segunda-feira, 16 de julho de 2018

Superstições

Se há coisa que não suporto são as superstições. Se cada um quiser tê-las, por mim, tudo bem; por respeito não digo o que penso sobre o assunto, a não ser que me perguntem. Mas não me tentem impingi-las. Porque, para mim, tudo isso é treta. Todas elas. Sermos 13 pessoas à mesa, passar por baixo de escadas, os gatos pretos... E em relação à gravidez e aos bebés, sabe-se lá a quantidade delas que há! 
"Não uses fios, porque o bebé nasce com o cordão à volta do pescoço."
"Não faças a cama do bebé antes de nascer, dá azar!"
"Não pegues gatos ao colo, que o bebé nasce com pêlo."
"Não podes cheirar flores, senão o bebé vai nascer com uma marca."
"A primeira roupa não pode ser amarela, pode provocar icterícia." (Aqui nesta, quanto muito, a cor amarela da roupa pode dificultar aos profissionais detectar se o bebé tem uma cor amarelada na pele, mas além de ele não estar sempre vestido com aquela roupa e de ter que se tirar para mudar a fralda, acho que não se detecta a icterícia só pela cor da pele...)
"Quando o bebé sair da maternidade, veste-o de vermelho, protege do mau-olhado."
"Se tens muita azia, é porque o bebé vai ser cabeludo."
"Depois do parto, não podes lavar o cabelo/tomar banho no primeiro mês." (A sério? Que nojo...)
"Barriga mais redonda é menina, mais pontiaguda é menino!"
"Se tens muitos enjoos, vais ter uma menina, de certeza."
"Não se deve comprar nada para o bebé antes dos 3 meses de gestação." (A questão aqui é exclusivamente o facto de ser a fase mais dada a abortos espontâneos e daí que, se já tiver coisas para a criança, ficam inutilizadas; mas não é o facto de comprar coisas que faz com que se perca o bebé...)

E por aí vai... há muitas e algumas bem ridículas. Não acredito em nenhuma e chateia-me que me queiram obrigar a agir conforme as crenças dos outros. Pá, não me chateiem. Não sou daquelas pessoas que diz "Ah, eu não acredito!!! Mas mais vale não arriscar...". Por favor... Se têm dúvidas, não podem afirmar que não acreditam.

domingo, 15 de julho de 2018

Sunshine Blogger Award


Trouxe este desafio do blog da Joana, com as perguntas que ela lá deixou para quem quisesse trazer. Por aqui, será igual, não vou nomear ninguém, deixarei as perguntas e quem gostar deste tipo de coisa, leva consigo. Peço só que me digam, para eu espreitar as vossas respostas! 

1. Vais passar uma temporada numa ilha deserta e só podes levar cinco coisas contigo. O que levas?
- Livros;
- Protector solar; 
- Fato de banho;
- Tenda;
- Repelente.

2. Descreve o fim-de-semana perfeito!
No primeiro dia, era aproveitar com o marido e o filho, um passeio a qualquer lado durante a manhã, um piquenique para o almoço e uma piscina só para nós toda a tarde, para o pequeno poder mergulhar e nadar à vontade, como peixinho que é.
No segundo dia, só com o marido, num hotel com aqueles pequenos almoços maravilhosos, uma piscina privada, um jacuzzi, uns filmes e umas séries... e estava feito!

3. Preferias ter de renunciar a) café ou a b) acesso à internet durante dois meses?
Café. Não bebo!

4. Cidade preferida
Porto <3

5. Três características que admiras noutras pessoas
- Preocupado e cuidadoso com os que o rodeiam - filho;
- Força para ajudar toda a gente - mãe;
- Tratar o meu filho como se fosse dele, sempre, em todos os momentos - marido.

6. Três características que admiras em ti mesmo(a)
- Optimismo. Vejo sempre o copo meio cheio, tenho sempre esperança;
- Não me incomodar com o que pensam de mim. Conheço quem se sinta julgado pelos outros e imagino o quão sufocante deve ser sentir a toda a hora o que estão a pensar de nós, condicionar as nossas escolhas e atitudes por poderem estar a olhar e a rir-se do que fazemos ou dizemos;
- Saber estar sozinha; não precisar de companhia para estar bem.

7. Deram-te uma quantia ilimitada de dinheiro para gastar em 24 horas. O que fazes?
- Pago 1 ano de renda para as famílias que o meu projecto solidário ajuda;
- Encho a despensa com não perecíveis para vários meses a essas mesmas famílias e o frigorífico com o que for possível;
- Compro os medicamentos todos necessários para eles;
- Compro uma casa;
- Pago a carta de condução;
- Pago a totalidade que falta do carro;
- Pago a dívida aos meus pais;
- Pago todas as obras que são precisas na casa dos meus pais;
- Renovo o guarda-roupa aos meus pais, a mim e ao B;
- Compro um número interminável de ténis ao filhote (é o que lhe faz mais falta e se estraga muito);
- Digo ao meu filho para escolher nesse dia o que quiser comprar e dou-lho (já que o habitual é que se tenha que esperar ou escolher entre várias coisas, porque não se pode trazer tudo; pois nesse dia não há restrições!);
- Pago a totalidade que falta do carro da minha irmã;
- Compro uma casa para ela;
- Ofereço-lhe toda a mobília para a casa;
- Pago alojamento e deslocação para umas férias para nós, a mana e os pais;
- Compro uma casa aos meus avós;
- Encomendo tudo o que quero adquirir para a decoração da casa.
- Pago tudo o que os meus pais tiverem pendente (empréstimos, prestações);
- Compro uma casa aos meus sogros;
- Encho-lhes a despensa e o frigorífico;
- Compro carros novos aos meus pais e aos meus sogros, que os deles já estão todos nas últimas.

