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terça-feira, 27 de março de 2018

O Meu Conto de Fadas #13

As nossas alianças



Em Março de 2012, comprámos as nossas alianças de namoro. Confesso que foi um bocadinho precoce, namorávamos há dois meses e toda a gente nos disse que era cedo para assumir esse compromisso. Mas nós ignorámos porque tínhamos a certeza do que estávamos a fazer e que queríamos ficar juntos e hoje, 6 anos depois, cá estamos nós, de pedra e cal, a um mês de colocar uma nova aliança no dedo.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

O Meu Conto de Fadas #12


Quando descobri que me mentiu sobre a idade dele

Como já vos contei, eu e o B. conhecemo-nos na noite. E a malta, quando se conhece na noite ou na internet, tem alguma tendência para embelezar certas características. A mais frequente é a idade, que, geralmente, é arredondada para cima. Eu nunca fiz isto, porque nunca senti necessidade, mas muita gente o faz, para se tornar mais apelativo às outras pessoas, já que é um factor que costuma pesar na aproximação à pessoa, se a achamos muito nova ou não.

E o B. foi uma das pessoas que escolheu esconder a verdadeira idade. Quando o conheci, tinha 22 anos e ele 18, mas disse-me que tinha 19. Nunca questionei, inclusivamente, no aniversário dele, fomos sair com amigos (ainda não namorávamos, mas pouco faltava) e eu pensei sempre que ele comemorava 20. E foi uma coisa que durante muito tempo não veio à baila.

Um dia, por qualquer razão que agora não me recordo, ele precisou ir fazer uns exames ou análises e eu fui com ele à clínica. Uma das coisas que a recepcionista lhe pediu foi a data de nascimento. Quando ele respondeu, não percebi logo, mas depois... depois, fiquei a pensar. E perguntei-lhe se não se tinha enganado no ano, ainda ao balcão. Ele disse-me que não. Calei-me, mas fiquei super intrigada e à espera de uma explicação.

Já cá fora, não hesitei em perguntar sobre a questão da idade e foi aí que ele me contou que era um ano mais novo do que me tinha dito quando nos conhecemos. Não tinha sido por mal e, entretanto, tínhamos começado a sair, a gostar um do outro, as coisas evoluíram, já estávamos juntos e não tinha encontrado forma de me dizer a verdade até àquele momento, porque já tinha passado demasiado tempo.

Se vocês soubessem como fiquei lixada... Fiquei mesmo danada e fiz-lhe saber isso mesmo. O que me chateou nem foi tanto ele contar aquela mentirinha inofensiva, que em nada afectava a nossa relação. Não nos conhecíamos quando o fez e foi apenas um ano de diferença da idade real. Mas fiquei muito f*dida por ter deixado as coisas avançarem e já ser namorada dele sem saber a verdade. Acabou por passar e ele pediu-me imensas desculpas, mas passei o dia inteiro sem lhe dirigir a palavra!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Passeio em Coimbra

O nosso fim-de-semana romântico foi passado em Coimbra. Uma surpresa para o B., que só soube para onde íamos em cima da hora e foi porque eu não conduzo e tinha que lhe dizer para onde ir. Infelizmente, apanhámos muita chuva, por isso, não conseguimos passear tanto como gostaríamos, mas deu para descansar, namorar, ver sítios diferentes e comemorar a passagem de ano e o nosso sexto aniversário. Aproveitámos para almoçar com uns tios meus que vivem lá, comemos em bons restaurantes, ficámos num hotel bem localizado e com pequeno-almoço. Pequeno-almoço de hotel é das melhores coisas de sempre! Tinha leite quente e frio, sumos naturais, café, chocolate para o leite, dois tipos de cereais, pão de forma para torradas, carcaças, croissants, tomate, ovo mexido, bacon, manteiga, marmelada, doce, queijo, fiambre, salame, mortadela e chourição. E soube pela vida! Vimos o fogo-de-artifício na ponte de Santa Clara, assistimos ao concerto dos HMB no Largo da Portagem depois da 00h, bebemos uns copos e comemos uns crepes maravilhosos. Ainda conseguimos visitar a Quinta das Lágrimas, um objectivo alcançado, há anos que queria visitar aqueles jardins e não ia sair de Coimbra desta vez sem o fazer. Sempre tive um fraquinho pela história de D. Pedro e Inês de Castro e aqueles jardins são lindos. Soube a pouco, mas lá voltaremos!































quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Parabéns, boo!


