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sábado, 15 de dezembro de 2018

Violência doméstica


Há dias, vi este vídeo no facebook e tocou-me. Achei comovente a forma como o rapaz é carinhoso com ela antes e depois da actuação. E a performance de ambos é perfeita. Conta uma história e eles são bastante expressivos e talentosos. Não consigo ficar indiferente a qualquer tipo de injustiça e a violência doméstica inclui-se nesse leque. Não consigo conceber que alguém trate tão mal, muitas vezes com um final trágico para a pessoa agredida, a pessoa com quem partilha a vida. Não existe motivo nenhum que possa justificar a agressão.

Sei que a generalidade das pessoas tem tendência a julgar as mulheres agredidas por não deixarem o parceiro. Não entendem como é possível que aceitem continuar numa relação assim, onde são saco de pancada, onde não são respeitadas, nem amadas. Mas como alguém que já esteve numa relação tóxica, digo-vos que tentem ter um pouco mais de compaixão. Não é fácil. Devia ser! Contudo, quando a pessoa agredida depende financeiramente do agressor, por exemplo, é extremamente complicado sair. Claro que nada paga a saúde e a felicidade. Mas não podemos pensar que é fácil. E há o factor medo. Nem todas as mulheres têm coragem para enfrentar quem lhes faz mal. Sabendo que as podem matar. Que podem descarregar nos filhos. Que as podem seguir para todo o lado, roubando-lhes toda a liberdade. Que lhes podem ir fazer uma cena no local de trabalho. Que podem ser o parceiro perfeito à frente de toda a gente e levar todos a crer que a vítima é doida e deitando por terra todas as possibilidades de acreditarem nela, se um dia decidir contar a alguém.

Não julguem. Ajudem.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Daquelas amizades duradouras


Para quem vê de fora, provavelmente, esta parece só uma fotografia parvinha. Mas, para mim, tem um significado. Foi tirada em meados de novembro de 2006, portanto, há uma vida atrás. Há 12 anos, eu era uma pessoa diferente, com um contexto diferente e ainda com tanta coisa por acontecer que eu não fazia ideia. Era uma miúda de 18 anos e este foi o dia em que terminei a minha relação mais duradoura até à data. E foi das coisas mais difíceis que tive de fazer. Porque terminar uma relação nunca foi o meu forte e porque, como já referi numa das minhas publicações, acho sempre triste que exista uma separação, que o tempo que investimos naquela relação acabe por ir por água abaixo. Principalmente, porque, neste caso, eu ainda gostava da pessoa em questão, mas uma terceira andava a baralhar-me e eu só queria estar sozinha para evitar magoar qualquer uma das partes (eu incluída). As duas meninas que estão comigo na foto estavam à espera que a conversa terminasse para me receberem de braços abertos e passar a noite comigo, em casa de uma delas, onde fizemos muitas palhaçadas, tirámos fotos e conversámos muito. Foi um grande apoio para mim e evitou que me fosse enfiar no meu quarto sozinha a ter pena de mim própria. Duas boas amigas, que ainda conservo e que estarão, igualmente, lá para mim hoje em dia, quando precisar. Relativamente ao término da relação, o meu objectivo de não magoar nenhuma das partes falhou miseravelmente, porque acabei por magoar todos. A pessoa que foi o motivo da separação, porque ficou esperançosa e eu acabei por não ficar com ele, a mim própria por me sentir imensamente culpada por deixar uma terceira pessoa entrar no meu coração e arrependida de me separar de quem gostava e a pessoa de quem me separei. Que teve reticências em voltar a assumir uma relação comigo, mas que acabou por fazê-lo. Acredito que nem todas as relações sofram da mesma forma, porque nem todas as pessoas são iguais, mas a minha experiência pessoal é que não volta a ser a mesma. Nunca. No nosso caso, não voltou, nem da minha parte, nem da dele. Houve alguma coisa que quebrou ali e, dois anos mais tarde, acabámos por nos separar definitivamente.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Ameaça feminina


