Eu não vejo futebol. Geralmente, nem sequer acompanho a selecção. Não vibro com as vitórias, nem fico desiludida com as derrotas. É só uma cambada de marmanjos a correr atrás de uma bola e a ganhar rios de dinheiro por isso. É entretenimento, não estão a salvar vidas, não são heróis. É sempre assim que olho para o futebol. Não são ídolos para mim. Nem me costuma incomodar minimamente se perdem. Nem vi nenhum jogo deste europeu, excepto o de ontem. E, mesmo assim, vi apenas a partir do meio da 2ª parte, mais coisa, menos coisa. Não tenho espírito para estar em frente à televisão a ver um jogo inteiro e ouvir o relato na rádio é coisa para me enervar até ao tutano. De modos que sou meio anti-futebol. No entanto, nem a mim passou ao lado o tanto de mal que os franceses falaram de Portugal, a forma como nos mandaram abaixo, os insultos. E acabei por ver o golo, a vitória e até sofrer um bocadinho para que aquilo acabasse bem para a nossa selecção, coisa que nunca faço. E se é verdade que já estou enjoada de ver o facebook completamente inundado de publicações acerca disto, também é verdade que esta vitória tem um gostinho especial para Portugal, porque é uma chapada sem mão, é uma vitória contra a arrogância daquela gente. Foi tão, mas tão bem ganho, sem um golo sofrido sequer. Iam cheios deles mesmos, com um autocarro já preparado a chamar-lhes campeões e tudo. E nem bom perder foram capazes de ter, ao acender a Torre Eiffel com as cores francesas em vez das portuguesas. Perderam em casa e Portugal foi campeão europeu. E isso é um sapo terrivelmente difícil de engolir para quem tão mal falou da nossa selecção. Ora toma!
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segunda-feira, 11 de julho de 2016
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Viagem futebolística
Há dias, no comboio para Lisboa, para mais uma entrevista (que não deu em nada, só para não variar), sentaram-se dois comerciais da Cabovisão ao pé de mim, todos eles sorrisos e animação. Até pediram licença para se sentar ao pé de mim. Sim, estranhei. Pouca gente o faz. Mas vá de esbanjar simpatia e boa-educação. Entraram na mesma paragem que eu e levaram toda a santa viagem a falar de futebol. Até o passageiro do lado se meteu na (animadíssima) conversa, porque, como ele mesmo disse, "não pude deixar de ouvir". Arrependi-me amargamente de não ter levado o meu mp4 e lá fui 40 minutos de viagem a levar aquela injecção futebolística. Sairam na mesma paragem que eu e lá foram à sua vidinha. E eu à minha entrevista. Voltei para apanhar o comboio de volta cerca de duas horas depois e os ditos senhores lá estavam. Apanharam o mesmo comboio que eu, voltaram a sentar-se ao pé de mim e não é que levaram o raio da viagem toda de volta a falar de futebol... outra vez?! Terá esta malta outro tema de conversa?
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