Curiosamente, o primeiro aniversário teu que passámos juntos, quando ainda não namorávamos, não sabia a tua idade verdadeira. Sim, nunca te vou deixar esquecer isso. 😋 Mas o que quero mesmo é dar-te os parabéns pelos teus 25 anos. Dar-te os parabéns por sempre teres lutado para sobreviver e por nunca teres tido medo de "pôr as mãos na massa" sempre que necessário. Dar-te os parabéns por seres uma pessoa forte, lutadora e trabalhadora. Tens um feitio especial... difícil! Sabes disso. Não é fácil lidar com o teu temperamento, mas eu também conheço o teu outro lado. A tua faceta carinhosa, a tua preocupação com a tua família. Sei como consegues ser querido e dar a camisola a quem te é próximo e precisa. Espero que sejas muito feliz e que eu possa estar sempre presente para te ajudar nesse caminho para a felicidade. Amo-te muito, muitos parabéns! 😊😍

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

O Meu Conto de Fadas #11


Amo-te (parte II)

Depois de o B. me ter dito a palavra que me assustava tanto e eu não ter dito de volta, aquilo ficou ali a pairar como uma assombração na nossa relação. Namorávamos há pouco tempo, ainda estávamos a conhecer melhor a personalidade um do outro e nenhum de nós falou sobre o que se tinha passado. 

Mas fiquei a matutar naquilo durante algum tempo e a pensar no que havia de fazer, porque, na verdade, eu sabia que o sentimento era recíproco, apenas nunca tinha assumido, nem pensado nisso, até ele o dizer. E também sabia que, uma vez que assumisse, não havia volta a dar e isso representava que tinha que baixar a guarda.

Estive um ano inteiro com o meu ex-namorado e nunca lhe disse que o amava. Porque não o sentia. Com o B. tudo era diferente, mais intenso e isso causava-me alguma ansiedade. Já estava emocionalmente afastada dos homens há muito tempo, habituada apenas a ser eu e o meu filho, a não sentir nada forte por ninguém e sentia isso a mudar.

Após pensar muito sobre o assunto, tomei uma decisão, que sei, hoje, 5 anos depois, que foi a correcta. Como era habitual, combinámos uma saída de grupo, ele veio sair comigo e com as minhas amigas para o bar do costume. Nessa noite, disse a uma delas o que se passava e ela perguntou-me se eu sentia o mesmo. Quando lhe respondi que sim, ela aconselhou-me a dizer-lhe isso a ele. E foi mesmo isso que fiz.

Nessa noite, no bar, enquanto dançávamos, disse-lhe o primeiro de muitos "amo-te". Passaram 5 anos, mas penso que, daqui a 10, ainda me irei lembrar onde estávamos quando ele me disse que me amava pela primeira vez e onde estávamos quando eu lhe disse o mesmo.

domingo, 29 de outubro de 2017

O Meu Conto de Fadas #10


Amo-te (parte I)

Quando comecei a namorar com o B., já só tinha olhos para ele. Demorei a assumir que o amava, mas sabia que estava apaixonada por ele, só queria passar o meu tempo livre com ele e sentia-me feliz por ter cedido à vontade de avançar sem medos. Coisa que demorou algum tempo, mas acabou por acontecer, quando eu desisti de lutar contra os meus sentimentos e aceitei que queria estar com ele e que o que tínhamos não chegava.

