quarta-feira, 26 de abril de 2017

Actividades extracurriculares

Quando o meu filho tinha 5 anos, inscrevi-o na ginástica e na natação. Com 6, inscrevi-o também na zumba. Como andava na pré-escola e ainda não tinha grande responsabilidade com os estudos, podia ter o tempo ocupado. Tinha zumba um dia por semana, ginástica dois dias e natação outros dois. Só tinha o domingo e um dia útil sem actividades. Uma autêntica corrida, mas conseguíamos. Quando entrou para o primeiro ano, que coincidiu com a operação aos ouvidos, acabámos com a ginástica e a natação, para ele poder recuperar convenientemente e, ao mesmo tempo, focar-se mais na escola. Passou a ter zumba duas vezes por semana. E assim tem continuado. Agora, com 8 anos e no segundo ano, pediu-me para ir para o futebol. Eu estou a tentar demovê-lo, porque, francamente, não me apetece nem um bocadinho ter os nossos sábados todos ocupados com jogos, por vezes, também ao domingo. Mais os treinos durante a semana. Além do factor monetário, porque é um bocadinho dispendioso. Ando a tentar convencê-lo a voltar para a natação, que sempre foi a paixão dele, que parou por causa dos tubinhos que teve que pôr nos ouvidos. Agora, está indeciso. Ontem, na associação do bairro, tivemos uma demonstração de um grupo de percussão famoso aqui na zona. Depois, os miúdos estiveram a experimentar. Ele ajeita-se. E gosta. E também quer fazer parte daquilo. Portanto, quer tudo! Chegámos a um acordo. Vai desistir da zumba, só lá fica até ao fim de maio, quando faz 2 anos de inscrição. E vai começar a ir aos ensaios dos tambores. Que são cerca de 40 minutos ao sábado à tarde. E são agora dois meses e depois da pausa de verão, retomam em outubro. Tem até lá para decidir o que quer realmente. E eu espero muito que ele desista do futebol! Condiciona tudo. Miúdos.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Separadas à nascença #11


À esquerda - Matthew Morrison (actor)
À direita - James Badge Dale (actor)

You are my sunshine


Esta era a música que cantava ao meu filho quando ele era bebé. Cheguei a cantar-lhe outras, conhecidas músicas infantis portuguesas, que a minha mãe me cantava na infância também. No entanto, esta foi a que sempre me pareceu mais adequada para embalar o meu bebé. Agora, com 8 anos, ele anda com o meu mp3 antigo, o primeiro que tive, a pilhas e que só leva um número restrito de músicas, mas que serve bem para o que ele quer. E uma das músicas que quis pôr lá foi esta. Ele gosta! E, de há uns dias para cá, pede-me para lhe cantar isto todas as noites quando está deitado já pronto para dormir. Leva-me de volta aos tempos em que ele era um bebé pequenino que ainda cabia no meu colo...

domingo, 23 de abril de 2017

Vender religião

Já falei aqui sobre a minha relação conturbada com as testemunhas de jeová. Hoje de manhã, bateram-me dois à porta. Ora, tudo o que me apetecia a um domingo de manhã era levar um sermão sobre a bíblia. Abri a porta e a senhora disse que eram testemunhas de jeová e que pretendia ler-me um pouco da bíblia. Interrompi-a imediatamente e disse que lamentava, mas que não ia perder tempo com isso. Claro que nunca se contentam com esta resposta. Nunca. Quis saber porquê e, apesar de me apetecer dizer-lhe que não tinha nada a ver com isso, disse-lhe que não acredito em deus, nem na igreja. Ficou chocadíssima. Ainda pensei, por momentos, que me ia dizer que ia parar ao inferno por dizer uma blasfémia daquelas. Mas não disse. Perguntou-me se alguma vez tinha parado para pensar porque é que não acreditava. Eu disse que, simplesmente, não acredito e pronto, sem qualquer razão e que tenho testemunhas de jeová na família, logo, se quisesse ouvir sobre isso, iria perguntar-lhes. Mais uma vez, não se contentou e não me largava a merda da porta. Tive que repetir que não ia MESMO perder tempo com isso e começar a fechar a porta, para ela desandar. Eu respeito todas as opções e formas de pensar, mas estes começam a meter-me um certo nojo. Já não os aguento, são uma praga! Parece que estão em todo o lado. Gente, eu por acaso vou às vossas portas tentar convencer-vos de que deus é uma fantasia? Os católicos vão às vossas portas tentar impingir a religião deles? Eu respeito a vossa liberdade de acreditar naquilo em que acreditam, o mínimo que exijo é que façam o mesmo. Não tentem vender-me deus, não me tentem impingir o raio da vossa fé e, sobretudo, não me venham chatear a casa! Tenham paciência, mas já ninguém aguenta essa merda.

