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sábado, 3 de novembro de 2018

Ser pai

Ontem veio jantar cá a casa um casal, pais de uma bebé de dois meses, que me fez perceber a sorte que tenho com o marido que escolhi. O Bruno é um paizão babado mesmo, a Alice é a menina do papá e ele anda sempre de roda dela, a tentar perceber se está tudo bem, se comeu o suficiente, se quer arrotar, se tem a fralda limpa, se tem sono, se tem soluços, se não parou de respirar, se tem o pescocinho limpo ou se escorreu para lá leite, se tem frio... enfim, questiona tudo e está sempre atento. 

É capaz de passar imenso tempo com ela ao colo e faz tudo: dá-lhe banho, muda-lhe as fraldas, veste-a, adormece-a, coloca-a para arrotar, prepara-lhe o leite quando é hora de dar o da lata, dá-lhe o suplemento. Até canta para ela! Também tem colaborado na limpeza da casa, na preparação das refeições e nas tarefas domésticas em geral. E sempre que é preciso alguma coisa do supermercado ou da farmácia lá vai ele. Como passei por uma cesariana e me custa um bocadinho limpar as pernas depois do banho, ele ajuda-me. Se a Alice chora durante a noite, ele levanta-se, tal como eu.

A dinâmica deste casal que cá veio é completamente diferente. O pai não troca uma fralda, nem dá banho à filha, porque lhe faz confusão, por "ser menina". Desculpas, digo eu... Quando a filha chora, se ele lhe pega, é para ir levar à mãe. A rapariga não pode ir à sanita ou tomar banho sem que o marido lhe leve a criança, porque esta estava a chorar. E só ela é que acorda durante a noite para cuidar da bebé. Meu rico marido...

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2024 foi um ano de muitas mudanças na minha vida, depois do que aconteceu em setembro de 2023. Mudanças essas que continuam a acontecer no m...