Após começarmos, oficialmente, a namorar, a nossa relação não mudou muito, continuámos a sair juntos, com amigos, na noite, cafés durante o dia, muitas conversas e SMS, foi passando tempo com o meu filho, trouxe-o cá a casa. Essa parte de conhecer os meus pais foi um bocadinho complicada de gerir, porque eu estive um ano com o meu ex-namorado e os meus pais conheciam-no. E, de um dia para o outro, deixei de estar com um para estar com outro. Claro que eu tinha os meus motivos, não estava feliz, já não tínhamos nenhum significado um para o outro e achei que devia estar com quem me fazia bem. Mas aos olhos dos meus pais, era só estar a trocar um logo por outro. Por isso, sei que não viram isso com bons olhos.

De qualquer forma, estava segura do que tínhamos, portanto, apresentei-o aos meus pais. Calculo que tudo aquilo, a minha atitude, o apresentá-lo à minha família, o andar sempre colada a ele, lhe tivessem dado segurança sobre o que eu sentia por ele. Acredito que ele sabia que eu gostava dele a sério e, provavelmente, por isso, sentiu-se confortável para dizer que me amava. Sim, o primeiro "amo-te" foi dele. Mas aquilo não foi tão romântico como podia ter sido, porque eu não retribuí. Estava ao colo dele, estávamos abraçados, tudo muito bonito e tal... e ele olha-me nos olhos e diz "amo-te". Paralisei nesse momento. Comecei logo a panicar. E, em vez de lhe responder, beijei-o. E continuei a agir como se nada fosse. 

Aquela reacção magoou-o, eu sei. Arrependeu-se de o ter dito, ficou a pensar que eu não sentia o mesmo. Mas eu sou damaged goods, a intimidade e proximidade assustam-me, deixam-me desconfortável, por coisas que aconteceram no meu passado. Eu tinha aceitado que queria estar numa relação com o B., mas antes disso, como já vos contei, só queria estar sozinha, solteira, sem nada sério, razão pela qual o meu ex não se conseguiu aproximar mais de mim emocionalmente. Porque eu não deixava. E aquele "amo-te" representava uma intimidade profunda, um compromisso sério. E a forma como eu iria escolher lidar com aquilo ia decidir o futuro da nossa relação.

A decisão final


Como mencionei por aqui há uns dias, andávamos cá por casa a ponderar a hipótese de o B. emigrar para França durante algum tempo, para termos uma vida um bocadinho mais desafogada e estabilizar um pouco mais as nossas economias. Não é uma escolha fácil, mas o que aconteceu hoje cá em casa facilitou-nos a decisão. O meu filho foi dar um beijinho de boa noite ao B. e veio ter comigo ao quarto para eu o aconchegar na cama. Já era tarde, hoje esticámo-nos na hora de deitar dele, porque fomos jantar à casa da madrinha, mas como é sábado, também não havia problema em adormecer um pouco fora de horas. 

Como o B. tem trabalhado 7 dias por semana e já era 00h, o meu filho disse-me "O pai tem pouco tempo de descanso!", ao que eu respondi "Pois, ele trabalha muito... para ganhar dinheirinho cá para casa". E a resposta dele foi esta "Pois, mas eu não gosto de estar tanto tempo sem o ver... Tenho saudades do pai, gostava que ele passasse mais tempo connosco em casa". Apertou-se-me o coração, ficou pequenino, pequenino... Chamei o B. e pedi ao L. para lhe repetir o que me tinha dito a mim. O B. deu-lhe um beijinho e prometeu que no próximo fim de semana tirava um dia de folga para passar connosco. Depois disto, decidimos que ele ia ficar cá. Com a família. 

O meu filho, aos 2 anos, viu o pai biológico partir para Inglaterra. Era pequenino, mas nunca se esqueceu que tinha um pai. Ele nunca viveu connosco, mas era presente na vida dele. O L. ficou triste com a ausência do pai, revoltou-se pelo facto de ele não estar presente nas festas de aniversário, não queria falar com ele quando ligava, perguntava-me se os bonecos na TV choravam porque não tinham o pai com eles... enfim, não foi fácil. Quem cá ficou para lidar com tudo isso fui eu e só eu sei como foi complicado para ele.