O Meu Conto de Fadas #5

O primeiro beijo

Depois de termos saído em grupo e, posteriormente, só nós os dois, sem que nada acontecesse entre nós, continuámos ver-nos, cada vez com mais frequência. E a trocar muitas SMS. Ele cativava-me mesmo. Ainda não tinha reunido a coragem para deixar o namorado que tinha na altura, mas, para dizer a verdade, na maioria das vezes, era como se ele não existisse. E isto é muito mauzinho, mas cheguei, inclusivamente, a esquecer-me do seu aniversário. Não lhe dei os parabéns e foi ele que acabou por me lembrar que fazia anos. Eu sei, terrível! Shame on me. Quanto ao B., um dia, acabei por convidá-lo para ir lá a casa (dos meus pais, onde morava na altura). Estava sozinha. Fomos conversar para o quintal. Estava um dia bonito e era menos íntimo do que mantermo-nos dentro de casa. Até porque ambos fumávamos e era mais um motivo para estarmos na rua. Seria de pensar que esse momento levaria ao nosso primeiro beijo, certo? Até mesmo eu, nesse dia (e ele, conforme mais tarde vim a saber), pensei que fosse acontecer. Mas não. Conversámos e estivemos bastante próximos, mas, mais uma vez, ele foi embora sem mais intimidades. Esse beijo aconteceu mais tarde, num outro encontro. O B. veio ter comigo de manhã e fomos dar uma volta. Acabámos sentados num banco de jardim (agora apercebo-me que o início da nossa relação está cheio de clichés!) a conversar. Fomos encurtando a distância que nos separava, até que encostei a cabeça ao seu ombro, enquanto ele falava. E foi o que despoletou o resto. Recordo-me tão bem. Já estávamos tão próximos... que ele acabou por me agarrar no rosto e beijar-me. E foi assim que aconteceu o nosso primeiro beijo, num banco de jardim, numa manhã solarenga de novembro.

sábado, 22 de abril de 2017

Surpresas do passado

Em 2011, conheci o amor da minha vida. Há 5 anos que estamos numa relação. E há 4 anos que vivemos juntos. Portanto, desde esse momento, a minha vida assentou e estabilizou. Também ter sido mãe aos 20 ajudou a que isso acontecesse. No entanto, antes disso, era miúda e solteira e tive um passado colorido. Não tanto como o do mais-que-tudo, mas, ainda assim, colorido. Nessa altura, conheci um rapaz online e saímos juntos. Uma ou duas vezes, porque aquilo não fazia faísca. Meses depois, ainda o vi numa discoteca com uma rapariga. E foi a última vez. Hoje, 10 anos depois, fiquei a saber porque é que, provavelmente, aquilo entre nós não resultou. Ele é gay. Saiu com um amigo meu ontem. O mundo é pequeno ou não? Fica a dúvida: já era gay na altura? Gostaria ele das duas coisas? Em retrospectiva, penso que talvez ele ainda não soubesse. Parecia pouco à vontade e sempre pensei que fosse porque não havia química entre nós. Afinal, talvez não fosse só isso.

52 semanas: Semana 49 #Lugares no mundo que eu gostaria de conhecer

Estados Unidos

Grécia

Paris

Rio de Janeiro

Veneza

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Serei só eu?

