domingo, 25 de fevereiro de 2018

The Entertainer Blogger Award


A Daniela, do blog entre chávenas de chá, nomeou-me para este desafio, pelo que vou deixar aqui as minhas respostas. Obrigada por te lembrares de mim 😘 


Porque é que começaste com o blog?
A minha primeira publicação data de 2010, podem vê-la aqui. E acho que o criei, no fundo, para publicar aquilo que escrevia, tinha uma veia poética a querer sobressair na altura! Não me preocupava quem lia, nem tinha objectivos para o blog, era apenas escrever para quem quisesse ler.

Qual é o teu livro preferido?
Isto é das perguntas mais difíceis que me podem fazer, mas vou eleger A Lua de Joana, que li quando andava na escola. Marcou-me muito naquela época e gostei muito de o ler.

O que menos gostas?
Livro? Ocorrem-me dois que não me despertaram grande interesse. Um Lugar Sem Nome, de Amy Tan, e As Bruxas de Eastwick, de John Updike.

Qual é a tua comida preferida no shopping?
Acho que o sítio que geralmente escolho para comer é o Chimarrão, mas outras coisas também marcham! 

Qual é o teu passatempo preferido?
Ler.


Regras:
Agradecer à pessoa que vos nomeou e adicionar o link do blog dela.
Adicionar as regras, para que os outros as possam seguir.
Nomear pessoas que achem divertidas, inspiradoras e agradáveis!
Responder às mesmas perguntas.
Incluir a imagem do desafio no vosso post.


Não vou nomear ninguém, até porque já vi várias pessoas a responder a este desafio, mas sintam-se à vontade para responder ao mesmo nos vossos blogs ou mesmo aqui nos comentários, para ver se temos alguma destas coisas em comum!

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Séries viciantes #20 \\ The Middle


Sinopse: A série conta com Frankie Heck, uma mulher de meia-idade e na classe média, e seu marido Mike, que residem na pequena cidade fictícia de Orson, Indiana. Eles são pais de três filhos, o Axl, a Sue e o Brick. A série é narrada por Frankie, que, inicialmente, era uma vendedora de baixo desempenho num concessionário de carros usados e mais tarde uma assistente dentária. Seu marido Mike administra uma pedreira local e serve como um estabilizador da família. Frankie muitas vezes queixa-se sobre a falta de amor na família. As crianças são muito diferentes umas das outras: o filho mais velho Axl, um adolescente popular, mas sub-motivado e cínico, bom em desporto,  mas não na escola; a filha Sue é uma adolescente jovem entusiasmada, mas mal sucedida e socialmente desajeitada; e filho mais novo Brick é um leitor compulsivo inteligente mas introvertido com traços comportamentais estranhos. A família Heck é mostrada muito frequentemente em frente a televisão, já os jantares da família são constituídos basicamente por congelados e fast-food.

Sue e a banda de Axl

O dominó de livros construído por Axl

Brad, o melhor amigo de Sue

A família Heck

O beijo de Mike e Frankie

Sue e Brad

Opinião: Honestamente, não sei quanto desta família retrata a realidade das famílias americanas, mas eu, pessoalmente, acho-lhes um piadão. São retratados como uns pobretanas, que têm tudo remendado em casa, sempre com o cinto apertado para as contas, sempre com a casa num caos. Os três miúdos são o ponto alto da série, cada um mais cromo que o outro. As intervenções do Axl, da Sue e do Brick são do melhor. Acompanha também o crescimento destes miúdos, o desenvolvimento pelas várias fases (infância, liceu, faculdade, primeiros amores, desilusões) e como esta família mantém uma relação peculiar entre si.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

A gravidez e o tabaco


Sei que os médicos dizem que a ansiedade causada pelo acto de deixar o tabaco pode fazer pior ao bebé do que o próprio cigarro. Mas confesso que me faz alguma confusão e não consigo deixar de ficar com uma certa sensação de aflição quando vejo uma grávida a fumar. Eu já deixei de fumar mais do que uma vez. Inclusivé uma das vezes foi quando descobri que estava grávida do meu filho. Porque deixar de fumar depende apenas da força de vontade... É um vício; sim, é. Mas não acho que, se quisermos mesmo, não seja possível largá-lo. A mim o que me deixava verdadeiramente ansiosa era a ideia de que podia estar a fazer algo de prejudicial para o meu bebé! Qual cigarro, qual quê, a prioridade era a saúde do meu bebé. Como já deixei de fumar de um momento para o outro, sei como isso é e palavra que não consigo entender que a necessidade de pegar num cigarro seja maior do que o medo de fazer mal à criança. Há tanta coisa que pode correr mal quando fumam durante a gestação: aborto espontâneo, parto prematuro, baixo peso à nascença... reduz o oxigénio disponível para o bebé, aumenta a frequência cardíaca, aumenta o risco de morte súbita e a possibilidade de o bebé nascer com problemas. Não pesa a consciência? A preocupação não supera a ansiedade pelo tabaco? Estão a fazer mal ao vosso próprio filho e isso não é suficiente para não fumarem? Peço desculpa se ferir susceptibilidades, mas parece-me só irresponsável e egoísta. E acho que muitas gestantes se agarram ao argumento de que a ansiedade é pior que o cigarro para limpar a consciência. Já li testemunhos de grávidas a dizer que se sentem muito mal e culpadas cada vez que fumam, então pergunto-me... porquê?! É a saúde do vosso bebé que está em causa...

