Eu ou nós?

Um dos motivos pelos quais a minha relação com o B. resulta é sabermos estar sozinhos. Não enquanto casal, mas individualmente. Daquilo que vejo, muitas relações pecam por isto: simplesmente, uma das partes não sabe estar sozinha, nem quer que o outro esteja sem ela. O nosso bem-estar não deve passar por estarmos, constantemente, colados à nossa cara-metade. Claro que deve incluir a outra pessoa, saber estar enquanto casal, trabalhar como equipa quando há que fazer face aos problemas diários e questões familiares, gestão do lar e das finanças; há que não perder o que nos une, continuar a saber conversar e apreciar a companhia um do outro. No entanto, também é muito bom que a outra pessoa nos dê espaço, que possamos ter momentos para apreciar a nossa própria companhia, fazer algo que só nós gostamos, estar em sossego a curtir um filme ou uma série que a outra pessoa não gosta. Mas reparo que isto não se passa, exclusivamente, nas relações amorosas. Há pessoas que, pura e simplesmente, não conseguem, nem querem estar sós. Não consigo compreender a necessidade constante de companhia, de conversas. Eu cá gosto tanto dos meus momentos de paz e sossego...

Comentários

  1. Olha, nós como ainda não vivemos juntos, passamos até bastante tempo afastados.
    Mas eu até gosto de estar sozinha. Já ele não. Mas conseguimos estar sozinhos. Ele vai às corridas dele e eu fico em asa, ele tem o treino dele e eu o meu. Realmente também 24h/7 acho que "enjoa" e por isso é que as relações acabam.

    Beijocas

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  2. Olha, somos duas. Preciso muito dos momentos zen, para estar sozinha com os meus pensamentos. Seja durante um treino, a ler um livro... são momentos que me sabem muito bem

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  3. É preciso momentos separados, considero muito importante mesmo.
    Caso contrário perde-se um pouco a nossa individualidade.

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  4. Faço questão de ter o MEU tempo.

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  5. Percebo o que dizes e até sou como tu. O problema aqui em casa é que ele tem fases em que prefere estar claramente com os amigos do que comigo e alturas em que empurra os amigos para estarem connosco nos momentos que deviam ser a dois. E aqui falamos dos amigos dele, não daqueles que temos em comum...

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    Respostas
    1. Pois, tem que se encontrar um certo equilíbrio para a coisa funcionar!

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