sábado, 28 de fevereiro de 2015

A importância do casamento

As opiniões divergem quanto ao casamento. A minha mudou um pouco ao longo do tempo. Durante muito tempo, afirmei que não me queria casar. Nunca. Actualmente, quero. A relação que tenho agora fez-me mudar de ideias quanto a essa vontade. Acho bonito, é uma oficialização da relação, mas serve apenas para os outros. Sim, quero casar-me e mudei de ideias quanto a querer, mas nunca mudei de ideias em relação à importância que isso tem. O casamento só tem a importância que lhe damos, porque, na verdade, um papel a oficializar perante a sociedade a relação que eu tenho em nada vai mudar a minha vida e a minha relação. Já vivemos juntos, fazemos vida juntos, tomamos decisões em conjunto, fazemos planos enquanto casal, oferecemos prendas como casal, temos uma criança. O casamento vai mudar o quê nisso? Nada. Sim, pretendo casar-me. Para comemorar o nosso amor, a nossa vida e partilhar isso com as pessoas de quem gostamos. Mas é tudo. Sei que há pessoas capazes de descartar uma relação com alguém que não se queira casar. E isto é algo que não compreendo e nunca irei compreender. O casamento não deveria ser o objectivo vital de uma relação, mas sim um complemento. Entendo que seja importante para muitas pessoas, mas o que não entendo é que seja um factor eliminatório na escolha de um companheiro, que poderia ser o melhor do mundo e a quem não foi dada uma oportunidade apenas por não se querer casar.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Emetofobia

A minha irmã sempre teve um medo irracional de vomitar e sempre se afastou quando havia possibilidade de alguém vomitar ao pé dela. Nunca julgámos que isto fosse, de facto, um problema real, pensámos só que ela, como muitas pessoas, não suportasse a ideia de vomitar e que ver alguém fazê-lo lhe provocasse vómitos também. No entanto, com o passar dos anos e com o desenvolvimento deste problema, os tremores, o pânico, percebemos que era mais do que isso. E, afinal, como eu não fazia a menor ideia, isto tem um nome. É uma fobia e mais comum do que se possa pensar, a emetofobia. 

"A emetofobia é o medo excessivo ou irracional de vomitar. (...) Quase todos os que sofrem de emetofobia sofreram algum incidente traumático envolvendo o ato de vomitar entre a idade entre seis e dez anos. (...) a maioria deles vomitou pela última vez há mais de doze anos. (...) Pessoas que sofrem de emetofobia são conhecidas por se manterem afastadas de pessoas que podem estar doentes, de modo a evitar a presença em lugares onde pessoas podem vir a vomitar, e acima de tudo, são conhecidas por manterem hábitos alimentares ultra-cuidadosos de forma a minimizar a possibilidade de vómito. Muitos deles comem pouco e de forma bastante seletiva. (...) Essa fobia atrapalha principalmente na hora de dormir, onde as pessoas acabam por desenvolver azia e mal estar, causadas pelo próprio medo, e muitas entram num estado de tensão ! Esse medo também acaba fazendo com que seus afetados não comam comidas que já o fizeram vomitar ou que fizeram outras pessoas vomitarem, os mesmos evitam compulsivamente não comer nada fora de seu ambiente."

Aparentemente, terapia cognitiva e antidepressivos são duas coisas que ajudam a suavizar os sintomas, mas não tem cura.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Do trabalho temporário

O trabalho temporário foi das piores coisas que resolveram instituir neste país. Se são as empresas de trabalho temporário quem mais contrata? São sim senhora. Mas isto não significa que seja benéfico para quem trabalha. Se o trabalho temporário não existisse, as empresas, quando precisassem de pessoal, eram obrigadas a contratar as pessoas na mesma, sendo que teriam que existir contratos com condições que são sempre diferentes. É certo que a vida profissional não está fácil para muita gente, mesmo sendo contratados ou efectivos. Tudo bem. Mas os trabalhadores temporários são os mais desprotegidos dentro de qualquer empresa, que estão sujeitos a todo o tipo de pressões e chantagens por parte da chefia, que não têm regalias e que têm que se sujeitar a tudo, porque, caso contrário, são corridos para serem substituídos. São aqueles que não podem nunca faltar por estarem doentes, que não se podem dar ao luxo de ir a reuniões ou eventos da escola, que nem podem ficar com os filhos doentes em casa, que fazem horas extra e fins-de-semana, que trabalham em todo o tipo de condições, que não têm férias.

