sexta-feira, 22 de junho de 2018

Máquina louca

É só a minha máquina que é assustadoramente possuída quando começa a torcer a roupa? Faz um cagaçal que nem é bom. Nem pensar em tê-la ligada à noite, aposto que se ouve no prédio inteiro. Toda ela abana e salta e faz um barulhão do caraças. Não há muito que possa fazer, porque a máquina nem é minha, faz parte do que já estava na casa quando a aluguei, mas que parece louca, parece... tanto salta no canto dela encostada à varanda, que só falta ir estender a roupa sozinha. O que, já agora, não era nada mal pensado.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Movie review \\ Miss Peregrine's home for peculiar children


Sinopse: Após a estranha morte de seu avô, o jovem Jake parte com seu pai para o País de Gales. Lá ele pretende encontrar a Miss Peregrine, atendendo ao último pedido do avô, que lhe disse que "ela contará tudo". Só que, ao chegar, descobre que o local onde ela viveria é uma mansão em ruínas, que foi atingida por um míssil durante a Segunda Guerra Mundial. Ao investigar a área, Jake descobre que lá há uma fenda temporal, onde Miss Peregrine vive e protege várias crianças dotadas de poderes especiais.






Opinião: Sei que é uma adaptação cinematográfica de um livro, que não li e talvez tenha sido melhor assim, pois já me apercebi, ao ler algumas críticas, que quem o leu ficou extremamente desiludido com esta adaptação. Apesar de ser adaptado de uma história existente, não há dúvida de que é um filme de Tim Burton. É fantasioso e sombrio ao mesmo tempo, sempre muito apelativo visualmente, com interpretações espectaculares, mesmo por parte do grupo de crianças, num universo mágico. É uma história criativa e engraçada. O personagem principal podia ter um bocadinho mais de salero, mas pronto, dêem-lhe uma oportunidade, é um filme que se vê bem e, apesar de o ter visto sozinha, é bom para ver com os filhos (teens, não miúdos, que não queremos crianças traumatizadas com a ideia dos monstros!).

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Livros que recomendo #24 \\ O labirinto dos espíritos


Sinopse: Na Barcelona de fins dos anos de 1950, Daniel Sempere já não é aquele menino que descobriu um livro que havia de lhe mudar a vida entre os corredores do Cemitério dos Livros Esquecidos. O mistério da morte da mãe, Isabella, abriu-lhe um abismo na alma, do qual a mulher Bea e o fiel amigo Fermín tentam salvá-lo.

Quando Daniel acredita que está a um passo de resolver o enigma, uma conjura muito mais profunda e obscura do que jamais poderia imaginar planta a sua rede das entranhas do Regime. É quando aparece Alicia Gris, uma alma nascida das sombras da guerra, para os conduzir ao coração das trevas e revelar a história secreta da família… embora a um preço terrível.

O Labirinto dos Espíritos é uma história eletrizante de paixões, intrigas e aventuras. Através das suas páginas chegaremos ao grande final da saga iniciada com A Sombra do Vento, que alcança aqui toda a sua intensidade, desenhando uma grande homenagem ao mundo dos livros, à arte de narrar histórias e ao vínculo mágico entre a literatura e a vida. 


Opinião: Ofereceram-me este livro, sendo que era um dos que eu queria, mas escapou-me que fazia parte de uma saga. Só tinha lido a Sombra do Vento, tendo lido, portanto, o primeiro e o último. Terei que ler O Jogo do Anjo e O Prisioneiro do Céu entretanto! Contudo, é um livro muito bom. Aconselho-vos a lerem os outros, pois sei que há coisas que farão mais sentido por essa ordem, mas opinarei sobre cada um individualmente quando tiver lido os que me faltam. Este livro é complexo, traz-nos imensas personagens, histórias cruzadas, surpresas, cenas de terror, cenas de amor, muito mistério, é surpreendente e comovente. Nos livros deste autor, sinto que vivemos sempre os fantasmas dos personagens, é absolutamente delicioso. Partilho da opinião de várias pessoas que já leram: o último capítulo parece um pouco deslocado e seria desnecessário, mas, ainda assim, um livro muito bom!

domingo, 17 de junho de 2018

Séries viciantes #23 \\ 13 reasons why


Sinopse: Uma caixa de sapatos é enviada para Clay por Hannah, sua amiga e paixão platónica secreta de escola. O jovem surpreende-se ao ver o remetente, pois Hannah acabara de se suicidar. Dentro da caixa, há várias cassetes, onde a jovem lista os 13 motivos que a levaram a interromper a própria vida - além de instruções para elas serem passadas entre os demais envolvidos.

