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segunda-feira, 4 de março de 2019

A minha biblioteca \\ Uma verdade simples



Sinopse: A descoberta de um bebé morto num celeiro dos amish abala profundamente a comunidade. Mas a investigação policial conduz a uma descoberta mais chocante: há provas circunstanciais que sugerem que foi Katie Fisher, uma jovem amish solteira de dezoito anos, que se julga ser a mãe do bebé, que lhe tirou a vida. Quando Ellie Hathaway, uma advogada desiludida da grande cidade, chega a Paradise, na Pensilvânia, para defender Katie, dá-se um choque entre as duas culturas e, pela primeira vez na sua carreira fulgurante, Ellie enfrenta um sistema de justiça muito diferente do seu. 

Mergulhando profundamente no mundo daqueles que vivem uma «vida simples», Ellie terá de chegar a Katie. E, ao desvendar uma morte complexa, Ellie é obrigada a olhar também para dentro de si, para confrontar os seus medos e desejos quando um homem do seu passado entra de novo na sua vida.


Opinião: Dos livros que li desta autora até agora, este é capaz de ter sido o que gostei mais. Embrenha-nos profundamente no estilo de vida Amish e envolve-nos de tal modo que nos facilita o entendimento do seu modo de vida. Nunca foi coisa que eu conseguisse entender muito bem, mas nada contra os seus ideais; na verdade, tenho uma certa admiração pelo conceito do desapego e humildade que eles praticam. 

A única coisa que me faz alguma comichão - e que também é visada neste livro - é cortarem relações com quem decide seguir um caminho diferente do resto da comunidade. Excomungar um membro da família só porque fez escolhas diferentes numa comunidade amish é para mim tão difícil de aceitar como rejeitar um familiar que se assume gay ou se casa com uma pessoa de outra raça. 

Gostei da forma como nos são apresentadas as personagens, porque ao longo de todo o livro conseguimos ver pelos olhos de cada um e pormo-nos no seu lugar, simpatizando com eles até, mesmo que as suas atitudes nos parecessem incorrectas ou condenáveis.

Uma das coisas que me fascina num livro é não conseguir prever o desfecho e andar ali sem perceber o que realmente se passou, tecendo teorias e imaginando se estão certas até às últimas páginas. E este livro consegue isso!

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

A minha biblioteca \\ O Décimo Círculo


Sinopse: Daniel Stone era o único rapaz branco da vila esquimó do Alasca onde a mãe dava aulas. Por ser diferente, todos troçavam dele sem misericórdia e ele retribuiu tornando-se o pior dos adolescentes, roubando, bebendo e assaltando, até um dia deixar a vila. Quinze anos depois, Daniel é uma pessoa totalmente diferente: um pai calmo e atencioso, autor de banda desenhada, casado com uma professora que dá aulas sobre Dante e o seu Inferno. Trixie, a filha de ambos, é tudo para Daniel.

Mas toda esta calma é perturbada no dia em que Trixie é violada numa festa e Daniel começa a debater-se novamente com uma impotência e uma raiva que podem destruí- lo a si e à sua família.

O Décimo Círculo questiona até onde somos capazes de ir por alguém que amamos e quantas vezes somos capazes de nos reinventar até os nossos erros desaparecerem para sempre ou voltarem para nos assombrar quando menos esperamos.

Mas este livro mostra que existe mais do que uma maneira de contar uma história. No livro encontramos também a banda desenhada de Daniel Stone que conta a história de uma rapariga que é raptada pelo diabo e levada para o inferno de Dante, e do pai que literalmente desce ao inferno para salvá-la.

Este livro viaja desde os corredores de um liceu moderno até uma vila isolada no Alasca, e do inferno até ao coração desfeito de um pai.


Opinião: Apesar de estar a incluir aqui O Décimo Círculo, posso alertar já que não é dos melhores que já li. Gosto dos temas que aborda e a simbiose do inferno de Daniel e o inferno de Dante é top, muito interessante. Fala de vários temas fortes e isso é bom, levando-nos a reflectir sobre eles, mas não dá tempo, ao longo da história, de aprofundar cada um dos temas adequadamente, porque acabam por ser muitos para tão pouca intensidade de livro. Acho que é onde peca mais, porque, de resto, tem um final que até me surpreendeu e a própria violação (um dos temas principais do livro) talvez não se tenha passado exactamente como se julgava, deixando-nos um pouco em suspenso até se descortinar tudo. Acho um bocadinho perturbadora a forma como é descrita a sexualidade de miúdos de 14 anos, com tanta leviandade, talvez porque a realidade é mais próxima disso do que julgamos.

Novo emprego, novas aprendizagens

2024 foi um ano de muitas mudanças na minha vida, depois do que aconteceu em setembro de 2023. Mudanças essas que continuam a acontecer no m...