Quando ele tinha 3 anos, o B. entrou na nossa vida. E há 4 anos que ele faz o papel de pai, desde que viemos viver juntos. Ocupou na vida do meu filho o lugar que o pai deixou vazio no coraçãozinho dele. O L. tem perfeita noção de quem é o pai dele e gosta do pai, mas quem esteve sempre presente quando ele precisou, foi o B. E eu não quero que ele volte a passar pelo mesmo. Agora mais velho, com mais noção e pela segunda vez, ver o um pai a partir para longe. Sei bem como custou da primeira vez e não vamos sujeitá-lo a isso novamente.

O dinheiro é importante e faz muita falta, mas não é tudo. A família, sim, é tudo. 💓

domingo, 24 de setembro de 2017

O Meu Conto de Fadas #9


A primeira surpresa

Conhecemo-nos num bar, como comecei por referir na primeira publicação desta rubrica. O que, só por si, torna difícil começar a conhecer a pessoa em condições. E muitas vezes as primeiras impressões com as pessoas que conhecemos na noite são bastante enganadoras, uma das razões pelas quais, ironicamente, sempre pensei que nunca teria nada sério com alguém que conhecesse nesse ambiente. 

Como também já mencionei, desde o momento em que nos conhecemos até começarmos, realmente, a falar e a sair, passou algum tempo. Nesse tempo, os amigos dele foram sempre saindo com as minhas amigas e, ocasionalmente, ele saía com eles quatro. Moravam todos na mesma cidade e eu, para além de viver noutra localidade, era a única com um filho, de maneira que não me juntava a eles. Assim, ele foi conhecendo as minhas amigas. E, inevitavelmente, tirou algumas conclusões sobre mim pelo conhecimento que foi tendo delas. Sendo o meu gosto musical uma delas. 

No início da nossa relação, ele ia frequentemente ter comigo a casa dos meus pais, quando eu lá estava sozinha. Numa dessas vezes, estávamos a conversar na sala e resolvi pegar no portátil para pôr música a tocar. Quando abri a pasta, vi a surpresa estampar-se na cara dele, de tal maneira que não dava para disfarçar. Pois então o rapaz pensava que eu, tal como as minhas duas amigas, só ouvia kizomba e aquele house comercial que passava nos bares. Ficou agradavelmente surpreendido ao ver nomes como Sum41, Depeche Mode, Lacuna Coil, Within Temptation, Nightwish, Eminem, HIM, Radiohead...

Eu tenho um gosto musical muito variado. No meu portátil, podem encontrar desde o mais piroso até grandes clássicos. Da Shakira aos Evanescence, do Michel Teló aos Queen, dos Némanus ao Michael Jackson, da Lady Gaga ao David Guetta, da Adele ao Diogo Piçarra... aqui, encontra-se de tudo! E acho que foi mesmo isso que o surpreendeu. Senti que esta foi a primeira surpresa da nossa relação. Ele descobrir que eu não era musicalmente tão limitada como ele me pintava! 😋