Em Modo Saudosista #17

Slinky

O meu pequeno tem uma coisa destas e ainda se vê à venda, principalmente nas feiras. Mais um pequeno brinquedo (e bem simples) que me leva de volta à infância!

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Qual seria a tua escolha?


Toda a vida sonhaste em ter filhos. Ser mãe/pai; ensinar o teu filho a respeitar a diferença, mostrar-lhe as pequenas coisas boas da vida, cantar-lhe uma música de embalar para ele adormecer. Toda a vida pensaste como seria um filho teu, se seria teria os teus olhos, o teu tom de pele, se iria ter o teu mau feitio ou partilhar o teu gosto pela música. Desde cedo quiseste segurar o teu bebé nos braços, jogar à bola com ele, amparar-lhe as quedas e ajudá-lo a enfrentar o mundo.

Um dia, surge na tua vida alguém especial. A pessoa que tu decides que queres na tua vida, aquela que toca em todos os teus botões e que tu sabes que só pode ser ela a partilhar a vida contigo, porque não faz sentido que seja mais ninguém. Uma pessoa que te ajuda a ultrapassar medos, que te apoia nas tuas decisões, está ao teu lado sempre e incondicionalmente. A pessoa que tu tens a certeza que precisas ter na tua vida para partilhar todos os acontecimentos.

Vão viver juntos, a vossa relação vai de vento em popa, são felizes, pensam em casar. Até que surge a conversa dos filhos. E a pessoa diz-te que, simplesmente, não os quer ter. Que a vida que têm é perfeita e que se imagina num futuro duradouro contigo ao seu lado, mas que filhos não fazem parte desse cenário. E que não há forma de mudar de ideias. O que fazes? Como se toma uma decisão destas? Estarias disposto a abdicar do teu sonho, do teu desejo mais profundo pelo amor e pela vida perfeita a dois? Ou deixas ir a pessoa que te completa como ninguém porque não te pode dar aquilo que desejas mais?

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Locais a conhecer #3 \\ Quinta das Lágrimas


Uma parte da história de Portugal da qual me lembro bem e que sempre me fascinou é o romance entre o infante D. Pedro e Inês de Castro, a dama de companhia da sua mulher, D. Constança. Ainda durante o casamento, o casal marcava encontros românticos nos jardins da Quinta das Lágrimas. Após a morte de D. Constança, os dois passaram a viver maritalmente, o que levou a uma desavença com o pai de D. Pedro, D. Afonso IV, que, eventualmente, mandou assassinar Inês. D. Pedro liderou então uma revolta contra o próprio pai e, quando assumiu a coroa, mandou prender e matar os assassinos da amada. Mais tarde, ainda impôs o reconhecimento da Inês de Castro como rainha.












A Quinta das Lágrimas localiza-se em Coimbra, na freguesia de Santa Clara. Tem o anfiteatro Colina de Camões, a Fonte das Lágrimas e a Fonte dos Amores. A árvore enorme que se encontra junto à Fonte dos Amores é linda demais, os jardins são mágicos, com caminhos recônditos. Recomendo vivamente que lá vão visitar, é lindo, lindo!

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

10 conselhos para mães de primeira viagem


Quando engravidei, não estava preparada para tudo o que isso implicava, acho que ninguém está a 100%. Assim, deixo aqui os conselhos que podia ter recebido quando estava à espera do meu filho e já depois, ao longo do crescimento dele.

1 - Criem um sistema para se organizarem no que respeita às questões médicas
O meu filho é uma criança frágil e doente, com um sistema imunitário lixado, que facilmente vai abaixo com qualquer coisa, por isso é acompanhado a toda a hora por vários médicos. Assim, comecei a sentir necessidade de apontar tudo, ter uma espécie de agenda, onde faço o registo de sintomas, diagnósticos, tratamentos, medicação, consultas, exames médicos, alergias e resultados de análises. Dá imenso jeito, inclusivamente para dar informações sobre precedentes aos médicos que atendem a criança.

