quarta-feira, 23 de maio de 2018

terça-feira, 22 de maio de 2018

O Meu Conto de Fadas #14

O momento em que lhe contei sobre o meu passado

No passado, tive uma vida amorosa complicada, com relações difíceis e pessoas tóxicas, com as quais não me devia ter nunca envolvido. Mas a vida é mesmo assim, cometemos erros, fazemos más escolhas e tomamos decisões das quais nos arrependemos depois. Assim, as minhas tiveram as suas consequências, que vieram a reflectir-se mais tarde. Na altura, talvez não me tenha apercebido do quanto algumas situações me danificaram, mas, de facto, posteriormente, vim a tomar consciência de que houve coisas, sim, que me afectaram.

No início do meu namoro com o B., tínhamos muitas brincadeiras que envolviam cócegas e coisas do género. Numa dessas vezes, ele agarrou-me nos braços, por cima de mim, de forma a que eu não lhe pudesse fugir. Obviamente que foi uma brincadeira e eu, racionalmente, sabia disso. Contudo, a minha parte racional ficou para trás e o pânico instalou-se, ao sentir-me presa debaixo de uma pessoa com muito mais força do que eu e sem hipótese de sair. Foi uma coisa de segundos, porque ele viu que eu estava a ficar aflita e largou-me logo, preocupado.

Foi um momento na nossa relação em que tive que decidir contar-lhe algumas partes menos bonitas da minha vida antes de o conhecer, para que ele me pudesse compreender melhor e perceber que o problema ali não era ele; para que ele entendesse a razão daquela reacção tão despropositada durante uma brincadeira de namorados. Felizmente, ele entendeu e até teve o cuidado de não voltar a fazê-lo.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Attention whores

Pessoas, quando colocam algo no facebook em relação ao vosso estado de espírito, como: estou triste/zangado/deprimido/desiludido, o que esperam, na verdade? Não é que as pessoas vos façam perguntas relacionadas com essa publicação? Porque, obviamente, vão fazer. Seja porque estão, genuinamente, preocupadas ou porque são bisbilhoteiras. Se vocês dizem ao mundo que têm um problema, o mundo vai perguntar-vos qual é. E o que é curioso é que, na maioria das vezes, respondem que não é nada e coisas vagas do género. Vamos lá a ver, se partilham essas coisas, não é para que vos perguntem o que se passa? Não entendo... Alguém que me explique?

Demónios das telecomunicações


Eu já trabalhei em vários callcenters e sei como aquilo funciona por dentro, como tal, não me posso virar contra todos os operadores. Contudo, há uns que só podem ter sido feitos para infernizar a vida ao cliente, não têm mais nenhum objectivo profissional ali dentro,  com certeza!

Acabei de desligar uma chamada da NOS e já foi a segunda, com um supervisor. Porque a primeira operadora não me resolveu porcaria nenhuma, nem me apresentou qualquer solução para o problema que eu lhe estava a expor. Repetiu-me vezes sem conta uma operação que devia solucionar o problema, apesar de eu lhe dizer o mesmo número de vezes que não resolvia.

Acontece que em Março me vieram instalar uma segunda box, no quarto do meu filho e, desde o primeiro dia, que ela tem um problema. Nós deixámos passar, porque tivemos imensas questões pessoais a ocupar-nos e não tivemos tempo, nem capacidade para nos ocuparmos disto, até hoje. Todos os dias, sem excepção, ao fim de umas horas sem utilizar a box, as horas desapareciam e a imagem só voltava depois de desligar da corrente. Ora, isto não é o funcionamento normal do equipamento! Tenho uma box igual na sala e não é assim que funciona, aliás, nunca tal aconteceu.

Expliquei tudo isto à querida que me atendeu e ela começou por pedir para a desligar da corrente. Ericei-me logo, porque eu tinha acabado de lhe dizer que tinha feito isso mesmo logo antes de os contactar. Não ia voltar a fazer nada disso, agora que já tinha conseguido que a imagem voltasse. Então, ela insistiu várias vezes que tinha que os contactar quando isso acontecesse, porque não me podiam agendar uma intervenção técnica gratuita se a TV tinha imagem.

