domingo, 31 de janeiro de 2016

Filmes vistos recentemente

Há cerca de duas/três semanas, vi, finalmente, um filme que andava para ver há imenso tempo, o último da trilogia de Jesse e Celine. Não fiz logo um post sobre o filme e como depois aconteceu o que aconteceu, acabei por me esquecer de falar sobre isso aqui no blog. Portanto, cá vai e aproveito para falar também de um filme que vi ontem e que também já estava na lista a ganhar pó!




Sinopse: Em “Before Midnight”, Jesse e Celine vão passar uma temporada na Grécia, onde encontram alguns amigos. Nas últimas horas da viagem, porém, o casal decide caminhar sozinho, e depois de muitos anos juntos, sentem, que enfim, pararam para pensar, analisar sobre tudo o que viveram até ali. Questões como “e se tu não tivesses falado comigo naquele comboio?” são colocadas em pauta, a análise de uma vida que poderia não ter acontecido se não fosse aquele dia. Discutem sobre os anos que passaram juntos e, principalmente, sobre as escolhas que fizeram, além, é claro, de discutir o futuro, onde Celine deseja mudar de cidade devido a uma óptima oportunidade de trabalho, enquanto que Jesse pensa em viver ao lado do seu filho, pois não consegue parar de pensar em todos os momentos em que tem sido um pai ausente. E essas questões fazem o casal parar para reflectir se devem mesmo continuar juntos. 






Opinião: Em primeiro lugar, acho incrível esta trilogia ter demorado 18 anos a ser concluída, pois dá-nos a oportunidade de observar o quanto os personagens mudam (fisicamente também). Não é uma típica história de amor de Hollywood, acho que é uma história bastante realista, que os separa por largos anos, que os volta a juntar e que traz à tona todos os problemas de um casal da vida real e que poucas vezes é retratado nos filmes. Os diálogos são crus, reais e faz-nos reflectir sobre tudo: infância, morte, filhos, amor... e todas as escolhas que fizemos ao longo da vida, o rumo que a nossa vida tomou, ao mesmo tempo que nos questionamos se tomámos a direcção certa. O facto de a história de Jesse e Celine ser retratada ao longo de três filmes, em épocas e cenários diferentes, dá aos espectadores a oportunidade de ver o quanto a passagem do tempo pode afectar uma relação e também como esta evolui. Não é um filme arrebatador, mas é o culminar de vários anos, e é interessante ver como desenvolve a partir do primeiro (que, para mim, é o melhor!). Aproveito para dizer que estes dois actores foram absolutamente fantásticos ao longo dos três filmes!




Sinopse: Conhecemos Charlie quando inicia o ensino secundário. Solitário, não consegue interagir com outras pessoas, além de ter que conviver com alguns dramas do passado como a morte de seu melhor amigo e de sua tia, a pessoa que mais o inspirava. Sente que não faz parte daquele mundo e a única pessoa com quem consegue conversar é seu professor de inglês. Até que tenta forçar amizade com um dos finalistas, o carismático Patrick, que logo o apresenta a seu grupo, o grupo dos desajustados, jovens não populares que seguem seus próprios caminhos. É neste grupo que ele conhece também Sam, por quem se apaixona. Pessoas que o fazem sentir finalmente vivo, que lhe provam o que é amizade e juntos enfrentam os dilemas dessa fase, do uso de drogas, homossexualidade, sexo, onde tudo é novidade e tudo é muito mais intenso.






Opinião: Tinha algumas reticências relativamente a este filme, como tenho em todos aqueles que envolvem adolescentes. Mas dou sempre uma oportunidade. E neste não me arrependi, pelo contrário. Não se trata de apenas mais um filme do género, mas sim com mais profundidade e complexidade do que isso. Faz-nos viver os problemas destes miúdos como se também nós sentíssemos com a intensidade com que eles sentem. Trata de vários assuntos sérios e sempre actuais (homossexualidade, pedofilia, bullying) e nunca de forma superficial; faz ver que os adolescentes podem gostar de muito boa música (muito para além das novidades comerciais que vão surgindo). Os elementos saudosistas como as cassetes e os vinis também nos remetem para outros tempos. Ainda se pode dizer que, para além de todo o drama que envolve cada uma das personagens individualmente e enquanto grupo, tem a parte divertida dos personagens; eu adorei a interacção do Patrick com a Sam, acho que são interpretações muito bem conseguidas e os personagens encaixam na perfeição!

sábado, 30 de janeiro de 2016

Pessoas...

... que me chamam nina ou miga;
... que escrevem soudades e podes querer;
... que escrevem pensas-te, ligas-te, escreves-te em vez de pensaste, ligaste e escreveste;
... que só colocam um S quando deviam ser dois (como em interesse vs. interese ou até mesmo intrese);
... que não colocam acentos nas palavras;
... que substituem bocado por bucado;
... que usam concertesa em vez de com certeza;
... que escrevem portugês em vez de português.

E por aí fora. Estes assassinatos à língua portuguesa dão cabo de mim.

Séries viciantes #4



Sinopse: É uma série americana de drama-fantasia que aborda o género contos de fadas. A série passa-se na fictícia cidade de Storybrooke, Maine, cujos moradores são personagens de vários contos de fadas que foram transportados para o "mundo real" e tiveram suas memórias roubadas por uma poderosa maldição. Os episódios normalmente apresentam o enredo principal em Storybrooke, e um enredo secundário de outro ponto da vida de um personagem antes de a maldição ser lançada.

