quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Baby Shark e companhia limitada

Já aqui disse, em tempos, que a música de eleição da minha filha é o terrível Baby Shark, que se entranha na cabeça de uma pessoa. Mas é o que nos safa para a acalmar quando mais nada o faz. Vamos colocando outras músicas infantis para ela, mas não fica especialmente agradada com nenhuma. O Baby Shark opera milagres na pequena Alice. Fica super quieta e ri-se. Ontem descobri uma que parece ter um efeito semelhante. A reacção não é tão efusiva como é com a outra, mas ainda assim mantém-na entretida e sorridente. Confesso que a esta acho alguma piada!


terça-feira, 17 de setembro de 2019

Amar depois de amar

Luciano - O meu nome é Luciano. Fui apaixonado pela Eugénia e hoje morro de paixão pela Irene. E agora pergunto-vos: pode amar-se depois de se amar?

Eugénia - Eu acredito nisso. Sou a Eugénia, a primeira mulher e primeiro amor do Luciano. Amei profundamente a vida que construímos juntos até ao exacto momento em que conheci o Filipe.

Filipe - E eu digo o mesmo. Amei profundamente a minha mulher Irene até ao milésimo de segundo em que pousei os olhos sobre a Eugénia. Passei a ser só dela. Dela e para sempre.

Eugénia - O acidente que nos denunciou foi também aquilo que nos permitiu avançar, tornarmo-nos pessoas melhores, sermos mais felizes... mesmo vivendo em mundos que não se tocam. Nunca desejei ser infiel... ou mentir... ou trair... ou mesmo morrer. A única coisa que desejei na vida foi amar. E foi isso que fiz... até ao último suspiro.

Filipe - A pior das mentiras é negar o amor quando ele acontece. Isso é que é a verdadeira morte. Eu continuo vivo... porque continuo a amar, mesmo depois de ter morrido.

Luciano - Quando perdi o meu primeiro grande amor, fiz uma ferida que achei que nunca mais conseguiria sarar. Mas foi por essa mesma ferida que me entrou um novo amor que me fez viver outra vez.

Irene - O amor é um movimento contínuo e perpétuo. Enquanto dura, não há passado, nem futuro. Tudo é presente. E isso quer dizer que é sempre possível amar depois de amar.


Este foi o culminar de uma novela de 70 episódios que deu ao longo deste verão, "Amar depois de amar". Confesso que foi refrescante ter durado apenas 3 meses, em vez da eternidade a que a ficção portuguesa nos tem habituado, estendendo as novelas por temporadas e criando novas histórias ao longo da produção. 

"Amar depois de amar" conta a história de dois casais que se tornam amigos através dos respectivos filhos. Um membro de cada casal apaixona-se pelo outro e vivem uma relação secreta ao longo de 3 anos. Um acidente acaba com tudo, os amantes morrem (um no início e outro no final) e os respectivos cônjuges acabam juntos.

Parece simples e pouco original e foi o que pensei quando li a história, antes de começar a assistir, mas dei-lhe uma oportunidade, apesar disso. E não me arrependi. Quando sabemos de casos destes, temos tendência a julgar automaticamente as pessoas infiéis. Esta novela mostra um pouco o outro lado da moeda. Rompe um bocado alguns preconceitos.

Não quero com isto dizer que a infidelidade é correcta ou inevitável, mas em "Amar depois de amar" conhecemos a fundo a história destes protagonistas e não conseguimos deixar de sentir alguma empatia pela forma como as coisas se desenrolam, pelos sentimentos deles. É um amor tão puro, tão intenso, tão arrebatador.

Vários crimes são cometidos ao longo da história, segredos desvendados, revelações surpreendentes. Gostei bastante, já há algum tempo que não via uma novela que me cativasse tanto (e vejo novelas regularmente). E o diálogo final diz tudo. 

Ah! Também me rendi à música do genérico e que acompanha os nossos personagens. É de um artista português e foi escrita numa fase difícil da vida dele em termos de saúde, como uma forma de despedida à namorada e à família. É linda, atentem na letra. E a voz dele é top.


segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Uma nova etapa


Hoje é, oficialmente, o primeiro dia de escola. Na 6ª foi a apresentação à directora de turma e a visita à escola, a reunião geral de pais e a entrega dos cartões de aluno. O meu filho vai sair de casa às 8h40 e, enquanto vos escrevo (8h15), ele está praticamente despachado. O que é assim qualquer coisa de inédito porque ele é uma criança que não conhece o significado de "rápido". Só tem uma velocidade e é devagar-devagarinho-parado. Com ele tem que ser tudo feito com antecedência. Passou 4 anos da primária a chegar em cima da hora ou 5/10 minutos depois, sempre um stress de manhã connosco em cima dele para se despachar.

