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domingo, 7 de julho de 2019

O horror da idade!

Na semana passada, fui com o meu filho à escola nova, para concluir a matrícula. Vai ingressar no 5º ano na única escola preparatória que existe cá na terra, sendo, portanto, a mesma que frequentei durante cinco anos e onde concluí o 9º ano. 

Apesar de, nestes cinco anos de pré-escola mais primária, ter lá entrado meia dúzia de vezes, por ser a sede do agrupamento de escolas, foi sempre ali à entrada, onde está a secretaria. Desta vez, percorri o recinto da escola, para chegar à sala atribuída para tratar das matrículas da turma dele. Uma sala onde eu tive tantas aulas!

Quando entrei para ali, vinda da primária, claro que me parecia tudo avassalador, enorme, confuso. Com blocos e salas, quando estava habituada a ter uma única sala para todo o tempo de aulas. Saí daquela escola em 2003 e agora, 16 anos depois (!!! como assim??), parece-me pequena (apesar de eu não ter crescido muito em tamanho 😂).

Bateu uma saudade...
Estava sentada dentro da sala enquanto a senhora para lá mexia no computador e, ao olhar em volta, comecei a lembrar-me de uma vez em que um colega meu se enfiou dentro do armário. Da professora de francês que estava sempre de sorriso na cara, mesmo quando nos repreendia. Das aulas de história que tínhamos ali com a estagiária. Dos últimos dias de aulas em que andávamos a tirar fotos, a jogar jogos e a recolher dedicatórias.

Ao percorrer o recinto, lembrei-me de todas as vezes em que jogámos às escondidas, em que corríamos para o bar quando tocava, em que passámos intervalos e furos no campo de basket, das aulas de educação física naquele campo.

Quando fui à secretaria buscar o comprovativo, cruzei-me com aquela que foi minha professora de Matemática e Formação Cívica, bem como directora de turma, do 7º ao 9º ano. Sempre querida. Gostava muito dela. Falou-me super bem, relembrou algumas coisas, disse ao meu filho para ir ter com ela sempre que precisasse de alguma coisa ali na escola. Uma das funcionárias que lá estava comentou com ela "Já viu a nossa Cy... já com dois filhos!".

Tenho saudades. Se, para muita gente, a adolescência foi o pior período da sua vida, para mim, foi dos melhores. Fui muito feliz nessa altura. Se me dessem oportunidade de revisitar uma parte do meu passado, era essa que escolhia. E voltava já hoje.

terça-feira, 25 de julho de 2017

O meu 19º aniversário


Esta era eu há 10 anos atrás (sou a de amarelo em cima do baú). Antes de ser mãe. Sempre em altas, sempre rodeada de gente, sempre em festa. Esta foto foi tirada no dia do meu 19º aniversário, em outubro de 2007. Lembro-me tão vivamente desta pessoa que eu era; que eu fui durante tanto tempo e, agora, sinto que já foi noutra vida. Cresci. Amadureci. Não tenho tempo, nem dinheiro, nem disponibilidade para ser a pessoa que era há 10 anos. E sinto-me confortável, durante a maior parte do tempo, com a pessoa que sou hoje. No entanto, olhando para as inúmeras fotos que tenho do meu passado, por vezes, apodera-se de mim uma nostalgia que me faz querer voltar atrás.

sexta-feira, 4 de março de 2016

A sério que já passou tanto tempo?


Faz hoje 13 anos que saiu o álbum Fallen, dos Evanescence. 13 anos! Treze. A sério. Tenho que dizer várias vezes para me mentalizar que já passou tanto tempo. Onde é que eu estava?! Muita coisa aconteceu na minha vida nestes 13 anos, cresci, obviamente, mas a sensação que tenho é que passaram por mim a correr. Como é que isso aconteceu?


Esta é uma imagem, já com alguns anos, dos Evanescence. Quando ainda tinham o Ben Moody na banda. E o Rocky. E o John. Era também uma das imagens que eu tinha em poster nas paredes do meu quarto, na adolescência. Muito recheadas de Evanescence. Os pobres dos meus pais levaram uma injecção tão grande desta banda, que ficaram a conhecer todas as músicas.