Opinião: Já aqui mencionei esta série, mas muito mais há a dizer. Vou agora na temporada 5 e tenho devorado todos os episódios das temporadas à medida que vão saindo. Gosto deste género que traz para o nosso mundo as personagens dos contos de fadas que todos conhecemos e que interliga todas as histórias, como se todos eles vivessem em reinos vizinhos e que, eventualmente, acabam por se cruzar. Resgatam contos de fadas com mais tempo, como Rapunzel, Rumplestiltskin, Branca de Neve e os Sete Anões, Bela Adormecida, a Bela e o Monstro, Capuchinho Vermelho, Pinóquio, Robin dos Bosques, Peter Pan, O Feiticeiro de Oz, A Pequena Sereia... e passam por alguns mais recentes, como Mulan, Frozen e Merida. Todos os personagens são cuidadosamente construídos e é uma história com reviravoltas estratégicas e todas bastante inteligentes e que fazem todo o sentido. Claro que para desenvolver um enredo com várias histórias intrinsecamente ligadas é preciso sempre desenvolver uma trama nova quando se pensa que tudo está prestes a resolver-se. Mas não é isso que acontece em todas as séries? Para quem gosta do género, acho esta série um óptimo entretenimento. É uma das minhas favoritas.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

"I don't own my child's body"

Estive a ler este artigo da CNN aqui sobre (não) obrigar as crianças a beijar ou abraçar contra a sua vontade. É uma coisa que muitos pais fazem quando os filhos se recusam a cumprimentar com beijos/abraços um parente ou amigo e frequentemente os pressionam porque é "falta de educação" não o fazer. Pessoalmente, como alguém que não gosta muito de contacto físico e que não cumprimenta quase ninguém com beijos, não concordo com o facto de quererem obrigar os miúdos a isso. Porque não é preciso beijar ninguém para demonstrar boa-educação e não é a única forma válida de cumprimento.

Este artigo diz que a razão pela qual não se deve pressionar as crianças a ter estas demonstrações de afecto forçadas é para que elas nunca sintam que é correcto deixar que lhes toquem sem a sua permissão e contra a sua vontade. E ainda que pareça aos pais uma coisa inocente, não podemos esquecer que tudo o que acontece ao longo do desenvolvimento de uma criança tem impacto nela. Que, ao forçar as crianças a dar "afecto contra a sua vontade", estamos a ensiná-las que o seu corpo não lhes pertence realmente e que devem pôr de lado a sua vontade para satisfazer outras pessoas. Aparentemente, isto pode conduzir a abusos sexuais, pois deixa a criança mais vulnerável a aceitar contacto físico indesejado, ou a que uma adolescente aceite estar com um rapaz "apenas para que goste dela".

Por esta altura, penso que a maior parte das pessoas já tem consciência que os abusos sexuais são, maioritariamente, feitos por pessoas conhecidas (familiares, professores, amigos dos pais, treinadores, etc.). Por outro lado, é-nos difícil imaginar que pessoas que conhecemos, com quem lidamos de perto, de quem gostamos e de quem temos uma boa imagem, possam ter uma atitude tão monstruosa. E, infelizmente, nem todos os pais acreditam nos filhos quando eles têm a coragem de lhes contar que algo de errado se passa e preferem confiar em quem eles acusam.

Estou certa de que os pais não quereriam que a sua filha adolescente cedesse à pressão de ter sexo com o namorado só para o agradar, sem ter a certeza de que era isso que ela queria. E estes pais poderão dizer, relativamente a dar beijos à avó por obrigação, que é diferente. Não é. Para a criança, passa a mensagem de que não faz mal fazer isso por obrigação, que não faz mal deixar que lhe toquem contra a vontade dela. E não é isso que queremos para os nossos filhos.

Não se incomodem com o que os outros pensam, sejam apenas conhecidos ou familiares. A vossa opinião e a forma como escolhem educar os vossos filhos é a única que importa. Que o vosso filho não queira dar um beijinho ao tio, à avó ou à prima não significa que seja mal-educado. Ele diz "por favor" e "obrigada"? Ele sabe o quão importante é partilhar? Ele diz olá quando se encontra com alguém? Ele arruma o quarto e faz o que lhe ensinou ser o correcto no dia-a-dia? Então, é bem-educado. E se os vossos conhecidos pensam o contrário, paciência.

Além de tudo isto, pensem no seguinte (que também é referido neste artigo): para além do facto de estarem a ensinar as vossas crianças a protegerem-se futuramente, se ela abraçar ou mimar alguém de livre e espontânea vontade, tanto vocês como essa pessoa saberão que é carinho e amor verdadeiro, que ela escolheu demonstrar.

Isso de ser titular

Tenho uma prestação da Worten todos os meses, que deve estar a acabar brevemente, de umas coisas que lá comprei. Queria saber quando termina, quando é que o pagamento está completo. Era só isto! Mas não me podem dar a p*ta da informação, porque o namorido é o titular. Apesar de eu ter todos os dados e mais alguns: morada, data de nascimento, NIF, NISS, cartão de cidadão, tudo o que me pedissem, eu podia confirmar! Mas não. Porque não é o meu nome que consta lá. Eu não estou a pedir que me façam porcaria de crédito nenhum, nem nada que possa comprometer a privacidade do titular.

Vamos lá a ver uma coisa: acho que estes telefonemas ainda não vos permitem ver a pessoa que está do outro lado da linha, certo? Se eu estiver com um gajo qualquer (amigo, pai, irmão, whatever) e o puser a falar ao telefone convosco, já é suficiente. Porque é um homem. E diz que é o titular, dá-vos todos os dados e vocês respondem, contentes da vida. Mas não a mim, que sou mulher dele. E que pago as contas com ele!