Imaginem uma mulher que baba para cima de tudo o que seja do sexo masculino, adora que se metam com ela e corresponde; não impõe limites, aceita palmadas no rabo, piscadelas de olho, piropos e brincadeiras a roçar o ordinário; aceita trocar números de telemóvel, mensagens e cafezinhos. Mulher essa que também não tem problemas em sair e passar uma noite com homens casados. Digam-me lá a verdade... ainda que nunca tivessem tido razão de queixa contra a dita, confiavam numa mulher assim perto dos vossos maridos/namorados? É que mesmo que o homem a rejeite, isso não a impediria de tentar molhar o bico. Eu sou da opinião de que quem está numa relação é que tem a obrigação de ser fiel à pessoa com quem está, não é a terceira parte envolvida. Contudo, mulheres que não se sentem minimamente desconfortáveis em dar umas cambalhotas com homens casados fazem-me alguma espécie.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Traição


Já fiz uma publicação sobre este assunto aqui e, recentemente, tive mais um exemplo bem perto que me levanta questões sobre as relações entre as pessoas. Como é possível continuar uma relação depois de uma traição é uma coisa que me transcende e para a qual não tenho resposta. Principalmente quando essa traição é tornada pública e chega aos ouvidos de amigos, família e colegas. Não consigo muito bem entender como é que um homem/mulher consegue ultrapassar uma situação destas, que tanto abala um casamento; mais ainda quando é acompanhada de uma humilhação pública. Sei que há quem tente continuar e não corra bem, acabando mais tarde. Só na situação iria saber o que fazer, mas seria capaz de me deitar ao lado de um homem que me traiu debaixo do meu nariz? Teria capacidade de engolir o facto de ele ter beijado, abraçado, dormido com outra mulher e ter-me mentido sobre isso? Como iria eu namorar e passar tempo de qualidade com a pessoa que sabia ter traído a minha confiança? Isso é sequer possível? Não passaria o tempo a pensar se me teria mentido mais alguma vez? Se me tinha traído mais vezes? Se estava onde dizia que estaria? Se pensava noutra mulher enquanto estava comigo? Acho que não seria capaz de viver nessa angústia constante...

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Qual seria a tua escolha?


Toda a vida sonhaste em ter filhos. Ser mãe/pai; ensinar o teu filho a respeitar a diferença, mostrar-lhe as pequenas coisas boas da vida, cantar-lhe uma música de embalar para ele adormecer. Toda a vida pensaste como seria um filho teu, se seria teria os teus olhos, o teu tom de pele, se iria ter o teu mau feitio ou partilhar o teu gosto pela música. Desde cedo quiseste segurar o teu bebé nos braços, jogar à bola com ele, amparar-lhe as quedas e ajudá-lo a enfrentar o mundo.

Um dia, surge na tua vida alguém especial. A pessoa que tu decides que queres na tua vida, aquela que toca em todos os teus botões e que tu sabes que só pode ser ela a partilhar a vida contigo, porque não faz sentido que seja mais ninguém. Uma pessoa que te ajuda a ultrapassar medos, que te apoia nas tuas decisões, está ao teu lado sempre e incondicionalmente. A pessoa que tu tens a certeza que precisas ter na tua vida para partilhar todos os acontecimentos.

Vão viver juntos, a vossa relação vai de vento em popa, são felizes, pensam em casar. Até que surge a conversa dos filhos. E a pessoa diz-te que, simplesmente, não os quer ter. Que a vida que têm é perfeita e que se imagina num futuro duradouro contigo ao seu lado, mas que filhos não fazem parte desse cenário. E que não há forma de mudar de ideias. O que fazes? Como se toma uma decisão destas? Estarias disposto a abdicar do teu sonho, do teu desejo mais profundo pelo amor e pela vida perfeita a dois? Ou deixas ir a pessoa que te completa como ninguém porque não te pode dar aquilo que desejas mais?

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

O passado: saber ou não saber?


