sexta-feira, 24 de junho de 2011

Coisas que me irritam nas pessoas

Quando conto alguma coisa sobre mim e aproveitam a deixa para falar da vida delas. Fazer perguntas, comentários ao que eu acabei de dizer, conselhos, interagir de maneira saudável? Não, que isso não é coisa para eles!


Exemplos

Eu: O meu filho tem varicela.
Pessoa: Ai, por falar nisso, nem sabes o que aconteceu à minha filha. Caiu, rachou a cabeça, tem os joelhos todos esfolados, ainda por cima está constipada, este tempo é horrível para as constipações e alergias. Ai e o meu sobrinho? Havias de ver o estado em que ficaram as mãos dele com a queda que deu.

Eu: Arranjei trabalho.
Pessoa: E eu farto-me de enviar CV's e nada, nem me chamam para entrevistas, já a minha irmã é a mesma coisa, uma pessoa tenta e nada, não tem sorte nenhuma.

Eu: Ontem fui ver um filme ao cinema.
Pessoa: Nem me digas nada, já ao tempo que não vou ao cinema, é tudo tão caro, os bilhetes, as pipocas, os sumos. Já nem me lembro qual foi o último filme que vi, nem sei o que está no cinema por esta altura.



Pessoas que me rodeiam, sou toda ouvidos, mas mostrar um bocadinho de interesse não vos ficava nada mal.

sábado, 28 de maio de 2011

Dor*

Acordei, sobressaltada por mais um sonho amargurado. Abro os olhos e espero que se habituem à escuridão.

Levanto-me da cama e observo, pescrutantemente, cada traço, cada canto do quarto.

O livro que lemos juntos. A tua fotografia à minha cabeceira. A almofada que tem, até hoje, o teu cheiro. A pulseira que me ofereceste. Uma peça de roupa tua esquecida. A cama... a cama enorme e vazia, ainda moldada pelo teu corpo.

Fecho os olhos e deixo as lágrimas correrem livremente, permitindo, uma vez mais, que a dor me invada. Aquela angústia que me consome.

Dirijo-me à varanda, tentando fundir-me com a noite, libertando-me. De repente, uma luz intensa que surge e me cega e, no entanto, que me acalma. Deixo que a luz me encha daquela paz, apagando todos os meus problemas, as minhas angústias e todas as noites em que adormeci sobre a almofada humedecida das minhas lágrimas. Até que começa a desaparecer através da porta do quarto. Sigo-lhe o rasto, até ela desaparecer por completo, porta fora em direcção ao céu, ultrapassando a minha varanda, extinguindo-se lá no alto.

Contemplo a noite e vejo-me estendida na estrada. Morta. Onde finalmente encontrei solução para tudo...



*(algo que escrevi há uns anos)

Ex hook-ups

Ontem, durante a noite passada na discoteca, percebi que não há melhor sítio do que a noite para encontrar um ex hook-up. Ou dois. Ou três. O que, às vezes, tem a sua graça. Outras, nem por isso.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Exercício

Recentemente, comecei a fazer-me útil e a fazer exercício. E descobri esta semana que andar de bicicleta com a minha música nos ouvidos é awesome.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Viagem futebolística

Há dias, no comboio para Lisboa, para mais uma entrevista (que não deu em nada, só para não variar), sentaram-se dois comerciais da Cabovisão ao pé de mim, todos eles sorrisos e animação. Até pediram licença para se sentar ao pé de mim. Sim, estranhei. Pouca gente o faz. Mas vá de esbanjar simpatia e boa-educação. Entraram na mesma paragem que eu e levaram toda a santa viagem a falar de futebol. Até o passageiro do lado se meteu na (animadíssima) conversa, porque, como ele mesmo disse, "não pude deixar de ouvir". Arrependi-me amargamente de não ter levado o meu mp4 e lá fui 40 minutos de viagem a levar aquela injecção futebolística. Sairam na mesma paragem que eu e lá foram à sua vidinha. E eu à minha entrevista. Voltei para apanhar o comboio de volta cerca de duas horas depois e os ditos senhores lá estavam. Apanharam o mesmo comboio que eu, voltaram a sentar-se ao pé de mim e não é que levaram o raio da viagem toda de volta a falar de futebol... outra vez?! Terá esta malta outro tema de conversa?

