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segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Ah, a adolescência!

Há poucos dias, a minha sogra veio cá a casa deixar fraldas e toalhitas para a Alice e trouxe uns doces para o Leo. Quando ele chegou da escola, foi mandar-lhe uma mensagem a agradecer e eu disse-lhe para não usar abreviaturas. A resposta foi um revirar de olhos acompanhado de um "Porque é que tens que ser tão mãe?!"... E ainda me perguntou se ela não percebia abreviaturas porque é do antigamente. Acho que tenho, oficialmente, um pré-adolescente em casa e não estou preparada para isto. 😶😂

domingo, 7 de julho de 2019

O horror da idade!

Na semana passada, fui com o meu filho à escola nova, para concluir a matrícula. Vai ingressar no 5º ano na única escola preparatória que existe cá na terra, sendo, portanto, a mesma que frequentei durante cinco anos e onde concluí o 9º ano. 

Apesar de, nestes cinco anos de pré-escola mais primária, ter lá entrado meia dúzia de vezes, por ser a sede do agrupamento de escolas, foi sempre ali à entrada, onde está a secretaria. Desta vez, percorri o recinto da escola, para chegar à sala atribuída para tratar das matrículas da turma dele. Uma sala onde eu tive tantas aulas!

Quando entrei para ali, vinda da primária, claro que me parecia tudo avassalador, enorme, confuso. Com blocos e salas, quando estava habituada a ter uma única sala para todo o tempo de aulas. Saí daquela escola em 2003 e agora, 16 anos depois (!!! como assim??), parece-me pequena (apesar de eu não ter crescido muito em tamanho 😂).

Bateu uma saudade...
Estava sentada dentro da sala enquanto a senhora para lá mexia no computador e, ao olhar em volta, comecei a lembrar-me de uma vez em que um colega meu se enfiou dentro do armário. Da professora de francês que estava sempre de sorriso na cara, mesmo quando nos repreendia. Das aulas de história que tínhamos ali com a estagiária. Dos últimos dias de aulas em que andávamos a tirar fotos, a jogar jogos e a recolher dedicatórias.

Ao percorrer o recinto, lembrei-me de todas as vezes em que jogámos às escondidas, em que corríamos para o bar quando tocava, em que passámos intervalos e furos no campo de basket, das aulas de educação física naquele campo.

Quando fui à secretaria buscar o comprovativo, cruzei-me com aquela que foi minha professora de Matemática e Formação Cívica, bem como directora de turma, do 7º ao 9º ano. Sempre querida. Gostava muito dela. Falou-me super bem, relembrou algumas coisas, disse ao meu filho para ir ter com ela sempre que precisasse de alguma coisa ali na escola. Uma das funcionárias que lá estava comentou com ela "Já viu a nossa Cy... já com dois filhos!".

Tenho saudades. Se, para muita gente, a adolescência foi o pior período da sua vida, para mim, foi dos melhores. Fui muito feliz nessa altura. Se me dessem oportunidade de revisitar uma parte do meu passado, era essa que escolhia. E voltava já hoje.

domingo, 2 de junho de 2019

Recordar é viver!

A melhor turma por onde passei na minha vida escolar foi, sem qualquer sombra de dúvida, a do nono ano. Dessa turma, faziam parte várias pessoas que vieram comigo da primária, mais as que se foram juntando pelo caminho. 

Desde que saímos daquela escola, em 2003, fomo-nos afastando, como naturalmente acontece à maior parte das pessoas. No entanto, ocasionalmente, juntamo-nos para relembrar os velhos tempos. Passámos por tantas coisas juntos, existem tantas memórias da nossa adolescência que partilhamos que é muito bom reviver. 

Muitos de nós passam meses, anos, sem falar, sem nos vermos, alguns sem saber sequer uns dos outros. Contudo, nestas reuniões, parece que os anos não passaram. Claro, estamos todos mais velhos, somos adultos, trabalhadores, pais e mães, todos nós temos vidas completamente diferentes e com imensas coisas a acontecer, mas a cumplicidade que nos unia vem sempre ao de cima. 

Estes jantares dão-se sempre em casa dos meus pais, que era O spot na altura da escola, onde fazíamos imensas festas, e sou sempre eu que organizo. A vida vai acontecendo e dei-me conta de que o último já tinha sido em 2012! Eu e a minha melhor amiga (a única dessa malta toda que me continuou a acompanhar ao longo destes anos) entrámos em contacto com eles e lá decidimos fazer mais um. 