Todos nós temos um passado. Bom ou mau, mais ou menos colorido, sombrio ou alegre; todos o temos. Muitos de nós arrependem-se de algumas coisas, outros tantos nem por isso. Eu faço parte do grupo que se arrepende de algumas coisas, na medida em que hoje sei que as podia ter feito de forma diferente, mais correcta, mais ajuizada. No entanto, também assumo que tudo o que fiz e que me aconteceu me fez a pessoa que sou hoje. E, tal como eu, o B. tem o passado dele.

Quando estamos numa relação, inserimo-nos num de dois grupos: ou somos aquela pessoa que não quer nem ouvir falar do passado amoroso e sexual do companheiro, porque é difícil aceitar que ele já esteve nos braços de outras pessoas, ou não nos importamos e preferimos saber tudo o que se passou na vida de quem está connosco. Eu confesso que me integro no segundo grupo. Eu não me importo nada de saber o que o B. já fez, não me sinto mal por ouvir falar nas pessoas com quem ele já esteve, experiências que teve, nada. Ele não faz questão de falar sobre isso, talvez por achar que eu possa não gostar, mas sou eu que pergunto.

Já ele, faz parte do primeiro grupo. Eu sei muito mais pormenores sobre o passado dele do que ele sobre o meu, porque não me pergunta. E, como tal, não sinto necessidade alguma de lhe falar sobre uma coisa que sei que o vai deixar incomodado. Contudo, isto é uma coisa que me faz alguma confusão. Sim, eu sei que ninguém gosta, nem quer, imaginar a pessoa de quem gosta envolvida com outras. Mas é um pensamento que não me perturba, porque consigo separar o passado do presente. O que ele fez antes de me conhecer, antes de ter uma relação comigo, não me afecta. Se alguma dessas mulheres surgir neste momento à procura de reviver momentos do passado, aí a coisa muda de figura. Porém, sei perfeitamente que ele teve uma vida antes de mim.

Gosto de conhecer a pessoa que está comigo, aquilo que já fez na vida, como era, como reagia perante algumas situações. Até porque, pelo que oiço da boca dele, me faz perguntar como seria se o tivesse conhecido mais cedo ou se ele não tivesse passado por tudo o que passou antes de eu aparecer na vida dele. Talvez nem estivéssemos juntos. Parece-me que o B. de antigamente era toda uma outra pessoa, não reconheço na maioria dos relatos dele sobre si próprio a pessoa que vive comigo. 

E vocês? Preferem saber ou não? E a vossa pessoa é das que também prefere manter-se na ignorância e pensar que vocês eram pessoas puras antes de se conhecerem? 😋

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Relações difíceis...


Quando se dá uma traição por parte de um (ou de ambos) dos elementos do casal, o caminho a tomar é só um de dois, a meu ver: ou optam por perdoar e seguir em frente, mantendo a relação, ou não perdoam e separam-se. Não posso afirmar com todas as certezas o que faria, se me encontrasse nessa situação, porque acho que é uma daquelas coisas que só se sabe passando por elas. No entanto, a minha opinião é a de que a primeira opção tem pouca coisa para correr bem. Não digo que não seja possível, mas acho bastante difícil recuperar a confiança de alguém que traímos, bem como igualmente difícil voltar a confiar em alguém que nos traiu. Tenho um exemplo perto de mim, em que ambos já puseram o pé na argola ao longo dos 11 anos que já passaram juntos. E não é uma relação saudável, porque eles não confiam um no outro. Quando estão afastados, estão, constantemente, a pensar se a outra pessoa está a trair. Dizem coisas muito desagradáveis um ao outro (insultuosas e de baixo nível, para lá de um limite que considero inultrapassável). Eu não consigo, de facto, entender como é possível manter uma relação assim, como é que se leva a vida sempre de mal com a pessoa com quem vivemos? Como é que se pode estar com uma pessoa sem confiar nela? Não pode ser uma vida feliz.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

