quinta-feira, 15 de junho de 2017

Eu ou nós?

Um dos motivos pelos quais a minha relação com o B. resulta é sabermos estar sozinhos. Não enquanto casal, mas individualmente. Daquilo que vejo, muitas relações pecam por isto: simplesmente, uma das partes não sabe estar sozinha, nem quer que o outro esteja sem ela. O nosso bem-estar não deve passar por estarmos, constantemente, colados à nossa cara-metade. Claro que deve incluir a outra pessoa, saber estar enquanto casal, trabalhar como equipa quando há que fazer face aos problemas diários e questões familiares, gestão do lar e das finanças; há que não perder o que nos une, continuar a saber conversar e apreciar a companhia um do outro. No entanto, também é muito bom que a outra pessoa nos dê espaço, que possamos ter momentos para apreciar a nossa própria companhia, fazer algo que só nós gostamos, estar em sossego a curtir um filme ou uma série que a outra pessoa não gosta. Mas reparo que isto não se passa, exclusivamente, nas relações amorosas. Há pessoas que, pura e simplesmente, não conseguem, nem querem estar sós. Não consigo compreender a necessidade constante de companhia, de conversas. Eu cá gosto tanto dos meus momentos de paz e sossego...

6 comentários:

  1. Olha, nós como ainda não vivemos juntos, passamos até bastante tempo afastados.
    Mas eu até gosto de estar sozinha. Já ele não. Mas conseguimos estar sozinhos. Ele vai às corridas dele e eu fico em asa, ele tem o treino dele e eu o meu. Realmente também 24h/7 acho que "enjoa" e por isso é que as relações acabam.

    Beijocas

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  2. Olha, somos duas. Preciso muito dos momentos zen, para estar sozinha com os meus pensamentos. Seja durante um treino, a ler um livro... são momentos que me sabem muito bem

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  3. É preciso momentos separados, considero muito importante mesmo.
    Caso contrário perde-se um pouco a nossa individualidade.

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  4. Faço questão de ter o MEU tempo.

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  5. Percebo o que dizes e até sou como tu. O problema aqui em casa é que ele tem fases em que prefere estar claramente com os amigos do que comigo e alturas em que empurra os amigos para estarem connosco nos momentos que deviam ser a dois. E aqui falamos dos amigos dele, não daqueles que temos em comum...

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    Respostas
    1. Pois, tem que se encontrar um certo equilíbrio para a coisa funcionar!

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