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Sapo ou príncipe encantado?

Uma gaja quer toda aquela mariquice do romantismo, procura o príncipe encantado, a personificação da perfeição, aquele rapaz que vai gostar dela acima de tudo e tratá-la como uma princesa (saiba-se que ponho toda a culpa disto nos contos de fadas que nos mostram enquanto pequenas). Salta de sapo em sapo e príncipe, que é bom, nada. Depois de ser maltratada, espezinhada, de lhe partirem o coração várias vezes, de lhe fazerem promessas vãs, de se aproveitarem dela, de lhe mentirem e trairem, de a insultarem, usá-la repetidamente e abusarem da sua ingenuidade, boa-vontade e romantismo, naquele ponto em que ela está quase, quase a desistir... encontra O rapaz. Aquele que lhe dá tudo o que ela procurava. Mas, como nem tudo é tão bonito como se pinta, a coisa até dura, mas chega ao fim. Decide, então, que isso do romantismo, afinal, é capaz de não ser coisa para ela, deixa de procurar o príncipe e limita-se a afastar os sapos. Decide ficar sozinha, e aproveitar apenas os chamados flirts. E resolve deixar que os ditos sapinhos se comecem a aproximar. Aparecem, vindos sabe-se lá de onde, e ela pensa "Ele quer divertir-se, eu quero divertir-me, nada como um objectivo comum para a coisa funcionar". Pois que decide brincar, flirtar e move on. Mas eis que os sapinhos se começam a revelar príncipes, assustadoramente românticos, atenciosos, carinhosos. E uma gaja pensa "Onde estão os bons velhos sacanas que só querem dar umas voltinhas? E onde raio andavam estes gajos quando eu andava à procura deles?" e lá reconsidera... que talvez, só talvez... não seja assim tão mau esbarrar num príncipe encantado e give it a try.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Fy

Para os que de vós não sabem, é a minha melhor amiga. "Aquela" amiga! E, para os que não a conhecem, só tenho a dizer-vos: Não sabem o que perdem. É certo que, quando nos conhecemos, não nos suportávamos. Mas isso era só porque eu ainda não tinha descoberto a rebelde que há em mim. Foi com ela que fiz essa maravilhosa descoberta e agradeço a todos os santinhos. Porque, vá lá, ser certinha e aborrecida não tem a menor piada! Já perdi a conta à quantidade de recordações que tenho com esta miúda, mas sei que a maior parte é parvoíce atrás de parvoíce. E o que nós gostamos de parvoíce! A primeira dessas recordações que, assim de repente, me ocorre, foi quando decidimos, na inteligência dos nossos 14 anos, começar a mandar mensagens a um certo rapaz a gozar com a cara dele (mal sabia eu onde me estava a meter!). E assim o informámos que uma tal de Bebel (cof cof) fazia uns servicinhos por uns preços jeitosos. Não é que o rapaz já estava a alinhar e a perguntar onde e por quanto? O que o desespero faz... Foi com ela que fui, pela primeira vez, ao Bairro Alto; foi com ela que participei no primeiro jantar de um canal do mirc (medo!); foi com ela que conheci meio mundo na net e, depois, pessoalmente; foi com ela que apanhei as primeiras bebedeiras (e muitas das que se seguiram, LOL); foi com ela que passei momentos inesquecíveis na Guarda (e o que se passa na Guarda, fica na Guarda - pelo bem da nossa sanidade mental); foi ela que me aturou todos os desgostos amorosos, organizou todas as festas comigo, passou inúmeras noites na minha casa e eu na dela, tirou fotos estúpidas ao quadrado comigo; foi com ela que me baldei a tantas aulas; stora Maria João Chora, Singstar, Design, Kaxaça, Halloween, Vodka Preta, Pictionary, IPJ, McDonald's, "lista negra" da Cy (private joke xD), vomitar no comboio, caderninho das calinadas, baile de finalistas na Guarda, Soda Cáustica, a rosa na porta, pintar o cabelo, "Opa opa", passagem de ano na casa da Hélia, Sesimbra, Sonho Real, "amor de carinho"... Memórias infinitas! Afinal, sempre são quase dez anos. Não é por acaso que ela é a madrinha do meu filho! ;)