O Meu Conto de Fadas #8


O momento em que começámos a namorar

Entre o momento em que começámos a sair e aquele em que acabei a relação que mantinha na altura, foi um piscar de olhos. Passava o meu tempo livre todo com o B. e a vontade de oficializar a relação foi-se consolidando até atingir o momento em que deixei de lutar contra isso e admiti a mim mesma que era isso que queria. Fui encontrar-me com o rapaz com quem namorava e disse-lhe que aquilo não estava a resultar e que era melhor cada um seguir o seu caminho. Confesso que me custou um bocadinho, porque, apesar de nunca o ter amado e não ver futuro na relação, nem estar emocionalmente disponível para ele, acho que é sempre um bocadinho triste quando investimos numa relação que não vinga. E ele não ficou surpreendido; já há muito que a nossa relação tinha esfriado e ele também se tinha apercebido. No momento em que ele se foi embora, senti um peso a sair-me dos ombros e soube que tinha feito a coisa certa. Isto aconteceu poucos dias antes do natal e eu contei ao B., obviamente, mas não avancei com a conversa que queria ter: dizer-lhe que o que queria, na verdade, era ser namorada dele. Continuámos a sair juntos e com os nossos amigos em saídas de grupo, sempre a agir como um casal, agora já sem o fantasma da relação que eu tinha anteriormente. Na passagem de ano (de 2011 para 2012), combinámos passar a noite no bar onde nos conhecemos, com as minhas amigas e os amigos dele (os mesmos que estavam connosco na primeira noite). Começámos a noite separados, inclusive eu fui trabalhar nesse dia e, quando saí, fui directamente para casa das minhas amigas, onde jantei e me arranjei. Encontrámo-nos todos depois de jantar e rumámos até ao bar. Até esse dia, eu não conhecia a faceta ciumenta do B. Afinal, eu não era namorada dele e nenhum de nós se sentia no direito de demonstrar ciúmes. Nessa noite, a coisa mudou de figura. Ainda não tínhamos assumido nada, mas já nos sentíamos como se o tivéssemos feito. A determinada altura da noite, saí e vim sentar-me nos bancos que o bar tinha na rua, enquanto o B. ficou à porta a conversar com um dos amigos. Segundos depois, sentou-se ao meu lado um rapaz e perguntou se podia sentar-se. A minha resposta foi "Já te sentaste..." imediatamente antes de me levantar e afastar-me. Aparentemente, o rapaz ficou a fixar-me quando eu me afastei, mas só me apercebi de tal quando vi o B. dirigir-se ao outro, muito danado, e perguntar-lhe se queria uma fotografia. Até fiquei abananada da surpresa, mas o amigo puxou-o de volta para dentro do bar e, como o outro também não lhe deu resposta, o B. voltou para junto de nós. Aí, percebi que já pertencíamos um ao outro e que já não dava para esconder, pelo que decidi não adiar mais e perguntei-lhe (passavam umas duas horas da meia-noite) se queria começar bem o ano. Quando ele me respondeu que sim, abracei-o e perguntei "Queres namorar comigo?". Conseguem adivinhar a resposta? 😜

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Eu ou nós?

Um dos motivos pelos quais a minha relação com o B. resulta é sabermos estar sozinhos. Não enquanto casal, mas individualmente. Daquilo que vejo, muitas relações pecam por isto: simplesmente, uma das partes não sabe estar sozinha, nem quer que o outro esteja sem ela. O nosso bem-estar não deve passar por estarmos, constantemente, colados à nossa cara-metade. Claro que deve incluir a outra pessoa, saber estar enquanto casal, trabalhar como equipa quando há que fazer face aos problemas diários e questões familiares, gestão do lar e das finanças; há que não perder o que nos une, continuar a saber conversar e apreciar a companhia um do outro. No entanto, também é muito bom que a outra pessoa nos dê espaço, que possamos ter momentos para apreciar a nossa própria companhia, fazer algo que só nós gostamos, estar em sossego a curtir um filme ou uma série que a outra pessoa não gosta. Mas reparo que isto não se passa, exclusivamente, nas relações amorosas. Há pessoas que, pura e simplesmente, não conseguem, nem querem estar sós. Não consigo compreender a necessidade constante de companhia, de conversas. Eu cá gosto tanto dos meus momentos de paz e sossego...

sábado, 25 de fevereiro de 2017

52 semanas: Semana 41 #As coisas mais difíceis num relacionamento amoroso são...

