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domingo, 2 de junho de 2019

Recordar é viver!

A melhor turma por onde passei na minha vida escolar foi, sem qualquer sombra de dúvida, a do nono ano. Dessa turma, faziam parte várias pessoas que vieram comigo da primária, mais as que se foram juntando pelo caminho. 

Desde que saímos daquela escola, em 2003, fomo-nos afastando, como naturalmente acontece à maior parte das pessoas. No entanto, ocasionalmente, juntamo-nos para relembrar os velhos tempos. Passámos por tantas coisas juntos, existem tantas memórias da nossa adolescência que partilhamos que é muito bom reviver. 

Muitos de nós passam meses, anos, sem falar, sem nos vermos, alguns sem saber sequer uns dos outros. Contudo, nestas reuniões, parece que os anos não passaram. Claro, estamos todos mais velhos, somos adultos, trabalhadores, pais e mães, todos nós temos vidas completamente diferentes e com imensas coisas a acontecer, mas a cumplicidade que nos unia vem sempre ao de cima. 

Estes jantares dão-se sempre em casa dos meus pais, que era O spot na altura da escola, onde fazíamos imensas festas, e sou sempre eu que organizo. A vida vai acontecendo e dei-me conta de que o último já tinha sido em 2012! Eu e a minha melhor amiga (a única dessa malta toda que me continuou a acompanhar ao longo destes anos) entrámos em contacto com eles e lá decidimos fazer mais um. 

Só conseguimos reunir alguns, é difícil conciliar a vida e a disponibilidade de 20 e tal pessoas, principalmente se tivermos em conta que muitos de nós estão emigrados. Mas ainda que sendo poucos e faltando muitos membros, estes momentos são sempre tão bons...











Tentarei fazer disto uma coisa anual. A ver vamos se consigo! E se aproveito para retomar um contacto mais frequente com, pelo menos, os que sempre me foram mais próximos. E vocês, como é a vossa relação com a malta que vos acompanhou na escola? Ainda dura? Contem-me tudo.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Casa da minha infância

Frequentemente, oiço pessoas a falar carinhosamente das memórias que têm dos avós ao longo da sua infância, das coisas boas que lhes proporcionaram durante o seu crescimento, pormenores que lhes recordam a proximidade e cumplicidade com a família nesses tempos, os cheiros da infância que os remetem muitas vezes para a casa da avó e os dias lá passados. E eu nunca me identifiquei com isto, porque nunca o senti. Nunca passei dias em casa dos meus avós, nem maternos, nem paternos. Nunca gostei da comida da minha avó, nem nunca fui mimada por eles com beijinhos, docinhos, coisinhas boas ou as vontadinhas todas feitas. Não me lembro do cheiro, nem do toque dos meus avós na minha infância, nem sequer de passar muito tempo com eles. Nem tampouco mostram o amor pelos netos com lamechices, como a maior parte.

Contudo, ao ir a Coimbra neste fim de semana, fui visitar uns tios-avós que lá vivem e apercebi-me que essas memórias lhes pertencem a eles. Não vivemos perto e não passei a minha infância enfiada lá em casa, mas costumávamos ir lá nas férias. Gostava de passar tempo com a minha prima, uns anos mais velha que eu e a única filha dos três que ainda vivia em casa dos pais na altura. A casa tem r/c (cujos quartos estão alugados a estudantes), primeiro andar (onde os meus tios vivem) e sótão, que, actualmente, já foi renovado e transformado em dois quartos, uma sala e uma casa de banho, mas na época, era apenas um sótão, cheio de tralha. E aquela casa, para mim, era um mundo. 

No primeiro andar, existe uma porta que dá acesso aos outros dois pisos, com umas escadinhas de cimento estreitas e sem corrimão, que me parecia sempre uma espécie de caminho secreto. Adorava descer lá abaixo, ver as portas dos quartos alugados fechadas e imaginar o que lá estava por trás; tudo silencioso e eu a percorrer o corredor em bicos de pés para não perturbar o silêncio, para não denunciar a minha presença. Saía pela porta que dava acesso à rua, dava a volta ao quintal, onde me lembro bem de haver galinhas e animais sempre presentes, subia as escadas e corria para o terraço. Entrava pela porta da cozinha dos meus tios e voltava a correr para a porta por onde tinha entrado inicialmente.

Subia muitas vezes ao sótão, adorava explorar tudo o que havia por lá. Não eram mais do que recordações e tralha da família, mas eram pequenos tesouros para mim. Tinha imensas coisas da escola da minha prima, às quais eu adorava passar revista, bonecos e brinquedos que ela já não usava, pois estava demasiado crescida para isso, trapos e toda a espécie de coisas que me fascinavam (sim, eu deslumbrava-me com pouco). Nunca esqueci o cheirinho e do sabor do pão (que não encontrei igual em mais lado nenhum) que eles tinham sempre em casa, comprado no café do outro lado da estrada, que era tão molinho como estaladiço e tão apetitoso que ainda me cresce água na boca só de pensar.