Só conseguimos reunir alguns, é difícil conciliar a vida e a disponibilidade de 20 e tal pessoas, principalmente se tivermos em conta que muitos de nós estão emigrados. Mas ainda que sendo poucos e faltando muitos membros, estes momentos são sempre tão bons...











Tentarei fazer disto uma coisa anual. A ver vamos se consigo! E se aproveito para retomar um contacto mais frequente com, pelo menos, os que sempre me foram mais próximos. E vocês, como é a vossa relação com a malta que vos acompanhou na escola? Ainda dura? Contem-me tudo.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

A passagem para a maioridade

Os meus 18 anos. Aquele momento que marca a passagem da adolescência para a vida adulta. Apesar de, na maioria das vezes, a malta nesta idade ser muito pouco adulta! Com 18 anos, tive o meu primeiro trabalho, num callcenter, a fazer vendas. Comecei a sair à noite com muita frequência. Comecei a fumar (shame!). Foi um ano em que fiz amigos novos e conheci imensa gente, devido ao trabalho e às saídas. Foi o ano em que vivi em pleno a minha juventude, antes de engravidar aos 19. Foi um ano bom. E começou assim.

Já a noite ia longa!

Família

Bons momentos

As meninas do secundário

Um brinde com o grupo do secundário

Já com algum álcool no sangue!

A primeira bebedeira do meu primo mais próximo

Abraço ao melhor pai do mundo

Karaoke. Singstar que fez parte de tantas das nossas festas

O soprar das velas

Nenhuma delas sou eu!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Throwback 2007


Esta foto foi tirada no verão de 2007 e é das fotos que melhor mostra a forma como eu me apresentava na altura. O cabelo pintado de preto (a minha cor natural é castanho), que usei durante bastante tempo. Os tops de alças, que eu usava com tudo; tinha em preto, vermelho, amarelo, branco, laranja... Os casaquinhos mini, que eu também adorava e conjugava quase sempre com um dos tops. Acho que este branco era mesmo o meu favorito! E as saias... aquele género de saias que eu a-ma-va e usava praticamente o verão inteiro. Comecei a usar porque gostava ainda antes de ser moda e toda a gente me olhava de lado por isso. Sabem como são as pessoas com tudo o que é diferente. No verão seguinte, era o último grito da moda, encontravam-se saias destas em tudo o que era loja e toda a gente tinha uma. Enfim! Confesso que tenho saudades desta versão minha, tinha um ar tão fresco! Suspeito que estar no auge dos meus 18 anos ajudasse... 😂

quarta-feira, 30 de maio de 2018

A banda da minha vida


Não podia deixar de falar da existência dos Evanescence na minha vida. Sem dúvida, um grande pedaço do meu mundo. Acho que já referi isto aqui, mas foi a banda que mais me acompanhou ao longo da adolescência e um dos meus maiores arrependimentos é nunca ter ido a um concerto deles. Os meus pobres pais levaram uma injecção sonora desta banda que foi qualquer coisa! Ouvia outras coisas, mas a voz da Amy Lee era daquelas que nunca me enjoava e das poucas que me fez gostar de todas as músicas deles ou dela apenas, as que lançou a solo. Adorei o álbum Fallen, era apaixonada pelo guarda-roupa dela, o piercing no sobrolho era a minha paixão (acabei por fazê-lo no meu 23º aniversário), gostava imenso de todo aquele ar de boneca meio dark que ela tinha. Esta foto é de 2006 e este era um poster que eu tinha a ocupar quase toda a parte de trás da porta do meu quarto (dos tempos em que comprava a Bravo e a Super Pop!).

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Throwback 2006


Estas fotos têm 11 anos. Foram tiradas no verão de 2006. Há muitos anos, quando andava na escola, comecei uma tradição de festas na garagem/quintal dos meus pais. Uma tradição que se mantém até hoje. Desde que tive o meu filho que deixei de organizar tantas festas, claro, mas, ocasionalmente, os meus aniversários, ou os do B. acabam por ser lá. São é mais sossegados. Com o tempo, começámos a ter um grupo de amigos mais restrito, a aguentar menos as bebedeiras e as noites acordados ao frio. A minha irmã, com 22 anos, tem dado continuidade às festas de arromba e, eventualmente, daqui a uns anos, será o meu filho a fazer o mesmo.