8. Viajar para o passado ou para o futuro? Porquê?
Passado. O futuro logo virá e saberei o que me reserva quando chegar. Para o passado, podia escolher qualquer época que gostasse de conhecer e podia revisitar qualquer momento do meu próprio passado para matar saudades!

9. Escolhe um super-poder!
Teletransporte. Acho que seria imensamente útil.

10. Um sonho por realizar
A viagem a Itália.

11. Se a tua vida fosse um filme, qual seria o título?
A Preguiça Optimista (ahah, parece-me adequado!)



As perguntas que deixo para quem quiser levar são:

1. O que te revolta mais do que tudo?
2. Que blog recomendarias?
3. Qual o alimento da tua infância que ainda hoje adoras?
4. Qual é o teu maior medo?
5. Qual a profissão que escolhias em alternativa à que tens?
6. Qual é a tarefa doméstica que evitas a todo o custo?
7. Preferes dia ou noite?
8. Em que supermercado fazes as tuas compras?
9. Que características tuas gostavas de mudar e porquê?
10. A que comida não consegues resistir?
11. O que serias incapaz de perdoar a alguém próximo de ti?

sábado, 14 de julho de 2018

O Meu Conto de Fadas #15

Música ao som da qual o ensinei a dançar kizomba


Não sou nenhuma pro a dançar kizomba, longe disso, aliás. Mas gosto muito e ajeito-me nos passos mais básicos. Quando conheci o B., ele não ouvia kizomba, nem sequer faz o género dele e naquela altura ainda menos. Contudo, quis aprender, talvez por ser uma dança sensual e na qual dá para estarmos agarradinhos. E foi ao som desta música que o ensinei a dançar. Transporta-me sempre para os primeiros tempos do nosso namoro.


sexta-feira, 13 de julho de 2018

Verniz híbrido


"A nova gama Hybrid Gel Andreia Professional combinou o melhor de dois mundos, as características do verniz gel com a fácil aplicação e remoção do verniz tradicional. Através de uma tecnologia revolucionária, esta nova gama permite obter, em apenas 2 passos, uma manicura de longa duração com acabamento gel e secagem imediata sem lâmpada. 

- Sem lâmpada
- 2 Passos
- Fácil remoção (com removedor de verniz tradicional)
- Acabamento gel
- Longa duração
- Secagem imediata
- Pincel profissional de alta precisão
- 48 tons disponíveis"

Esta pequena descrição é o que promete esta nova moda. E foi isto que me foi também dito pela minha esteticista, onde eu faço, habitualmente, unhas de gel/gelinho. Como enfraquece as unhas e me chateia um bocado que elas estejam quebradiças no período de descanso quando largo o gel, decidi experimentar este, que, ainda por cima, dá para tirar em casa com acetona. E assim fiz. Obviamente que a minha opinião é isso mesmo e vale o que vale; já li opiniões diferentes da minha, mas não fiquei com boa impressão deste verniz. Acho que não é diferente de um verniz normal, eu cá não noto qualquer diferença. No 2º dia, apareceu a 1ª lasca. Num instante comecei a ficar sem verniz nas pontas e nos cantos das unhas. Tal e qual um verniz tradicional. E acredito que uma cor mais suave aguentasse mais tempo (ou assim aparentasse, pelo menos), mas isso também os outros fazem. Por isso, a minha experiência é que não vale a pena, é uma ilusão e o meu conselho é que não o experimentem com grandes expectativas.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Separadas à nascença #20


Joseph Gordon-Levitt e Heath Ledger. Dois actores que, não sendo fotocópias, me fazem lembrar um do outro sempre que vejo filmes deles, têm expressões tão parecidas!

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Já passaram 5 anos?

Ontem, dia 1 de julho, completámos 5 anos a viver juntos, eu e o B. Portanto, acho que posso falar com algum conhecimento de causa sobre o que é viver com alguém e fora da asa dos nossos pais. Quando vivemos com eles e estamos prestes a sair de casa ou nos juntámos há pouco tempo com alguém, os comentários são, invariavelmente, os mesmos, todos no sentido de nos avisarem que, eventualmente, vamos ter saudades da casa dos papás, que as responsabilidades vão começar a pesar, que a fase lua-de-mel só dura até determinada altura, que ninguém vai lá estar para cozinhar e limpar, além de nós... e por aí vai. 