Na rua deles, fiz uma amiga, uma menina cujo nome não me recordo, mas do que me lembro é de ir brincar para casa dela, que ficava no último andar; tinha uma clarabóia no sótão onde nós brincávamos; e a mãe dela dava-nos nestum de uma forma que me marcou e que é assim que ainda hoje faço, quando como: misturado no leite, como é suposto, mas polvilhado com alguns flocos secos por cima. Achava aquilo fantástico, porque não era assim que comia em casa e adorava. 

Quanto aos meus tios, eram (e continuam a ser) pessoas mais empáticas, mais carinhosas, mais dadas aos miúdos. E a comida da minha tia era (e é!) sempre boa. E lembro-me de tudo isso. Claramente. Gosto sempre de voltar àquela casa, porque me sinto transportada. E sempre bem recebida. E sinto ali uma ligação que nunca senti e continuo a não sentir com os meus avós, apesar de viverem há muito tempo na mesma cidade que eu e desde sempre mais perto que os meus tios. Como é com vocês? Têm memórias nostálgicas dos avós? Ou, como eu, transferiram-nas para outros familiares? Ou nem sequer existe tal coisa na vossa vida?

quarta-feira, 30 de maio de 2018

A banda da minha vida


Não podia deixar de falar da existência dos Evanescence na minha vida. Sem dúvida, um grande pedaço do meu mundo. Acho que já referi isto aqui, mas foi a banda que mais me acompanhou ao longo da adolescência e um dos meus maiores arrependimentos é nunca ter ido a um concerto deles. Os meus pobres pais levaram uma injecção sonora desta banda que foi qualquer coisa! Ouvia outras coisas, mas a voz da Amy Lee era daquelas que nunca me enjoava e das poucas que me fez gostar de todas as músicas deles ou dela apenas, as que lançou a solo. Adorei o álbum Fallen, era apaixonada pelo guarda-roupa dela, o piercing no sobrolho era a minha paixão (acabei por fazê-lo no meu 23º aniversário), gostava imenso de todo aquele ar de boneca meio dark que ela tinha. Esta foto é de 2006 e este era um poster que eu tinha a ocupar quase toda a parte de trás da porta do meu quarto (dos tempos em que comprava a Bravo e a Super Pop!).

quinta-feira, 22 de março de 2018

Recordações da gravidez

Não fiquei fã desta fase, não gostei muito de estar grávida, nem das mudanças que isso impõe ao corpo da mulher. Mesmo não tendo tido uma gravidez muito turbulenta. Contudo, ainda que não tenha apreciado muito esses meses e estivesse ansiosa para que o meu pequeno saísse cá para fora, onde podia, finalmente, abraçá-lo... gosto muito de ser mãe. Ao contrário de muitas mulheres, não sinto saudades da barriga de grávida, mas confesso que a maternidade é mesmo a melhor coisa do mundo. Assim, deixo algumas das fotografias dessa altura, há 10 anos. E, sim, fiz um barrigão que mais pareciam dois!








quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

O fim de uma etapa


Este foi o momento em que recebi a minha faixa e o meu diploma no final do 12º ano, no baile de finalistas. Há 12 anos, foi o ano em que pintei e cortei radicalmente o cabelo: ficou curto, espetado e vermelho. Foi também o ano em que aprendi a dançar valsa (não me peçam é para o fazer agora... porque acho que já não sei!). Fui, provavelmente, a única pessoa que não tirou fotografia com o par e veio de lá com apenas meia dúzia de fotos e todas tiradas assim à socapa. O que não é normal em mim, porque sou uma fotógrafa compulsiva, que gosta de registar tudo, mas naquela altura, dava pouca importância à escola, ao baile e a todo aquele circo. Provavelmente por isso é que fui das poucas que não levou ao baile um vestido de gala a custar os olhos da cara, mas sim um vestidinho assim mais formal, comprado numa loja do shopping. Também não fui à viagem de finalistas, porque simplesmente não quis. Naquele momento, era uma miúda desejosa de acabar o secundário e sair da escola para começar a trabalhar. Estava a meses (ainda não sabia, claro) de entrar para o primeiro callcenter onde trabalhei. Hoje, gostava de ter prolongado um bocadinho mais a vida académica, mas não vivo de arrependimentos. Ali, acabou o meu percurso nos estudos para seguir para uma nova etapa. E vivi essa etapa seguinte ao máximo, feliz. Fico agora contente por ter guardado esta foto, pois ela representa um momento de transição na minha vida.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Throwback 2006