É uma coisa fantástica, para que é que precisam que confirmemos os dados, se não nos deixam fazer porra nenhuma? Odeio esta gente. Toda. E desejo que lhes dê uma valente diarreia.



quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Motivação ou julgamento?



Aficcionados do desporto, não me saltem já para cima, porque EU SEI que a vontade conta muito e essas tretas todas. Mas vou aqui deixar a minha opinião!

Quem faz este tipo de observações deve ter palas como os burros e só vê numa direcção. Eu entendo, sim, que isto é motivação, que querem incentivar as pessoas a treinar, a cuidar de si, a ter uma vida mais saudável e etc. Sim, sei! Mas não concordo com esta forma de motivação.

E antes que me ataquem, por muito preguiçosa que possa ser, em Maio do ano passado inscrevi-me numa Academia de Dança e só estou agora parada por motivos de saúde. Por isso, podem acalmar já os vossos dedinhos impulsivos que estão doidos para me dizer que só penso assim porque não tenho força de vontade suficiente para levantar o rabo do sofá.

Isto é assumir que uma pessoa só trabalha 40h numa semana e que dorme apenas 8h por noite.
Que tem horários compatíveis com um ginásio.
Que tem quem fique com os filhos e cuide deles enquanto se está no ginásio.

Se uma mãe solteira quiser ir ao ginásio e, porventura, não tiver quem a possa ajudar com a criança, já pensaram que ginástica terá ela que fazer para cuidar do filho, ajudá-lo com trabalhos de casa ou mudar-lhe as fraldas, dar-lhe banho, dar-lhe jantar, fazer jantar, preparar as coisas para na manhã seguinte não andar à procura das coisas à pressa, fazer as tarefas domésticas que não se fazem sozinhas... enfim. 

E o tempo que se demora na viagem trabalho-casa? Eu demoro 10 minutos a chegar, mas há pessoas que demoram 1 hora, quando não é mais. Isso não conta também, não? Ainda não é possível estalar-se os dedinhos e estar em casa à hora de saída do trabalho!

As horas que sobram na semana nem sempre chegam para tudo o que é preciso fazer, quanto mais para os nossos hobbies. É uma questão de prioridades. Há sempre, inevitavelmente, coisas que ficam para trás. A força de vontade permite-nos conciliar todas estas coisas, mas não me queiram atirar areia para os olhos.

Eu sou mãe, trabalho num horário bom (das 8h às 16h30), de 2ª a 6ª feira, tenho um companheiro que divide comigo a educação e os assuntos relacionados com o meu filho, bem como as tarefas domésticas. E, MESMO ASSIM, quando vou à academia, o tempo é curto e apertado. Não tenho possibilidade de passar quase tempo nenhum com o meu filho. E há coisas que não consigo fazer, simplesmente, porque o tempo não estica. Portanto, das duas uma: ou vou todos os dias e passo tempo de qualidade com o meu filho só ao fim de semana, ou giro de outra forma o tempo e vou apenas alguns dias por semana, para poder estar com ele. E com o namorido.

Não é justo afirmar certas coisas e tirar conclusões sobre alguém só porque essa pessoa faz escolhas que vocês não julgam ser as correctas.
Porque escolhe passar todo o seu tempo livre com os filhos em vez de ir para o ginásio.
Porque prefere passar o pouco tempo que tem com o marido/a mulher.
Porque ao fim de um dia de trabalho ainda tem que passar a ferro, lavar a loiça e fazer o jantar e fá-lo em vez de ir para o ginásio, porque ninguém o faz por ela.
Porque tem que ter dois empregos para se sustentar e à família.

Nunca se achem no direito de pensar que, lá porque uma coisa resulta para vocês, tem que resultar para o vizinho.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Estudos do outro mundo

Ter mau feitio aumenta a esperança média de vida, dizem eles neste estudo feito na Alemanha.

"(...) quando alguém contém sentimentos e emoções fortes, acelera a pulsação arterial, duplicando riscos de hipertensão e de doenças cardiovasculares", dizem eles.

Eu sou sempre um bocado céptica nestes estudos e acabei de levar uma amiga aos arames (já devia estar habituada às coisas que digo, mas enerva-se sempre, ahahahah!) porque, quando ela publicou isto no facebook, o meu comentário foi: "Olha que bom saber, LOL. Assim, se um autocarro nos levar à frente, ou coisa do género, tamos safas!". Sim, sou um bocado bruta e exagerada, mas é só para provar que isso, para mim, é tudo treta. Não é só isso que conta certamente!

Uma pessoa com doenças crónicas, mas que tenha muito mau feitio, não deve, certamente, ter uma esperança média de vida maior do que uma pessoa extremamente saudável só porque esta é mais contida.

Uma pessoa obesa, sedentária e com maus hábitos alimentares com mau feitio também não terá uma esperança média de vida maior do que uma pessoa que se alimenta bem, que não fuma, que faz exercício regularmente e que bebe muita água, mas que não diz palavrões.

Ok, estas coisas até podem ter um fundo de verdade; o que me chateia é as pessoas, muitas vezes, serem retardadas e usarem esse tipo de coisas como se acreditassem que é esse factor apenas que as vai condicionar. E isto aplica-se a vários outros estudos e coisas do género como "beber um copo de vinho todos os dias ajuda a emagrecer" (não vás ao ginásio e enfarda que nem uma mula, que é o vinho que te vai fazer perder peso) ou que "as pessoas baixinhas têm maior esperança de vida" (seriously?) ou que "dormir nu emagrece e reduz o risco de diabetes" (mais uma vez, ginásio para quê?! Dorme como vieste ao mundo e serás saudável!).

PESSOAS! Acordem, sim? Deixem-se de merdas.


P.S. - E, sim, tenho mau feitio. Como já devem ter podido comprovar.

