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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Da estupidez alheia

Não sei se já referi aqui no blog, mas sou um bocado comichosa com a sujidade em casa. Detesto que me andem calçados em casa com sapatos da rua. Inclusivamente, já comprei chinelos para as visitas. Contudo, encontro sempre resistência em algumas pessoas e é uma guerra da qual me estou a cansar. Por isso e porque não estou disposta a desistir de uma coisa que eu quero mesmo manter, por questões de higiene e porque não me apetece, nem tenho tempo para andar sempre a limpar, decidi aceitar uma sugestão da minha mãe: aquelas coisas descartáveis que cobrem os sapatos, usadas nos hospitais. Assim, quem se sente desconfortável a descalçar-se, pode servir-se daquilo e acho que é um bom meio-termo, que agrada a ambas as partes, pois podem manter os sapatos nos pés e eu a casa limpa. 

Porém, não sabia onde encontrar isto e coloquei a questão num grupo do facebook. Cometi foi o erro crasso de explicar demais, disse porque queria encontrar o artigo. E todo o post, que era só uma pergunta simples, virou um banzé todo o tamanho. Até desisti de responder aos comentários que não eram direccionados para o que eu tinha perguntado. Mas surgiram algumas muito indignadas com a MINHA opção de como receber as pessoas na MINHA casa, o que acho extraordinário. Por saber que algumas pessoas não gostam muito desta prática é que estou a tentar encontrar uma forma de todos se sentirem confortáveis: eu e as visitas! Mas várias a dizer que nunca entrariam numa casa onde lhes pedissem para deixar os sapatos à porta, que é falta de ética (na minha terra, ética é um conjunto de regras de conduta, pelo que devem ter um dicionário diferente do meu...), que não se sentiriam bem-vindas e toda uma série de coisas, até me disseram para ir ao médico, vejam bem. 😂

Já aprendi a rir-me destes comentários ridículos e a ignorar opiniões não solicitadas, porque não estou para me chatear, ainda por cima com pessoas que não conheço de parte alguma. Em muitos países, isto é uma prática habitual e todos o fazem, mas como não faz parte da nossa cultura, já é um bicho de 7 cabeças se alguém o quer fazer. E não é porque gostamos de ter a casa limpa ou livre de bactérias, ou para evitar que crianças andem em cima de toda a porcaria que vem da rua, não! É porque queremos ser diferentes e não passa de uma paneleirice.

Acho que nunca uma publicação minha teve tantos comentários, foi assim uma coisa do outro mundo. Só porque as pessoas não sabem respeitar o que é diferente da sua realidade. Quem lesse alguns dos comentários, pensaria até que eu estava a convidar a malta do grupo para vir cá a casa! 😂

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Destilar ódio...

Toda esta polémica sobre o professor universitário tem trazido ao de cima, mais uma vez, toda a capacidade humana de ser estúpido e cegar completamente. Às vezes, acho que parecemos burros, com as palas nos olhos, incapazes de ver um bocadinho mais além. Já aprendi que não vale a pena responder com a minha opinião e os meus argumentos a tudo o que vejo, porque vai dar merda no final e só me vou enervar. Escolho as minhas batalhas nesse campo e opto por dar opinião quando sinto que, mesmo não concordando, não me irão atacar, como eu não ataco os outros pelas opiniões deles. 

Já me sinto um bocado cansada de ler tanto ódio nas redes sociais dirigido ao homem. Principalmente, porque me apercebo que a maioria das pessoas nem atingiu o que ele quis dizer... E porque continuam a bater na tecla de que as crianças não podem fazer o que lhes apetece e que deixá-las não beijar os avós é igual a deixá-las faltar à escola, comer gelado e batatas fritas ao jantar ou jogar no tablet 24h por dia. E por pensarem que é tudo a mesma coisa é que tem que haver mais sensibilização no sentido de fazer as pessoas entenderem que nenhuma dessas coisas interfere com o espaço pessoal nem com o corpo da criança... Dar-lhes liberdade para cumprimentar sem beijos não é igual a deixá-las fazer tudo o que querem. Será que é mesmo assim tão difícil de perceber isto? Serão as pessoas assim tão ignorantes ou só não querem entender?

Outro argumento que me deixa os nervos em franja é o facto de que aos avós se devem dar beijos e ponto final. Sem abertura para mais nada! Avós são avós. E os netos devem cumprimentá-los com beijinhos. Estas pessoas serão, certamente, as mesmas que pensam que não há avós no mundo capazes de molestar os netos. E, obviamente, nunca no seio da sua própria família! Não se foquem na parte de serem avós ou não, gente... são adultos como qualquer outro. Se a criança se sente fisicamente desconfortável, acham bonito forçá-la? Eu cá só acho um abuso. E, definitivamente, não é a mesma coisa que obrigá-la a ir à escola ou a lavar os dentes depois das refeições. Tanto quanto sei, isso não a obriga a ter intimidade nem contacto físico com ninguém, nem aqui, nem na China.

Novo emprego, novas aprendizagens

2024 foi um ano de muitas mudanças na minha vida, depois do que aconteceu em setembro de 2023. Mudanças essas que continuam a acontecer no m...