Não sei se há por aqui malta que assista à novela A Herdeira da TVI, mas a Rita Pereira interpreta uma das personagens, a Madalena. Ou Nadir, como era chamada no início da sua história. Uma cigana que foi escorraçada da comunidade devido a uma mentira e que desenvolveu uma ambição desmedida e uma capacidade de sobrevivência à custa de todos os que a rodeiam. Eu sei que ela interpreta uma vilã; capaz de encarcerar uma mulher numa cave durante 20 anos e fingir-se amiga desta como se nada fosse quando ela escapa; capaz de atirar uma bebé de meses ao rio; capaz de embebedar uma criança inocente de 13 anos para se vingar da mãe dessa mesma criança por estar com o homem que ela quer; capaz de se aliar a narcotraficantes nos negócios mais ilícitos e fechar os olhos a crimes que outros cometem à sua volta, entre muitas outras maldades que ela foi fazendo ao longo de toda a novela. Contudo, não sei o que há com esta personagem que me faz gostar dela! Consigo ver o lado humano por trás do monstro que foi construído por quem escreveu a novela, aquilo que despoletou toda a maldade, o arrependimento quando larga a bebé no rio, os muros que construiu à sua volta para não deixar que lhe voltassem a fazer mal, a fonte de toda a ambição. Mesmo quando ela age como uma víbora, é uma das minhas personagens favoritas. E não é só nesta novela, é uma actriz que me costuma cativar com as personagens que faz. O que não deixa de ser curioso, porque já tenho visto entrevistas e participações dela em outras coisas, onde não interpreta nenhum papel e é apenas ela própria e não é uma pessoa a quem ache especial graça. Porém, não lhe posso tirar o mérito, desde os primeiros trabalhos dela que lhe admiro o trabalho como actriz.
terça-feira, 11 de setembro de 2018
Rita Pereira
Não sei se há por aqui malta que assista à novela A Herdeira da TVI, mas a Rita Pereira interpreta uma das personagens, a Madalena. Ou Nadir, como era chamada no início da sua história. Uma cigana que foi escorraçada da comunidade devido a uma mentira e que desenvolveu uma ambição desmedida e uma capacidade de sobrevivência à custa de todos os que a rodeiam. Eu sei que ela interpreta uma vilã; capaz de encarcerar uma mulher numa cave durante 20 anos e fingir-se amiga desta como se nada fosse quando ela escapa; capaz de atirar uma bebé de meses ao rio; capaz de embebedar uma criança inocente de 13 anos para se vingar da mãe dessa mesma criança por estar com o homem que ela quer; capaz de se aliar a narcotraficantes nos negócios mais ilícitos e fechar os olhos a crimes que outros cometem à sua volta, entre muitas outras maldades que ela foi fazendo ao longo de toda a novela. Contudo, não sei o que há com esta personagem que me faz gostar dela! Consigo ver o lado humano por trás do monstro que foi construído por quem escreveu a novela, aquilo que despoletou toda a maldade, o arrependimento quando larga a bebé no rio, os muros que construiu à sua volta para não deixar que lhe voltassem a fazer mal, a fonte de toda a ambição. Mesmo quando ela age como uma víbora, é uma das minhas personagens favoritas. E não é só nesta novela, é uma actriz que me costuma cativar com as personagens que faz. O que não deixa de ser curioso, porque já tenho visto entrevistas e participações dela em outras coisas, onde não interpreta nenhum papel e é apenas ela própria e não é uma pessoa a quem ache especial graça. Porém, não lhe posso tirar o mérito, desde os primeiros trabalhos dela que lhe admiro o trabalho como actriz.
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