Baby steps

O carro está arranjado (graças aos meus pais, o que seria de mim sem eles?!).
O namorido arranjou trabalho, ao fim de 6 meses desempregado.
Hoje caiu mais um dentinho ao meu filho.
E foi o primeiro dia que consegui passar sem dores. Nem uma.

Sou daquelas pessoas que prefere ver o copo meio cheio. Apesar de tudo...
Um passo de cada vez.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Bitaites no Facebook

Aos interessados, criei uma página de facebook aqui do estaminé: Bitaites da Cy.

Aproveitar as horas boas

Hoje, desde que acordei, tenho tido aquilo a que chamo "as horas boas". Aqueles momentos em que a dor desaparece, em que o meu útero sossega. Esta recuperação tem sido pior do que esperava. Nos primeiros dias, tive cólicas permanentes e depois passaram a ser esporádicas, mas dolorosas. Tenho-me entupido de analgésicos. Ontem passei o dia todo deitada no sofá, a adormecer e a acordar, entre dores. Hoje ainda não tive nada. É um alívio tão grande que nem sei como vos explicar. E aproveitei para organizar papéis, lavar a loiça, estender a roupa, pôr roupa a lavar, aspirar o chão, abrir as janelas para a casa arejar... e, acreditem, apesar de tudo, soube bem poder fazer estas coisas. Poder mexer-me sem me contorcer de dores, poder fazer mais do que ficar estendida no sofá à espera que a dor passe. Aproveitar as horas boas.

Odeio

Pessoas que fazem perguntas (escritas) e não colocam pontos de interrogação. É suposto adivinhar que estão a perguntar qualquer coisa e não a afirmar? A sério, a pontuação existe com um propósito, não é só para enfeitar as frases. Ok? Está bem? Perceberam? Sim?????

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Separadas à nascença #3



Isabelle Drummond - Actriz e modelo brasileira
Leighton Meester - Blair, da série Gossip Girl

Confesso que, nestas, até tive alguma dificuldade em perceber, em algumas fotos, se não era a mesma pessoa! São incrivelmente parecidas.

A sério?

Namorado sai de casa. Chove a potes. Uma senhora corre que nem louca e esbarra nele. Telemóvel salta do bolso do casaco. Telemóvel é passado a ferro por um camião. Senhora continua a correr à chuva. Seriously?

Não, nós devemos ter feito muito mal numa outra vida, porque não há quem aguente este karma filho da mãe.

By the way, o nosso carro chumbou na inspecção. Nos últimos 2 anos, passaram-nos 3 carros pelas mãos e todos morreram. E agora temos este. 

E é isto.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Livros que recomendo #8



Sinopse: Cinco anos passaram sobre a morte de Gemma. Cinco anos de dúvidas e angústias, durante os quais a vida de Esther foi um inferno permanente. Quando as duas amigas decidem fazer uma viagem juntas, nada faria prever que apenas uma delas regressaria. Esther era bela, sofisticada e destemida, Gemma o seu oposto. Ávidas de novas experiências, partem para a Índia em busca de aventura. O que elas ignoravam era que estavam prestes a entrar num mundo onde as regras sociais que lhes eram familiares não se aplicavam e que o tão almejado afastamento do mundo ocidental era afinal uma porta aberta para o que de mais sombrio traziam dentro de si. E foi rápida e inesperadamente que o sentimento que as unia foi posto à prova, levando-as a confrontar-se com ressentimentos e segredos antigos. Numa tentativa de descobrir toda a verdade e de se libertar dos fantasmas que ainda a atormentam, Esther tenta agora dar um sentido à tragédia que vitimou a sua melhor amiga e mudou irreversivelmente a sua vida. Cinco anos passados sobre a morte de Gemma, Esther está de volta à Índia…

Opinião: Esta autora, ao longo do livro, faz-nos trabalhar o imaginário, com a descrição pormenorizada dos cenários, à medida que nos vai lançando luz sobre uma cultura diferente, que nos deixa curiosos para conhecer a Índia. Por outro lado, demonstra o quão inconsciente podem ser duas jovens mulheres que não estão habituadas às regras instituídas em países como este e que se podem dar mal por as ignorarem. Tem uma história surpreendente e um desfecho inesperado! Explora os sentimentos e relações humanas e o quanto as pessoas podem ser muito mais do que aparentam.

Gelados caseiros



E é isto. Uma mensagem deixada pela minha melhor amiga. Eu sou mais forte que isto! Desde que saí do hospital, tenho sentido "moinhas" na barriga, as habituais dores menstruais, o que, comparativamente com o que senti quando sofri o aborto, são festinhas na barriga. Mas não deixa de ser incómodo e algo doloroso, pois tem sido um massacre non-stop ao útero. Hoje, ao fim da tarde, começou a passar-me. Pela primeira vez em vários dias, deixei de sentir dor, o que é um alívio tremendo. Tenho estado prostrada no sofá e, com o passar das dores, consegui levantar-me para fazer o jantar. E decidi fazer uns gelados de receita super simples que encontrei na net. E que ficaram uma delícia!