... aceitar a opinião do outro quando é contrária à nossa.

... aprender que cada um precisa de tempo para si mesmo.

... lidar com inseguranças.

... quebrar a rotina.

... ultrapassar problemas financeiros.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

A importância do casamento

As opiniões divergem quanto ao casamento. A minha mudou um pouco ao longo do tempo. Durante muito tempo, afirmei que não me queria casar. Nunca. Actualmente, quero. A relação que tenho agora fez-me mudar de ideias quanto a essa vontade. Acho bonito, é uma oficialização da relação, mas serve apenas para os outros. Sim, quero casar-me e mudei de ideias quanto a querer, mas nunca mudei de ideias em relação à importância que isso tem. O casamento só tem a importância que lhe damos, porque, na verdade, um papel a oficializar perante a sociedade a relação que eu tenho em nada vai mudar a minha vida e a minha relação. Já vivemos juntos, fazemos vida juntos, tomamos decisões em conjunto, fazemos planos enquanto casal, oferecemos prendas como casal, temos uma criança. O casamento vai mudar o quê nisso? Nada. Sim, pretendo casar-me. Para comemorar o nosso amor, a nossa vida e partilhar isso com as pessoas de quem gostamos. Mas é tudo. Sei que há pessoas capazes de descartar uma relação com alguém que não se queira casar. E isto é algo que não compreendo e nunca irei compreender. O casamento não deveria ser o objectivo vital de uma relação, mas sim um complemento. Entendo que seja importante para muitas pessoas, mas o que não entendo é que seja um factor eliminatório na escolha de um companheiro, que poderia ser o melhor do mundo e a quem não foi dada uma oportunidade apenas por não se querer casar.

quarta-feira, 20 de março de 2013

O respeito numa relação


Conheço um casal que mantém uma relação que eu não consigo compreender. Estão juntos há, mais ou menos, um ano, mais coisa, menos coisa. Ela vai para a porta dele de madrugada, liga-lhe constantemente, duvida quando ele lhe diz onde está e o que está a fazer, liga para terceiros a confirmar. Quando discutem, discutem a sério, andam à porrada, envolvem vizinhos, amigos, família e o que mais houver. Numa das brigas, ela ligou-me a chorar, desesperada, à procura dele, porque queria vê-lo para falarem. Estava ela com a avó dele, a desfiar tudo o que se tinha passado. Já assisti a discussões entre eles e é coisa que me deixa sempre estupefacta! Ela bate-lhe, ele bate-lhe de volta... depois da mais recente, onde ela lhe partiu tudo o que tinha em casa e ele lhe rebentou o lábio, ela apresentou queixa na polícia. 

Não sou ninguém para julgar, não é a minha relação que está em causa, mas não compreendo como suportam estar juntos. Discussões todos os casais têm, mais ou menos acesas, e resolvem-se de forma civilizada. Ou, pelo menos, era assim que devia ser. Há limites que não se ultrapassam e aqui já foram todos ultrapassados, na minha opinião. A partir do momento em que partem para a agressão, perde-se todo o respeito pela relação e pela outra pessoa. Para além disto, envolvem toda a gente que os rodeia e, logo depois, reatam como nada se tivesse passado. Como se não fosse suficientemente mau desrespeitarem-se um ao outro, ainda metem toda a gente ao barulho. Não entendo! Eu não lido bem com discussões, detesto violência e não sou capaz de envolver terceiros em discussões. Se há coisa que detesto é lavagem de roupa suja em público.

A rapariga em questão afirma que, quando se ama, perdoa-se tudo, traições, insultos, porrada. Caramba, isto não é amor! Para mim, quem ama, não chega a este ponto, tão simples quanto isto. O cúmulo é mesmo o confronto físico. Isso não se perdoa, de maneira nenhuma! Nem de uma parte, nem de outra. É uma falta de respeito e é inconcebível, para mim, continuar numa relação onde este tipo de coisas acontece. Será que há muita gente a pensar que coisas como esta são aceitáveis?