terça-feira, 1 de agosto de 2017

O Meu Conto de Fadas #8


O momento em que começámos a namorar

Entre o momento em que começámos a sair e aquele em que acabei a relação que mantinha na altura, foi um piscar de olhos. Passava o meu tempo livre todo com o B. e a vontade de oficializar a relação foi-se consolidando até atingir o momento em que deixei de lutar contra isso e admiti a mim mesma que era isso que queria. Fui encontrar-me com o rapaz com quem namorava e disse-lhe que aquilo não estava a resultar e que era melhor cada um seguir o seu caminho. Confesso que me custou um bocadinho, porque, apesar de nunca o ter amado e não ver futuro na relação, nem estar emocionalmente disponível para ele, acho que é sempre um bocadinho triste quando investimos numa relação que não vinga. E ele não ficou surpreendido; já há muito que a nossa relação tinha esfriado e ele também se tinha apercebido. No momento em que ele se foi embora, senti um peso a sair-me dos ombros e soube que tinha feito a coisa certa. Isto aconteceu poucos dias antes do natal e eu contei ao B., obviamente, mas não avancei com a conversa que queria ter: dizer-lhe que o que queria, na verdade, era ser namorada dele. Continuámos a sair juntos e com os nossos amigos em saídas de grupo, sempre a agir como um casal, agora já sem o fantasma da relação que eu tinha anteriormente. Na passagem de ano (de 2011 para 2012), combinámos passar a noite no bar onde nos conhecemos, com as minhas amigas e os amigos dele (os mesmos que estavam connosco na primeira noite). Começámos a noite separados, inclusive eu fui trabalhar nesse dia e, quando saí, fui directamente para casa das minhas amigas, onde jantei e me arranjei. Encontrámo-nos todos depois de jantar e rumámos até ao bar. Até esse dia, eu não conhecia a faceta ciumenta do B. Afinal, eu não era namorada dele e nenhum de nós se sentia no direito de demonstrar ciúmes. Nessa noite, a coisa mudou de figura. Ainda não tínhamos assumido nada, mas já nos sentíamos como se o tivéssemos feito. A determinada altura da noite, saí e vim sentar-me nos bancos que o bar tinha na rua, enquanto o B. ficou à porta a conversar com um dos amigos. Segundos depois, sentou-se ao meu lado um rapaz e perguntou se podia sentar-se. A minha resposta foi "Já te sentaste..." imediatamente antes de me levantar e afastar-me. Aparentemente, o rapaz ficou a fixar-me quando eu me afastei, mas só me apercebi de tal quando vi o B. dirigir-se ao outro, muito danado, e perguntar-lhe se queria uma fotografia. Até fiquei abananada da surpresa, mas o amigo puxou-o de volta para dentro do bar e, como o outro também não lhe deu resposta, o B. voltou para junto de nós. Aí, percebi que já pertencíamos um ao outro e que já não dava para esconder, pelo que decidi não adiar mais e perguntei-lhe (passavam umas duas horas da meia-noite) se queria começar bem o ano. Quando ele me respondeu que sim, abracei-o e perguntei "Queres namorar comigo?". Conseguem adivinhar a resposta? 😜

terça-feira, 13 de junho de 2017

O Meu Conto de Fadas #7


O momento em que ele conheceu o meu filho

Como referi aqui, na última publicação desta rubrica, o B. acabou por confessar-me que gostava de levar a nossa relação para um nível mais sério. Eu não estava preparada para isso, mas também não queria deixar de estar com ele. Não deixei que a conversa desenvolvesse muito no sentido de oficializar a nossa relação (até porque eu ainda não estava solteira, tampouco), mas continuámos a ver-nos. E, embora eu não quisesse admitir, aquilo que sentia por ele começava a evoluir e prova disso foi deixar que ele conhecesse o meu filho. Um dia, em que eu não estava a trabalhar, o B. veio ter comigo a casa dos meus pais. O meu filhote estava a dormir a sesta (tinha 2 aninhos na altura) e nós ficámos a conversar e a ouvir música (vá... e um beijinho ou outro!) até ele acordar. Acordou, vesti-o e levámo-lo ao parque. Dei-lhe lanche antes de ir brincar. Estava fresco e era dia de semana em horário laboral e escolar, pelo que não havia ninguém no parque. Ele andou no que bem quis e cravou o B. para andar com ele de escorrega e tudo. Não estranhou a presença dele, deram-se bem e inclusivé passaram uma série de tempo num banco de jardim a brincar com as folhas secas de outono. Apanhavam as folhas, colocavam-nas em cima do banco e depois mandavam-nas para o passeio novamente. E repetiam o processo, enquanto o pequeno se divertia imenso com aquilo. Sim, o meu filho entretinha-se com pouco (ainda hoje, é assim). Quando chegou a hora, fomos levar o B. ao comboio e ele tentou dar-me um beijo de despedida, que eu recusei. Sim, gostava dele o suficiente para o apresentar ao meu filho, mas não achei que fosse ainda altura de lhe mostrar que não éramos simples amigos. Claro que ele ficou desconcertado, mas entendeu quando eu, mais tarde, lhe mandei SMS a explicar que não queria que se passasse nada entre nós à frente do pimpolho. Foi um momento constrangedor, aquela despedida, mas guardo essa tarde com carinho na memória.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