Já enervadíssima, obrigou-me a levantar-lhe a voz e até a dizer que ou ela era burra ou eu devia estar a falar outra língua, porque não lhes ia ligar todos os dias, para me mandarem desligar a porcaria da box da corrente, coisa que eu já faço a toda a hora! Manteve o mesmo discurso e eu já sem a menor das paciências, disse-lhe que nem pensar que ia pagar para me virem resolver o problema, porque eles é que não estavam a prestar o serviço em condições.

Depois de ela me repetir que tinha que os contactar quando acontecesse novamente, perguntei: "Então, diga-me lá, se eu amanhã ligar e disser que está sem imagem, mandam-me desligar da corrente?" e a resposta foi que sim. Questionei a senhora "E quando a imagem aparecer, que vai aparecer, porque eu já fiz esse teste várias vezes, o que é que vocês fazem?"... "Não fazemos mais nada, porque o problema fica resolvido, se a imagem aparecer." .................. Ah, fica resolvido?! Apeteceu-me tanto chamar-lhe todos os nomes pouco simpáticos deste mundo e do outro.

Exigi falar com um superior e ela disse-me mais do que uma vez que não podia ser, não tinha forma de contactar um superior para falar comigo, o que me fez saltar a tampa outra vez e disse-lhe para não gozar com a minha cara, pois sabia muito bem que eles não estavam sozinhos no callcenter e que tinham lá supervisores. Ao fim de meia hora neste estrafego, lá me disse que no prazo de uma hora um superior me ia contactar.

Nem 10 minutos depois de desligar, liga-me o que supus ser o supervisor dela. Pediu desculpa pela operadora, deu-me razão e mandou-me fazer um reset na box. Disse-me que se entre hoje e amanhã, mesmo assim, o problema persistisse, que os contactasse e dissesse que aquilo se mantinha, para me agendarem uma intervenção técnica, sem custos. Não sei porque é que a outra criatura não fez logo isto! Caraças, que nervos...

domingo, 20 de maio de 2018

sábado, 19 de maio de 2018

Eutanásia


Gostava de perceber um bocadinho a mente das pessoas que condenam a despenalização da eutanásia. Gostava de entender porquê. A eutanásia não é mais do que escolher morrer sob as nossas condições. Entendo que para uma família seja imensamente difícil aceitar que um ente querido escolha esse caminho, mas é egoísta querer que a pessoa se mantenha viva em circunstâncias muitas vezes degradantes, em que a saúde vai decaindo cada vez mais, sabendo que não há uma solução, que não há retorno. Se soubermos que vamos efectivamente morrer devido a uma doença terminal, devemos poder ter a opção de não querer chegar ao pior estado que podemos atingir antes de a nossa vida terminar. Não é justo para um doente ser obrigado a arrastar uma vida em condições deploráveis, tendo muitas vezes que depender de outros para executar funções básicas. Não é justo que não possamos escolher partir deste mundo enquanto ainda estamos na posse das nossas capacidades. Se esse for o desejo de um familiar nosso, sei que é algo que não iremos querer aceitar, porque o egoísmo inato ao ser humano quer prolongar ao máximo o tempo que temos com quem amamos. Não há como evitar esse sentimento, nem como aceitar de ânimo leve que alguém que nos é querido queira seguir essa via. Mas não podemos ser egoístas a esse ponto, devia ser possível cada um ter poder de decisão sobre si mesmo. Não está a matar ninguém, não está a tirar mais nenhuma vida senão a sua. É apenas justo que possamos ter a dignidade de decidir não sofrer mais.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Na Cozinha da Cy #34

Salada de frango

Mais uma salada de frango. Nesta usei tomate cherry, cenoura ralada, frango desfiado e cogumelos. Temperei apenas com azeite, vinagre e óregãos. Nada de complicado e bem fresquinha!

O nome

Depois de muitas negociações, este é (provavelmente) o vencedor.