O livro que acabei de ler hoje, em determinado momento, descrevia como uma de duas amigas se sentia relativamente à relação de ambas após a outra ter sido mãe. E deixou-me a pensar. Aqui, a mulher que não tinha filhos sentia-se frustrada pelo facto de a maternidade ter afectado a sua amizade com a outra. Sempre que queria falar com ela, não conseguia, por ser difícil conciliar os horários. A mãe só tinha disponibilidade durante a tarde, quando a filha dormia a sesta e a amiga estava a trabalhar. Por outro lado, a que não tinha filhos, preferia falar à noite, quando já tinha saído do trabalho e era mais complicado para a amiga, pois tinha que tratar da filha ou já estava a dormir. Frustrava-a o facto de já não poderem usufruir da espontaneidade de uma amizade sem a responsabilidade da maternidade. Intrigava-a como as mulheres com filhos podiam abdicar de tanto tempo da sua vida para dedicar aos rebentos. A verdade é que sei que há, realmente, mulheres que pensam como esta personagem. Que não entendem como há outras que podem querer aceitar noites em branco e tudo o que acarreta a maternidade. Mas é um exagero como, por vezes, isto é descrito. Como se todas as mães andassem sempre mal vestidas, com roupa desleixada, despenteadas, desistissem da maquilhagem, do ginásio e dos maridos. Como se ser mãe significasse, automaticamente, não ter amigos, nem vida social. A realidade é que ser mãe muda a vida de uma mulher, não vamos negar. Passamos a estar condicionadas. Mas não temos que nos transformar em zombies de nódoas na roupa e olheiras, com miúdos ranhosos e a casa de pantanas só porque somos mães. A partir do momento em que tive o meu filho, senti na pele as mudanças que isso traz. E, certo, há amigos que se afastam quando surge uma criança. Mas penso que isso pode ser uma coisa boa. Serve para filtrarmos as nossas amizades. E vemos quem vale a pena ou não ficar na nossa vida. Não vou negar que fiquei muito mais sozinha depois de ser mãe, mas isso mostrou-me que essas pessoas, que eu tive por amigos, não o eram na verdade. Porque se afastaram quando deixei de estar sempre disponível. A minha melhor amiga continua a conviver comigo regularmente, por exemplo. Já não posso sair sempre que me apetece, em qualquer altura do dia/noite, sem restrições. Mas as coisas fazem-se. Basta querer.
domingo, 15 de janeiro de 2017
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
Um murro no estômago
Hoje fui ao funeral da avó da minha melhor amiga. Tinha 88 anos. Estava já debilitada. Tinha dificuldades em andar. Sim, era o esperado. Sim, todos sabíamos que ia acontecer, um dia. Mas isso não torna a perda mais fácil. Ela vivia em casa deles. Conheço a minha melhor amiga há cerca de 15 anos e sempre me lembro da presença da senhora lá em casa. Foi tão... pesado. Há anos que não ia a um funeral. E ver pessoas que me são próximas a sofrer é tão... que palavra usar para descrever? Aflitivo? A mãe e a irmã dela a chorar. Abraçá-las e senti-las a soluçar. Sabemos que é a lei da vida, mas, caramba, se custa. A sobrinha mais velha da minha amiga, com 7 anos, está a ter muita dificuldade em aceitar. Escondeu-se debaixo da secretária a chorar. Fez um coração de papel quando lhe deram a notícia e não o largou durante horas. A senhora levou-o com ela no caixão. A mais pequenina, de 5 anos, viu as flores que a família ia levar para o funeral e disse que a avó ia gostar delas. E, quando lhe disseram que ela não podia vê-las, porque tinha morrido, ela respondeu que a avó ia sentir o cheiro. A sério, é de partir o coração. A minha amiga ficou à entrada do cemitério, porque já não suportava ver aquilo de perto. Esteve com ela no velório e assim que veio o carro funerário, não aguentou mais. E eu fiquei com ela, à porta, a assistir de longe, em silêncio. E foi assim que a avó da minha amiga se despediu deste mundo. Num dia que começou escuro, escuro do nevoeiro, em que o sol abriu para vê-la partir.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
O Meu Conto de Fadas #3
Como expliquei na última publicação desta rubrica, eu estava numa relação quando conheci o namorido. Por isso mesmo, as coisas não avançaram logo. Começámos a falar e eu simpatizava com ele. Gostava das nossas conversas pela noite dentro, fazia-me companhia, mas apenas virtualmente, pelos motivos óbvios. Na realidade, a minha relação daquele momento, como também já referi, estava prestes a terminar e eu já me tinha arrependido de a ter começado. Porque antes de entrar nessa relação, tinha estado 3 anos solteira. Só eu e o meu filho. E tinha-me sabido bem. Era assim que eu queria estar e tinha sido um erro envolver-me com a pessoa com quem estava. Naquele momento, já o sabia e, por isso, estava cheia de certezas sobre não querer cometer o mesmo