O Meu Conto de Fadas #6


Quando começou a tornar-se sério

Durante as primeiras semanas, não sabia muito bem o que andava a fazer com o B. Na verdade, não pensava muito nisso. Saíamos, achava-lhe piada, sentia-me bem com ele. Havia sempre sobre nós a sombra do namorado que tinha na altura, o que mantinha um certo travão no que tínhamos. Mas não era só isso. Eu tinha um passado amoroso complicado e não queria uma relação séria. Tinha-me apercebido disso há pouco tempo, quando cheguei à conclusão que queria terminar o relacionamento que mantinha, porque não estava a resultar. E não estava a resultar porque eu, a determinada altura da minha vida, comecei a erguer muros à minha volta, barreiras que o B. acabou por conseguir ultrapassar, mas o meu ex-namorado não. Tinha-se tornado habitual trocarmos SMS a maior parte do dia. Tínhamos sempre tema de conversa, estávamos a conhecer-nos e eu entretinha-me a falar com ele durante o trabalho, já que era num callcenter e tinha oportunidade para tal. Também servia para me ocupar o tempo da viagem de autocarro. E foi numa dessas viagens que ele me disse algo que eu não estava à espera e que não queria ouvir. Disse-me que gostava que tivéssemos uma relação séria. Fiquei um bocado sem lhe responder, até ele voltar a mandar mensagem. A pensar no que me tinha dito. A pensar que tinha estado tão enganada em relação a ele, porque sempre me parecera que aquilo não era o que ele queria. Que ele só queria algo casual, passageiro, no strings attached. Tal como eu. E foi isso que lhe disse quando respondi. E ele confirmou que eu estava certa; que, inicialmente, era só isso que queria, não estava à procura de uma namorada. Mas... que eu o tinha feito mudar de ideias. E isso despoletou em mim sentimentos que eu não queria ter. Foi nesse preciso momento que me comecei a apaixonar por ele.

domingo, 23 de abril de 2017

O Meu Conto de Fadas #5


O primeiro beijo

Depois de termos saído em grupo e, posteriormente, só nós os dois, sem que nada acontecesse entre nós, continuámos ver-nos, cada vez com mais frequência. E a trocar muitas SMS. Ele cativava-me mesmo. Ainda não tinha reunido a coragem para deixar o namorado que tinha na altura, mas, para dizer a verdade, na maioria das vezes, era como se ele não existisse. E isto é muito mauzinho, mas cheguei, inclusivamente, a esquecer-me do seu aniversário. Não lhe dei os parabéns e foi ele que acabou por me lembrar que fazia anos. Eu sei, terrível! Shame on me. Quanto ao B., um dia, acabei por convidá-lo para ir lá a casa (dos meus pais, onde morava na altura). Estava sozinha. Fomos conversar para o quintal. Estava um dia bonito e era menos íntimo do que mantermo-nos dentro de casa. Até porque ambos fumávamos e era mais um motivo para estarmos na rua. Seria de pensar que esse momento levaria ao nosso primeiro beijo, certo? Até mesmo eu, nesse dia (e ele, conforme mais tarde vim a saber), pensei que fosse acontecer. Mas não. Conversámos e estivemos bastante próximos, mas, mais uma vez, ele foi embora sem mais intimidades. Esse beijo aconteceu mais tarde, num outro encontro. O B. veio ter comigo de manhã e fomos dar uma volta. Acabámos sentados num banco de jardim (agora apercebo-me que o início da nossa relação está cheio de clichés!) a conversar. Fomos encurtando a distância que nos separava, até que encostei a cabeça ao seu ombro, enquanto ele falava. E foi o que despoletou o resto. Recordo-me tão bem. Já estávamos tão próximos... que ele acabou por me agarrar no rosto e beijar-me. E foi assim que aconteceu o nosso primeiro beijo, num banco de jardim, numa manhã solarenga de novembro.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

52 semanas: Semana 47 #Quando eu estou apaixonada...