Bryce Walker

Quando Hannah é gozada na escola

Clay e Hannah no baile

O encontro de Hannah e Justin

O suicídio de Hannah

Quando Jessica vai a tribunal testemunhar

Opinião: Nos últimos dias, acabei de ver a segunda temporada desta série. E que posso dizer? Deu muito que falar quando apareceu e acho que tem motivos para tal. Muita gente se insurgiu com a abordagem tão crua e explícita de temas como o suicídio e a violação. Talvez porque as pessoas, no geral, preferem ignorar que estas coisas existem, porque não querem pensar nelas. A série aborda, sobretudo, o bullying, sob as suas várias formas e esta segunda temporada mostra também a realidade do acesso fácil às armas nos EUA. A cena do suicídio de Hannah é bem chocante e deixa-nos frustrados ao longo de toda a temporada, porque em cada episódio vemos que cada uma das pessoas que contribuiu para aquele desfecho podia ter agido de forma diferente, de maneira a evitar que acabasse assim. É uma série pesada, que eu recomendo vivamente a pais, educadores e cuidadores. É urgente estarmos atentos ao que se passa com os nossos filhos e não desvalorizar o que eles sentem, como os pais têm tendência a fazer. Às vezes, acaba mal. A forma como as raparigas são tratadas nesta série é vergonhosa, mas não é apenas isso. É a pressão de pares que se faz sentir ao longo de toda a série, a lei do mais forte, o silêncio da cumplicidade nos actos mais vis contra outros seres humanos, a frieza e maldade com que se lida com o próximo e a crueldade que reina entre adolescentes. Há muito a dizer sobre esta série, mas este comentário já vai longo, pelo que só posso recomendar-vos que a vejam, pois é das melhores séries que vi nos últimos tempos.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Período de descanso

Depois de fazer a amniocentese, todas as recomendações foram no sentido de fazer repouso absoluto durante 3 dias e depois uma semana de cuidados, sem levantar pesos, sem fazer grandes esforços. Sabendo que se não seguisse estas indicações, podia não deixar fechar o furo no útero, obviamente que as segui à risca, mas devo dizer que é das coisas mais difíceis de fazer! Ficar 3 dias deitada, é um sacrifício imenso, já me doíam os ossinhos todos e já não podia com as costas, sem posição para estar. As horas arrastavam-se, parecia que o dia nunca mais passava, tinha que comer sempre na cama. É uma tortura, só vos digo! Admito que gosto muito de não fazer nada, mas calma... preciso de me mexer.

Por outro lado, a parte positiva deste descanso obrigatório foi que me actualizei em algumas coisas que andava a ver; também não havia, literalmente, mais nada que pudesse fazer! Vi uns quantos episódios da terceira temporada da Supergirl e comecei a ver a segunda temporada da 13 reasons why. Terminei a sétima e última temporada da Once Upon a Time, deixando assim mais uma série acabada. Acabei a quarta temporada da The Flash e vi as 3 temporadas da Outlander (que andava para ver há séculos, mas ainda não tinha conseguido!). Ainda vi o filme O Bebé de Bridget Jones. Portanto, sempre foi qualquer coisa de produtivo.

terça-feira, 12 de junho de 2018

A amniocentese

Estou de volta.

Primeiro, quero pedir desculpa por não ter reparado nos comentários aos posts anteriores, mas, aparentemente, pelo que percebi, porque não é só o meu, o blogger ou está com algum problema, ou fez alguma alteração sem avisar os utilizadores, já que não estamos a receber as notificações por email quando alguém comenta as publicações.

