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quarta-feira, 15 de junho de 2016

De coração partido por Orlando


Não podia deixar de me pronunciar sobre este assunto. Quem já me lê há algum tempo talvez saiba que este é um assunto sensível para mim. Tenho (e sempre tive) muitas pessoas que me são próximas que são homossexuais. Sinto uma revolta enorme quando vejo alguma manifestação de homofobia. Racionalmente, sei que não adianta de nada discutir com uma pessoa homofóbica, porque não se mudam mentalidades com argumentos, por mais válidos que sejam. A pessoa tem a opinião que tem e pronto. No entanto, não sou uma pedra sem emoções e não consigo deixar de ferver quando alguém ataca os gays. Não consigo não entrar em discussão, embora, de há algum tempo para cá, tente ignorar. Revolta-me sobremaneira que não haja respeito pelos outros. Revolta-me que não entendam algo tão simples como isto: a orientação sexual (ORIENTAÇÃO, não OPÇÃO) não se escolhe. Ninguém escolhe ser hetero, como não se escolhe ser gay. Custará assim tanto entender isto? Como é possível que se tirem vidas só porque sim? Filhos, irmãos, sobrinhos, amigos... pessoas que estavam na vida deles, que só se queriam divertir um pouco naquele momento e que estavam a incomodar só por serem quem são. Que mentalidade de merda é esta? Parte-me o coração, de verdade!

Vejam este vídeo... pessoas que resolveram assumir-se às suas famílias. Pessoas que receiam assumir-se e o que sentem com medo da rejeição. Ninguém devia ter receio de ser rejeitado pelas pessoas que mais ama no mundo por uma coisa tão insignificante e que não foi escolhida por eles. Só por amar quem ama. Vejam, é comovente.


Estas são as últimas mensagens que uma das vítimas enviou para a mãe. A dizer que a ama, que está escondido na casa-de-banho e que vai morrer (notícia aqui). Nem consigo imaginar o que esta mãe sentiu ao ler isto. O pânico... que horror. É difícil perceber como é que um ser humano é capaz de sujeitar outros a isto...


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

A eterna desigualdade

As mulheres portuguesas são parvas é um artigo de Maria Filomena Mónica, uma historiadora e socióloga de 72 anos.

Fala nesse artigo de um tema que, infelizmente, ainda não deixou de ser actual, apesar de muita gente pensar que sim. Aborda o facto de as mulheres continuarem em desigualdade face aos homens, principalmente, nas lides domésticas e relacionadas com os filhos. Como pude constatar pelos comentários, há muita gente que se insurge ao ler isto e, inclusivé, insulta a senhora pela sua opinião. Será que algum dia iremos aprender a discordar sem partir para o insulto?

O título ofende muita gente, que não consegue ver para além dessas palavras. Muitos defendem que as coisas mudaram, que os homens "ajudam" em casa. Logo aqui, temos um erro muito grande, cometido pela maior parte das mulheres. O homem não deve AJUDAR, mas as tarefas devem ser, sim, DIVIDIDAS. Se ele "ajuda", pressupõe-se que é obrigação da mulher tratar de tudo e que é um favor louvável que os maridos fazem ao "ajudá-las". Não. Errado. Muito errado. Se um deles estiver em casa, é normal que o que está desempregado faça mais em casa, por uma questão de tempo. Agora, se ambos trabalham fora de casa, porque é que a mulher deve chegar a casa e ter que se preocupar com tudo sozinha para o marido ir sentar-se no sofá ou ir beber café com os amigos? 

Ok, hoje em dia, as mulheres, no geral, não são escravas como antigamente, têm direito de voto, podem divorciar-se, são mais competitivas e activas profissionalmente, muitas nem pretendem incluir a maternidade na vida familiar. SIM, as coisas mudaram. Mas penso que ainda há um longo caminho a percorrer e que este assunto nunca estará ultrapassado enquanto houver desigualdades, seja em que campo for.

Por vezes, a maioria dos casos onde as mulheres julgam que a divisão das tarefas é satisfatória, acontece o seguinte: a mulher faz o jantar, o marido lava a loiça e vai à vidinha dele. E muitas vezes não fica por aqui: a mulher ainda conta uma história aos filhos, controla os seus horários de dormir, lavar os dentes e tomar banho, arruma o que é necessário para o dia seguinte (trabalho e escola) e, se preciso for, ainda passa umas peças a ferro. E o marido, porque lavou uma loiça, pensa que já fez o que lhe competia. O problema (e penso que é aí que entra "as mulheres portuguesas são parvas") é que muitas se conformam com isto quando não o deviam fazer. Não deviam ter que pedir ajuda ao marido, ele devia fazê-lo por iniciativa própria, porque são obrigações de AMBOS e nunca só de um.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Da nudez

