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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Parabéns Selecção


Eu não vejo futebol. Geralmente, nem sequer acompanho a selecção. Não vibro com as vitórias, nem fico desiludida com as derrotas. É só uma cambada de marmanjos a correr atrás de uma bola e a ganhar rios de dinheiro por isso. É entretenimento, não estão a salvar vidas, não são heróis. É sempre assim que olho para o futebol. Não são ídolos para mim. Nem me costuma incomodar minimamente se perdem. Nem vi nenhum jogo deste europeu, excepto o de ontem. E, mesmo assim, vi apenas a partir do meio da 2ª parte, mais coisa, menos coisa. Não tenho espírito para estar em frente à televisão a ver um jogo inteiro e ouvir o relato na rádio é coisa para me enervar até ao tutano. De modos que sou meio anti-futebol. No entanto, nem a mim passou ao lado o tanto de mal que os franceses falaram de Portugal, a forma como nos mandaram abaixo, os insultos. E acabei por ver o golo, a vitória e até sofrer um bocadinho para que aquilo acabasse bem para a nossa selecção, coisa que nunca faço. E se é verdade que já estou enjoada de ver o facebook completamente inundado de publicações acerca disto, também é verdade que esta vitória tem um gostinho especial para Portugal, porque é uma chapada sem mão, é uma vitória contra a arrogância daquela gente. Foi tão, mas tão bem ganho, sem um golo sofrido sequer. Iam cheios deles mesmos, com um autocarro já preparado a chamar-lhes campeões e tudo. E nem bom perder foram capazes de ter, ao acender a Torre Eiffel com as cores francesas em vez das portuguesas. Perderam em casa e Portugal foi campeão europeu. E isso é um sapo terrivelmente difícil de engolir para quem tão mal falou da nossa selecção. Ora toma!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Viagem futebolística

Há dias, no comboio para Lisboa, para mais uma entrevista (que não deu em nada, só para não variar), sentaram-se dois comerciais da Cabovisão ao pé de mim, todos eles sorrisos e animação. Até pediram licença para se sentar ao pé de mim. Sim, estranhei. Pouca gente o faz. Mas vá de esbanjar simpatia e boa-educação. Entraram na mesma paragem que eu e levaram toda a santa viagem a falar de futebol. Até o passageiro do lado se meteu na (animadíssima) conversa, porque, como ele mesmo disse, "não pude deixar de ouvir". Arrependi-me amargamente de não ter levado o meu mp4 e lá fui 40 minutos de viagem a levar aquela injecção futebolística. Sairam na mesma paragem que eu e lá foram à sua vidinha. E eu à minha entrevista. Voltei para apanhar o comboio de volta cerca de duas horas depois e os ditos senhores lá estavam. Apanharam o mesmo comboio que eu, voltaram a sentar-se ao pé de mim e não é que levaram o raio da viagem toda de volta a falar de futebol... outra vez?! Terá esta malta outro tema de conversa?

Novo emprego, novas aprendizagens

2024 foi um ano de muitas mudanças na minha vida, depois do que aconteceu em setembro de 2023. Mudanças essas que continuam a acontecer no m...