As festas começaram por ser parecidas com o que se vê nestas imagens, eram aquilo a que nós chamávamos "festas da mangueira". Sim, vejo o duplo sentido desta expressão, mas nós éramos miúdos inocentes e só começámos a perceber isso mais tarde. Começaram por ser festas diurnas, assim, na brincadeira, com sumos e batatas fritas, quando acabávamos o ano lectivo, para celebrar o início das férias de verão. Depois, passámos às festas perto da hora de jantar, as de Halloween, onde nos mascarávamos, ainda com sumos e batatas fritas, ouvíamos música e fazíamos umas palhaçadas. Eventualmente, passámos às festas do pijama, onde já passávamos a noite na garagem, a tentar ficar acordados, a praxar com espuma da barba quem adormecia primeiro... e foi no decorrer destas festas, ano após ano, que escalámos para as bebidas alcoólicas. Estas fotos são de uma dessas últimas festas, já no after-party, depois da noite de bebedeira, quando só restavam meia dúzia de sobreviventes.

E desse lado, o que têm a relembrar da vossa adolescência?

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

A banda sonora da minha adolescência

Fiz uma compilação de algumas músicas que me acompanharam enquanto adolescente, para partilhar convosco. Talvez alguns se identifiquem. 😊 Coloquei apenas 10 aqui, mas podia acrescentar muitas (tantas!) mais. Muitas das que ouvia na altura, continuo a gostar e, na maioria das vezes, deixam-me nostálgica e transportam-me para há 15 anos. E vocês, quais as músicas que marcaram os vossos anos de adolescência?



















domingo, 28 de fevereiro de 2016

Amor adolescente

A propósito de coisas que vejo no facebook, reparo o quanto a minha visão do amor mudou com o passar dos anos. Nem sempre acontece, existem pessoas mais sonhadoras e românticas do que outras e que vêem o amor sempre com os mesmos olhos com que viam na adolescência. Eu já fui muito mais das duas. Mudei muito depois de ter o meu filho e isso reflectiu-se em vários aspectos. Sensivelmente até ser mãe (que nada teve a ver com a minha mudança na visão do amor, mas apenas porque coincidiu com outros acontecimentos na minha vida), era uma romântica incurável. Teria, certamente, também a ver com a idade, a adolescência e a intensidade com que as coisas se vivem nessa altura. Tinha uma visão que agora considero pouco realista, mas que continuo a ver por esse facebook fora. Quando estão numa relação, é todo um amor, toda uma paixão assolapada, declarações de que será para sempre e de que foram feitos um para o outro, certas de que nada os irá separar e que o amor entre eles é mais forte do que tudo, capaz de superar qualquer obstáculo. E o mais curioso é que ainda vejo isto em algumas pessoas que já passaram largamente a idade do armário e, pior, que mudam de amores muito rapidamente. Um dia, é esta loucura com alguém, dali a uma semana, afinal, já é outro que lhes arrebata o coração para sempre. Hoje em dia, sou feliz com a pessoa que amo incondicionalmente, que está comigo há 4 anos. Já passámos por uma série de coisas e ainda estamos juntos. Amamo-nos e eu quero, sinceramente, que seja para toda a vida. A diferença agora é que aprendi que o "para sempre" é apenas para sempre enquanto dura. O que não deixa de ser irónico, pois "para sempre" a inscrição que temos nas nossas alianças. Não perdi o romantismo, nem deixei de querer um amor para toda a vida. Mas agora sei que existem problemas que podem afectar a relação e, enquanto esses, podemos sempre tentar resolver, há ainda a possibilidade de um dos elementos do casal se apaixonar por outra pessoa. Porque isso nunca deixa de ser uma possibilidade. Por vezes, não se está à procura, mas há algo que cativa noutra pessoa. Podemos aperceber-nos e tentar contrariar isso, ou pode acontecer sem a pessoa se dar conta. E isso é o que mais me assusta. Porque aprendi (era uma coisa que não me parecia possível há anos atrás) que a partir do momento em que deixamos de amar alguém, nada do que a outra pessoa possa fazer vai mudar isso. Acho muito difícil voltar a amar alguém que já amámos durante tanto tempo, de quem já conhecemos tudo e de quem já nada podemos esperar de novo. Por isso, acho que hoje em dia tenho mais receio de perder a pessoa que amo do que quando era adolescente. Por outro lado, sei que tenho uma visão mais realista. Mas será que isso atenua a desilusão quando o amor se desvanece?

Novo emprego, novas aprendizagens

2024 foi um ano de muitas mudanças na minha vida, depois do que aconteceu em setembro de 2023. Mudanças essas que continuam a acontecer no m...