De vez em quando, cruzo-me com mães que ficam absolutamente de coração nas mãos e em pânico, cheias de receios e ansiedades por deixar os filhos com os avós. Sinto-me um bicho raro. Porque isso não acontece comigo. Confesso que, às vezes, até tenho medo de o dizer ou exprimir a minha opinião, não vá alguma atacar-me e dizer-me que sou má mãe. É óbvio que amo o meu filho acima de tudo e, tal como essas mães, quero protegê-lo e mantê-lo seguro, feliz e bem tratado antes de mais, mas não compreendo essa necessidade cega de terem que ser as únicas pessoas no mundo capazes de cuidar da vossa criança. Eu também não confio em qualquer pessoa para cuidar do meu, atenção. Mas, por exemplo, tenho total confiança para o deixar com a madrinha. Com o namorido (que só se tornou pai dele aos seus quatro anos). E, sobretudo, com os meus pais. A minha mãe é perfeitamente capaz de cuidar do meu rebento, aliás, acredito que, depois de mim, é quem melhor o faz. Quando ele dorme lá em casa (e isso acontece com alguma frequência, por necessidade, devido aos nossos horários de trabalho e escola), sinto-me super descansada. Não sinto qualquer ansiedade ou impulso de estar sempre a ligar para saber se está tudo bem. Simplesmente, sei que está. E que, no minuto em que não estiver, saberei logo. Aliada a esta dificuldade em deixar os pequenos fora do ninho, vem (nem sempre, mas mais vezes do que devia) a culpa. A culpa por terem tempo para elas, poderem descansar e tirar um bocadinho para desfrutar de si próprias para fazer o que mais gostam e que nem sempre conseguem com os filhos por perto. A culpa por, simplesmente, poderem estar no sofá a relaxar sem andarem atarefadíssimas com o jantar, o banho, a roupa e os lanches para o dia seguinte. Ser mãe é um trabalho a tempo inteiro, mas não precisam fazê-lo sozinhas. Sei que nem todas têm essa sorte, mas eu, felizmente, sou das que têm pessoas em quem confio para me ajudar a cuidar do meu tesouro mais precioso.

Anti-vacinação


Tenho mantido a minha opinião para mim própria, mas a verdade é que isto me faz muita comichão. E o pior acabou por acontecer, quando a rapariga de 17 anos que contraiu sarampo morreu. Não tinha levado a vacina, porque a mãe é anti-vacinação. Pais que pensam assim, o que vos passa pela cabeça? Porque não consigo compreender. Julgam que a vacina é pior que a própria doença? Julgam estar a proteger os vossos filhos? Olhem à vossa volta, por favor. Penso como se sentirá essa mãe agora. Não deve ser fácil, certamente. O que mais me faz confusão é saber que, possivelmente, continuará a pensar que as vacinas são o bicho papão. Não será a primeira que perde alguém e não muda de opinião. É triste. E o que tem agora? Uma filha morta...

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Provado e Aprovado #7

Bolachas Maçã & Canela Área Viva Continente

O drama das bolachas

Tenho uma luta todos os anos com os tops de verão, quando começa o tempo quente. E esta luta dá-se quando estou a comer bolachas. Eu bem tento, mas a cada dentada, caem algumas migalhas que, invariavelmente, se vão alojar no meu decote. A sério, what the hell? Alguém está comigo neste drama?!

sábado, 15 de abril de 2017

Dia não



Regra geral, sou uma pessoa optimista. Que faz os possíveis por aproveitar as pequenas coisas e ficar feliz com o que tem de bom na vida. Tento e, normalmente, consigo, ter esperança de que, um dia, vou acordar e os obstáculos que tenho que ultrapassar diariamente, já não estarão cá. Mas, de vez em quando, acordo e sinto que as minhas forças para lutar enfraqueceram. Vejo as pessoas à minha volta a avançar, a alcançar objectivos, a viver e penso para mim mesma quando é que será a minha vez. A verdade é que quem me conhece e convive comigo raramente vê este lado meu. Têm-me sempre pela pessoa optimista e alto astral que, geralmente, sou. Mas, às vezes, sozinha, dou por mim a pensar que estou cansada de remar constantemente contra a maré e que não tenho todo o tempo do mundo para vencer. Que preciso começar a avançar de alguma forma, porque o tempo vai passando e eu continuo estagnada. Hoje é um desses dias. Estou muito cansada.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

52 semanas: Semana 48 #Nunca tive coragem de...