2 - Registem os antecedentes clínicos
No seguimento do primeiro tópico, já que também está relacionado com a saúde, aconselho-vos a tomar nota (eu fi-lo na primeira página do caderno que uso para os assuntos médicos do meu filho) dos antecedentes clínicos da família, de forma a poder esclarecer os médicos nesse campo, pois muitos deles colocam estas questões, que podem ser bastante úteis em despistes de doenças.

3 - Carreguem sempre com vocês um kit viagem para a criança
Rapidamente me apercebi que andar fora de casa com uma criança implica necessitar sempre de coisas das quais nem sempre nos lembramos quando somos só nós. Na vossa mala ou uma malinha/mochila específica para a criança (quando são maiorzinhos até ficam orgulhosos de transportar as coisas deles), tenham sempre uma garrafa de água, toalhitas, lenços de papel, umas bolachinhas e/ou um iogurte, uma muda de roupa (até uma certa idade), um casaco e uns pensos rápidos. Acreditem, vai dar-vos jeito.

4 - Não comprem um carregamento enorme de produtos da mesma marca
Fraldas, toalhitas, cremes, loções, produtos de banho... pode parecer aliciante fazer um enxoval destas coisas antes da criança nascer, adquirir tudo em grande quantidade ainda durante a gravidez para não ter que dispender esse dinheiro posteriormente. Contudo, mesmo sendo coisas de marcas boas e reconhecidas, os produtos podem causar alergia ao vosso bebé. Recomendo antes que o dinheiro que iam gastar nessas coisas, o vão pondo de parte para quando descobrirem qual a marca que o vosso bebé tolera.

5 - Não comprem muitas roupinhas tamanho 0
Muitos bebés são demasiado grandes para esse tamanho e, mesmo quando serve, acabam por mal as usar. É dinheiro um bocadinho mal gasto, especialmente se comprarem todo um guarda-roupa tamanho 0. Vão crescer num instante e não chegam a usar todas as peças que vocês lhes compraram. É preferível comprar ligeiramente maior, ficar mais folgadinho ao bebé e servir durante mais tempo.

6 - O pequeno desenvolve-se ao seu próprio ritmo
Uma das coisas que me afligia era quando o meu filho não correspondia às expectativas que eu tinha dos acontecimentos. Por exemplo, o meu bebé não acordava durante a noite para comer e eu preocupava-me porque toda a gente me dizia que os bebés acordavam de 2h em 2h ou 3h em 3h para mamar. Levantava-me da cama a meio da noite para ir ver se estava tudo bem com ele. Não se preocupem. O vosso filho vai acordar quando tiver fome. Os primeiros passos, os dentes a romper, o primeiro dente a cair, o desfralde... ele vai fazer tudo isso a seu tempo.

7 - Optem por sandálias fechadas
O meu filho ainda usou sandálias abertas; porque, apesar de já ter tomado conta de muitas crianças, nunca é o mesmo quando são os nossos e há conhecimentos que vamos adquirindo com as experiências. Eventualmente, quando ele já andava e corria bem, acabei por começar a comprar sandálias mais fechadas à frente, para proteger os dedinhos, que acabavam muitas vezes esfolados. Sei que isto já é uma opção de cada pai/mãe, claro. É só uma sugestão.

8 - Façam um calendário para o vosso filho
À semelhança do caderno dedicado ao registo das questões de saúde, é bom terem uma espécie de agenda (eu tenho mesmo uma agenda, personalizada por mim, inspiradíssima em ideias do Pinterest) para apontarem acontecimentos da vida do vosso filho. A minha serve para apontar tudo, relacionado com afazeres e coisas minhas e do B., mas podem ter uma só para o vosso filho, onde tomam nota das datas de festas de aniversário para as quais ele é convidado, por exemplo. Isto revelou-se muito útil a partir do momento em que ele entrou para a escola, para me lembrar de coisas como comprar máscaras de Carnaval e Halloween para as festas dessas épocas, as datas das festas escolares, das férias, das fichas de avaliação, fazer listas de coisas que precisam comprar para ele, seja roupa, sapatos, sapatilhas de ginástica, flauta para a aula de música. Ajuda-vos a organizarem-se.

9 - Registem os marcos que eles ultrapassam
Quando era mais miúda, perguntava à minha mãe quando é que me tinha acontecido isto ou aquilo e ela dava por ela a tentar lembrar-se de algumas coisas e não conseguir situá-las no tempo. Assim, comecei a registar momentos dos quais acho que vou gostar de me lembrar no futuro: quando deixou as fraldas e a chucha, quando lhe nasceu o primeiro dente e quando caiu, quando começou a tomar banho sozinho, a limpar-se sozinho quando vai ao WC, quando começou a dormir e a comer sozinho... todo o tipo de coisas que quiserem garantir que não esquecem sobre o desenvolvimento dele.