erro. Tinha a certeza que queria estar sozinha. Não me queria envolver emocionalmente com mais ninguém. E, por causa disso, aceitei sair com o mais-que-tudo, mas numa saída de amigos. De maneira que combinámos uma saída à noite com os meus amigos. Nessa noite, jantei em casa das minhas amigas gémeas (as que estavam comigo quando o conheci), arranjei-me por lá e recordo-me que elas me fizeram caracóis no cabelo enquanto eu mandava mensagens para ele. É curioso o quão bem me lembro do bar onde fomos e do comentário dele sobre a sessão de cabeleireiro ter valido a pena porque eu estava bonita. Estivemos um bocadinho nesse bar, a conversar (eu, maioritariamente, com os meus amigos, confesso, e pouco com ele). Passámos o tempo a trocar olhares e sorrisos enquanto estive com eles, mas falámos pouco. Quando saímos, decidimos ir dançar para o sítio onde eu costumava ir com as minhas amigas, onde nos tínhamos conhecido. Mas quis o destino que não fosse ainda essa a nossa noite. Assim que entrámos na discoteca, recebo uma chamada da minha mãe, muito aflita, a dizer que ela e o meu pai tinham que ir para o hospital com a minha irmã, que ela estava com um problema qualquer (que parecia grave, mas acabou por não ser, felizmente) e eu tinha que ir embora, porque eles estavam a tomar conta do meu filhote, que já dormia. Não tinha carro, pelo que tive que cravar o amigo que estava comigo para me vir trazer a casa. Despedi-me à pressa das minhas amigas e do mais-que-tudo, coitado, que lá ficou o resto da noite com o meu pessoal. Acabámos por não falar muito, não dançar, não aproveitar a saída. Ah, e perdi o dinheiro da entrada. Passámos o resto da noite a falar por SMS, mas continuávamos a nunca ter estado juntos sozinhos. Mas isso não durou muito... 😉
domingo, 8 de janeiro de 2017
Aniversário do príncipe
Ontem foi a festinha dos oito anos do meu piolho lindo. Houve uma palhacinha a pintar as carinhas larocas dos pequenos, a fazer bolas de sabão, modelagem de balões e jogos tradicionais. Houve música, um bolo fofinho da Patrulha Pata feito pela madrinha, prendas, confettis e muita correria. Andaram de bicicleta, trotinete, jogaram basket, andaram de baloiço. E saíram da festa todos sujos da relva, o que é sinal que se divertiram. Aqui fica uma amostra!
sábado, 7 de janeiro de 2017
Parabéns, bebé grande!
6 de Janeiro de 2009 foi a data mais especial, o dia em que nasceu o meu tesouro. 8 anos de alegria, de etapas ultrapassadas e metas cumpridas. Tem sido um orgulho ver-te crescer sempre com esse sorriso lindo nos lábios. Um orgulho ver que te estás a tornar num homenzinho. Um miúdo bem-educado, persistente, estudioso, aplicado, sociável e com bom coração. És o melhor de mim. Meu príncipe, meu amor maior. Muitos parabéns pelos teus 8 aninhos, desejo-te tudo de bom pela vida fora e espero, mais que tudo, que alcances grandes coisas, que sejas feliz e que precises sempre de mim, porque eu irei precisar sempre de ti! 💖
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
Bem-vindo 2017!
Feliz 2017 para todos os que por aqui passarem! 2016 foi, para mim, um ano um bocadinho turbulento em várias frentes e espero que este seja melhor.
Não tive oportunidade de vir ao blog nas últimas semanas, têm sido atribuladas! No Natal, fizemos a entrega das prendas da Luta Por Um Sorriso a uma das famílias (a outra está com problemas de saúde que não nos permitiram fazer a entrega ainda).
Tivemos que conciliar o Natal entre a família do meu pai, da minha mãe e do namorido. E o meu filho ainda acrescentou ao dele um dia de Natal com a família do pai. Entretanto, veio o aniversário do namorido.
| Parabéns pelos 24 aninhos, baby! 🎉🎈 |
E a passagem de ano (das melhores desde há algum tempo, desta vez festejei e diverti-me!), quando eu e o namorido comemorámos 5 anos de relação. 💗
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| Parabéns por 5 anos a aturar-nos mutuamente, hihi! 💋💙 |
Quanto a boas notícias para este novo ano, a empresa onde trabalho decidiu renovar o meu contrato que devia ter acabado dia 25 de dezembro. Estive uma semana de férias e voltei dia 2 de janeiro, com um contrato a termo incerto, a substituir os contratos temporários semanais que tive durante todo o ano de 2016. So... yay!
E já que estou a despejar todas as novidades neste post... ontem, a minha avó materna fez 76 anos. Só vos digo que já devo ter engordado uns 10 kg nestes últimos dias... com tanta festividade!
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| Parabéns, velhota! |
Mas ainda não acabou. O meu pequeno amor faz anos na 6ª feira, pelo que ando atarefadíssima com os preparativos. De qualquer modo, vocês já nem devem estranhar as minhas ausências. Bom ano a todos! ✌
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