Para responder a este desafio, tenho publicado tópicos pequenos ou apenas fotos com legendas. No entanto, para esta semana, não consegui fazer isso. Acho que este tema merece um post um pouco mais complexo, porque não consigo resumir em fotos e legendas directas e simples o "estar apaixonada". Após reflectir um pouco sobre o que poderia escrever, dei-me conta que as respostas normais a isto são clichés que atingem toda a gente, mas que, geralmente, caracterizam uma relação recente ou o estado "nas nuvens" em que ficamos antes de nos envolvermos com a pessoa de quem gostamos. E eu estou numa relação há cinco anos e a viver juntos, pelo que já não me causa borboletas no estômago pensar que vou estar com a pessoa em questão, por exemplo. Então, pus-me a pensar o que significa, para mim, estar apaixonada pela pessoa que está comigo há tanto tempo. E cheguei à conclusão de que são pequenas coisas. É querer aconchegá-lo e insistir para que tome medicação quando o vejo doente. É estar a dobrar roupa usada dele e parar um minuto para sentir o cheiro tão próprio dele agarrado à roupa e que me faz sentir bem. É detestar passar camisas a ferro e, ainda assim, passar as dele para não andar com elas amarrotadas. É continuar a querer adormecer aninhada nele. É ir ao supermercado e trazer qualquer coisa que só ele gosta. É ficar feliz por ele me acordar para me dar um beijinho quando chega do trabalho à noite e eu já estou a dormir. É continuar a dar as mãos na rua naturalmente. É ter uma série para ver da qual gosto muito, mas esperar para ver os episódios quando estamos juntos, porque ele também gosta. É ir às lojas à procura de roupa e acabar por trazer 4 peças para ele e 1 para mim. É querer que ele seja uma presença constante na minha vida. É sentir-me plena, feliz e completa por tê-lo ao meu lado. Mesmo quando discordamos. Mesmo quando discutimos. Mesmo quando perdemos a paciência um para o outro. Mesmo quando implicamos um com o outro por coisas insignificantes. Mesmo que tenhamos mil obstáculos para ultrapassar. Mesmo que tenhamos gostos e hobbies diferentes. Estar apaixonada, para mim, é isto.

domingo, 19 de março de 2017

Feliz Dia do Pai


Parabéns por seres um pai com quem se pode contar e de quem me posso orgulhar. Tenho muito a agradecer-te, pois sempre estiveste e continuas a estar presente para mim. És aquele pai que faz absolutamente tudo pelas filhas e nunca desiste delas. És aquele pai que nos faz rir. És aquele pai a quem perguntamos qualquer coisa quando não sabemos porque "o pai sabe tudo", como eu e a mana dizemos. Feliz dia do Pai! 💗



Parabéns a ti também, por seres pai de um filho que te caiu no colo já com 3 anos, por teres decidido aceitar essa função e amá-lo e cuidá-lo. Obrigada por me ajudares a educar o meu pequeno príncipe e a torná-lo num homenzinho. Parabéns por teres conseguido conquistar o lugar de pai no coração dele. Sabes que ele te ama e que, tal como eu, está agradecido pela tua presença na nossa vida. Feliz dia do Pai! 💖



Parabéns a todos os pais por esse mundo fora. Tenham um dia feliz!

Eu tenho um Dean Winchester




Já conhecem o Dean Winchester da série Supernatural? É uma série que estreou em 2005. Faz parte da minha vida há mais tempo do que o meu filho. Há mais tempo do que o B. Estou, actualmente, a ver a temporada 11. E este personagem lembra-me tanto o mais-que-tudo. Olhando para um e outro, não posso dizer que são parecidos, na verdade. Mas é a forma de vestir. O gosto musical. A atitude de bad boy. O cepticismo. O cabelo. A postura.O facto de ser gozão. Revejo tanto do B. no Dean. E assim tenho um Winchester em casa. 😏

sábado, 11 de março de 2017

O Meu Conto de Fadas #4


A primeira saída (a dois)

