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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Obrigar as crianças


Ainda não tinha visto as declarações tão polémicas deste senhor, mas, ao ver tanta crítica dura ao homem, decidi ir ver o vídeo. E caiam-me lá em cima, se entenderem, mas eu concordo com ele. Os argumentos de quem discorda, dentro e fora do programa, são que os beijinhos aos avós não são violência nenhuma e que é uma questão de respeito e educação, bem como de normas na sociedade. Mas desde quando? Porque raio é que temos que ensinar aos nossos filhos que é OBRIGATÓRIO cumprimentar seja quem for, até familiares, com beijos? Pá, não. O respeito e a educação passam por cumprimentar as pessoas, dizer olá, sorrir, acenar. Se ela quiser dar um beijinho, óptimo, se não, porque é que isso é uma falta de educação? Se um adulto não quiser cumprimentar com um beijo, ninguém o obriga. E está tudo bem com isso. Porque é que querem obrigar os miúdos? E quem está mal são aqueles que dizem que as normas da sociedade ditam que deve ser assim. Mas que raio? Ditam que se seja educado e se cumprimente! Isso não inclui um beijo. Forçar a criança com certeza que a faz pensar que, se um adulto exige que ela tenha essa intimidade, ela é obrigada a dizer que sim. E, sendo criança, que não tem maturidade para distinguir as coisas tão bem como um adulto, se um dia acontecer de a quererem forçar a coisas piores, ao ver que é um adulto e, principalmente, se for familiar, ela também vai sentir que tem a obrigação de dizer que sim! É disso que se trata. O corpo da criança é delas, não é dos pais. Ensinem-lhes respeito, a cumprimentar as pessoas que estão à sua volta, a responder quando as cumprimentam a elas. Ensinem que uma forma de cumprimento é o beijinho na bochecha, mas, por favor, não as obriguem a beijar ninguém. Ensinem-nas antes que, se algum contacto físico as faz sentir desconfortáveis, têm todo o direito de dizer que não. É mais importante para vocês que o adulto não se sinta ofendido com esse comportamento ou que a vossa criança saiba que tem a liberdade de dizer que não a qualquer intimidade que a incomode? É uma questão de prioridades. Para mim, o meu filho está acima de tudo, incluindo a opinião dos outros sobre a educação que lhe dou.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Peripécias no shopping


Como disse na última publicação, sobre o passeio a Lisboa, almoçámos no Vasco da Gama. Qualquer pessoa que já tenha feito uma refeição num shopping sabe a selva que aquilo pode ser. As filas na zona da restauração são absolutamente intermináveis entre as 12h e as 14h e, depois, para encontrar uma mesa, é uma odisseia. Na maioria das vezes, parecemos parvos, de tabuleiro na mão, em busca de um lugar vazio. Pior ainda se nem toda a gente quiser o mesmo e cada um tiver que ir a um local diferente buscar comida. É uma aventura. Quando vaga uma mesa, vai tudo a correr para lá, é o salve-se quem puder. Mas a coisa que mais me enerva, assim mesmo até ao âmago, são as pessoas a ocupar mesas sem estarem a comer. Devia haver pessoas a patrulhar isso. A sério, que falta de respeito! Eu não o faço, porque acho ridículo. Por isso, é que depois sou a parva com o tabuleiro na mão à procura de sítio para me sentar a comer. Os outros é que são espertos, na verdade. Sentam-se e esperam que quem está com eles traga a comida, garantindo assim a mesa. No Vasco da Gama estavam duas mulheres a ocupar três mesas! Uma em cada mesa e uma data de casacos e malas na terceira. Perto de nós, estava um homem sozinho e o B. ainda lhe foi perguntar se estava a usufruir da mesa, porque nós já tínhamos a comida e ele não. Claro que não se levantou e ainda ficou indignado. A vontade qual era? Mandá-lo para o c*ralho. Assim, acabámos por ficar naqueles balcões com bancos altos, que servem como mesas também. Eu e o L. sentámo-nos e o B. ficou de pé no meio de nós (não havia cadeira livre), já a espumar de raiva e a dizer que ia comer de pé para não se chatear mais. Ao meu lado, estava um casal a ocupar as duas cadeiras do lado também ainda sem o almoço. Eu aproximei a minha cadeira o máximo possível e sentei-me a comer, até que se devem ter sentido incomodados por eu, praticamente, estar ao colo deles, e levantaram-se. Lá me cheguei para o lado para o B. poder sentar-se também. Toda uma camada de nervos só para fazer a porra de uma refeição! Pelo que tomei uma decisão. A partir de agora, quando for almoçar/jantar a um centro comercial, se já estiver atendida e houver pessoas a ocupar mesas sem as usar, vou sentar-me. E depois quero vê-las a ter a coragem de correr comigo.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Formadores e o respeito


