sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

A gravidez e o tabaco


Sei que os médicos dizem que a ansiedade causada pelo acto de deixar o tabaco pode fazer pior ao bebé do que o próprio cigarro. Mas confesso que me faz alguma confusão e não consigo deixar de ficar com uma certa sensação de aflição quando vejo uma grávida a fumar. Eu já deixei de fumar mais do que uma vez. Inclusivé uma das vezes foi quando descobri que estava grávida do meu filho. Porque deixar de fumar depende apenas da força de vontade... É um vício; sim, é. Mas não acho que, se quisermos mesmo, não seja possível largá-lo. A mim o que me deixava verdadeiramente ansiosa era a ideia de que podia estar a fazer algo de prejudicial para o meu bebé! Qual cigarro, qual quê, a prioridade era a saúde do meu bebé. Como já deixei de fumar de um momento para o outro, sei como isso é e palavra que não consigo entender que a necessidade de pegar num cigarro seja maior do que o medo de fazer mal à criança. Há tanta coisa que pode correr mal quando fumam durante a gestação: aborto espontâneo, parto prematuro, baixo peso à nascença... reduz o oxigénio disponível para o bebé, aumenta a frequência cardíaca, aumenta o risco de morte súbita e a possibilidade de o bebé nascer com problemas. Não pesa a consciência? A preocupação não supera a ansiedade pelo tabaco? Estão a fazer mal ao vosso próprio filho e isso não é suficiente para não fumarem? Peço desculpa se ferir susceptibilidades, mas parece-me só irresponsável e egoísta. E acho que muitas gestantes se agarram ao argumento de que a ansiedade é pior que o cigarro para limpar a consciência. Já li testemunhos de grávidas a dizer que se sentem muito mal e culpadas cada vez que fumam, então pergunto-me... porquê?! É a saúde do vosso bebé que está em causa...

1 comentário:

  1. Já ouvi esse argumento (de que a ansiedade faz pior) mas a mim também não me convencem.
    Quando descobri que estava grávida (engravidei acidentalmente e foi o melhor acidente da minha vida :D) também fumava, ainda que pouco, mas fumava. Assim que desconfiei que estava grávida (nem foi preciso ter a certeza bastou desconfiar) nunca mais peguei num cigarro. Até hoje!
    E posso dizer que não me custou nadinha. Saber que podia prejudicar o meu bebé bastou. Nem sequer penso nisso. Olho para a minha filha e o amor que sinto por ela vale mais que todos os cigarros do mundo.
    Beijinho

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