terça-feira, 9 de agosto de 2016

Livros que recomendo #13


Sinopse: 1938. A Nova Zelândia é um país belo e tranquilo. Um paraíso de onde Mariette, filha de Belle e de Étienne, só pensa em fugir. Cansada da tacanhez da pequena cidade onde vive, ela está disposta a embarcar para a Europa mesmo sabendo que essa viagem poderá ser-lhe fatal. O mundo prepara-se para a guerra, mas, para a irreverente Mariette, ficar é uma alternativa bem pior.
Chegada a Londres, a jovem depressa se deixa encantar pelas suas tentações e esquece o breve vislumbre que teve do amor. Londres é tudo aquilo com que sempre sonhou. Mas a noite do seu vigésimo-primeiro aniversário vai mudar tudo. Os violentos bombardeamentos nazis transformam a cidade mais vibrante da Europa num pesadelo de terror, devastação e morte. Pela primeira vez, ela sente o peso esmagador da solidão. É dos escombros da guerra, porém, que emergirá uma nova Mariette. A adolescente egoísta dá lugar a uma mulher forte, madura e abnegada que está disposta a tudo - até a morrer - para ajudar os mais desprotegidos. E é no seu momento mais vulnerável que o amor lhe bate à porta. Um amor tão inquieto e desesperado quanto o mundo que a rodeia.


Opinião: Este é o terceiro livro da saga de Belle. E conta-nos a história da sua filha, que é uma jovem tão lutadora como a mãe. Como no livro anterior, transporta-nos na história, com o relato da vida em tempo de guerra, da forma como viviam (e morriam) as pessoas em Inglaterra à data da Segunda Guerra Mundial, dos horrores vividos e o que era preciso fazer para sobreviver. Paralelamente, dá-nos a conhecer o fruto do amor entre Belle e Étienne, que é uma menina mimada, egoísta e algo inconsciente, apesar de ter bom fundo. A guerra transforma esta menina deslumbrada numa mulher lutadora, corajosa e altruísta. Que desempenha um papel fundamental na vida de pessoas que precisavam de ajuda, a quem a guerra tirou tudo. Acompanhamos o crescimento e evolução desta personagem, que muda radicalmente ao longo da história. A pessoa que conhecemos no início do livro não é a mesma que nos é apresentada no final. A obrigatoriedade de estar presente na guerra, pois esta a impedia de voltar para casa, fez com que ela percebesse o que é, realmente, importante e mostra-nos que, muitas vezes, damos importância às coisas erradas. Mostra aos leitores que devem dar valor ao que têm.

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