Dentro de dois meses, termino o limite de tempo por trabalho temporário na empresa onde estou. Completo um ano de trabalho temporário e, obrigatoriamente, tenho que me ir embora. Vão despedir-me, porque faz parte das regras, como também faz parte delas que estes trabalhadores fiquem quatro meses fora da empresa. Quatro meses! Se isto faz sentido? Não. Nenhum. As pessoas que lá estão já sabem como se trabalha, conhecem o material, os procedimentos, o local de trabalho, os chefes. E obrigam-nas a estar quatro meses fora? E ainda têm que ensinar uma pessoa nova, levando a atrasos na produção, o que é normalíssimo quando se tem uma pessoa a aprender.

Para além da indignação com estas regras parvas, confesso que vou sentir saudades! Não é o meu trabalho de sonho, quando era pequena o que queria para mim não era um futuro numa fábrica a fazer embalagem para produtos do sector automóvel. Mas é um trabalho do qual eu até gosto. Não temos as melhores condições, é certo. Mas é um ambiente do qual eu gosto. Já estou muito habituada ao sítio, às pessoas, às rotinas. Vou sentir a falta de tudo aquilo, as gargalhadas com as colegas de trabalho, as palhaçadas, o bom ambiente que se vive, das conversas banais com as pessoas com quem trabalho, como falar sobre o que fazemos para o jantar e a troca de receitas. É uma rotina que me agrada e que me vai custar perder. Já para não falar do desemprego. Que nisso nem quero pensar... Ter que ir pedir um subsídio merdoso e, muito provavelmente, ser chamada para aqueles cursos... é coisa para me dar urticária!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Solidariedade é mau??

O Rúben é um menino portador de uma doença rara que retira a mobilidade e que não tinha acesso a uma cadeira de rodas. No programa da Fátima Lopes na TVI, "A Tarde é Sua", foi-lhe dada uma cadeira, para ele poder frequentar a escola, dado que esse era um grande obstáculo. Eu vi no facebook do Nilton, o nosso conhecido humorista, um post sobre este menino (antes de o Rúben ir ao programa) a fazer referência a um peditório (que, apesar da cadeira já ter sido entregue, continua, pois trata-se de uma família carenciada) para ele ter direito à cadeira. E qual não foi o meu espanto quando,  no meio de tantos comentários de pessoas dispostas a ajudar, vejo um de uma mulher a criticar esta atitude, afirmando que, com tanta gente necessitada que há por este país fora, não é solução ajudar uma porque todas precisam. Perguntava ela se ele ia passar a vida a ajudar quem precisa. E eu pergunto: e se for preciso passar a vida a fazê-lo?? Como muita gente precisa, então não ajudamos nenhum? Caramba, que maneira de pensar é esta? Uma coisa é não podermos ajudar. Outra, bem diferente, é decidirmos que não vale a pena ajudar porque há demasiada gente em necessidade. Acho isto de uma mesquinhez... Caramba, não vamos mudar o mundo por ajudar algumas pessoas, mas eu acho que vale sempre a pena! Já ajudei e já fui ajudada (MUITO!) e é sempre, na minha opinião, uma boa atitude! Ninguém tem obrigação de ajudar ninguém e se não querem ser solidários, ninguém os obriga, mas que este tipo de atitude cai muito mal, eu acho que cai. Só espero que esta senhora nunca precise de ajuda e que ninguém lhe diga "não te dou comida para alimentares o teu filho, nem umas roupas que já não uso para não vestires essas que já estão esburacadas, porque és só uma pessoa entre tantas a precisar".

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Na Cozinha da Cy #13


Arroz com rebentos de feijão mungo, cogumelos e bacon

Uma coisa simples, mas que resulta tão bem!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Saudades...

