sábado, 25 de março de 2017

Mudança da hora

Diz que hoje muda, não é? À 1h da manhã passa para as 2h. Isso é que é ver a malta aí a pular de contente, porque os dias ficam maiores. Isso é muito giro e tal. Porque a maioria das pessoas diz que os dias assim rendem mais. Ora, devo discordar. No meu caso, não é assim. E porquê? Ora, porque é de dia até tarde e eu sinto sempre que ainda é cedo e que tenho tempo para fazer as coisas que preciso fazer. De maneiras que me atraso sempre, por achar que é mais cedo do que realmente é. No horário de inverno, despacho as minhas tarefas em casa muito mais cedo, porque vejo que é de noite e sinto-me pressionada a terminar tudo antes que seja hora de dormir. O que me deixa sempre com mais tempo no fim do dia (pouco, ainda assim, porque ainda não faço milagres a esticar o tempo e como gostava!). Além disso, a noite não me incomoda nada. Gosto do escuro. Inclusivé, não gosto de ter muita luz em casa, não me sinto confortável com muita claridade. Sou uma pessoa da noite, definitivamente.

Estrangular os vizinhos

Hoje acordámos pouco antes das 10h com os vizinhos de cima a fazer obras. Com o barulho do berbequim. O namorido acordou com um humor de cão, dado que saiu do trabalho à 00h e já se deitou bastante tarde. Eu apanhei um cagaço todo o tamanho. A sério, gente, ninguém merece. Podem fazer obras durante o fim de semana? É que é insuportável e só me apetece lá ir acima e pregar dois pares de estalos a quem me abrir a porta. Será que posso?

Primavera escondida

Estou a adorar estes dias frios e chuvosos. A tentar saborear ao máximo por saber que, num piscar de olhos, estão aí os dias quentes e horrorosamente longos. Que me fazem destilar e suspirar por um pouco de fresco. Que me deixam rabugenta, transpirada, com a roupa colada ao corpo... Nem é bom pensar. E só oiço gente a queixar-se. Há umas semanas, fez aquele calor que já nos fazia andar de manga curta, sabrinas e sandálias no pé... e era inverno. E ninguém se queixou por haver calor fora do tempo. Agora que a natureza está a repor esses dias roubados ao inverno sendo já primavera, toda a gente reclama. Temos muito tempo para ter calor, gente! Calma convosco.

terça-feira, 21 de março de 2017

Mommy's little girl


Sinopse: Sadie, de 10 anos, foi criada com os avós controladores e severos numa casa remota no meio do campo, sem amor, sem frequentar a escola e sem socializar com outras crianças. Quando, finalmente, pode ir viver com a mãe, está determinada a não deixar que ninguém as separe, o que torna a adaptação à nova família e à nova vida muito difícil.


Opinião: É, certamente, um filme inquietante. Porque quando pensamos em psicopatas, a primeira coisa que nos vem à cabeça não são crianças. Bem, falo por mim. E, apesar de não ser baseado em factos reais, acredito que uma situação assim possa tornar-se real. Uma conjugação de maus genes com uma educação austera e cruel pode afectar muito a personalidade de uma criança. Crescer sem amor, no meio do nada, com adultos que a tratam mal e que lhe incutem a agressividade como uma coisa normal podem impedir a criança de distinguir o certo do errado. É muito sinistro assistir a comportamentos tão frios e tão incrivelmente cruéis vindos de uma criança. O desespero louco em sentir-se amada após anos sem carinho e a determinação em manter esse amor torna esta personagem completamente desequilibrada e faz-nos perguntar como é que se lida com uma criança assim, como é que se aceita que um filho nosso possa ter estas tendências para a loucura?

Séries viciantes #12



Sinopse: A história é sobre duas raparigas que foram trocadas na maternidade, separando-se das suas famílias biológicas. Anos depois os pais descobrem o erro do hospital e começam a dividir a mesma casa. A série tem um pouco de drama, comédia e romance. Bay Kennish é uma artista e luta para ser reconhecida pelos pais adoptivos; Kathryn Kennish é uma dona-de-casa que não gosta de ficar mal falada pelos vizinhos snobes e John Kennish é um jogador de beisebol aposentado. Seu irmão, Toby, é músico. O sucesso na carreira de John é o que o faz ter muito dinheiro, vivendo assim a família Kennish na parte rica da cidade. Daphne Vasquez é surda (devido a meningite, quando criança), e estuda numa escola especial para surdos, mas ela consegue comunicar com as pessoas ouvintes, desde que tenha contacto visual, para que possa fazer leitura labial. Daphne mora na parte hispânica da cidade com a mãe Regina, uma cabeleireira orgulhosa que já teve problemas com álcool, e a avó. Apesar de certas divergências, as famílias vão tentando se acertar e conviver, para que as mães conheçam as filhas biológicas.

Opinião: Esta é uma série relativamente leve, com dramas do quotidiano, nada de muito pesado, com personagens cativantes. Apesar de ser um drama a troca na maternidade, o curioso é ver a adaptação de uma família à outra, à medida que se vão conhecendo. É giro ver a relação das personagens surdas com as ouvintes, a forma como comunicam tão facilmente, ou assim faz parecer para o telespectador. Como se não fosse, de facto, uma barreira difícil de ultrapassar. Não é uma série arrebatadora, mas vê-se bem e não me tenho cansado de a acompanhar.