Andar na montanha russa

Fazer queda livre

Matar um gafanhoto (nojo profundo!)

Me aproximar da beira de sítios muito altos

Nadar fora de pé na praia

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Pessoas que não precisavam existir

Aquelas que têm a coragem de dizer que preferiam ter um filho toxicodependente do que um filho gay. A sério, não sabem do que falam. Metem-me um nojo profundo. Olho para essas pessoas com um desprezo que vem mesmo cá das entranhas. Revolta-me tanto. E o pior é que esta gentinha de merda, muitas vezes, cospe para o ar e depois cai-lhes nas trombas. Sempre gostaria de vê-los lidar com um filho drogado. Uma coisa que dá cabo da família e da saúde do próprio filho e são capazes de afirmar categoricamente que é melhor do que ser gay. A sério, como pode haver gente a pensar isto? Estas pessoas são puro lixo. Que estas mentalidades nojentas sejam erradicadas depressa. Gente do demo, capaz de despertar em mim sentimentos absurdos de raiva!

sexta-feira, 7 de abril de 2017

52 semanas: Semana 47 #Quando eu estou apaixonada...



Para responder a este desafio, tenho publicado tópicos pequenos ou apenas fotos com legendas. No entanto, para esta semana, não consegui fazer isso. Acho que este tema merece um post um pouco mais complexo, porque não consigo resumir em fotos e legendas directas e simples o "estar apaixonada". Após reflectir um pouco sobre o que poderia escrever, dei-me conta que as respostas normais a isto são clichés que atingem toda a gente, mas que, geralmente, caracterizam uma relação recente ou o estado "nas nuvens" em que ficamos antes de nos envolvermos com a pessoa de quem gostamos. E eu estou numa relação há cinco anos e a viver juntos, pelo que já não me causa borboletas no estômago pensar que vou estar com a pessoa em questão, por exemplo. Então, pus-me a pensar o que significa, para mim, estar apaixonada pela pessoa que está comigo há tanto tempo. E cheguei à conclusão de que são pequenas coisas. É querer aconchegá-lo e insistir para que tome medicação quando o vejo doente. É estar a dobrar roupa usada dele e parar um minuto para sentir o cheiro tão próprio dele agarrado à roupa e que me faz sentir bem. É detestar passar camisas a ferro e, ainda assim, passar as dele para não andar com elas amarrotadas. É continuar a querer adormecer aninhada nele. É ir ao supermercado e trazer qualquer coisa que só ele gosta. É ficar feliz por ele me acordar para me dar um beijinho quando chega do trabalho à noite e eu já estou a dormir. É continuar a dar as mãos na rua naturalmente. É ter uma série para ver da qual gosto muito, mas esperar para ver os episódios quando estamos juntos, porque ele também gosta. É ir às lojas à procura de roupa e acabar por trazer 4 peças para ele e 1 para mim. É querer que ele seja uma presença constante na minha vida. É sentir-me plena, feliz e completa por tê-lo ao meu lado. Mesmo quando discordamos. Mesmo quando discutimos. Mesmo quando perdemos a paciência um para o outro. Mesmo quando implicamos um com o outro por coisas insignificantes. Mesmo que tenhamos mil obstáculos para ultrapassar. Mesmo que tenhamos gostos e hobbies diferentes. Estar apaixonada, para mim, é isto.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Como poupar

Querem saber como fazer durar os bens alimentares em casa? Adoeçam! O namorido só faz uma refeição em casa, porque a outra a empresa onde trabalha fornece no refeitório. Como eu estava doente, o filhote ficou em casa da minha mãe, de maneira que também não comeu cá estes dias. E eu? Eu não podia pôr nada no estômago e, quando comecei a conseguir comer, foi, basicamente, bananas, fruta cozida, torradas e chá. Portanto, as compras que fizemos no fim de semana estão praticamente intactas no congelador, frigorífico e despensa. Aprendam, pessoas. Nada como uma gastroenterite para poupar uns trocos.