Ontem iniciei o novo emprego. Todos os grupos que entraram para ali desde fevereiro tiveram uma semana de formação, antes de ingressar nos respectivos postos de trabalho. O meu grupo foi o único que não teve direito a isso. Ontem tivemos um dia de formação flash, com a informação concentrada ao máximo e hoje uma manhã inteira a ter formação de segurança e a assinar contratos. À tarde já fomos conhecer os sítios onde íamos ficar, a equipa, o team leader. E porquê? Estão a necessitar urgentemente de pessoas para começar imediatamente. De maneira que vamos ser já injectados onde estamos a fazer falta e aprender directamente com quem já lá está. Lançados aos lobos, portanto. 

De qualquer forma, estou a desviar-me do assunto, porque não era disso que vinha falar hoje. Mas sim da experiência que tenho com formadores. Entre ontem e hoje tivemos duas formadoras, entre mais umas pessoas de recursos humanos e outros departamentos a dar-nos alguns esclarecimentos. E éramos um grupo, na sua esmagadora maioria, de mulheres. Uma raridade naquela empresa, o que deu para comprovar na visita guiada, bem como na reacção de todos os funcionários que interagiram connosco e se mostraram muito surpreendidos por ver tanta mulher a entrar. E claro que, sendo um grupo maioritariamente feminino, era bastante mais barulhento. Eu sou uma pessoa que fala alto, geralmente, que sou, confesso. Mas acho que, por uma questão de bom senso, há que saber adaptar-mo-nos ao ambiente e ao local. Por isso, regra geral, neste contexto, faço parte do grupo mais discreto, mais calado e mais atento. Mas nem toda a gente é assim e nestes dois dias pude comprovar mais uma vez aquilo que já tenho vindo a verificar ao longo da minha vida (desde os tempos de estudante, até depois de ter entrado no mercado de trabalho): as pessoas não sabem respeitar.

Acho de uma tremenda falta de respeito a formadora estar a falar para o grupo e estarem a falar entre si ou até mesmo de um lado para o outro da sala, abafando o discurso e não permitindo que todos a oiçam. Primeiro, estão a impedir os colegas de ouvir tudo o que está a ser dito e segundo, não vão captar toda a informação e depois é assim que surgem as perguntas cujas respostas ela já deu. E isto levanta a questão: quão irritante deve ser para uma formadora estar a responder à mesma pergunta 1001 vezes? Por vezes, mesmo não estando de conversa, a malta parece que não ouve! Pergunta, pergunta e volta a perguntar a mesma coisa. É tão, mas tão frustrante. Outra coisa que é também falta de respeito são as gargalhadas. Começarem a rir-se por tudo e por nada. Principalmente, por coisas infantis, como o quão traiçoeiro é o português (sei que o é e que as mentes são maldosas, mas há que saber distinguir uma brincadeira bem metida na hora certa do exagero e inconveniência). Não somos crianças, gente, não estamos na escola e certas coisas deixam de ser engraçadas quando somos adultos a agir como putos. Não, ok? Não é bonito e não tem piada. Formadores por este Portugal fora, estou solidária convosco!

Girl crush

Todos nós temos uma certa admiração, seja porque motivo for, por algum artista ou personalidade. Eu tenho vários, o que julgo ser normal na...