segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O Meu Conto de Fadas #1


A noite em que nos conhecemos

Era uma noite igual a tantas outras para mim. Corria o verão de 2011 e eu, apesar de já ter o meu rebento, ainda saía todos os fins de semana. Aquele sábado era mais um de noitada com as minhas duas amigas. Estávamos à porta do bar a conversar quando três rapazes se aproximaram de nós e perguntaram se nos podiam conhecer. Nunca pensei vir a ter uma relação com alguém que conhecesse na noite. Pensava sempre que aqueles rapazes que por lá andavam não eram boyfriend material. Um bocadinho preconceituoso, talvez, eu sei, até porque eu também lá andava e, provavelmente, pensavam o mesmo de mim. Mas eu até tinha namorado na altura, portanto, estava completamente indiferente à presença masculina da noite, saía simplesmente para me divertir com as minhas amigas e dançar até ficar com os pés dormentes. Sair à noite era uma coisa que eu adorava fazer. Mas elas disseram que sim. Foi ele quem perguntou e mais tarde vim a saber que foi ele que tomou a iniciativa porque os outros dois bananas não se decidiam quem lá ia. Ele estava chateado nessa noite, calhou sair porque eles insistiram e já estava sem paciência para aquela indecisão, pelo que se aproximou de nós e falou. Apresentaram-se e tal e nós pensámos que, como muitas vezes já tinha acontecido, tinham vindo ter connosco para entrar mais facilmente no bar, por sermos mulheres. O que acabámos por saber que não era verdade, porque eles até eram amigos do segurança que estava à porta. Entrámos todos. Eu e as minhas amigas ficámos a dançar e eles foram ao balcão pedir bebidas, antes de voltar para junto de nós. Nessa noite, as únicas palavras que trocámos os dois foi para nos apresentarmos e dizer a idade que tínhamos. E mesmo isso foi em conversa de grupo. As únicas palavras que ele me disse unicamente a mim foi para me perguntar se queria um pouco da bebida dele. Recusei, porque era hábito meu não aceitar bebidas de ninguém, por muito simpáticos que pudessem parecer. Um dos amigos dele atracou-se logo a uma delas e o outro era um playboyzinho que tentou ver com qual  das outras duas tinha mais sorte. Esse pediu-me o número de telemóvel, mas eu não tinha qualquer interesse, além de o ter topado logo. Continuei na minha, a dançar sozinha, enquanto ele ficava no canto dele e os amigos dele dançavam com as minhas amigas. E assim foi o resto da noite. Os outros rapazes trocaram contactos com elas e mantiveram-se em contacto. Nós dois? Nem por isso. Despedimo-nos cordialmente e assim ficou. Durante algum tempo... 

6 comentários:

  1. Teria a mesma postura, mesmo sem ter namorado.
    (Agora compreendo porque é que as pessoas dizem que sou enjoada. :D)
    Ansiosamente, à espera do resto. :')

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  2. Espera... quer dizer que eu também sou enjoada? :P

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  3. Um início calmo e com respeito, gostei!

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  4. eheheh agora fiquei de pulga atras da orelha a espera de mais :D

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  5. Adoro histórias de amor! Vou adorar acompanhar :) Já estou a gostar do início...

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  6. Só vi agora a pergunta! Pelos vistos, siiiiim! Haha Mas tinhas a desculpa do namorado.

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