A Amy Lee. A vocalista. O único membro restante da banda original. A alma dos Evanescence. Toda a adolescência tive uma adoração por esta mulher. A "Amyzinha", como eu e a minha melhor amiga (e companheira nesta devoção!) lhe chamávamos. Tinha um poster gigante dela na porta do quarto. Foi, verdadeiramente, o meu ídolo. Ainda hoje gosto, simplesmente, não tenho a fixação doida que tinha na altura, quando só ouvia disto. Evanescence marcou a minha adolescência e sinto que as músicas do Fallen foram, sem dúvida, as melhores deles.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Bateu a saudade


Eu sou uma pessoa muito contraditória, com sentimentos assim a roçar o bipolar mesmo. Se, por um lado, sou bastante fria, não sinto muito a falta das pessoas e, para dizer a verdade, passo bem o meu tempo sozinha e isolada... por outro lado, sou muito nostálgica e tenho saudades de muitos momentos do meu passado. É que, sabem, eu nem sempre fui este bloco de gelo. Até um certo ponto da minha vida, era uma pessoa carente e pegajosa, muito dada e sociável, sempre com alguma coisa para fazer, cheia de pessoas à minha volta e uma facilidade incrível em fazer amigos. Actualmente, já de há uns anos a esta parte, tornei-me fria, distante das pessoas e, apesar de me dar bem com toda a gente, não faço amigos com facilidade. Não tenho problemas em falar com as pessoas, adapto-me a qualquer tipo de grupo e tudo o mais. Mas amigos? Nem por isso. Pouco me interessa sair por aí e ter uma agenda preenchida. Não gosto muito de contacto físico, tipo abraços e beijos e mesmo apenas estarem a falar comigo e constantemente a tocarem-me. Costumava considerar-me uma pessoa extrovertida e agora constato que já não o sou. Tenho saudades da escola. Saudades de ter um grupo grande e unido de amigos. Saudades de ser tão fácil brincar e rir com eles. Saudades de andar por aí sem fazer nada de jeito, só mesmo a ser parva. De todo o mar de pessoas que faziam parte da minha vida, só me restou verdadeiramente uma amiga. Amiga mesmo. Como? Como é que pessoas que fizeram parte da minha vida durante anos acabaram por ser estranhos para mim? Não existe qualquer relação entre nós, nem assunto caso nos encontremos. Temos todos a nossa própria vida e eles não se encaixam na minha. Tenho saudades dos nossos momentos. Todos eles. Mas não posso dizer que tenho saudades das pessoas. Tenho, sim, daquilo que éramos. Acho que tenho saudades de mim mesma. Daquela pessoa que costumava ser e que se perdeu algures pelo caminho.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

De volta ao desemprego...

Hoje foi o último dia de trabalho na fábrica. Já estou nostálgica e deprimida. Foi um ano inteiro, estava habituada àquilo, às pessoas, à rotina. E custa-me saber que, pelo menos, 4 meses vou ter que ficar fora dali. É injusto sabermos que trabalhamos bem e, ainda assim, não nos darem oportunidades. É injusto haver apenas uma vaga para contrato pela casa e escolherem uma pessoa que estava lá há menos tempo porque tem uma cunha melhor. É injusto estar desempregada porque, pela política da empresa (sabe-se lá que critérios terão), somos obrigados a ficar 4 meses fora, até podermos voltar. É injusto não sabermos se, ao fim desses 4 meses, ainda terão lugar para nós. 

Não é apenas o estar desempregada, saber que as contas não vão parar de chegar à caixa do correio e que vou ter dificuldade em sustentar-me, saber que posso ser chamada para um curso do centro de emprego que não me interessa minimamente, sobreviver com o fundo de desemprego, fazer as apresentações quinzenais, pedir carimbos às empresas para provar que ando à procura de trabalho. É tudo isso e ainda mais. É a saudade que vou ter das pessoas. Pessoas que hoje se vieram despedir de mim, uma por uma, carinhosamente, com abraços e beijinhos. Pessoas que me deixaram de lágrimas nos olhos, me disseram que gostaram muito de trabalhar comigo, que ficam tristes por me ver ir embora, que dizem que faço lá muita falta. Pessoas que estão sempre bem-dispostas e me fazem rir no dia-a-dia, que facilitam o dia de trabalho e o ajudam a passar mais rápido. Saudades...

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Saudades...