Gelado de Oreo

Gelado de Snickers com topping de caramelo


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Em recuperação



Depois de um madrugada exasperante com dores e a vomitar... e após isso ter acalmado... ontem à tarde vieram as dores lancinantes. Uma coisa como nunca tinha sentido. Já fui mãe e, apesar de ter tido o meu filho de cesariana, senti as contracções antes do parto. E garanto que o que senti ontem foi muito pior! Nunca pensei ser capaz de suportar tanta dor. Tive que ir para o hospital, pois já só me faltava trepar paredes com as dores. Cheguei lá a contorcer-me e, assim que saí do carro, parecia um filme de terror. Sangue, tanto sangue... Vou poupar-vos aos pormenores, mas não foi uma imagem bonita. Consegui chegar às urgências obstétricas naquele desassossego, gritei com as enfermeiras para me darem medicação, só queria que aquilo acabasse. Foram 4h de dor, uma dor que não desejo a ninguém. Foi um processo de sofrer e fazer força para, no fim, nem ter a recompensa de ter o meu bebé nos braços. Foi, unicamente, para expulsar o que já não estava a desenvolver-se na minha barriga. É uma experiência traumática. Felizmente, tive o meu namorido ao meu lado em todos os momentos, a segurar-me na mão e a dar-me apoio, nunca saindo do meu lado, mesmo com tudo o que se estava a passar. Esteve comigo do princípio ao fim. Os meus pais também têm sido um grande apoio, bem como a minha amiga de longa data, que tem estado comigo em todas as fases da minha vida. Obrigada a todos! A minha médica de família, felizmente, também é uma querida e foi super simpática comigo, prestando-se, inclusivamente, para me consultar no caso de me sentir deprimida ou não estar a conseguir lidar com a situação do aborto. Agora, depois da agonia, tenho um mês de baixa para descansar e recuperar. Uma nova fase começa.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Tradições são boas?

Acabo de ler o seguinte numa página de facebook que fala sobre o ambiente que se vive na aldeia: "Por aqui não há subsídios para toda a vida, por aqui não se fecham cães e gatos em apartamentos vivendo encurralados e sem liberdade, com exceção daqueles minutinhos que vão à rua dar uma mijadela, por aqui não se sofre com o que não temos, por aqui vive-se com o que a vida nos dá, honradamente. E sim, os nossos corações são autênticos, tal como as nossas tradições!" acompanhado de uma foto da matança do porco.

E depois um rol de comentários, maioritariamente ofensivos. Cada vez menos me meto neste tipo de discussões, porque chego à conclusão que não vale a pena. E se, por vezes, me apetece defender o meu ponto de vista e apresentar argumentos, outra vezes, não me sinto com forças para isso, porque não vai levar a lado nenhum senão a insultos que é como, invariavelmente, acabam estas discussões online. Muitos defendem que as tradições são para ser mantidas, que "o antigamente é que era", que as crianças não tinham tantas doenças como agora, enfim, um sem fim de coisas...

Já para não falar no facto de ser uma tremenda discriminação às pessoas que vivem na cidade, assumindo que são todas más para os animais, aproveitadoras a viver dos subsídios, queixinhas que não fazem pela vida. Bom e mau há em todo o lado!

Francamente, isto é uma guerra na qual eu não me sinto capaz de participar. Mas deixo a minha opinião. Acho que o texto é uma posição extrema. Sim, nas aldeias o ambiente é diferente, não há a confusão e a poluição da cidade e há possibilidade de ter os animais em liberdade em vez de presos em apartamentos. Mas é isso que acontece sempre? Não. Há muitos acorrentados nos quintais, outros abandonados e pouco se investe na esterilização dos animais para prevenir o que quer que seja.

Vi um comentário que achei curioso! Que devíamos voltar a 100 anos atrás "para vermos o que era bom e se teríamos sempre legumes para comer". Bom, vamos lá compreender uma coisa. Mesmo quem come carne... não significa que se sinta confortável para assistir a matanças ou ficar indiferente a imagens fortes, bem como aos guinchos dos animais. E para os que abdicaram da carne e a quem este comentário terá sido dirigido... aplaudo a decisão e o estilo de vida. Para o comentador... meu caro, o que seria de nós se não evoluíssemos?

E já me começa a irritar esta coisa das tradições. Tenham lá dó, por favor. As tradições mudam-se, que eu saiba e, muitas vezes, para melhor. Touradas são tradição. E já sei que há muita gente que gosta. Mas a mim mete-me nojo. E depois argumentam que os touros só são criados por causa das touradas, caso contrário, serão extintos. Francamente, qual é o lado bom de só existirem para serem torturados? É que eu não o vejo! E acho terrível que os animais sejam torturados para entretenimento... mas é a minha opinião. Espero sinceramente que seja uma tradição a extinguir-se em breve!

Também já foi tradição a mulher ficar em casa e, quem sabe, levar umas tareias de vez em quando, para andar sempre na linha. Também já foi tradição na Igreja Católica queimar pessoas em praça pública, só porque as suas opiniões não estavam de acordo com a religião. E por aí fora. Tradição não significa que seja positivo. As coisas mudam e ainda bem!


P.S. - acho que, ainda assim, o problema maior é as pessoas não saberem respeitar a opinião alheia e não saberem argumentar sem insultar quem discorda delas. 

Da perda...



Quando uma mulher sofre um aborto e está ainda em idade de poder tentar engravidar novamente, invariavelmente, os comentários são estes: "vocês são novos, podem tentar outra vez!", "foi pelo melhor, se avançasse e tivesse problemas, seria pior", "não tarda tens outro, vais ver". Acreditem, eu já estive do outro lado e sei que não é por mal. Mas, às vezes, principalmente, quando as pessoas encaram isto com alguma leveza, são comentários que acabam por bater-nos como se tivéssemos ido a correr contra um muro. Não acontece sempre e obviamente que depende do tom com que se diz as coisas... mas, por vezes, magoa. Se vocês tiverem vários filhos e perderem um, certamente não vão gostar de ouvir coisas do género. E facto de ser um pequeno ser ainda em desenvolvimento dentro da barriga não invalida o facto de ser uma perda de um filho. E que também custa. O próximo que vier e que será bem-vindo não será um substituto! Este já ninguém o traz de volta.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Minha estrelinha no céu