Estas fotos têm 11 anos. Foram tiradas no verão de 2006. Há muitos anos, quando andava na escola, comecei uma tradição de festas na garagem/quintal dos meus pais. Uma tradição que se mantém até hoje. Desde que tive o meu filho que deixei de organizar tantas festas, claro, mas, ocasionalmente, os meus aniversários, ou os do B. acabam por ser lá. São é mais sossegados. Com o tempo, começámos a ter um grupo de amigos mais restrito, a aguentar menos as bebedeiras e as noites acordados ao frio. A minha irmã, com 22 anos, tem dado continuidade às festas de arromba e, eventualmente, daqui a uns anos, será o meu filho a fazer o mesmo.

As festas começaram por ser parecidas com o que se vê nestas imagens, eram aquilo a que nós chamávamos "festas da mangueira". Sim, vejo o duplo sentido desta expressão, mas nós éramos miúdos inocentes e só começámos a perceber isso mais tarde. Começaram por ser festas diurnas, assim, na brincadeira, com sumos e batatas fritas, quando acabávamos o ano lectivo, para celebrar o início das férias de verão. Depois, passámos às festas perto da hora de jantar, as de Halloween, onde nos mascarávamos, ainda com sumos e batatas fritas, ouvíamos música e fazíamos umas palhaçadas. Eventualmente, passámos às festas do pijama, onde já passávamos a noite na garagem, a tentar ficar acordados, a praxar com espuma da barba quem adormecia primeiro... e foi no decorrer destas festas, ano após ano, que escalámos para as bebidas alcoólicas. Estas fotos são de uma dessas últimas festas, já no after-party, depois da noite de bebedeira, quando só restavam meia dúzia de sobreviventes.

E desse lado, o que têm a relembrar da vossa adolescência?

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Tesourinhos deprimentes

No fim-de-semana, em casa dos meus pais, andei às voltas com os álbuns fotográficos que lá têm da minha infância. São sempre divertidos, confesso. Dão sempre para boas gargalhadas e, como não sou de guardar as coisas boas só para mim, decidi partilhar algumas no facebook e identifiquei pessoas que figuram nas ditas fotos, algumas até com quem já não tinha contacto há anos. Posso dizer-vos que foi uma das publicações mais vistas, com mais comentários e gostos que fiz até hoje. O que me leva a crer que este tipo de recordações faz sempre sucesso. Assim, seleccionei algumas para vos mostrar e, quem sabe, incentivar-vos a mostrar ao mundo a vossa fofura de infância também. 😄


Muita gente tem vergonha de mostrar este tipo de coisas. Conheço, inclusive, uma rapariga que jogou fora todas as recordações de infância, quase causando a III Guerra Mundial com a mãe por causa disso. Mas eu não tenho. Vergonha porquê? E para quê? Prefiro encarar com naturalidade e rir-me. Porque, convenhamos, esta foto, por exemplo, tem muita graça! Digam lá se eu, com 6 anos, não era uma menina muito linda?! 😆 Não sei o que é pior: o cabelo, os óculos ou a roupa!

Eu, a minha irmã e dois primos

Eu e a minha irmã, em fotos com 20 anos de diferença!

Eu, a minha irmã e três primos

Eu, a minha irmã e dois primos

Eu e a minha prima (reparem nas duas primeiras fotos com 2 anos de diferença e a mesma pose)

E vocês? São dos que têm vergonha de partilhar os tesourinhos deprimentes? Também se riem com fotografias antigas?

terça-feira, 25 de julho de 2017

O meu 19º aniversário


Esta era eu há 10 anos atrás (sou a de amarelo em cima do baú). Antes de ser mãe. Sempre em altas, sempre rodeada de gente, sempre em festa. Esta foto foi tirada no dia do meu 19º aniversário, em outubro de 2007. Lembro-me tão vivamente desta pessoa que eu era; que eu fui durante tanto tempo e, agora, sinto que já foi noutra vida. Cresci. Amadureci. Não tenho tempo, nem dinheiro, nem disponibilidade para ser a pessoa que era há 10 anos. E sinto-me confortável, durante a maior parte do tempo, com a pessoa que sou hoje. No entanto, olhando para as inúmeras fotos que tenho do meu passado, por vezes, apodera-se de mim uma nostalgia que me faz querer voltar atrás.

Novo emprego, novas aprendizagens

2024 foi um ano de muitas mudanças na minha vida, depois do que aconteceu em setembro de 2023. Mudanças essas que continuam a acontecer no m...