sábado, 28 de maio de 2011

Dor*

Acordei, sobressaltada por mais um sonho amargurado. Abro os olhos e espero que se habituem à escuridão.

Levanto-me da cama e observo, pescrutantemente, cada traço, cada canto do quarto.

O livro que lemos juntos. A tua fotografia à minha cabeceira. A almofada que tem, até hoje, o teu cheiro. A pulseira que me ofereceste. Uma peça de roupa tua esquecida. A cama... a cama enorme e vazia, ainda moldada pelo teu corpo.

Fecho os olhos e deixo as lágrimas correrem livremente, permitindo, uma vez mais, que a dor me invada. Aquela angústia que me consome.

Dirijo-me à varanda, tentando fundir-me com a noite, libertando-me. De repente, uma luz intensa que surge e me cega e, no entanto, que me acalma. Deixo que a luz me encha daquela paz, apagando todos os meus problemas, as minhas angústias e todas as noites em que adormeci sobre a almofada humedecida das minhas lágrimas. Até que começa a desaparecer através da porta do quarto. Sigo-lhe o rasto, até ela desaparecer por completo, porta fora em direcção ao céu, ultrapassando a minha varanda, extinguindo-se lá no alto.

Contemplo a noite e vejo-me estendida na estrada. Morta. Onde finalmente encontrei solução para tudo...



*(algo que escrevi há uns anos)

Ex hook-ups

Ontem, durante a noite passada na discoteca, percebi que não há melhor sítio do que a noite para encontrar um ex hook-up. Ou dois. Ou três. O que, às vezes, tem a sua graça. Outras, nem por isso.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Exercício

Recentemente, comecei a fazer-me útil e a fazer exercício. E descobri esta semana que andar de bicicleta com a minha música nos ouvidos é awesome.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Viagem futebolística

Há dias, no comboio para Lisboa, para mais uma entrevista (que não deu em nada, só para não variar), sentaram-se dois comerciais da Cabovisão ao pé de mim, todos eles sorrisos e animação. Até pediram licença para se sentar ao pé de mim. Sim, estranhei. Pouca gente o faz. Mas vá de esbanjar simpatia e boa-educação. Entraram na mesma paragem que eu e levaram toda a santa viagem a falar de futebol. Até o passageiro do lado se meteu na (animadíssima) conversa, porque, como ele mesmo disse, "não pude deixar de ouvir". Arrependi-me amargamente de não ter levado o meu mp4 e lá fui 40 minutos de viagem a levar aquela injecção futebolística. Sairam na mesma paragem que eu e lá foram à sua vidinha. E eu à minha entrevista. Voltei para apanhar o comboio de volta cerca de duas horas depois e os ditos senhores lá estavam. Apanharam o mesmo comboio que eu, voltaram a sentar-se ao pé de mim e não é que levaram o raio da viagem toda de volta a falar de futebol... outra vez?! Terá esta malta outro tema de conversa?