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Conhecimentos da noite/internet

Apesar de ser a coisa mais normal do mundo navegar na net e fazer conhecimentos virtuais, as pessoas ainda continuam a considerar duvidosas relações que se iniciam através de um conhecimento feito na net. Bem como um namoro que se inicia com alguém que se conheceu na noite. Posso compreender isso. A sério que sim... já conheci muita gente tanto online como na noite e sei que são conhecimentos que têm que ser filtrados. 

Sei que na net, as pessoas aproveitam muito para mostrar algo que não são e para esconder um pouco a sua personalidade e os seus verdadeiros gostos. Têm tempo de "pensar" antes de dizer ou responder ao que quer que seja, perde-se muito a espontaneidade das reacções. Os sorrisos, os olhares, os gestos. É mais frio e, por isso, mais difícil de tornar "real".

Na noite, é mais uma questão de "caça". Seja da parte dos homens ou das mulheres, também há que saber perceber com o que se está a lidar. E, verdade seja dita, a maior parte das vezes, são apenas predadores/as, que pretendem não mais que umas cambalhotas. E pouco se aproveita, precisamente, porque há mais gente a sair à noite para uma queca fácil, do que, simplesmente, para se divertir com os amigos.

No entanto, não é correcto dizer que todas as pessoas que se conhece na net e/ou na noite não são de confiança e que se devem descartar. Conheci o pai do meu filho na net. Sim, acabámos, mas a relação ainda durou 3 anos. Conheci o meu noivo na noite. Estamos juntos, felizes e não me arrependo nada.

Portanto... as pessoas não são todas iguais, só porque optam por travar conhecimentos dessa forma. Apenas têm que saber filtrar :)

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Do amor

"Alguém que me conheça, que me compreenda, que me oiça. Que tenha o ombro disponível para eu chorar quando preciso, que me apoie quando tenho razão e que me descomponha quando estou errada. Que conheça as minhas manias, até à mais irritante… e, ainda assim, não veja motivo para gostar menos daquilo que sou. Que seja capaz de amar e proteger o meu filho e servir de exemplo para ele. Que me ajude a crescer, que seja capaz de estar numa relação em que ambos sejam tanto professor, como aprendiz. Que seja capaz de ver um filme ou ouvir uma música e dizer que não faz o meu género ou que é a minha cara. Que conheça o meu gosto patético por romances lamechas e a minha tendência para corrigir os outros (erros ortográficos partem-me o coração). Que tenha uma boa dose de parvoíce e que seja capaz de me fazer rir. Alguém a quem não consiga mentir, que leia a verdade nas minhas expressões, que saiba o que vou dizer ainda antes de o fazer. Que conheça as minhas opiniões e que as respeite. Que não tenha medo de me dizer o que pensa e que esteja disposto a conhecer os meus amigos. Que não me julgue pelo meu passado, nem se guie por aquilo que ouve. Que seja sensato, maduro e tenha os pés bem assentes na terra. Que tenha uma boa noção de responsabilidade, mas que se saiba divertir. Companheirismo, amizade, paixão, cumplicidade, compreensão, lealdade, frontalidade, diversão."

Escrevi isto há dois anos, como parte de um post, numa altura em que julgava não ser possível voltar a amar; em que tinha a certeza absoluta que não voltaria a saber fazê-lo e que não havia ninguém capaz de quebrar a minha barreira protectora. Estava errada.


Encontrei alguém, por puro acaso, que encaixa na perfeição na descrição que há dois anos fiz da minha pessoa ideal. Afinal, ele existia e acabou por aparecer. Foi a primeira vez, em anos, que não rejeitei a possibilidade de uma aproximação, que não coloquei nenhuma barreira. E não me arrependo.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Sapo ou príncipe encantado?