Da escola. De me baldar às aulas e ir tirar fotos para o parque com a minha melhor amiga. De passar tardes no McDonald's a comer gelados, na conversa. Das sessões fotográficas com amigas. Do meu baile de finalistas. Dos ensaios da valsa. Das gargalhadas na sala de aula. Das parvoíces nos intervalos. Do bar da escola. De usar meias às riscas até aos joelhos. Das dormidas em casa da melhor amiga e vice-versa. Do meu quarto de solteira. Do meu edredão com estrelas e luas. Dos posters na parede do quarto. Do meu Nokia 3310. Das roupas que usava há 10 anos. De usar totós no cabelo. Da minha primeira máquina fotográfica. Dos almoços no café da esquina. De ouvir Amy Lee non stop. Do meu pijama com ovelhas. Da minha saia cinzenta com pregas. Dos meus sapatos da Bata. Do meu cabelo curtinho e vermelho. Das minhas saias até aos pés. Das viagens de comboio. Das noites na Guarda. Das ruas do Porto. De passear sem ter uma única preocupação. Do meu primeiro trabalho. De passar noites inteiras na palheta e a jogar draga-minas no MSN. De sair à noite todos os fins de semana. De andar de carrinhos de choque. De ter um grupo de amigos. De pessoas com quem perdi o contacto. Das festas de Halloween. Das festas do pijama. Dos aniversários. Das conversas com colegas de trabalhos anteriores. Das férias.

Chego à conclusão de que estou farta de ser adulta...
Caraças e podia ficar aqui horas. Tenho saudades, pronto. Muitas!

quarta-feira, 27 de março de 2013

Amor

Este fim-de-semana que passou estive sem o meu filho. Foi na quinta-feira para casa dos avós paternos e voltou ontem. Não tê-lo cá em casa dá um certo descanso, que dá. E alguma liberdade, se precisar ou quiser sair para qualquer lado, sem ter que pedir a ninguém que me fique com ele por um bocadinho. Significa também não ter sempre a casa toda desarrumada, com brinquedos espalhados por tudo quanto é sítio.

Mas ontem, quando abri a porta e o vi a correr para mim, saltar-me para o colo, dar-me beijinhos e dizer-me que gosta muito de mim e que tinha saudades minhas, o meu coração inchou quase até saltar do peito. É a melhor sensação do mundo e, por muito que a vida possa ser facilitada sem a presença de uma criança, não há nada como isto. Preenche-me na totalidade e faz-me esquecer, por momentos, que tenho problemas e coisas com que me preocupar.

Troco a liberdade, o descanso, o dormir até mais tarde, a falta de responsabilidade por não ter que tratar de uma criança... troco tudo isso para ter o meu filho sempre comigo!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Gravidez, estado de graça?

Desde que engravidei do meu filho, comecei a conhecer outras grávidas e mulheres já mães. E é raro, mesmo muito raro, haver uma que concorde comigo nisto. Oiço tantas dizerem que gostaram de estar grávidas, que foi uma fase muito boa, que têm saudades da barriguinha... e eu penso "mas como é que é possível?!". Eu não tenho saudades. A única coisa que achei fofo durante esse tempo foi sentir o meu bebé a mexer-se. O resto? Hell, no. Não tenho saudades de ter que ir a consultas a toda a hora. Nem da azia. O aumentar de peso. A fome avassaladora. As cãibras. A falta de posição para dormir. O sono. A constante vontade de ir ao WC (que ficou! Estúpida bexiga do tamanho de uma noz...). As estrias com que fiquei. O cansaço. Não chegar aos pés como deve ser para me calçar. Não poder usar a minha roupa habitual. Os pés inchados. A moleza. O toque (horroroso!). Posto tudo isto, como é que podia sentir saudades? Não sinto. Nenhumas. E depois sou apelidada de insensível. Fiquei extremamente feliz no dia em que ele nasceu. Cá fora é que ele está bem, onde posso vê-lo crescer, dar-lhe mimos e apreciar a coisinha linda que fiz. Perdoem-me as mamãs que apreciam a gravidez. Mas isso não é mesmo para mim. Algumas ainda tentaram convencer-me de que me iria esquecer de tudo isso quando ele nascesse e que ia ter saudades. E eu tinha a certeza que estavam erradas. Como é óbvio, eu estava certa. Se quero outro? Sim. Se anseio por outra gravidez? Não!

Novo emprego, novas aprendizagens

2024 foi um ano de muitas mudanças na minha vida, depois do que aconteceu em setembro de 2023. Mudanças essas que continuam a acontecer no m...