sábado, 13 de agosto de 2016

Testemunhas de Jeová

Hoje acordei com uma dor de cabeça descomunal, que me persegue desde ontem à noite. Pensei que passasse durante a noite, com o descanso, e não tomei nada. Wrong. Não passou. Tinha análises para fazer, mas a clínica estava aberta até às 11h, pelo que não contava levantar-me muito cedo. Wrong again. Acordei às 7h e pouco e já não consegui dormir mais. Nem podia tomar nada, porque não podia comer, tinha que ir em jejum às análises. Pelo que decidi levantar-me e ir. Antes das 8h já estava na rua, a caminho da clínica. Irónico como no meu primeiro dia de férias, acordo pouco depois da hora que costumo acordar nos outros dias. Seriously... Fui a pé e, no caminho, deparei-me com duas testemunhas de jeová. Já tenho larga experiência com esta malta e sou uma pessoa pouco paciente para este tipo de coisas, mas não quis ser mal-educada, pelo que parei quando me abordaram. Big mistake. Já devia saber. Aliás, eu sabia. Mas não quis ser antipática. Bem me lixei, que lá fiquei 20 minutos, com dor de cabeça, a começar a ficar com calor e com fome.

Eu não acredito em deus, nem na bíblia. Por muito que me falem e me tentem converter, eu não acredito e não vale a pena perderem tempo. Deixei-os falar e, depois, expliquei isto mesmo. Perguntaram se não tive contacto com a religião ao longo da minha educação. E eu tive. A minha mãe é crente, toda ela é fé, deus e santinhos. E nunca conseguiu incutir isso em mim. Eu, por iniciativa própria, quis experimentar a catequese. Acabei por querer desistir, porque detestava aquilo. Mais tarde, já mais velha, com os meus 12/13 anos, tive uma grande amiga, com quem eu passava a maior parte do meu tempo, que me deu a conhecer a bíblia. Li, se não tudo, quase tudo. E li vários livros que ela tinha que falavam sobre jovens crentes. Dos quais até gostei muito, mas que não serviram para mudar a minha opinião. Ela era evangélica e eu acedi a ir com ela a vários encontros. Tudo muito giro, com pessoas simpáticas e receptivas, mas... nada disso, nem nada do que me disseram, alguma fez com que eu acreditasse em deus. Inclusive, tenho duas testemunhas de jeová na família e nem essas me conseguiram converter. E foi tudo isto que expliquei aos senhores. Ainda me disseram que devia fazer uma pesquisa, que devia estudar a bíblia, que eles faziam isso gratuitamente. E eu disse que podia ler aquilo de trás para a frente as vezes que quisesse, decorá-la e tudo, que não me ia fazer acreditar em deus. Acabei por dizer também que não tinha tempo, nem paciência para me dedicar a pesquisar sobre algo que não me diz nada, porque tenho os meus próprios problemas com que me preocupar. A senhora perguntou-me se eu achava que eles se iam resolver e como, ao que eu respondi que, certamente, não ia ser deus que mos ia resolver, mas sim eu. Que as pessoas crentes não deixam de ter problemas, não deixam de morrer de cancro, nem deixam de ser violadas às mãos de um qualquer tarado. Ter fé em deus não me ajudaria em nada. E forçar-me a ter, pior ainda. Foram muito simpáticos, mas são insistentes como o raio e não há quem aguente. Ainda tentaram que eu trouxesse um papel, mas recusei e disse "Não vale a pena, porque vai acabar ali no lixo". Agradeceram-me a sinceridade e o facto de ter parado para os ouvir.

Que fique registado que eu, geralmente, não sou assim. Já tive grandes pegas com esta gente. Hoje estava num dia em que não me apetecia mesmo chatear. Porque, habitualmente, fujo deles a sete pés ou acabamos a discutir. Já tive uma a vir atrás de mim, quando eu ia a caminhar à pressa para chegar a horas ao trabalho. E ela não me largou até entrar no edifício. Não tenho paciência para vocês, senhores. Saiam do meu caminho e do resto do mundo, já agora. As pessoas, se estiverem interessadas, irão à procura! Irra, parecem carraças, são piores que a malta das telecomunicações que não nos largam a porta, nem o telefone.

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