Ontem fui, novamente, parar às urgências com perdas de sangue. E o pior confirmou-se: é uma gravidez não evolutiva, que parou às 5 semanas, daí dizerem-me que não podia ter mais tempo que isso. O saquinho gestacional já não está redondinho, agora continuo a perder sangue... e que seja rápido, para que saia tudo depressa. A médica deu-me a opção de lá ficar internada e tomar comprimidos para acelerar a expulsão, mas como nem isso era garantido, porque ela disse que podia não resultar e terem que recorrer à raspagem, decidi vir para casa. Ela diz que, se estou a perder sangue, pode ser que o corpo expulse tudo naturalmente. Disse-me também que, na maioria dos casos, uma gravidez não evolutiva acontece quando há malformações. Por isso, racionalmente, e sendo uma pessoa positiva e optimista, eu consigo perceber que a Natureza se encarregou de não deixar avançar uma gravidez que poderia trazer problemas... No entanto, emocionalmente, não é fácil distanciar-me assim tanto e estou aqui num farrapo. Porque, à parte de todas essas considerações racionais, o que sinto apenas é que perdi o meu bebé.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

A eterna desigualdade

As mulheres portuguesas são parvas é um artigo de Maria Filomena Mónica, uma historiadora e socióloga de 72 anos.

Fala nesse artigo de um tema que, infelizmente, ainda não deixou de ser actual, apesar de muita gente pensar que sim. Aborda o facto de as mulheres continuarem em desigualdade face aos homens, principalmente, nas lides domésticas e relacionadas com os filhos. Como pude constatar pelos comentários, há muita gente que se insurge ao ler isto e, inclusivé, insulta a senhora pela sua opinião. Será que algum dia iremos aprender a discordar sem partir para o insulto?

O título ofende muita gente, que não consegue ver para além dessas palavras. Muitos defendem que as coisas mudaram, que os homens "ajudam" em casa. Logo aqui, temos um erro muito grande, cometido pela maior parte das mulheres. O homem não deve AJUDAR, mas as tarefas devem ser, sim, DIVIDIDAS. Se ele "ajuda", pressupõe-se que é obrigação da mulher tratar de tudo e que é um favor louvável que os maridos fazem ao "ajudá-las". Não. Errado. Muito errado. Se um deles estiver em casa, é normal que o que está desempregado faça mais em casa, por uma questão de tempo. Agora, se ambos trabalham fora de casa, porque é que a mulher deve chegar a casa e ter que se preocupar com tudo sozinha para o marido ir sentar-se no sofá ou ir beber café com os amigos? 

Ok, hoje em dia, as mulheres, no geral, não são escravas como antigamente, têm direito de voto, podem divorciar-se, são mais competitivas e activas profissionalmente, muitas nem pretendem incluir a maternidade na vida familiar. SIM, as coisas mudaram. Mas penso que ainda há um longo caminho a percorrer e que este assunto nunca estará ultrapassado enquanto houver desigualdades, seja em que campo for.

Por vezes, a maioria dos casos onde as mulheres julgam que a divisão das tarefas é satisfatória, acontece o seguinte: a mulher faz o jantar, o marido lava a loiça e vai à vidinha dele. E muitas vezes não fica por aqui: a mulher ainda conta uma história aos filhos, controla os seus horários de dormir, lavar os dentes e tomar banho, arruma o que é necessário para o dia seguinte (trabalho e escola) e, se preciso for, ainda passa umas peças a ferro. E o marido, porque lavou uma loiça, pensa que já fez o que lhe competia. O problema (e penso que é aí que entra "as mulheres portuguesas são parvas") é que muitas se conformam com isto quando não o deviam fazer. Não deviam ter que pedir ajuda ao marido, ele devia fazê-lo por iniciativa própria, porque são obrigações de AMBOS e nunca só de um.

Na Cozinha da Cy #16


Arroz e bife com pickles, temperado com pimenta, orégãos e uma pitada de açafrão. Porque não é preciso muito para uma refeição saborosa.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Taken 2


Sinopse: Bryan Mills é um ex-agente da CIA e está separado de Lenore, mas mantém-se sempre próximo da filha Kim. Um dia, ao ir buscá-la para mais uma aula de condução, Bryan vê o actual companheiro de Lenore deixar a casa dela às pressas. Logo descobre que ele cancelou uma viagem à China, onde Lenore pretendia passar um período de descanso ao lado da filha. Bryan convida ambas a encontrarem-se com ele em Istambul, na Turquia, onde terá que realizar um serviço nos próximos dias. Elas aceitam e vão ter com ele. Bryan não esperava era que Murad Krasniqi, o pai de um dos sequestradores mortos por ele ao resgatar a filha (no primeiro filme), deseja vingança. Para tal, elabora um plano onde não apenas Bryan corre risco de morte, mas também a filha e a ex-mulher.

Opinião: Já vi o primeiro Taken há bastante tempo e gostei. Demorei bastante até me decidir a ver o segundo. Se, em tempos, devorava filmes, hoje em dia, não vejo tantos como gostaria, pois falta-me o tempo, a paciência e, frequentemente, adormeço a meio. Mas lá consegui maneira de ver este e não me arrependi. Não é um filme particularmente surpreendente, o fim é algo previsível, mas dentro do género, é um bom filme, na minha opinião. Muita acção, que é o esperado, principalmente para quem viu o primeiro filme. Neste, envolve muito nas cenas a filha de Bryan, Kim, que desempenha lindamente esse papel. Não tem grande desenvolvimento das personagens, nem da vida familiar, enfim, mas iria tornar-se noutra coisa que não um filme de acção, se assim fosse. Portanto, para o género que é, temos aqui um bom filme!