InstaLife #15

Num daqueles dias de frio que já me deixam saudade

O céu às 7h30

Pequenos mimos da fábrica pelo Dia da Mulher

Bolinhos de chocolate feitos com o meu pequeno pasteleiro

O meu lindão a jogar wii

O céu às 19h30

Bolo de caneca (há uns anos que descobri isto e fiquei fã!)

Um jantarinho saudável. Couve romanesca (adoro!)

Uma pequena maravilha que descobri no Aldi

O jantar de domingo, para aproveitar restos de frango assado. Com cogumelos e cebola. Nham!

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Room


Sinopse: A história é contada pela divertida e comovente perspectiva de Jack. É uma história de um amor imenso que sobrevive a circunstâncias aterradoras, e da ligação umbilical que une mãe e filho. Para Jack, de cinco anos, o quarto de 7m2 é o mundo todo; é onde ele e a Mamã comem, dormem, brincam e aprendem. Embora Jack não saiba, o sítio onde ele se sente completamente seguro e protegido, aquele quarto, é também a prisão onde a mãe tem sido mantida contra a sua vontade. Para ele, não existe mais nada além daquele espaço, porque a mãe, Joy, faz tudo para tornar suportável a vida ali, apesar de não ver a hora de escapar. Assim, acaba por elaborar um plano, que põe em prática com a ajuda do filho, para fugir ao "Velho Nick", que os mantém prisioneiros.






Opinião: É um filme extremamente comovente. É a adaptação de um livro (que não li, por isso, não posso dizer se há falhas na passagem para ecrã) e mostra-nos, sobretudo, como uma criança vê e interpreta as situações. Para este menino, o espaço onde está confinado com a mãe é toda a sua existência, porque nasceu ali e nunca conheceu nada fora daquelas paredes. Nunca viu pessoas ou animais, sem ser na televisão e julga que é tudo inventado, é tudo imaginação, como os desenhos animados. A personagem da mãe fez-me criar empatia com ela, por, apesar de estar a passar por uma terrível provação, ter feito os possíveis, e todos os dias continuar a tentar fazê-lo, para que o filho aprenda a ler, tenha com que se entreter e tenha, no fundo, uma rotina. Traz-nos o maior laço de amor e união de sempre entre estes dois. Mas, para mim, o maior destaque vai mesmo para o miúdo. Uma vénia a este pequeno actor, que nos transmite tão bem todas as emoções de Jack, brilhantemente interpretado! E a personagem é simplesmente impossível de não gostar. A sua visão inocente de toda aquela situação, a coragem para pôr o plano da mãe em prática, a sua descoberta do mundo, o quão fascinado e assoberbado fica com a existência de tudo: pessoas, barulho, carros, árvores; a mais pequena coisa o espanta e o assusta. Chega a pedir à mãe para voltar ao Quarto, afinal, o lugar que sempre conheceu, onde tinha as suas rotinas, onde se sentia seguro e protegido e onde a mãe estava, constantemente, presente. No mundo real, também ela está a lidar com a adaptação de ter que voltar à sua vida e à família e também não é fácil, afectando assim a relação com o filho. Aconselho mesmo, mesmo!


Como temperar a salada

No fim de semana, durante um almoço de família, discutia-se como temperar a salada. Nunca eu tinha ouvido tal coisa, mas, pelos vistos, existe uma ordem específica para isso. No fim, fiquei sem saber muito bem como era, afinal, porque uns diziam que seria sal, vinagre e azeite e outros apostavam em sal, azeite e vinagre, por esta ordem. Por acaso, olhando em retrospectiva, acho que costumo temperar assim: sal, vinagre e azeite, mas, na minha humilde opinião, acho que se temperar com o que me aparecer primeiro à frente, dá no mesmo. O meu pai e a minha mãe temperam por uma ordem diferente e, francamente, gosto da salada de ambos, nem nunca notei qualquer diferença. Alguém por aqui partilha desta ciência? 