Como é óbvio, tudo isto é verdade, passamos a ter que gerir a nossa própria casa e não, não é o mesmo que fazer tarefas domésticas em casa dos pais. Sim, temos que gerir o nosso próprio dinheiro, os prazos das contas a pagar, aprender a fazer compras inteligentes no supermercado. Também é verdade que, com o tempo, temos que aprender a lidar com os defeitos, manias e hábitos da pessoa que vive connosco e que isso nem sempre é fácil. Mas a forma como as pessoas falam leva-nos a sentir que é tudo mau, que não compensa viver com ninguém, que somos burros por querer sair da casa da família e que nos vamos arrepender.

5 anos depois, posso afirmar categoricamente que nunca me arrependi. E é bem verdade que não é tarefa fácil adaptarmo-nos a viver com alguém, como é tão verdade que já passei por momentos bem complicados nesta jornada da vida adulta. Já aconteceu o dinheiro não chegar para as contas e ter que recorrer aos pais (felizmente, cada vez mais raramente); já aconteceu cometermos erros financeiros e sentirmo-nos a afundar durante meses; já estivemos sem emprego, tanto um como outro; já foi preciso racionar a comida que tínhamos em casa assim ao máximo; já tivemos que fazer muitos sacrifícios e adiar planos porque a vida adulta é assim mesmo: difícil.

Mas, meus amigos, arrepender-me nunca. Não há nada como a paz de estar na minha própria casa, na minha sala, poder escolher a programação que me apetece ver, ir dormir quando quero, poder sair sem ninguém ter que saber que vou sair, poder comer o que me apetece às horas que me apetece. Se sabe bem ir a casa dos pais? Claro que sim. Mas não me consigo ver, neste momento, a voltar para lá de forma mais permanente. Apesar de ter quase 30 anos, ser uma pessoa adulta, com emprego e o meu próprio dinheiro e de saber que não teria que me justificar como se tivesse 15 anos, iria sempre sentir que me estava a ser tirada a liberdade, porque estava a invadir o espaço deles e deixava de ter o meu. 

O melhor conselho em relação a essa mudança na vossa vida? Não acreditem em tudo o que vos dizem.

Janela maldita

Há 4 anos que estou nesta casa e sempre tive uma relação de amor-ódio com a minha janela da sala. É bastante ampla e dá imensa luz à casa, o que foi um ponto a favor (pensei eu) quando vim ver a casa antes de a alugar. Contudo, tem um problema. Não é numa parede direita, mas sim em arco e, por isso, não tem persiana, por defeito. Ora, não sendo a casa minha, não vou gastar um balúrdio em estores e montagem dos mesmos. Isso traz-me alguns dissabores.

O primeiro é que não posso ter a janela aberta, no verão entram imensos mosquitos e moscas e toda a espécie de insectos infernais e no inverno, well... chove e, portanto, não é opção sair de casa e deixar a janela aberta. Todas as outras ficam abertas, com a persiana fechada só até deixar os orifícios para arejar. 

A janela é de parede a parede e até ao tecto, sem vidros duplos, e nunca apanha sol directo, o que faz com que, ao longo de todo o inverno, cause condensação nas janelas e me deixe uma poça de água no chão, bem como as paredes cheias de humidade. 

E, por último, como entra imensa luz, não conseguia ver TV em condições durante o dia, porque tudo o que via no ecrã era reflexo da sala, principalmente em cenas mais escuras, portanto, ver filmes ou séries antes de cair a noite era uma missão quase impossível. Tinha uns cortinados, mas eram semi-transparentes, muito giros, mas pouco práticos para abafar a imensidão de luminosidade. 

Todos estes problemas podiam ter sido resolvidos mais cedo, provavelmente, mas como a ideia não era ficar ad eternum nesta casa, mas sim procurar uma para comprar, fomos adiando. Bem como tudo o resto. Este ano, após a morte do meu tio e a descoberta da gravidez, decidimos cancelar, no futuro mais próximo, a aquisição de uma casa e fazer as alterações que queríamos nesta (dentro do que se pode fazer numa casa alugada) para tê-la ao nosso gosto.

O problema da humidade tentámos colmatar com um desumidificador que, como comprámos às portas do verão, ainda não tivemos oportunidade de testar verdadeiramente. As bichezas a entrar pela janela aberta também estamos a resolver com a colocação de uma rede mosquiteira. Quanto ao último ponto, decidi investir, finalmente, nuns cortinados blackout. Sabem, aqueles de ocultação total, opacos, que escurecem a divisão.


Comprei uns assim castanhos, mas num tom ligeiramente mais claro que este, não tanto chocolate negro, mas mais chocolate de leite, estão a ver? Bom, estou rendida! Das melhores coisas jamais inventadas. Resolveu-me o problema e estou a amar de paixão poder ter a minha sala escura em horas diurnas, coisa que era impensável até agora.

Superstições

Se há coisa que não suporto são as superstições. Se cada um quiser tê-las, por mim, tudo bem; por respeito não digo o que penso sobre o ass...