10 - Façam um backup das fotos dele
Isto serve para todas as fotos, obviamente, mas falo nas do filhote especificamente, porque é a pessoa mais importante da vossa vida e cujas recordações vão querer guardar sempre, sem risco de perder. Eu perdi as fotos digitais todas do primeiro ano do meu filho e ter-me-ia dado uma coisinha má se não as tivesse já imprimido todas. A partir daí, tenho as fotos todas no PC, mas também numa cloud, em CD e ainda em papel.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

O Meu Conto de Fadas #12


Quando descobri que me mentiu sobre a idade dele

Como já vos contei, eu e o B. conhecemo-nos na noite. E a malta, quando se conhece na noite ou na internet, tem alguma tendência para embelezar certas características. A mais frequente é a idade, que, geralmente, é arredondada para cima. Eu nunca fiz isto, porque nunca senti necessidade, mas muita gente o faz, para se tornar mais apelativo às outras pessoas, já que é um factor que costuma pesar na aproximação à pessoa, se a achamos muito nova ou não.

E o B. foi uma das pessoas que escolheu esconder a verdadeira idade. Quando o conheci, tinha 22 anos e ele 18, mas disse-me que tinha 19. Nunca questionei, inclusivamente, no aniversário dele, fomos sair com amigos (ainda não namorávamos, mas pouco faltava) e eu pensei sempre que ele comemorava 20. E foi uma coisa que durante muito tempo não veio à baila.

Um dia, por qualquer razão que agora não me recordo, ele precisou ir fazer uns exames ou análises e eu fui com ele à clínica. Uma das coisas que a recepcionista lhe pediu foi a data de nascimento. Quando ele respondeu, não percebi logo, mas depois... depois, fiquei a pensar. E perguntei-lhe se não se tinha enganado no ano, ainda ao balcão. Ele disse-me que não. Calei-me, mas fiquei super intrigada e à espera de uma explicação.

Já cá fora, não hesitei em perguntar sobre a questão da idade e foi aí que ele me contou que era um ano mais novo do que me tinha dito quando nos conhecemos. Não tinha sido por mal e, entretanto, tínhamos começado a sair, a gostar um do outro, as coisas evoluíram, já estávamos juntos e não tinha encontrado forma de me dizer a verdade até àquele momento, porque já tinha passado demasiado tempo.

Se vocês soubessem como fiquei lixada... Fiquei mesmo danada e fiz-lhe saber isso mesmo. O que me chateou nem foi tanto ele contar aquela mentirinha inofensiva, que em nada afectava a nossa relação. Não nos conhecíamos quando o fez e foi apenas um ano de diferença da idade real. Mas fiquei muito f*dida por ter deixado as coisas avançarem e já ser namorada dele sem saber a verdade. Acabou por passar e ele pediu-me imensas desculpas, mas passei o dia inteiro sem lhe dirigir a palavra!

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Sonhos recorrentes


Eu sou daquelas pessoas que raras vezes se lembra do que sonhou. Na esmagadora maioria dos dias, nem sequer me lembro de ter sonhado seja o que for, quanto mais saber o que foi. Porém, há uma coisa com a qual sonho ocasionalmente e desses lembro-me sempre nitidamente. Até engulo em seco ao escrever isto, mas são sonhos sobre a morte do meu filho. Acredito que sejam pesadelos que assombram as noites de muitos pais e que reflectem o nosso maior medo, que é perder o nosso amor maior. 

Os meus acontecem em dois cenários. Um deles é numa estação ferroviária, onde vejo o meu filho a cair à linha, com o comboio a chegar e sem qualquer hipótese de o resgatar para a plataforma. O outro é num aeroporto, onde ele cai das escadas rolantes, lá mesmo de cima, de uma altura abismal, sem possibilidade de sobreviver; vejo a queda, impotente, sem o conseguir agarrar e o B. a correr escadas abaixo, chegando lá primeiro que eu e segurando o meu filho já sem vida nos braços. 

Digo-vos uma coisa, é a pior sensação de sempre. De todas as vezes, acordo inquieta, agitada, com dificuldade em respirar, angustiada, com aquele sentimento horrível de que foi real e tenho que correr ao quarto dele para me certificar que ele está bem e a dormir tranquilamente. Nem imagino o tamanho da dor que será passar por uma coisa assim...

E vocês, têm sonhos recorrentes? Contem-me tudo.

Separadas à nascença #17


À esquerda - Will Ferrell (actor/comediante)
À direita - Chad Smith (Red Hot Chili Peppers)

Do Natal

Este ano vamos ter um Natal diferente. Infelizmente, não poderemos comprar prendas a ninguém. Estamos numa situação delicada neste momento ...