sexta-feira, 24 de abril de 2015

De volta ao desemprego...

Hoje foi o último dia de trabalho na fábrica. Já estou nostálgica e deprimida. Foi um ano inteiro, estava habituada àquilo, às pessoas, à rotina. E custa-me saber que, pelo menos, 4 meses vou ter que ficar fora dali. É injusto sabermos que trabalhamos bem e, ainda assim, não nos darem oportunidades. É injusto haver apenas uma vaga para contrato pela casa e escolherem uma pessoa que estava lá há menos tempo porque tem uma cunha melhor. É injusto estar desempregada porque, pela política da empresa (sabe-se lá que critérios terão), somos obrigados a ficar 4 meses fora, até podermos voltar. É injusto não sabermos se, ao fim desses 4 meses, ainda terão lugar para nós. 

Não é apenas o estar desempregada, saber que as contas não vão parar de chegar à caixa do correio e que vou ter dificuldade em sustentar-me, saber que posso ser chamada para um curso do centro de emprego que não me interessa minimamente, sobreviver com o fundo de desemprego, fazer as apresentações quinzenais, pedir carimbos às empresas para provar que ando à procura de trabalho. É tudo isso e ainda mais. É a saudade que vou ter das pessoas. Pessoas que hoje se vieram despedir de mim, uma por uma, carinhosamente, com abraços e beijinhos. Pessoas que me deixaram de lágrimas nos olhos, me disseram que gostaram muito de trabalhar comigo, que ficam tristes por me ver ir embora, que dizem que faço lá muita falta. Pessoas que estão sempre bem-dispostas e me fazem rir no dia-a-dia, que facilitam o dia de trabalho e o ajudam a passar mais rápido. Saudades...

4 comentários:

  1. Espero que venham dias melhores!
    Um beijinho.

    www.trapinhartes.blogspot.com

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  2. Vais ver que tudo vai correr bem e daqui a quatro meses voltas! Não percas a esperança!

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  3. R: É verdade que nunca passei fome, Cynthia, sempre tive uma vididnha mais ou menos perfeita a nível económico. "o dinheiro não compra amor e por si só não faz milagres. Mas o dinheiro... paga as contas da casa onde vives, paga a comida que tens na mesa, paga jantares, férias, cinema, passeios. Paga a roupa que vestes", compreendo perfeitamente o que dizes nesta parte, mas eu referia-me ao dinheiro exagerado, aquele dinheiro que tens e mais queres, passar fome, não porque queres, mas porque queres o dinheiro crescer. Por isso é que digo como pode trazer felicidade. Talvez, não imagine, mas digo-te que não sou filha de papá, tudo aquilo que eu tenho vou conquistando com o meu dinheiro, não pedincho dinheiro aos meus pais para me carregarem o telemóvel, para me comprarem roupas ou livros. Porque sei o que ambos passaram para terem o dinheiro que têm no banco.

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  4. Força, vais ver que vais conseguir arranjar algum emprego rapidamente. Tenta ter um pensamento positivo :))

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