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sábado, 2 de março de 2019

Séries viciantes #29 \\ This is us


Sinopse: A série é uma crónica da relação de um grupo de pessoas que nasceram no mesmo dia. Rebecca e Jack são um casal esperando trigémeos em Pittsburgh. Kevin é um belo ator de televisão que está cansado de fazer papéis superficiais, Kate é uma mulher obesa que vive uma eterna luta para perder peso e Randall reencontra seu pai biológico que o abandonou quando ele era apenas um bebê recém-nascido.






Opinião: Uma série muito ligada às emoções, que revela os vários pontos de vista de várias relações, a diferente forma como todos reagimos aos acontecimentos que a vida nos traz. Uma série que nos força a reflectir sobre as nossas escolhas e sobre a forma como lidamos com as pessoas que nos rodeiam. Faz-nos constantemente sentir indecisos sobre que partido tomar e por qual personagem torcer, pois todos eles têm as suas próprias razões para reagir como reagem. Não é uma série que me traga sobressaltos, que me faça querer devorar para resolver o suspense, mas gosto muito, porque toca-nos mesmo no coração.

sábado, 25 de novembro de 2017

Dedo na ferida

Uma das séries que acompanho é a "This is us". É uma série dramática, emotiva, que, apesar de ser ficção, é uma representação da realidade de muita gente. Retrata dramas familiares e pessoais e mostra-nos como é difícil ultrapassar certos obstáculos na nossa vida e nas nossas relações (amorosas, familiares e profissionais). Como não sou completamente insensível, é uma série cuja história me chega ao coração. Contudo, o episódio que vi ontem, "Number Two", mexeu muito comigo. Foi um episódio sobre a Kate. Começa com ela a falar com o bebé que tem na barriga, super feliz e entusiasmada, mas acaba depressa. Ela perde o bebé. 


A frustração, a dor, o não saber como lidar com esta perda... Tão familiar. Revi-me nas palavras que ela diz à mãe sobre não perceber como pode estar tão triste, já que o bebé ainda nem tinha tempo suficiente para ela saber o sexo, sendo, por isso, ainda tão pequenino; que nem o conhecia. Revi-me na negação dela em aceitar que aquilo tinha acontecido; e revi-me nos diálogos dela com o noivo, Toby, sobre a situação.

Faz em Janeiro dois anos que sofri um aborto espontâneo. E assistir a este episódio foi reviver tudo aquilo. As dores lancinantes, o sangramento interminável, a impotência, a revolta, a dificuldade em contar ao meu filho o que tinha acontecido, o ter que lidar com as perguntas e comentários das pessoas, a vontade de nunca mais voltar a engravidar. A minha resistência em falar deste assunto, a minha aversão a tudo o que se relacionasse com gravidez e maternidade, a minha relutância em aproximar-me de grávidas e bebés... tudo isso passou, com o tempo. Porém, a mágoa da perda, essa, não passa. Talvez nunca.

Do Natal

Este ano vamos ter um Natal diferente. Infelizmente, não poderemos comprar prendas a ninguém. Estamos numa situação delicada neste momento ...