Uma gaja quer toda aquela mariquice do romantismo, procura o príncipe encantado, a personificação da perfeição, aquele rapaz que vai gostar dela acima de tudo e tratá-la como uma princesa (saiba-se que ponho toda a culpa disto nos contos de fadas que nos mostram enquanto pequenas). Salta de sapo em sapo e príncipe, que é bom, nada. Depois de ser maltratada, espezinhada, de lhe partirem o coração várias vezes, de lhe fazerem promessas vãs, de se aproveitarem dela, de lhe mentirem e trairem, de a insultarem, usá-la repetidamente e abusarem da sua ingenuidade, boa-vontade e romantismo, naquele ponto em que ela está quase, quase a desistir... encontra O rapaz. Aquele que lhe dá tudo o que ela procurava. Mas, como nem tudo é tão bonito como se pinta, a coisa até dura, mas chega ao fim. Decide, então, que isso do romantismo, afinal, é capaz de não ser coisa para ela, deixa de procurar o príncipe e limita-se a afastar os sapos. Decide ficar sozinha, e aproveitar apenas os chamados flirts. E resolve deixar que os ditos sapinhos se comecem a aproximar. Aparecem, vindos sabe-se lá de onde, e ela pensa "Ele quer divertir-se, eu quero divertir-me, nada como um objectivo comum para a coisa funcionar". Pois que decide brincar, flirtar e move on. Mas eis que os sapinhos se começam a revelar príncipes, assustadoramente românticos, atenciosos, carinhosos. E uma gaja pensa "Onde estão os bons velhos sacanas que só querem dar umas voltinhas? E onde raio andavam estes gajos quando eu andava à procura deles?" e lá reconsidera... que talvez, só talvez... não seja assim tão mau esbarrar num príncipe encantado e give it a try.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A BFF

Hoje venho falar um bocadinho da minha relação com a minha melhor amiga. "Aquela" amiga! É certo que, quando nos conhecemos, não nos suportávamos. Mas isso era só porque eu ainda não tinha descoberto a rebelde que há em mim. Foi com ela que fiz essa maravilhosa descoberta e agradeço a todos os santinhos. Porque, vá lá, vamos concordar que ser certinha e aborrecida não tem a menor piada! Já perdi a conta à quantidade de recordações que tenho com esta miúda, mas sei que a maior parte é parvoíce atrás de parvoíce. E o que nós gostamos de parvoíce (sempre saudável)! A primeira dessas recordações que, assim de repente, me ocorre, foi quando decidimos, na inteligência dos nossos 14 anos, começar a mandar mensagens a um certo rapaz a gozar com a cara dele (mal sabia eu onde me estava a meter!). E assim o informámos que uma tal de Bebel (cof cof) fazia uns servicinhos por uns preços jeitosos. Não é que o rapaz já estava a alinhar e a perguntar onde e por quanto? O que o desespero faz... Foi com ela que fui, pela primeira vez, ao Bairro Alto; foi com ela que participei no primeiro jantar de um canal do saudoso mIRC (medo!); foi com ela que conheci meio mundo na net e, depois, pessoalmente; foi com ela que apanhei as primeiras bebedeiras (e muitas das que se seguiram, LOL); foi com ela que passei momentos inesquecíveis na Guarda (e o que se passa na Guarda, fica na Guarda - pelo bem da nossa sanidade mental); foi ela que me aturou todos os desgostos amorosos, organizou todas as festas comigo, passou inúmeras noites na minha casa e eu na dela, tirou fotos parvas comigo; foi com ela que me baldei a tantas aulas. Com ela, confesso que fiz a vida negra a uma professora de Física-Química, cantei muito Singstar, passei noites na discoteca Kaxaça, festejei Halloweens, bebi muita vodka preta; partilhámos momentos hilariantes a jogar pictionary, comemos muitos gelados do McDonald's na altura da escola, vivemos um momento triste de vomitar no comboio (ela! ahah), fizemos um caderninho das calinadas, fomos a um baile de finalistas na Guarda, onde tanto se passou, fizemos refeições preguiçosas em dias de nada fazer no Soda Cáustica; também na Guarda, vivemos aventuras até nas pensões onde ficámos, como receber uma rosa na porta do nosso quarto e ela pintar-me o cabelo de preto (super bem, diga-se de passagem) e sujar de tinta todas as toalhas que tínhamos; a passagem de ano em casa de uma amiga onde apanhámos uma bebedeira terrível de Carolans e shots estranhos, as idas à praia de Sesimbra, os cafezinhos no Sonho Real... e podia ficar aqui horas a contar-vos as nossas memórias infinitas! Afinal, sempre são quase dez anos. Não é por acaso que ela é a madrinha do meu filho! ;)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Alma gémea

