domingo, 22 de outubro de 2017

sábado, 21 de outubro de 2017

Da ficção nacional


De há uns anos para cá, já aparecem casais gay nas novelas portuguesas, o que considero ser um progresso na aceitação das pessoas com esta orientação sexual na sociedade. São integrados na ficção nacional como qualquer casal, mostrando-nos que têm vidas e relações iguais a toda a gente. Infelizmente, sei que há e sempre vai haver muito preconceito e homofobia, mas eu, pessoalmente, escolho ignorar a existência dessas mentes pequeninas e aplaudo a progressiva aceitação da diferença do considerado comum. Aplaudo também os actores que se sentem confortáveis em fazer estes papéis, que incluem carinho e beijos entre pessoas do mesmo sexo, é bom perceber que nem toda a gente neste país se sente repugnada com uma coisa que eu vejo como tão natural. Contudo, não posso deixar de reparar que aparecem sempre casais do sexo masculino e nunca feminino. Intriga-me. Talvez até já tenha surgido e eu, assim de repente, não me estar a lembrar, até porque não assisti a todas as novelas que já passaram na televisão. Porém, do que me lembro, não é costume aparecerem lésbicas e eu pergunto-me porquê. Principalmente, porque nesta sociedade machista, duas mulheres a trocar carinhos é sempre melhor aceite do que dois homens com o mesmo comportamento. Será que a razão é essa e a ideia é mesmo incutir nas pessoas a normalidade de um casal homossexual do sexo masculino?

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Séries viciantes \\ Orange is the new black


Sinopse: A série desenvolve-se à volta da história de Piper Chapman; esta é condenada a cumprir 15 meses numa prisão feminina federal por ter participado no transporte de uma mala de dinheiro proveniente do tráfico de drogas quando mais jovem, a pedido da sua ex-namorada, Alex Vause, que é uma peça importante num cartel internacional de drogas. O delito ocorreu há dez anos antes do início da série e, no decorrer desse período, Piper seguiu sua vida tranquila entre a classe média-alta de Nova York. Já no alto dos seus trinta e poucos anos, desfruta de uma felicidade sem turbulências ao lado do noivo Larry Bloom, deixando o seu passado sombrio de lado, até ele resolver voltar para assombrá-la. Para pagar pelos seus crimes, Piper resolve entregar-se e troca uma vida confortável pela prisão. Sugada por um universo laranja completamente distinto do seu, acaba por encontrar tensão e companheirismo num grupo de reclusas desbocadas, num local em que é impossível fugir, até de si mesma.

Daya a apontar uma arma a um dos guardas prisionais

A chegada da Piper à prisão

Nicky e Lorna

As sobreviventes do motim

Alex e Piper

A morte da Poussey

Opinião: Uma série que me viciou desde o primeiro episódio. Devorei as 4 temporadas de seguida, porque comecei a ver quando já tinham saído as temporadas completas (sim, demorei a render-me). Entretanto, saiu a 5ª e também vi tudo de seguida. É interessante, porque humaniza as reclusas, fala-nos do seu passado, das suas vidas antes da prisão, das relações familiares e amorosas, dentro e fora da prisão. Mostra-nos a realidade podre de algumas instalações prisionais, as condições decadentes e como os fundos, por vezes, vão parar aos bolsos errados. Aborda frequentemente a sexualidade e homossexualidade, os conflitos e choques entre etnias e o tratamento a que as reclusas são sujeitas por parte dos guardas. Enfim, recomendo vivamente.

domingo, 15 de outubro de 2017

Filas de supermercado


Há acontecimentos que podemos presenciar em qualquer supermercado, nomeadamente, a chico-esperteza de quererem marcar lugar na fila da caixa com os cestos/carros das compras. Pá, eu sei que é chato, minha gente, chegarem à caixa e notarem que se esqueceram de algum artigo. Contudo, não se deixa o carrinho na fila, enquanto vão buscar o que vos falta, atrasando quem está atrás. Também já me aconteceu e fico danada, mas lá pego no cesto e vou buscar o que me falta, voltando depois para o último lugar da fila. Hoje, cheguei à caixa e estava um cestinho, até já com dois produtos perto do tapete rolante, mas cá atrás. O casal que estava à frente estava a acabar de ser atendido e eu avancei, colocando as minhas coisas lá em cima. Entretanto, quando já tinha quase todas as compras postas, aparece uma mulher a dizer que estava atrás daqueles senhores. Eu disse-lhe "Pois, mas deixa aí o cesto e vai-se embora... paciência". Acho que ela não achou muita graça, mas não me tira o sono.

Separadas à nascença #15


À esquerda - Christian Serratos (Rosita, Walking Dead)
À direita - Naya Rivera (Santana, Glee)

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

As empresas e as drogas


Na empresa onde trabalho, como em tantas outras, fazem-se testes de despiste de drogas. E o que acho eu sobre isto? Não estou de acordo. Aliás, estou parcialmente de acordo. Existe um teste destes que é feito com um cotonete na boca, o que permite ao empregador perceber se o funcionário está, naquele momento, sob o efeito de drogas. Isso acho bem, é controlar o empregado durante o horário de trabalho, saber se ele não está a quebrar regras, se não se está a colocar a si próprio e aos outros em perigo. Até aí tudo bem. Porém, muitas empresas fazem este despiste através de análises ao sangue e à urina, o que remete estes resultados para consumos até vários meses antes. O que, a meu ver, é ridículo. Que direito têm eles de controlar o que as pessoas fazem fora do horário de trabalho? A mim, pessoalmente, não me afecta em nada, porque não consumo e estou tranquila. Fiz estes mesmos testes quando entrei. Mas acho um absurdo que obriguem as pessoas que trabalham para eles a abdicar de algo que fazem nos tempos livres e que não prejudica a empresa, nem o trabalho desempenhado. É uma medida que só faz com que percam, muitas vezes, bons funcionários, desnecessariamente. E deitam logo por terra as oportunidades que essas pessoas podiam ter ali. Não é por fumarem ganzas que são piores pessoas ou piores trabalhadores. Não apoio, nem encorajo quem fuma, mas acho que cada um é responsável pelo que faz e não afecta ninguém além do próprio. Não consigo entender este preconceito. Estas coisas deixam-me piursa.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Em Modo Saudosista #14

Legos

Estas pequenas coisinhas são capazes de entreter os miúdos por muito tempo, com o monta e desmonta. O meu filho sempre gostou, e continua a gostar, de brincar com legos. Eu também gostava. Dá para 1001 invenções!