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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

O fim de Orange is the new black

SPOILER ALERT


No fim de semana, vi a sétima e última temporada de Orange is the new black. Se nas outras, houve vários momentos divertidos, esta foi bastante emocional. No final da temporada 5, a prisão de segurança mínima que serviu de cenário durante cinco temporadas, deixou de fazer parte da série e todas as reclusas foram distribuídas. Ao longo da 6ª temporada, muitas delas não apareceram, surgindo agora na última para a despedida.


Claro que a Piper e a Alex ficam juntas no final, como não podia deixar de ser, apesar de a relação ter sofrido um abalo nesta última temporada, com a saída de Piper em liberdade e novos envolvimentos sexuais com terceiros e deixando-nos mesmo até ao fim sem a certeza.


A Blanca foi das que teve um final feliz pois, apesar da forma triste como acabou a 6ª temporada, ao pensar que ia sair em liberdade, apenas para ser levada pelo SEF, nesta última, conseguiu dar a volta por cima, lutou e acabou livre e ao lado do amado Diablo.


A Cindy também saiu em liberdade e apesar de ter tido um regresso conturbado à sociedade quando volta para casa da mãe, é finalmente revelado à filha Monica que Cindy é na realidade sua mãe e não irmã... e acabam as três por fazer as pazes com o passado.


Tiffany Dogget foi das personagens que mais mudanças sofreu ao longo da série, tornando-se das favoritas do público. A interacção dela com a Suzanne nesta sétima temporada era das melhores. Descobriu a sua dislexia e percebeu que afinal não era burra, como foi levada a acreditar toda a vida, tinha apenas um problema de aprendizagem. Contudo, ao não lhe ser dado tempo extra no exame para concluir o secundário, sucumbe ao vício antigo da droga e tem um final triste, morrendo no final da temporada, sem saber que, afinal, passou com distinção no exame, conseguindo o diploma.


Gloria Mendoza tem o seu final feliz, saindo em liberdade para junto da família, como há tanto ansiava. Juntamente com Flaca, durante o seu trabalho na cozinha do centro de imigração, criam um grupo de ajuda às emigrantes para contactarem as respectivas famílias, trabalho ao qual Flaca dá continuidade depois de Gloria ser libertada. Foi um final bonito para esta iniciativa, depois de sentirmos que tratam os emigrantes ilegais sem qualquer empatia.


Karla Córdova só surge nesta última temporada, mas teve impacto em mim, porque foi quem melhor representou a realidade dos emigrantes ilegais. Depois de o marido morrer e ficar sozinha com os filhos, foi apanhada pelo SEF, tendo sido negado o seu pedido para ir à audiência da custódia dos meninos. Acaba por não conseguir ficar no país, apesar de muito lutar, e é deportada. No final, tenta voltar pelos mesmos meios aos EUA, mas depois de torcer um pé, o grupo simplesmente abandona-a no caminho, quando tudo o que ela queria era voltar para junto dos filhos.


Dois dos finais, para mim, mais tristes, foram o da Red e da Lorna. Sempre soubemos que a Lorna era um bocadinho lunática e vivia no seu próprio mundo de fantasia, mas torna-se completamente alucinada quando o filho recém-nascido morre de pneumonia e refugia-se na fantasia de que ele ainda está vivo, acabando assim a série completamente alheada da realidade.


A Red conhecemo-la como uma mulher forte, no comando da cozinha, chefe da "família" que formaram na prisão, ela e as suas meninas, como uma mãe leoa, lutadora e de cabeça erguida. Acaba a série com demência precoce, frágil e perdendo todo o seu brilho de outrora. A relação dela com a Nicky neste final é de partir o coração.


A Maritza Ramos foi uma das que desapareceu na temporada 6 e regressou agora em liberdade condicional. É apanhada pelo SEF e apesar de fazer mil tentativas e nunca baixar os braços (e foi mesmo isso que a condenou ao fracasso), acaba por ser deportada, numa cena bastante emotiva, em que entra no avião, onde, uma por uma, as ocupantes vão desaparecendo, até não restar nenhuma...


