Provavelmente estarei mais por aqui nos próximos tempos. Não sei se terei alguém a ler-me ainda, mas na verdade o meu regresso deve-se mais à minha necessidade de escrever do que de ser lida. Ainda assim, se ainda estiver alguém desse lado, obrigada. Estou de volta.
sábado, 17 de fevereiro de 2024
Voltei?
segunda-feira, 28 de dezembro de 2020
A minha relação com o peso
Exactamente um mês depois do último post (sou péssima com a assiduidade por estas bandas), cá estou para vos falar um pouco deste tema. Toda minha vida fui uma miúda gordinha e, felizmente, sempre bem resolvida. Nunca fui complexada, nunca deixei de usar a roupa de que gostava, nem nunca me preocupei com comentários alheios. Nunca deixei de ter amigos ou namorados por causa disso. Nunca deixei de dançar numa discoteca por ter vergonha que olhassem para mim. E sempre aceitei bem as minhas curvas.
Dito isto, também sempre tive perfeita noção de que o excesso de peso é prejudicial à saúde. O meu peso sempre oscilou muito, já tive fases em que estava mais magra, outras em que estava mais gorda. Há anos, ainda na adolescência, fiz uma dieta acompanhada por uma nutricionista, por ter decidido que talvez fosse bom para a minha saúde naquele momento perder algum peso. Perdi 15kg. Depois, como acontece frequentemente, deixei de me preocupar com a alimentação novamente, sempre fui muito gulosa, e com o passar dos anos, gradualmente, fui ganhando peso novamente.
Já adulta, já mãe do meu primeiro filho, devia ter uns 26 anos talvez, decidi que devia, mais uma vez, descer o número na balança. Nessa altura, não recorri a nenhuma nutricionista, simplesmente, durante algum tempo, controlei a minha alimentação e também foi quando comecei a fazer exercício. Sempre ODIEI exercício, sempre fui preguiçosa, mas contrariei essa tendência, começando pela zumba, já que dançar sempre foi algo de que gostei. Com o tempo, comecei a fazer outros treinos. Perdi 12kg.
Entretanto, voltei a deixar de me preocupar com isso quando engravidei e sofri um aborto e não quis saber mais de dietas nem voltei a treinar durante muito tempo. Engravidei da Alice já com bastante excesso de peso e durante a gravidez engordei mais do que devia. Depois, veio todo o cansaço e trabalho que um recém-nascido dá e, posteriormente, percebi que ela era uma criança que dava mesmo muito que fazer e a minha vontade de fazer alguma coisa em relação ao peso continuou nula.
Comecei a ter alguns problemas pessoais na minha vida e no meu casamento, entrei numa letargia em que simplesmente deixei de me preocupar com tudo o que tivesse a ver comigo para, basicamente, viver para a minha filha. Até atingir um ponto crítico, em que resolvi que isso tinha que mudar tudo para bem da minha saúde mental e da minha relação. Foi quando fiz algumas mudanças na minha vida e a preocupação com o peso foi uma delas. No início do verão, iniciei uma dieta com uma nutricionista, voltei a treinar regularmente e, 6 meses volvidos, tenho menos 20kg.
Já tive que mandar apertar alguns vestidos, já desci tamanhos e perdi volume em várias áreas. Se é fácil? Não, não é, não vos vou enganar. 😂 E podia ter perdido mais se seguisse sempre a dieta à risca, mas vou dando umas facadinhas. E, ainda assim, estou satisfeita com o meu percurso até aqui. Estou mais leve, mais flexível, tenho mais facilidade em encontrar roupa e consigo treinar melhor. Continuo com excesso de peso e com trabalho pela frente, mas tenho orgulho do que já alcancei. 2020 foi um ano de merda em vários aspectos, mas deu-me algo de positivo.
sábado, 28 de novembro de 2020
Séries \\ Supernatural
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| Primeiro episódio da primeira temporada |
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| Último episódio da última temporada (com as mesmas roupas 😉) |
quinta-feira, 26 de novembro de 2020
O desenvolvimento da Alice
Antes de completar os dois anos, a Alice foi encaminhada para a consulta de desenvolvimento, principalmente porque não dizia uma única palavra. Lá e após mil perguntas, o que a médica me disse foi que, não sendo taxativo, os sinais apontavam para perturbação do espectro do autismo.
O que se seguiu foi pesquisar sobre sinais que eu nem sabia que podiam alertar para isso até ir àquela consulta, falar com mães de meninos no espectro, entender o porquê de alguns comportamentos da minha filha e esperar pelo contacto da equipa de Intervenção Precoce.
Neste momento, ela está a fazer terapia ocupacional dois dias por semana, um com a terapeuta da IP e outra num centro de desenvolvimento aqui da zona. Ambas me dizem o que eu também achava, que ela não tem nada severo e que pode ser "apenas" um atraso no desenvolvimento.