Da escola. De me baldar às aulas e ir tirar fotos para o parque com a minha melhor amiga. De passar tardes no McDonald's a comer gelados, na conversa. Das sessões fotográficas com amigas. Do meu baile de finalistas. Dos ensaios da valsa. Das gargalhadas na sala de aula. Das parvoíces nos intervalos. Do bar da escola. De usar meias às riscas até aos joelhos. Das dormidas em casa da melhor amiga e vice-versa. Do meu quarto de solteira. Do meu edredão com estrelas e luas. Dos posters na parede do quarto. Do meu Nokia 3310. Das roupas que usava há 10 anos. De usar totós no cabelo. Da minha primeira máquina fotográfica. Dos almoços no café da esquina. De ouvir Amy Lee non stop. Do meu pijama com ovelhas. Da minha saia cinzenta com pregas. Dos meus sapatos da Bata. Do meu cabelo curtinho e vermelho. Das minhas saias até aos pés. Das viagens de comboio. Das noites na Guarda. Das ruas do Porto. De passear sem ter uma única preocupação. Do meu primeiro trabalho. De passar noites inteiras na palheta e a jogar draga-minas no MSN. De sair à noite todos os fins de semana. De andar de carrinhos de choque. De ter um grupo de amigos. De pessoas com quem perdi o contacto. Das festas de Halloween. Das festas do pijama. Dos aniversários. Das conversas com colegas de trabalhos anteriores. Das férias.

Chego à conclusão de que estou farta de ser adulta...
Caraças e podia ficar aqui horas. Tenho saudades, pronto. Muitas!

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Aderi ao gelinho!

Ao fim de uns 10 ou 11 anos a pintar e a arranjar as unhas sozinha, em casa, desisti. A vida que tinha antes permitia-me fazê-lo, elas duravam... actualmente, isso não acontece. Portanto... rendi-me. E aderi ao gelinho.



As Cinquenta Sombras de Grey

Já tenho um portátil novo a substituir o falecido, o que significa que estou de volta e, provavelmente, a fazer posts e a visitar-vos com mais frequência. É tarde. Vim agora do cinema, onde vi o filme mais falado do momento, As Cinquenta Sombras de Grey. Li os três livros e, para mim, está bastante fiel ao primeiro. Gostei! É intenso e para quem leu o livro, mais ainda. Porque a diferença maior está no facto de o livro ser mais descritivo, na medida em que nos dá a conhecer todos os pensamentos e sentimentos dos personagens ao longo dos acontecimentos. E no filme podemos apenas supor, não é como se eles tivessem balõezinhos por cima da cabeça a dizer-nos o que pensam. Daí que, na minha opinião pessoal, por ter lido o livro, à medida que as coisas se foram desenvolvendo no filme, conseguia lembrar-me de como eles se sentiam com o que estava a acontecer. Para quem não leu o livro e apenas viu o filme, a minha opinião é que há várias coisas que lhes escapam, porque o livro descreve bastante os pensamentos dos personagens. Devo dizer, no entanto, que aconselho o filme. Não conhecia os actores e estava um pouco reticente, mas confesso que assentam bem nos papéis e representam-nos fielmente. Quero os próximos!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Fartinha de gente otária...

Às vezes pergunto-me que tipo de gente é esta a que estamos entregues. Pergunto-me o que será que lhes passa pela cabeça quando tiram os cursos. 

Hoje fui a uma consulta com o médico de família para pedir exames de rotina, uma vez que já não faço exames assim regularmente desde a gravidez, há uns bons seis anos. A resposta do médico foi esta: "não há exames de rotina, a não ser que a pessoa tenha algum problema ou a partir de uma certa idade. Caso contrário, isso faz-se é no privado, para eles sacarem mais dinheiro às pessoas. Com 26 anos, não precisa de exames de rotina". Wtf?? Fico estupefacta. Valeu-lhe uma reclamação no livro. Monte de merda, que não tem adjectivo melhor.

Hoje também o meu filho chegou a casa a dizer que a educadora da sala dele contou uma história assustadora, sobre pesadelos, tiros e monstros na hora de dormir. E o difícil que foi que ele adormecesse hoje? Chorou desalmadamente, a soluçar, com medo, porque não se conseguia esquecer a história. Mas a educadora e a auxiliar, duas pessoas com curso, habituadas a lidar com crianças, não são capazes de ter dois dedos de testa para perceber que isto não são coisas que se digam a miúdos pequenos? Já lhe escrevi um recado na caderneta para que isto não se repita.

Coragem para aturar esta gente de merda!