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sábado, 25 de novembro de 2017

Dedo na ferida

Uma das séries que acompanho é a "This is us". É uma série dramática, emotiva, que, apesar de ser ficção, é uma representação da realidade de muita gente. Retrata dramas familiares e pessoais e mostra-nos como é difícil ultrapassar certos obstáculos na nossa vida e nas nossas relações (amorosas, familiares e profissionais). Como não sou completamente insensível, é uma série cuja história me chega ao coração. Contudo, o episódio que vi ontem, "Number Two", mexeu muito comigo. Foi um episódio sobre a Kate. Começa com ela a falar com o bebé que tem na barriga, super feliz e entusiasmada, mas acaba depressa. Ela perde o bebé. 


A frustração, a dor, o não saber como lidar com esta perda... Tão familiar. Revi-me nas palavras que ela diz à mãe sobre não perceber como pode estar tão triste, já que o bebé ainda nem tinha tempo suficiente para ela saber o sexo, sendo, por isso, ainda tão pequenino; que nem o conhecia. Revi-me na negação dela em aceitar que aquilo tinha acontecido; e revi-me nos diálogos dela com o noivo, Toby, sobre a situação.

Faz em Janeiro dois anos que sofri um aborto espontâneo. E assistir a este episódio foi reviver tudo aquilo. As dores lancinantes, o sangramento interminável, a impotência, a revolta, a dificuldade em contar ao meu filho o que tinha acontecido, o ter que lidar com as perguntas e comentários das pessoas, a vontade de nunca mais voltar a engravidar. A minha resistência em falar deste assunto, a minha aversão a tudo o que se relacionasse com gravidez e maternidade, a minha relutância em aproximar-me de grávidas e bebés... tudo isso passou, com o tempo. Porém, a mágoa da perda, essa, não passa. Talvez nunca.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Pós-aborto

Hoje fui, finalmente, fazer a ecografia para ver se ficou tudo limpo, se não havia anomalias e se estava tudo bem aqui nos interiores. E está. Mas foi um aperto no coração ir fazer uma ecografia e ver apenas vazio... será que esta sensação algum dia vai desaparecer?

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Da perda...



Quando uma mulher sofre um aborto e está ainda em idade de poder tentar engravidar novamente, invariavelmente, os comentários são estes: "vocês são novos, podem tentar outra vez!", "foi pelo melhor, se avançasse e tivesse problemas, seria pior", "não tarda tens outro, vais ver". Acreditem, eu já estive do outro lado e sei que não é por mal. Mas, às vezes, principalmente, quando as pessoas encaram isto com alguma leveza, são comentários que acabam por bater-nos como se tivéssemos ido a correr contra um muro. Não acontece sempre e obviamente que depende do tom com que se diz as coisas... mas, por vezes, magoa. Se vocês tiverem vários filhos e perderem um, certamente não vão gostar de ouvir coisas do género. E facto de ser um pequeno ser ainda em desenvolvimento dentro da barriga não invalida o facto de ser uma perda de um filho. E que também custa. O próximo que vier e que será bem-vindo não será um substituto! Este já ninguém o traz de volta.

Novo emprego, novas aprendizagens

2024 foi um ano de muitas mudanças na minha vida, depois do que aconteceu em setembro de 2023. Mudanças essas que continuam a acontecer no m...