron e Enid vão até Oceanside, mas não são bem recebidos e Enid acaba por atirar na líder, Natania. Os Salvadores invadem O Reino e Alexandria, que está em chamas quando Rick volta e enfrenta Negan. Michonne leva-o a fugir para os esgotos, onde estão refugiados os outros moradores. Lá, Carl revela que foi mordido, ao salvar a vida de Siddiq, um novo sobrevivente que recrutou. É aqui, na 8ª temporada, que perdemos Carl, outra das personagens-chave da série. Os Salvadores acabam com todos os membros do grupo de Jadis, menos a própria. É aqui também que as comunidades se unem para derrotar Negan, com uma pequena ajuda de Eugene, que sabota as armas dos Salvadores. Rick convida Jadis a juntar-se a eles e decide poupar Negan, prendendo-o numa cela. Com a queda dele, as comunidades começam a trabalhar juntas.


Na verdade, ainda não acabei esta temporada, mas do que vi, percebi que as comunidades trabalham em conjunto, apesar das reticências, Salvadores sobreviventes integrados nos restantes grupos. Ezekiel e Carol estão juntos e adoptaram Henry, o irmão caçula do cavaleiro morto pelos Salvadores. Em Hilltop, Gregory tenta matar a nova líder, Maggie, que o enforca em frente a toda a comunidade. Jadis, agora chamada pelo nome Anne, está com Gabriel e tenta dissuadi-lo a ir com ela para um outro lugar, que diz ser seguro, mas ele não cede. Maggie não se conforma com Negan vivo. Rick morre. Seis anos depois, Judith resgata o grupo de Magna, Yumiko, Connie e Luke. Daryl vive sozinho na floresta. Michonne tem um filho e lidera Alexandria. Maggie vai embora com o filho. Descobre-se um novo grupo, que usa a pele dos mortos e deambula entre eles, liderado por Alpha. Matam Jesus.

Opinião: Se, em tempos, ela foi uma série icónica e um fenómeno... com o seu percurso de quase uma década, já passou, há muito, do seu prazo de validade. As primeiras temporadas foram, para mim, as melhores, mas acho que, regra geral, é o que sinto em relação à maioria das séries que acompanho. Muitas personagens boas ficaram pelo caminho, mas primeiras temporadas prendiam ao ecrã, dava vontade de ver mais e mais, era sempre uma luta pela sobrevivência. Com o tempo, os zombies passaram a ser apenas decoração, já que os vilões que vão aparecendo assumem mais protagonismo e os nossos personagens aprendem a defender-se dos mortos-vivos como se estivessem a estrelar ovos. A temporada 9 já saiu há imenso tempo e eu, que sigo várias séries e, desde que essa saiu, já comecei e acabei várias temporadas de outras, ainda não terminei essa. Ainda só não desisti da série, porque não gosto de o fazer, sou teimosa, simplesmente. Talvez com a chegada do novo grupo, com uma vilã implacável, a coisa aqueça um bocadinho, quer-me parecer que vai por esse caminho. Saliento que a saída do actor que vestia a pele do protagonista foi só péssima. Não foi, de todo, o final que se esperava para uma personagem que era um dos pilares da série!

quarta-feira, 17 de julho de 2019

O que se chama a isto?

Pessoa é despedida durante a baixa pré-natal no início de abril. Pessoa não vai à empresa buscar o papel para activar o subsídio de desemprego. Pessoa tem o bebé em meados de maio. Pessoa deixa passar os três meses de tempo limite desde a data de despedimento e nem vai buscar o papel, nem trata de nada para receber o dito subsídio. 

Pessoa anda a gravidez toda com os papéis para pedir o abono pré-natal. Pessoa demora uns meses para imprimir o formulário e outros tantos para os preencher. Pessoa manda-te uma mensagem da maternidade, a horas de ter a criança, a pedir-te para fazeres o pedido enviares os papéis pela segurança social directa.

Pessoa tem uma lista (que tu lhe deste com antecedência) do que vai precisar de certeza absoluta para o bebé (com a experiência de quem tem dois filhos, um dos quais ainda bebé). Pessoa é advertida que deve fazer a mala da maternidade com tempo. Pessoa vai ter a criança sem nada arrumado, com metade das coisas numa casa e a outra metade noutra.