Séries Viciantes #3




Sinopse: A série segue as aventuras das colegas de casa Max Black, a filha de uma mãe pobre da classe trabalhadora e de pai desconhecido, e Caroline Channing, que nasceu rica, mas agora está sem dinheiro devido a seu pai, Martin Channing ter sido apanhado em esquemas duvidosos. São duas empregadas de mesa financeiramente pobres, que se esforçam para iniciar um negócio de cupcakes na área de Williamsburg, em Brooklyn, Nova York. No elenco, estão aqueles que trabalham com elas no restaurante: o seu chefe coreano, Han Lee; Oleg, um cozinheiro ucraniano optimista, mas pervertido; e Earl, um afro-americano de 76 anos de idade; e ainda Sophie, a vizinha de cima, uma polaca excêntrica, cada um deles com a sua particularidade.

Opinião: É uma série cómica que passa no canal Fox Comedy e na qual viciei desde que comecei a ver. Claro que, para quem não gosta deste tipo de séries (How I Met Your Mother, Mike & Molly, Melissa & Joey, Friends, etc.), é uma coisinha sem interesse. Mas eu acho uma graça do caraças às piadas que surgem nestas séries e adoro todas as personagens de Two Broke Girls, são todas um diferente tipo de engraçadas! Tem humor e eu gosto disso. É leve, vê-se bem, faz rir e ajuda a passar o tempo.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Pesadelo...


Hoje acordei com perda de sangue, como se estivesse menstruada, assustei-me imenso e fui a correr para o hospital. Fizeram-me uma eco nas urgências obstétricas e está tudo a parecer-me irreal. Foi uma ameaça de aborto. E o médico que me fez a eco diz que é impossível eu estar de 11 semanas (como supostamente estaria, era para completar 11 semanas na 3ª feira, segundo as contas do centro de saúde pela data da última menstruação). Eu não fiz testes de ovulação e, por isso, não sei se ovulei mais tarde... portanto, estava à espera da possibilidade de ter uma ou duas semanas de diferença dos cálculos pela menstruação. Mas não assim tanta diferença, disseram-me no hospital que devo estar de 4 ou 5 semanas!! Ora, eu tive a última menstruação dia 3 de Novembro e o positivo de dois testes a 2 de Dezembro (para nem falar na barriga, que já se nota imenso!), como é que posso estar de tão pouco tempo?? E o que é facto é que na eco não se vê nada para além do saco gestacional... estou aqui com a cabeça a mil e já farta de chorar. Fui ao posto médico e passaram-me baixa, repouso absoluto. Vou fazer nova eco numa clínica na 4ª feira e consulta com a médica de família na 6ª... e vamos ver o que me dizem. Agora estou cheia de medo...

sábado, 16 de janeiro de 2016

The Amityville Horror


Sinopse: A família Lutz muda-se para a casa dos seus sonhos, um ano após ela ter sido cenário de uma terrível chacina: Ronnie DeFeo matou toda a sua família durante o sono, ao fim de 28 dias a viver na casa. Mas os Lutz não estão sozinhos. Rapidamente se apercebem que dividem a casa com um perigo decidido a coleccionar mais vidas.

Opinião: Ok, estes filmes são sempre parecidos uns com os outros, os mesmos clichés em todos. Mas para quem gosta do género... eu, pessoalmente, durante muito tempo vi quase exclusivamente este tipo de filmes, devorava! Depois, cansei-me e mudei radicalmente aquilo que via. Já há bastante tempo que não tinha sequer curiosidade em ver filmes assim, até porque este filme já tem uns 10 anos e nunca o tinha visto. Mas hoje decidi que me apetecia. E confesso que já tinha saudades, ahah! O suspense que se vive ao longo do filme... bom, era o que me apetecia no momento e gostei.



quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Body Balance

Neste momento, estou assim:


E por isso tive que abdicar de quase todas as modalidades que fazia na academia de dança: zumba, zumba step, power step... Só mantive zumba toning e muito mais moderado, o que, definitivamente, não é a mesma coisa, mas é o que posso fazer de momento. Agora, estrearam duas modalidades novas, Bokwa e Balance. Hoje experimentei o Balance.


É uma aula que une o Yoga, o Tai-Chi e o Pilates num treino calmo e equilibrado, onde força e flexibilidade são o desafio. Concentração, controle da respiração, exercícios de flexibilidade criteriosamente estruturados, movimentos e posturas enquadradas na música, criam um treino holístico que “transportam” o corpo a um estado de equilibrio e harmonia.






Não é a minha onda, nunca pensei fazer tal coisa, aliás, inscrevi-me numa academia de dança porque gosto de dançar. Mas isto posso fazer e, inclusivé, acho que é uma boa modalidade para grávidas. É interessante! Mas eu tenho grandes problemas de equilíbrio. Pode ser que com isto melhore! Eheh!