Contudo, ele está tão nervoso que adormeceu tarde, apesar de se ter deitado cedinho, não dormiu nada de jeito e acordou cedo. Despachou-se bem depressa e está pronto para sair. Ele não está muito entusiasmado com a mudança. Não queria sair da primária e está um bocado renitente com a ida para a preparatória. Mas nós temos feito tudo para tentar animá-lo e fazê-lo ver que vai ser giro e que vai correr bem. 

Mudei a arrumação da escrivaninha dele, para poder ter os livros, os cadernos e o restante material escolar organizado (na primária, ficava tudo na escola). Fiz-lhe um horário que colei no interior da porta da escrivaninha e outro para andar na carteira, ambos com legendas de todas as siglas, para ele não ter dúvidas. Andar com carteira também é uma novidade, mas precisa para transportar o horário e o cartão da escola, pelo menos. Confirmámos se ele percebia tudo o que está no horário. Arrumou a mochila pela primeira vez, verificando as disciplinas que ia ter.

É uma mudança grande, com tudo o que implica passar de uma primária para uma escola de 2º e 3º ciclos. Mas acredito (e espero) que vai correr tudo bem e que ele até vai gostar. Em breve, vai receber um telemóvel. E começar a ir sozinho para a escola, que até é perto, mas ainda assim me deixa um pouco inquieta. 

Confesso que também estou um bocadinho nervosa, porque quero muito que ele se adapte. Que não se esqueça da mochila numa sala qualquer ou na rua, porque agora vai ter que mudar de sala entre aulas. Que não perca o aparelho dos dentes, porque vai ter que o tirar para comer. Que não chegue atrasado às aulas por se ir aventurar para a fila do bar. Que não sofra de bullying por parte de colegas que são novos para ele. Que aprenda a lidar melhor com as frustrações.

Estou orgulhosa do percurso dele até aqui e com o coração de mãe a transbordar de amor por vê-lo a crescer. Desejo-lhe toda a sorte e vou ficar aqui a pedir ao universo que tudo corra bem com o meu bebé grande.

domingo, 15 de setembro de 2019

Férias 2019 #1

Entre 2 e 7 de Setembro, estivemos fora. Desanuviar do dia-a-dia, recarregar baterias antes do início do ano lectivo e de toda a agitação que este mês traz com ele. Não passeámos muito, porque a ideia era também relaxarmos. Sabíamos que com crianças, não podíamos esperar umas férias totalmente descansadas. O que não esperávamos era que a Alice estranhasse tudo e ficasse ainda mais difícil do que o costume. Voltámos muito cansados e a dever muitas horas à cama, mas valeu a pena, ainda assim.

Escolhemos um alojamento local, a Casa de S. Braz, em Landim, uma aldeia perdida no distrito de Braga, com dois restaurantes mesmo junto à casa, um café com pão maravilhoso, garrafas de água a 0.20€ e pastéis de nata a 0.60€! Daqueles sítios parados no tempo, onde nem contentores do lixo tem na rua, passando um camião para recolha 3 vezes por semana. Uma casa engraçada, com duche na rua (e interior também, calma), churrasqueira, um jardim nas traseiras e um pátio à frente, com um tanque a fazer as vezes de piscina.





















sábado, 14 de setembro de 2019

Ódio de estimação

Pessoas que julgam saber falar inglês, fazem publicações nas redes sociais todas confiançudas do que estão a escrever, quando, na realidade, há ali uma série de incongruências. Coisas que traduzem demasiado literalmente, perdendo o sentido na língua inglesa, como expressões portuguesas, que, por vezes, até têm uma equivalente, mas as pessoas optam por traduzir aquela, como se fizesse sentido; ou conjugando mal os verbos, ou empregando mal as palavras, restando apenas uma construção estranha de frases. Bitch, please. Algumas destas pessoas nem com o português atinam... 

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Uma vez desastrada...

... sempre desastrada.

Sei que estou há imenso tempo sem cá vir. Tive muito trabalho em Agosto, depois fui de férias, entretanto o ano lectivo está à porta, com muito para preparar, detalhes da festa de aniversário da Alice a ser pensados também... 

Tudo isto para dizer que tenho muito que contar, mas neste post, o que venho dizer é mesmo que hoje mandei um trambolhão daqueles cá em casa. Felizmente, não tinha a minha gorda ao colo.

Tropecei no fio da ventoinha, espalhei-me metade no chão, metade em cima do móvel de sala, bati com o joelho numa prateleira onde tenho brinquedos, que, obviamente, caíram todos ao chão, prateleira e tudo.

E é assim... a história da minha vida.😶

Novo emprego, novas aprendizagens

2024 foi um ano de muitas mudanças na minha vida, depois do que aconteceu em setembro de 2023. Mudanças essas que continuam a acontecer no m...