Segundo, agradecer a todas as pessoas que comentaram o meu último post, as palavras de apoio, força e esperança. Como me disseram aqui, muitas vezes o resultado do rastreio bioquímico fora de tempo dá resultados não tão fiáveis e isso foi-me logo dito, até porque as medições estavam todas boas, mas já devem imaginar como é difícil ficar descansada quando há um alerta destes, mesmo sabendo que há muitas probabilidades de não ser nada.

Por último, anunciar que, felizmente, está tudo bem com a nossa Alice. Fiz o exame na 4ª feira de manhã e na 5ª, às 16h30, o médico ligou-me a dizer que o laboratório já tinha o resultado e que estava tudo normal. Foi assim um peso enorme que nos saiu de cima e fiquei muito contente por nos ligarem tão rápido, pois julgava que ia ser uma espera um pouco mais longa.

Sobre a amniocentese em si, li algumas opiniões de mulheres que já passaram por isso e são muito diferentes, algumas dizem que dói mais tirar sangue, outras afirmam que é doloroso. Claro que tudo depende do médico que está a fazer o exame, bem como da nossa própria tolerância à dor. A minha opinião é que dói, sim. Não é comparável a tirar sangue, que é uma picada ligeira na veia, pelo menos eu não achei. Sente-se duas picadas, a primeira na barriga, que, essa sim, parece a que levamos quando fazemos análises; a segunda no útero, para poder extrair o líquido amniótico e essa, minha nossa, se doeu. Nem senti a agulha sair, só senti a entrar e o desconforto permaneceu ainda durante um bocado.

Quanto ao facto de não ter feito no primeiro trimestre, nem percebo porque é que não é procedimento standard para quem é seguida no centro de saúde fazer-se esse rastreio. Ele serve para mulheres abaixo dos 35 saberem se há necessidade ou não de fazer a amniocentese, se há probabilidade de o bebé nascer com alguma deficiência genética. Não me faz sentido que tenha que se esperar até ao nascimento para detectar uma coisa que pode ser, facilmente, vista durante a gestação. Parece que estamos noutro século...

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Mais um murro no estômago

A minha gravidez começou a ser acompanhada no centro de saúde, pela médica de família que faz o planeamento familiar e dá as consultas de saúde materna. Posteriormente, já no 2º trimestre, decidi ser também acompanhada no privado por uma obstetra. Logo aí foi-me dito que teria que fazer rastreio bioquímico do 2º trimestre, porque não tinha feito no primeiro. Quando coloquei a questão à médica de família, ela disse-me que não era procedimento standard em mulheres da minha idade (tenho 29), mas passou-me a credencial para o do 2º trimestre, seguindo as recomendações da especialista na área. Dia 30 fui buscar os resultados e estes dizem que há um risco acrescido para trissomia 21. Tenho feitas hoje 20 semanas de gestação. A obstetra encaminhou-me para uma amniocentese, que irá confirmar ou eliminar esta hipótese. Disse-nos logo que era para ser feita o mais rápido possível e que, sendo positivo, teríamos que decidir rapidamente o que fazer (nunca tinha equacionado a opção, nem sabia até quando era possível, mas parece que podemos optar por interromper a gravidez nestes casos até às 24 semanas). Já sabemos o sexo, já escolhemos o nome, já demos a notícia a toda a gente, já começámos a preparar o quarto... e agora uma notícia destas. Não quero, para já, pensar no pesadelo que vai ser se o resultado for positivo, por isso, tentarei focar-me no imediato, que é fazer a porcaria da amniocentese e fazer repouso absoluto enquanto esperamos pelos resultados. Pelo que percebi, não é uma espera muito longa (o exame está marcado para 4ª feira de manhã), mas vai parecer-me uma eternidade. Entretanto, só me apetece mesmo enfiar debaixo dos lençóis e não fazer, nem pensar em nada, enquanto não souber o que me espera...

Irei estar ausente nos próximos dias, voltarei em breve.

Máquina louca

É só a minha máquina que é assustadoramente possuída quando começa a torcer a roupa? Faz um cagaçal que nem é bom. Nem pensar em tê-la liga...