Como disse na última publicação, sobre o passeio a Lisboa, almoçámos no Vasco da Gama. Qualquer pessoa que já tenha feito uma refeição num shopping sabe a selva que aquilo pode ser. As filas na zona da restauração são absolutamente intermináveis entre as 12h e as 14h e, depois, para encontrar uma mesa, é uma odisseia. Na maioria das vezes, parecemos parvos, de tabuleiro na mão, em busca de um lugar vazio. Pior ainda se nem toda a gente quiser o mesmo e cada um tiver que ir a um local diferente buscar comida. É uma aventura. Quando vaga uma mesa, vai tudo a correr para lá, é o salve-se quem puder. Mas a coisa que mais me enerva, assim mesmo até ao âmago, são as pessoas a ocupar mesas sem estarem a comer. Devia haver pessoas a patrulhar isso. A sério, que falta de respeito! Eu não o faço, porque acho ridículo. Por isso, é que depois sou a parva com o tabuleiro na mão à procura de sítio para me sentar a comer. Os outros é que são espertos, na verdade. Sentam-se e esperam que quem está com eles traga a comida, garantindo assim a mesa. No Vasco da Gama estavam duas mulheres a ocupar três mesas! Uma em cada mesa e uma data de casacos e malas na terceira. Perto de nós, estava um homem sozinho e o B. ainda lhe foi perguntar se estava a usufruir da mesa, porque nós já tínhamos a comida e ele não. Claro que não se levantou e ainda ficou indignado. A vontade qual era? Mandá-lo para o c*ralho. Assim, acabámos por ficar naqueles balcões com bancos altos, que servem como mesas também. Eu e o L. sentámo-nos e o B. ficou de pé no meio de nós (não havia cadeira livre), já a espumar de raiva e a dizer que ia comer de pé para não se chatear mais. Ao meu lado, estava um casal a ocupar as duas cadeiras do lado também ainda sem o almoço. Eu aproximei a minha cadeira o máximo possível e sentei-me a comer, até que se devem ter sentido incomodados por eu, praticamente, estar ao colo deles, e levantaram-se. Lá me cheguei para o lado para o B. poder sentar-se também. Toda uma camada de nervos só para fazer a porra de uma refeição! Pelo que tomei uma decisão. A partir de agora, quando for almoçar/jantar a um centro comercial, se já estiver atendida e houver pessoas a ocupar mesas sem as usar, vou sentar-me. E depois quero vê-las a ter a coragem de correr comigo.
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segunda-feira, 13 de novembro de 2017
terça-feira, 4 de abril de 2017
Pessoas que nunca se calam
Hoje, no centro de saúde, estava uma rapariga sentada à minha frente, que devia rondar a minha idade, mais coisa menos coisa, com uma bebé de um ano ao colo. Super querida, super simpática, uma bebé muito sorridente, que esteve à espera montes de tempo, mas sempre bem-disposta, metia-se com toda a gente na sala de espera, a fazer adeus, a sorrir, a bater palminhas. Ao fim de cerca de 2h, chega uma mulher, que se sentou ao meu lado, super barulhenta, que meteu logo, automaticamente, assim que se sentou, conversa com a bebé e a mãe. A falar para a miúda como se fosse um rapaz (sei que há bebés fáceis de confundir, mas esta não era. Não tinha saia, nem vestia cor-de-rosa, mas via-se perfeitamente que tinha carinha de menina). Quando falou para a mãe, para perguntar a idade, esta disse-lhe que era uma rapariga. Começou logo a mandar bitaites, sempre a falar muito alto, que não dava para perceber, que não tinha brincos, que devia ter brincos, que era um dos maiores erros, não colocar brincos quando são pequeninas, porque a afilhada do filho dela tinha ido com 2 anos e se tinha fartado de chorar, que com 6 mesinhos é que é, porque choramingam um bocadinho e passa. A mãe nem respondeu e eu só revirava os olhos. Depois voltou a insistir para saber a idade e a moça disse-lhe que a menina tinha 13 meses, ficou espantadíssima porque a criança ainda não tinha dentes nenhuns e quis saber o que é que o pediatra dizia disso e que os 2 filhos dela com 12 meses já tinham 12 dentes e que, se fosse ela, preocupava-se mais com isso do que com o facto de a bebé ainda não andar, nem dizer nada. Oh, senhores, se aquela mãe teve paciência... Ai, se fosse minha filha. Acho que a tinha calado logo na parte dos brincos. Mas que mania do demónio que esta gente tem de querer meter o bedelho na vida e nas decisões dos outros! Desde quando é que, se tivermos meninas, somos obrigadas a furar-lhes as orelhas, seja com que idade for? E porque raio é que uma mulher desconhecida se sente no direito de querer saber a opinião do pediatra sobre o desenvolvimento da criança? Isto mexe-me com os nervos.
sábado, 25 de março de 2017
Estrangular os vizinhos
Hoje acordámos pouco antes das 10h com os vizinhos de cima a fazer obras. Com o barulho do berbequim. O namorido acordou com um humor de cão, dado que saiu do trabalho à 00h e já se deitou bastante tarde. Eu apanhei um cagaço todo o tamanho. A sério, gente, ninguém merece. Podem fazer obras durante o fim de semana? É que é insuportável e só me apetece lá ir acima e pregar dois pares de estalos a quem me abrir a porta. Será que posso?
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