Podia enumerar aqui mil coisas... mas fico-me por aqui. Como classificam uma pessoa assim?? A sério que até me dá comichões...😒

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Séries \\ New Girl


Sinopse: Jess, uma excêntrica e estranha rapariga, na casa dos 20, que depois de uma complicada e hilariante separação com o namorado decide dividir casa com mais três rapazes solteiros, mudando assim a vida de cada um deles da forma mais inesperada.






Opinião: Todas as personagens nesta série são super engraçadas. As manias do Schmidt, que é, provavalmente, a melhor personagem. Aquela paranóia de quem já foi um puto gordo juntamente com a seu ligeiro transtorno obsessivo-compulsivo dá resultado; a dinâmica da Cece com o Winston, que acabam por ser bons amigos e bastante cúmplices ao longo da série; a relação da Cece com o Schmidt, que são um par muito improvável, mas muito fofo; as parvoíces que o Nick diz e faz e a sua personalidade eternamente infantil; e a forma original como a Jess lida com tudo à sua volta... tudo nesta série tem piada, na verdade. Adoro a excentricidade da Jess, acho que identifico um pouco! As roupas dela são tudo de bom, seria capaz de trazer para o meu roupeiro quase tudo o que ela usa. É um grupo muito cómico, bastante unido e que nos enche o ecrã com as suas peripécias. Todas as personagens que vão sendo introduzidas posteriormente, como a Reagan e a Aly, têm a sua faceta hilariante. Acho brilhante que quem lançou esta série tenha tido imaginação para fazer tantas personagens engraçadas, cada uma de uma forma diferente! Já terminei a série, todas as 7 temporadas e se querem ver algo com piada, esta é uma que aconselho a adicionarem à lista.

sábado, 8 de junho de 2019

Criem filhos, não animais


Um pedido capaz de gerar polémica e de atiçar todos aqueles que não pretendem ter filhos. Não faço parte do rol, portanto não me sinto afectada. Contudo, devo dizer que é um bocadinho arrogante fazer um apelo destes. Se eu concordo que as crianças são infinitamente melhor que os animais? Sem a menor dúvida. Se eu acho que toda a gente tem que pensar como eu? Não, como é óbvio. Sou pela liberdade de escolha, sempre e em qualquer circunstância. 

Apesar de não perceber esta preferência, acho que qualquer pessoa tem o direito de tomar as suas decisões e viver tranquilamente com as escolhas que faz, sem se sentir pressionado para optar por um caminho diferente. Se querem viver sem filhos, porque não? Não conseguimos mudar a forma como alguém se sente em relação isso só pela força de vontade, portanto, a opção é ter filhos sem os querer verdadeiramente só para "garantir a continuidade da espécie"? Mais vale estarem quietos.

Nunca fui aquela pessoa que queria muito ter filhos, não fazia questão. Depois, aconteceu o Leo. E eu descobri com ele que a coisa de que mais gosto no mundo é ser mãe. Preenche-me realmente. Mas consigo perceber que haja quem não sente o mesmo. E não tento mudar isso, porque não me diz respeito. Porém, desde que os meus avós, neste último ano, deixaram de ser capazes de estar sozinhos, pergunto-me o que será, nessa altura da vida, das pessoas que escolhem não ter filhos.

E antes que se sintam tentados a dizer-me que há filhos que abandonam os pais, eu já sei. Mas também há aqueles, felizmente, como a minha mãe e a minha tia, que fazem tudo por eles. Não vos vou descrever a saga que tem sido desde que eles tiveram que sair de casa deles por já não poderem estar sozinhos, mas garanto-vos que não tem sido nada fácil.

O que acontece a um casal sem filhos nessa situação? Quem vai estar lá para ajudar? E quando um dos dois morre primeiro? Acho isso completamente assustador e é muito triste chegarmos ao fim da vida sozinhos e sem família. Será que essas pessoas pensam nisso? Não quero com isto mudar a visão de ninguém, mas tenho genuína curiosidade.

Novo emprego, novas aprendizagens

2024 foi um ano de muitas mudanças na minha vida, depois do que aconteceu em setembro de 2023. Mudanças essas que continuam a acontecer no m...