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Amamentação em público


Este casal fez a experiência de amamentar em público e vejam a maior parte da reacções... Francamente, não entendo desde quando é que dar mama em público se tornou tão incómodo para o mundo. Não tenho noção que isto, em tempos, fosse um problema tão grande para toda a gente, agora é uma questão polémica e é um acto muitas vezes visto como "nojento" ou "indecente". Mas porquê? Não é uma coisa natural? Tem que procurar um sítio privado para fazê-lo porquê? Se o bebé tiver fome ali, porque não alimentá-lo? Se a própria mulher se sentir embaraçada, compreendo que ponha qualquer coisa por cima a tapar, caso contrário, porque é que os outros se sentem incomodados?? Eu, pessoalmente, prefiro não o fazer à frente de ninguém, mas por mim, não por eles. Não me faz qualquer diferença se uma mulher fizer isto perto de mim. Acho que primeiro está o bebé e depois, MUITO DEPOIS, a opinião alheia. Não querem ver, não olhem. Ninguém os obriga a fixar as mamas de ninguém, só porque estão à vista (para alimentar uma criança, diga-se de passagem). E muitas vezes, com o tipo de roupa e soutien orientado para isso, mal se vê! E isso de ter uma fraldinha a tapar é bonito, mas saibam que há bebés que não acham a menor graça a essa situação e passam o tempo a destapar-se, nem comem descansados. Especialmente quando nascem em pleno verão, até tenho pena das crianças. É uma coisa tão pura e maternal, um laço tão íntimo entre mãe e bebé, como é que podem olhar para aquilo com maldade?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

7 aninhos de ti, meu rei


Tenho tido uns dias atribulados e não tenho conseguido vir cá, mas não queria deixar de registar o aniversário do meu amor, que fez 7 anos no dia 6. Tem sido uma correria a comprar tudo o que é necessário e hoje a fazer gelatinas, pudins, enfim... já se sabe o que a casa gasta. A festa é amanhã e todo o trabalho que dá é compensado pelo seu sorriso e felicidade ao ver que o dia é para ele e que os amiguinhos vêm celebrar com ele a passagem de mais um ano. Que nunca te falte o essencial na vida, meu pequeno amor: saúde e muita felicidade! Amo-te e muitos parabéns!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

A vida nos states

Após tanta televisão americana, confesso que tenho alguma curiosidade em conhecer melhor aquilo que vemos na TV e que é tao diferente da nossa cultura. 

Ao assistir às séries e aos filmes americanos, fiquei com a sensação que eles jantam cedo como o caraças! Tipo 17h, 18h... E também devem levantar-se cedo, porque, na maioria das vezes, os pequenos-almoços são em família e tomados à mesa (não me baseio só no que vejo na TV - apesar de ser maioritariamente por aí - e claro que não é geral, acredito que haja excepções). Por cá, a experiência que tenho é que, mesmo que as pessoas que vivem na mesma casa se levantem e saiam à mesma hora, é tudo com tempo contado e que não se dá grande importância a essa refeição.

Outra grande diferença, ainda relativamente ao pequeno-almoço, é o que eles comem versus o que nós comemos pela manhã. Em Portugal, aposta-se num pequeno-almoço mais leve (o que é um erro, dado que deveria ser a refeição mais importante do dia), geralmente composto por leite, cereais, uma sandes, torradas, café, iogurte, esse tipo de coisas. E lá começa-se o dia com bacon e ovos mexidos. Óbvio que é uma questão cultural e de hábitos que se vão criando, conforme a educação que levamos.

Curiosamente, aquilo que para nós é normalíssimo num pequeno-almoço ou lanche, para eles é a bebida de eleição muitas vezes às refeições: o leite. Em Portugal, se alguém fizer isso, e beber leite ao mesmo tempo que come um hambúrguer com batatas fritas, é olhado de lado e visto como esquisito. Admitamos que, para nós, um copo de leite não cai bem com uma refeição! Ainda hei-de experimentar, para ver se combina bem. E em relação ao café? Lá bebem grandes canecas de café, enquanto aqui nos ficamos pelo cafezinho.

Uma das coisas a que se dá bastante ênfase na TV e, principalmente, naquelas séries que se focam mais na família, são os subúrbios. A mim parecem-me sempre bem as ruas deste género, mesmo à "Desperate Housewives".



São sempre sítios bonitinhos, onde todas as casas têm um alpendre pipi, muitas vezes com um baloiço e/ou um cadeirão, com relva e flores e uma rua onde as crianças brincam e andam de bicicleta. Não sei se a realidade que se vive lá é mesmo esta, mas que é bonito, é.

E que dizer das soccer moms? Pelo que percebo são aquelas mães que, em Portugal, são as mães a tempo inteiro. Nos EUA, são as mães que não trabalham e se dedicam, exclusivamente, à casa e aos filhos, levam-nos às actividades extracurriculares, organizam playdates (que também é uma prática corrente lá, juntar regularmente os filhos para brincar). 

Em relação ao desporto, em Portugal só se vê futebol à frente. Apesar de existirem outros, o futebol é O desporto, pouca importância se dá ao resto. Nos EUA, acho que é o futebol americano, a par com o basketball. E depois vê-se também muito hóquei no gelo e baseball. O futebol (soccer), a meu ver, é bastante menos popular por lá.

Na política, enquanto em Portugal se vive Esquerda vs. Direita, lá vive-se Democratas vs. Republicanos.

Cá, a maioridade para poder beber álcool atinge-se aos 18 (penso eu... com tantas alterações nas leis, já nem tenho a certeza). E nos EUA é aos 21.

Por outro lado, enquanto cá se tira a carta aos 18 anos, por lá já o podem fazer com 16.

E as festividades lá? Apesar de, cada vez mais, tentarem incutir o Halloween nas tradições portuguesas, nunca será como nos EUA, onde esta celebração está profundamente enraizada, onde enfeitam as casas como nós fazemos no Natal e onde estão preparados com doces em todas as casas para receber as crianças mascaradas que andam pelas ruas. Têm também o Dia de Acção de Graças, o 4 de Julho...

Cá também não se dá a importância que lá dão ao final do secundário (apesar de se fazer baile de finalistas), onde fazem uma grande celebração com todos os alunos.

Enfim, certamente, existirão muito mais coisas que diferenciam a nossa cultura da deles, mas são estas as que mais se destacam aos meus olhos.