A primeira noite foi bastante atribulada, como contei na última publicação desta rubrica, e acabámos por não desfrutar nada da companhia um do outro. Com a pressa de ir para casa, a minha mala grande ficou no carro das minhas amigas (para sair à noite usava só uma malinha pequenina a tiracolo e foi só essa que levei para casa comigo). No decorrer da conversa com o B. durante a noite, por SMS, mencionei que me tinha esquecido da mala e ele, queridíssimo, ofereceu-se para ma trazer no dia seguinte. Aceitei e no dia seguinte, como combinado, veio beber café comigo e trouxe-me os meus pertences. Eu costumava ser um bocadinho tímida, no convívio assim mais íntimo, quando não estava no meio de mais pessoas. Portanto, aquilo deixava-me pouco à vontade. E também não sabia bem como agir, porque ainda não estava solteira, não estava propriamente interessada noutra relação séria, julgava que quereria estar sozinha e não sabia bem o que estava ali a fazer com ele. Só sabia que a sua pessoa me atraía e, no fundo, queria estar ali. Mesmo falando pouco com ele, agradava-me estar na sua presença. Conversámos e passámos a tarde ali. Despedimo-nos na estação dos comboios, na altura ele não tinha carta. Quão romântico, hein? Grande parte do início da nossa relação foi assim, nas estações de comboio, ora na cidade dele, ora na minha. E ele lá foi. Ainda não foi dessa que avançámos para mais. Sim, aquilo custou a arrancar! 😋

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O Meu Conto de Fadas #3


A primeira saída

Como expliquei na última publicação desta rubrica, eu estava numa relação quando conheci o namorido. Por isso mesmo, as coisas não avançaram logo. Começámos a falar e eu simpatizava com ele. Gostava das nossas conversas pela noite dentro, fazia-me companhia, mas apenas virtualmente, pelos motivos óbvios. Na realidade, a minha relação daquele momento, como também já referi, estava prestes a terminar e eu já me tinha arrependido de a ter começado. Porque antes de entrar nessa relação, tinha estado 3 anos solteira. Só eu e o meu filho. E tinha-me sabido bem. Era assim que eu queria estar e tinha sido um erro envolver-me com a pessoa com quem estava. Naquele momento, já o sabia e, por isso, estava cheia de certezas sobre não querer cometer o mesmo erro. Tinha a certeza que queria estar sozinha. Não me queria envolver emocionalmente com mais ninguém. E, por causa disso, aceitei sair com o mais-que-tudo, mas numa saída de amigos. De maneira que combinámos uma saída à noite com os meus amigos. Nessa noite, jantei em casa das minhas amigas gémeas (as que estavam comigo quando o conheci), arranjei-me por lá e recordo-me que elas me fizeram caracóis no cabelo enquanto eu mandava mensagens para ele. É curioso o quão bem me lembro do bar onde fomos e do comentário dele sobre a sessão de cabeleireiro ter valido a pena porque eu estava bonita. Estivemos um bocadinho nesse bar, a conversar (eu, maioritariamente, com os meus amigos, confesso, e pouco com ele). Passámos o tempo a trocar olhares e sorrisos enquanto estive com eles, mas falámos pouco. Quando saímos, decidimos ir dançar para o sítio onde eu costumava ir com as minhas amigas, onde nos tínhamos conhecido. Mas quis o destino que não fosse ainda essa a nossa noite. Assim que entrámos na discoteca, recebo uma chamada da minha mãe, muito aflita, a dizer que ela e o meu pai tinham que ir para o hospital com a minha irmã, que ela estava com um problema qualquer (que parecia grave, mas acabou por não ser, felizmente) e eu tinha que ir embora, porque eles estavam a tomar conta do meu filhote, que já dormia. Não tinha carro, pelo que tive que cravar o amigo que estava comigo para me vir trazer a casa. Despedi-me à pressa das minhas amigas e do mais-que-tudo, coitado, que lá ficou o resto da noite com o meu pessoal. Acabámos por não falar muito, não dançar, não aproveitar a saída. Ah, e perdi o dinheiro da entrada. Passámos o resto da noite a falar por SMS, mas continuávamos a nunca ter estado juntos sozinhos. Mas isso não durou muito... 😉

Novo emprego, novas aprendizagens

2024 foi um ano de muitas mudanças na minha vida, depois do que aconteceu em setembro de 2023. Mudanças essas que continuam a acontecer no m...