No início da série, Nicky Nichols era uma drogada, a quem Red ajudou, salvou dessa vida e desintoxicou dentro da prisão. Após a reforma de Red da cozinha, devido à doença, a cena final de Nicky traz-nos uma reclusa poderosa, reabilitada, no comando da cozinha e ela própria a desintoxicar outras prisioneiras. Um final muito bem pensado para esta personagem. 


Taystee passou um momento muito negro durante a sétima temporada depois da sua injusta condenação a prisão perpétua. Esta sempre foi das mais divertidas e a Taystee que vemos na última temporada nem parece a mesma. Tudo muda depois da morte de Dogget. A cena onde a Taystee abre o diploma dela é emocionante. Acaba por criar um fundo com o nome da Poussey (saudosa Poussey!) para ajudar as ex-reclusas a reintegrar-se na sociedade após a libertação, com a ajuda da nossa querida Suzanne.

Houve imensa coisa a acontecer nesta temporada, pelo que se for escrutinar tudo ao pormenor, ficamos aqui para sempre. Gostei, no entanto, da incidência sobre a realidade dos emigrantes ilegais, dos seus finais felizes e menos felizes. Todos os finais foram bons, mesmo os mais tristes. Não teria graça se tudo acabasse bem. Assim tornou tudo muito mais emocional. Se, por um lado, foi a temporada mais deprimente, era o esperado para a despedida. Era o que se queria. Que fosse emocional. E foi. Terei saudades! Mais uma que chega ao fim.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Séries \\ Orange is the new black


Sinopse: A série desenvolve-se à volta da história de Piper Chapman; esta é condenada a cumprir 15 meses numa prisão feminina federal por ter participado no transporte de uma mala de dinheiro proveniente do tráfico de drogas quando mais jovem, a pedido da sua ex-namorada, Alex Vause, que é uma peça importante num cartel internacional de drogas. O delito ocorreu há dez anos antes do início da série e, no decorrer desse período, Piper seguiu sua vida tranquila entre a classe média-alta de Nova York. Já no alto dos seus trinta e poucos anos, desfruta de uma felicidade sem turbulências ao lado do noivo Larry Bloom, deixando o seu passado sombrio de lado, até ele resolver voltar para assombrá-la. Para pagar pelos seus crimes, Piper resolve entregar-se e troca uma vida confortável pela prisão. Sugada por um universo laranja completamente distinto do seu, acaba por encontrar tensão e companheirismo num grupo de reclusas desbocadas, num local em que é impossível fugir, até de si mesma.

Daya a apontar uma arma a um dos guardas prisionais

A chegada da Piper à prisão

Nicky e Lorna

As sobreviventes do motim

Alex e Piper

A morte da Poussey

Opinião: Uma série que me viciou desde o primeiro episódio. Devorei as 4 temporadas de seguida, porque comecei a ver quando já tinham saído as temporadas completas (sim, demorei a render-me). Entretanto, saiu a 5ª e também vi tudo de seguida. É interessante, porque humaniza as reclusas, fala-nos do seu passado, das suas vidas antes da prisão, das relações familiares e amorosas, dentro e fora da prisão. Mostra-nos a realidade podre de algumas instalações prisionais, as condições decadentes e como os fundos, por vezes, vão parar aos bolsos errados. Aborda frequentemente a sexualidade e homossexualidade, os conflitos e choques entre etnias e o tratamento a que as reclusas são sujeitas por parte dos guardas. Enfim, recomendo vivamente.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Laura Prepon

Quando comecei a ver a série Orange is the New Black, reconheci a actriz Laura Prepon, a personagem Alex Vause. Sabia que a conhecia de algum lado, que já a tinha visto noutra série ou filme, mas não conseguia, nem por nada, lembrar-me onde.

Alex

Alex

Há uns dias, ao assistir a um episódio repetido da série How I Met Your Mother, um que já vi mais do que uma vez, percebi de onde a reconhecia. Interpretou o papel de Karen, uma ex-namorada de faculdade de Ted, a personagem principal. Tão diferente de um papel para o outro, que me levou meses a perceber quem era! Na foto acima, está Laura como Alex, em OITNB. Na de baixo, como Karen, em HIMYM.

Karen

Karen

Novo emprego, novas aprendizagens

2024 foi um ano de muitas mudanças na minha vida, depois do que aconteceu em setembro de 2023. Mudanças essas que continuam a acontecer no m...