Quando olho à minha volta, para as pessoas que me rodeiam, os meus amigos, os homens que vão aparecendo na minha vida, os casais que se juntam e se separam, a forma como as relações se desenvolvem, começo a pensar sobre o amor. A minha opinião não é sempre a mesma, confesso. Não consigo decidir se devo amar e deixar-me ser amada, ou manter a minha barreira protectora e afastar toda e qualquer hipótese de isso acontecer.

O amor não basta. Não me basta. Tudo o que é necessário para manter uma relação não aparece com facilidade. Ou, pelo menos, não se mantém com facilidade. O que é que procuro? Na verdade, não difere muito do que toda a gente procura. Em palavras simples e, para resumir, todos nós andamos em busca de alguém capaz de nos fazer felizes. Nos momentos em que me sinto sozinha, começo a ponderar a ideia de deixar alguém entrar, quebrar as minhas defesas e chegar até mim. Penso em como é bom ter alguém sempre presente para nós, que nos mime, que nos oiça, que precise de nós. Sim, tudo isso é verdade. E tudo isso faz falta. Mas… será que faz assim tanta falta?

Pondero também tudo o que implica começar uma nova relação, conhecer uma nova pessoa por dentro e por fora, explorar tudo o que daí possa advir. E começo a pensar, a fundo, o que é, para mim, a pessoa ideal, tudo aquilo que eu quero na pessoa que escolher para o meu futuro.

Alguém que me conheça, que me compreenda, que me oiça. Que tenha o ombro disponível para eu chorar quando preciso, que me apoie quando tenho razão e que me descomponha quando estou errada. Que conheça as minhas manias, até à mais irritante… e, ainda assim, não veja motivo para gostar menos daquilo que sou. Que seja capaz de amar e proteger o meu filho e servir de exemplo para ele. Que me ajude a crescer, que seja capaz de estar numa relação em que ambos sejam tanto professor, como aprendiz. Que seja capaz de ver um filme ou ouvir uma música e dizer que não faz o meu género ou que é a minha cara. Que conheça o meu gosto patético por romances lamechas e a minha tendência para corrigir os outros (erros ortográficos partem-me o coração). Que tenha uma boa dose de parvoíce e que seja capaz de me fazer rir. Alguém a quem não consiga mentir, que leia a verdade nas minhas expressões, que saiba o que vou dizer ainda antes de o fazer. Que conheça as minhas opiniões e que as respeite. Que não tenha medo de me dizer o que pensa e que esteja disposto a conhecer os meus amigos. Que não me julgue pelo meu passado, nem se guie por aquilo que ouve. Que seja sensato, maduro e tenha os pés bem assentes na terra. Que tenha uma boa noção de responsabilidade, mas que se saiba divertir. Companheirismo, amizade, paixão, cumplicidade, compreensão, lealdade, frontalidade, diversão.

E, depois de pensar em tudo isto, chego à conclusão de que não vale a pena procurar. Nem esperar que venha a mim. Agora, vejo que fiz bem em não deixar que entrassem, ainda que parecessem boas escolhas. Porque deixariam de o ser, mais tarde ou mais cedo. Provavelmente, mais cedo. 

Novo emprego, novas aprendizagens

2024 foi um ano de muitas mudanças na minha vida, depois do que aconteceu em setembro de 2023. Mudanças essas que continuam a acontecer no m...