Efectivamente, noto alguma evolução nela, por conta do trabalho que tem feito com as terapeutas e comigo, que vou seguindo as indicações delas. Não estou a trabalhar e se, por um lado, isso me traz dissabores, porque preciso de um ordenado ao fim do mês, por outro, pelo menos, permite-me acompanhar a minha filha. Infelizmente, não tenho folga financeira para poder abdicar da procura de emprego para me dedicar totalmente a ela, mas faço o que posso.
Entendi que ela precisa de rotinas mais restritas do que as outras crianças e que fugir dessas mesmas rotinas altera automaticamente o comportamento dela. Ao contrário do meu filho mais velho, que ia comigo para todo o lado a qualquer hora, adaptando-se relativamente bem a alterações na vida dele, ela precisa é que nós nos adaptemos totalmente a ela para uma vivência harmoniosa. Da mesma forma, não a deixo tantas vezes com os meus pais (como fazia com o Leo) e zero vezes com os meus sogros (com estes últimos, nem ela quer ficar) por todo o trabalho e dedicação que ela requer.
Tudo com ela é puxado a ferros e muito trabalhado e o que antes pensava ser só preguiça, agora entendo que pode ser um pouco mais do que isso e que tem mesmo que ser assim. O que vem naturalmente para as outras crianças, com ela tem que ser ensinado. E trabalhando a relutância dela.
Aceitei com serenidade que a minha filha não tem a mesma facilidade em certas coisas do que os outros meninos e que o desenvolvimento dela não é igual ao das outras crianças. Cada pequena conquista sua é uma grande vitória para nós, que festejamos com entusiasmo. E está tudo bem.
segunda-feira, 23 de novembro de 2020
Bebé arco-íris
Em 2016, perdi um bebé e jurei que não ia voltar a engravidar. Foi doloroso e fez-me perder toda a vontade de voltar a tentar. Decidi que não iria ter mais filhos. Um ano depois, mudei de ideias. E a minha bebé arco-íris completou dois aninhos de existência no passado dia 25 de outubro. A minha Alice vive, realmente, no seu próprio País das Maravilhas. É uma bebé especial, que enche os nossos dias de cor desde o primeiro dia. Que nos desafia e nos dá conta do juízo, mas que me derrete com um sorriso ou uma gargalhada. A minha vida mudou completamente depois do nascimento dela e eu não mudaria uma vírgula.💕
sexta-feira, 20 de novembro de 2020
I'm back (hopefully)
Há meses que não vinha ao blog. Tenho-me mantido pelo Facebook e Instagram, mas sem tempo (nem muita vontade, confesso) de vir aqui. Em dez anos de blog (feitos no mês passado), o registo sempre foi o mesmo: não fazer disto uma prioridade, publicar quando houver vontade, passar meses sem o fazer, se assim entendesse... e continua. Tentei implementar alguma regularidade, comecei rubricas... mas concluí que não funciona. Cá virei quando sentir vontade. Rubricas não terei, nem dias certos para publicar nada, mas irei continuar a partilhar sobre os temas que me interessam e a dar as minhas opiniões, apenas de forma mais aleatória. E quem me quiser continuar a ler nestes moldes será sempre bem-vindo.
Durante o tempo em que estive ausente, passei um fim de semana em Évora com a minha melhor amiga. Passei um fim de semana em Aveiro com o meu marido. Tive alguns problemas familiares. Perdi um primo num acidente de mota. Comecei a fazer a dieta dos 3 passos. Voltei a treinar. Retomei contacto com uma amiga de longa data. O meu filho passou para o 6º ano. Esteve uma vez em isolamento profiláctico e foi testado (negativo) por haver um caso na turma dele. A minha irmã também foi testada (negativo), por suspeita devido a alguns sintomas. A minha filha começou a fazer terapia ocupacional depois de nos terem dito que havia uma suspeita que apontava para perturbação do espectro do autismo. Fiz 32 anos. A Alice completou 2 anos. O Leo entrou oficialmente na adolescência. Vi muitas séries. E, resumidamente, é o que tenho para vos contar.
Para não prolongar demais um post de regresso, por hoje, é isto. Agora, vou matar saudades dos cantinhos que costumava ler, actualizar-me e, quem sabe, conhecer novos blogs. Bisous!
terça-feira, 19 de maio de 2020
Girl crush
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| Amy Lee |
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| Ruby Rose |
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| Alba Flores |
Novo emprego, novas aprendizagens
2024 foi um ano de muitas mudanças na minha vida, depois do que aconteceu em setembro de 2023. Mudanças essas que continuam a acontecer no m...
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