terça-feira, 4 de abril de 2017

Pessoas que nunca se calam

Hoje, no centro de saúde, estava uma rapariga sentada à minha frente, que devia rondar a minha idade, mais coisa menos coisa, com uma bebé de um ano ao colo. Super querida, super simpática, uma bebé muito sorridente, que esteve à espera montes de tempo, mas sempre bem-disposta, metia-se com toda a gente na sala de espera, a fazer adeus, a sorrir, a bater palminhas. Ao fim de cerca de 2h, chega uma mulher, que se sentou ao meu lado, super barulhenta, que meteu logo, automaticamente, assim que se sentou, conversa com a bebé e a mãe. A falar para a miúda como se fosse um rapaz (sei que há bebés fáceis de confundir, mas esta não era. Não tinha saia, nem vestia cor-de-rosa, mas via-se perfeitamente que tinha carinha de menina). Quando falou para a mãe, para perguntar a idade, esta disse-lhe que era uma rapariga. Começou logo a mandar bitaites, sempre a falar muito alto, que não dava para perceber, que não tinha brincos, que devia ter brincos, que era um dos maiores erros, não colocar brincos quando são pequeninas, porque a afilhada do filho dela tinha ido com 2 anos e se tinha fartado de chorar, que com 6 mesinhos é que é, porque choramingam um bocadinho e passa. A mãe nem respondeu e eu só revirava os olhos. Depois voltou a insistir para saber a idade e a moça disse-lhe que a menina tinha 13 meses, ficou espantadíssima porque a criança ainda não tinha dentes nenhuns e quis saber o que é que o pediatra dizia disso e que os 2 filhos dela com 12 meses já tinham 12 dentes e que, se fosse ela, preocupava-se mais com isso do que com o facto de a bebé ainda não andar, nem dizer nada. Oh, senhores, se aquela mãe teve paciência... Ai, se fosse minha filha. Acho que a tinha calado logo na parte dos brincos. Mas que mania do demónio que esta gente tem de querer meter o bedelho na vida e nas decisões dos outros! Desde quando é que, se tivermos meninas, somos obrigadas a furar-lhes as orelhas, seja com que idade for? E porque raio é que uma mulher desconhecida se sente no direito de querer saber a opinião do pediatra sobre o desenvolvimento da criança? Isto mexe-me com os nervos.

Ninguém merece...

Ainda há pouco tempo estive doente, uma porcaria de uma virose qualquer, suponho, com vómitos e diarreia. Passou. Logo a seguir fiquei engripada, dores de garganta, sempre cheia de frio (eu, a mulher dos calores!) e, constantemente, a assoar-me. Ainda me estava a curar da gripe, pimba... uma gastroenterite no lombo. Ontem comecei a vomitar no trabalho. Hoje já não consegui ir trabalhar e passei o dia enfiada na sala de espera das urgências. Ainda tenho atestado para amanhã, porque não mantenho nada no estômago para além de chá. E é isto. É irónico que tenha feito um post anterior a este a assinalar os 5 anos de emprego, porque, com tanta doença, não sei quanto tempo mais me conseguirei manter! Infelizmente, é assim... o trabalhador temporário não tem direito a ficar doente. Não tem direito a ter filhos doentes, assuntos pessoais a tratar, reuniões da escola, nada. Quem me manda ser uma maldita flor de estufa?

sábado, 1 de abril de 2017

5 anos

Faz hoje, dia 1 de Abril, 5 anos que entrei para a fábrica onde trabalho. Já entrei e saí várias vezes, faz parte de trabalhar em regime de trabalho temporário, mas sempre por pequenos períodos de tempo. Não é o meu trabalho de sonho. Não é o que quero para o resto da vida. Não é aquilo que pensei estar a fazer 5 anos após ter entrado para lá. Ainda assim, é de assinalar. Foi onde estive mais tempo. Onde aprendi o que era trabalhar numa fábrica. Onde fiquei a saber como é trabalhar numa linha de montagem e num armazém. E onde já conheci muita gente. E, sobretudo, porque hoje em dia, é difícil manter um emprego e eu posso dizer que tenho tido a sorte de me manter.