Hoje surgiu este tema no trabalho e confesso que não sei bem que opinião tenho acerca disto: a nudez perto dos filhos. Até há poucos meses, não impedia o meu filho de entrar na casa de banho quando eu lá estava, de entrar no quarto quando eu me estava a vestir ou de tomar banho comigo. Agora que ele está mais crescidinho, achei que talvez fosse altura de começar a incutir-lhe algumas barreiras. Já não toma banho comigo, só com o namorido e evito o resto também. No entanto, uma colega minha, que tem um filho de 19 anos, diz que não há preconceitos desses na casa dela, tanto ela, como o marido e o filho são capazes de sair do banho e passarem todos despidos uns pelos outros, na boa, ou estar na casa de banho de porta aberta. E a vossa opinião qual é?

terça-feira, 19 de março de 2013

Homossexualidade


Este é um assunto sempre controverso e que dá pano para mangas sempre que se discute. Como este espaço é meu, reservo-me o direito de dar a minha opinião sem que me caiam em cima. E para mim é muito simples. Os gays/lésbicas deviam, de uma vez por todas, ser aceites na sociedade e não, não compreendo quando me dizem que é necessário ter calma e compreender que as mentalidades levam tempo a mudar. Isso para mim é treta. As mentalidades mudam quando as pessoas fazem por mudá-las!

Odeio homofobia. Odeio quando as pessoas são tão preconceituosas que renegam filhos, irmãos, primos, amigos por terem uma orientação sexual diferente da deles. E digo orientação e não opção porque, na verdade, eles NÃO ESCOLHEM! Vocês, caras pessoas heterossexuais, escolheram que iam gostar de pessoas do sexo oposto? Não. Veio naturalmente. Pois para os homossexuais é a mesma coisa. 

Não me cabe na cabeça como é que uma pessoa pensa que pode julgar outra por algo que nem foi escolha dela!! Ainda que fosse opção, caramba, é para ser respeitado. Acho muitissimo bem que se possam casar, odeio qualquer tipo de discriminação e os gays têm todo o direito de ser felizes, com direitos iguais aos hetero. Até mesmo porque, minha gente, para quê o preconceito, quando isso nem interfere na nossa felicidade???? A vida não é deles?

E quanto a filhos? Devia ser permitido. É como o casamento, é um direito que deve assistir-lhes! É profundamente injusto que não possam formar uma família, que não possam criar um filho e amá-lo, só porque a sociedade, na sua tacanhez, decide interferir na sua vida e dizer que não. Mas quem são os outros para decidir pela vida alheia? Isto é justo ONDE? Se um casal gay quiser adoptar uma criança, é justo que isso não seja possível e que a criança seja renegada pela mãe biológica e atirada para uma qualquer instituição que poderá nem lhe dar condições? Isto é mais aconselhável para uma criança do que viver num lar em que a família se ame e lhe dê todo o amor do mundo? A sério??? Nem me venham com a história de que a criança precisa de uma referência masculina e feminina. As crianças criadas no seio de uma família de pais do mesmo sexo, encontra a referência masculina ou feminina num professor, avô, tio, padrinho. E detesto o argumento de que crianças criadas por famílias assim acabam por se tornar também elas gays/lésbicas. Isso é errado. Mas ainda que aconteça com algumas... volto a perguntar: onde está o grande problema nisso? Acho que o importante é que sejam felizes!

Vejamos o seguinte: não sou pelas bichas loucas, que fazem de tudo para chocar. Pronto, a forma como agem e se vestem é algo que só lhes diz respeito, desde que não chateiem ninguém. Mas muitos gays e lésbicas optam por chocar, ele é amassos no meio da rua, ele é apalpões descarados em sítios impróprios e tudo o mais. Isso não me parece apropriado, mas vale para gays como para hetero. Há um sítio e uma hora para tudo, seja com uns ou com outros.

Mas porque é que um casal gay não pode demonstrar que está junto? Com isto, quero dizer um beijinho em público, um abraço carinhoso, o andar de mãos dadas na rua. Porque é que isto é visto com maus olhos? Entristece-me que as pessoas não consigam aceitar tudo o que não vai de encontro ao que pensam ser o correcto. Onde está o respeito pela liberdade de cada um?

Conheço mais gays e lésbicas e é algo com que sempre lidei, desde cedo. Sempre aceitei e é algo normal para mim. Não aceito que rebaixem ou discriminem quem me é próximo porque gostam de pessoas do mesmo sexo. Não admito e defendo com unhas e dentes!

Homofobia para mim é merda. É de gente que não sabe aceitar que a vida é para ser vivida conforme faz feliz a cada um e não da forma que eles querem. Gente, ponham na cabeça que não têm direitos sobre a vida dos outros. Certamente, não iriam gostar que alguém vos condenasse por amarem quem amam. Iriam indignar-se. E com razão. Portanto, mãozinha na consciência e limitem-se a viver a vossa vida e a deixar a dos outros por conta deles, sim?!

Novo emprego, novas aprendizagens

2024 foi um ano de muitas mudanças na minha vida, depois do que aconteceu em setembro de 2023. Mudanças essas que continuam a acontecer no m...